Infelizmente Muricy Ramalho volta a dirigir o Santos na partida de hoje, contra o Flamengo do Piaui, e com ele voltam jogadores que amarram e dão insegurança ao time, como o lateral-direito Galhardo e o quarto-zagueiro Durval. Por outro lado devem sair Patito Rodríguez e Alan Santos, que jogaram muito bem contra o União Barbarense e ajudaram o time a ser mais ofensivo.

A partida contra o Flamengo do Piauí, na Vila, é aquela que o Santos pediu para lavar a alma. O jogo típico para ir pra cima, jogar com vontade e conseguir uma goleada para colocar o Alvinegro Praiano no prumo. Para isso, não se exigia nenhuma invenção: era só repetir o time e a formação tática do último domingo, com três atacantes: Patito Rodríguez, Neymar e Giva.

Mas Muricy, que detesta ouvir o torcedor, deve escalar Galhardo, Durval, Léo e Arouca, tirando da equipe Alan Santos, Neto, Guilherme Santos e Patito Rodríguez. Qualquer torcedor de botequim não tiraria ninguém, talvez com exceção de Guilherme Santos. Se em time que se ganha não se mexe, em time que se goleia, menos ainda.

Porém, como o Santos pode empatar por 0 a 0 e 1 a 1 e ainda assim se classificará, não me admirarei se o time começar tocando a bola na defesa, esperando o perigosíssimo Flamengo do Piauí partir pra cima. E ficarei ainda menos surpreso se depois de estar vencendo por 1 ou 2 a 0, Muricy não trocar jogadores de ataque por outros de defesa, para “segurar a classificação”.

Um técnico precisa ter a sensibilidade para perceber que cada time tem uma cultura. Para o torcedor do Santos, a goleada é uma necessidade vital. Outros torcedores podem se contentar com vitórias magras a vida inteira, e de 1 a 0 em 1 a 0 podem conquistar todos os títulos, mas o santista não se contenta com conquistas com as calças na mão.

Um jogo como o de hoje, em qualquer época da história do Santos, mesmo com os piores times já formados na Vila Belmiro, só poderia significar goleada. Espero que o time jogue para isso e que a torcida não permita que o modorrento muricibol prevaleça.

As revelações de Kalil

Ontem Alexandre Kalil, presidente do Atlético Mineiro, revelou o que todos já sabiam: que Andrés Sanchez serviu de instrumento para detonar o Clube dos Treze em troca do estádio que lhe foi prometido. Só não ficou claro quem teria feito a promessa: a Rede Globo, a CBF, o Governo Federal… ou os três?

O Clube dos Treze era a oportunidade de os grandes clubes brasileiros lutarem por seus direitos de uma maneira coletiva e organizada. O fim do Clube gerou uma economia incalculável à Rede Globo – que passou a negociar em sigilo com cada um dos times –, além de impedir a concorrência de outras redes de tevê.
O golpe prejudicou a livre competitividade entre os clubes e privilegiou dois deles, abrindo o caminho para a espanholização galopante que ora se observa. E em pensar que é este mesmo Sanchez que quer assumir a presidência da CBF…

Kiko foi à Vila ver o Santos de Neymar

O ator Carlos Villagrán, que faz o personagem Kiko, astro da série mexicana Chaves, visitou a Vila Belmiro e fez questão de conhecer o ídolo Neymar:

E você, espera uma goleada hoje? Ou uma classificação chorada?