edu dracena voando
Edu Dracena foi um dos que se salvaram no time do Santos (Foto: Ivan Storti/ Divulgação Santos FC)

Há muito tempo não via o Santos jogar tão pouco inspirado, tão lento e previsível, como se não tivesse o mínimo interesse na vitória. A Suzana definiu bem: “Um jogo melancólico, em que os jogadores se entregaram pouco pelo que recebem para jogar futebol”.

Sim, não parecia mesmo que estavam em campo jogadores que recebem 200, 300, 500, 700 mil reais por mês para bater uma bolinha uma ou duas vezes por semana. Um clássico de tanta tradição, que neste 2013 comemora 100 anos, não poderia ser jogado de maneira tão indigente.

De um lado, o Santos, time que mais gols fez na história do futebol, do astro Neymar. Do outro, o atual campeão do mundo, dos heróis Cássio, Guerrero, Sheik… Porém, em campo, só se viu uma preocupação excessiva com a marcação, uma troca sonolenta de bolas sem objetivo nenhum.

Na verdade, diante da indolência do Santos, o alvinegro da capital criou chances claras, que não soube aproveitar. O único chute a gol dado pelo Alvinegro Praiano ocorreu já no fim da partida, quando Marcos Assunção acertou uma cobrança de falta magistral e Cássio foi buscar na forquilha.

Neymar, bem marcado por Gil, fez muito pouco e ainda recebeu terceiro cartão amarelo por simular um pênalti. Não joga na próxima partida contra o Atlético Sorocaba.

Galhardo finalmente teve a sua chance de provar que pode ser titular, mas foi tão mal que Bruno Peres entrou na segunda etapa. Ou seja: na lateral direita o Santos está entre o péssimo e o ruim.

Montillo voltou a errar quase tudo, assim como André. Cícero estagnou. Mas Muricy deve ter medo de substituí-los e acontecer a mesma coisa do caso Bruno Peres-Galhardo.

Para não dizer que não falei de flores, digo que Edu Dracena, Durval e Léo jogaram melhor do que vinham fazendo. Arouca também deu um pouco mais de vitalidade ao meio-campo.

Como o Corinthians tinha jogado no meio da semana, Muricy deveria ter escalado um time mais jovem e rápido, que acelerasse o jogo e desgastasse o adversário. Mas isso seria pedir demais ao técnico que prefere manter os mesmos titulares em quaisquer circunstâncias.

Certo está o São Paulo de Ney Franco, um treinador que tem tido a coragem de escalar um time reserva e o está mantendo com cem por cento de aproveitamento. Essa visão, essa confiança na garotada, é que fazem falta ao imovível professor Muricy.

A seguir, um desabafo do santista Herbert Castro, que foi ao Morumbi e nos enviou o seguinte comentário:

Prezado Odir, boa noite.

Acabei de chegar do Morumbi, fui na companhia de meu filho Victor e como moro perto cheguei às 14:30 com medo de o estádio estar cheio. Mas foi só irmos nos aproximando, para percebermos que seria um fiasco em termos de público! Comprei nossos ingressos na mão de um cambista, pois as bilheterias haviam fechado às 12. Nessa hora já comprei com deságio, pois paguei R$ 35 em cada uma, quando o preço oficial era 40!! Já era dos cambistas de ficar com o mico.

Nesse item, cabem algumas perguntas: Quanto custa uma chamada de televisão na sexta e no sábado, com o ídolo Neymar convocando a torcida a comparecer? Que marketing esse que não utiliza nada? Por que 40 reais e não 30 pela arquibancada? Acho que essa turma adora nos ver pagar vexames e servimos de chacota! Pois um domingo de sol como esse, era para termos colocado no mínimo 40 mil pessoas e não os 15 mil, pois 2 mil eram corintianos e o local destinado a eles estava lotado!

Agora passemos para o futebol: que jogo LIXO! O Santos, olhando ali, ao vivo em campo, sem edições da transmissão de TV, é um time igual seu técnico: preguiçoso, lento e burro ao extremo.

O Santos hoje, mais do que nunca, só tem o chutão para frente!! Se Neymar pegar e estiver numa tarde ou noite inspirada, podemos ter esperança, caso contrário, é o que vimos “in loco” hoje.

Saímos de lá sem maiores esperanças, pois se num campeonato morno como esse, chegamos a ficar alguns momentos “na roda” o que esperar das fases mais agudas e sem Neymar?

O Santos hoje é um arremedo de time. Lamentável.

Diante do péssimo futebol mostrado, este blog se recusa a apresentar os “melhores” lances do jogo. Em vez disso, traz os gols de um clássico alvinegro dos tempos em que os dois times tinham craques de verdade (se bem que o Santos tinha muiiito mais) e jogavam o melhor futebol do mundo. Veja:

Bem, e você, o que achou do Santos no clássico deste domingo?