Mal o árbitro apitou o final do jogo da Seleção Brasileira com o Chile, na noite de quarta-feira, e Neymar levou a mão à coxa. Parecia virilha, o que requer duas semanas de recuperação, mas ele disse que foi uma pancada na coxa. De qualquer forma, talvez ele não seja escalado contra o Palmeiras no confronto deste sábado à tarde, na Vila Belmiro, que definirá uma vaga para as semifinais do Campeonato Paulista. O torcedor se pergunta: poderá o Santos vencer o aguerrido Palmeiras sem Neymar?

A não ser a partida em que derrotou o Cerro Porteño, em Assunção, por 2 a 1, no emblemático 14 de abril de 2011, não me lembro de outro jogo decisivo do Santos sem a presença do Menino de Ouro. Naquela noite paraguaia, que marcou a primeira presença do técnico Muricy Ramalho à frente do Santos, o time jogou com Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Adriano, Danilo e Paulo Henrique Ganso; Diogo e Keirrison. No segundo tempo entraram Pará no lugar de Arouca, Maikon Leite no de Diogo e Alex Sandro no de Keirrison.

Como já dissemos neste blog, Neymar tem sido a chamada “bola de segurança”. A partida complicou? Joga no garoto que ele resolve. Sem ele, obviamente, muita coisa muda no time. Mas não vejo só aspectos negativos na sua possível ausência.

Sem Neymar, outras individualidades terão de aparecer. Será a grande oportunidade de jogadores como Montillo, Cícero, André, Giva, Miralles, Arouca, Renê Junior e outros mostrarem que mesmo sem o grande craque e ídolo, podem formar um time forte e vencedor.

Será a hora de vermos fluir as individualidades, hoje um tanto apagadas pela hegemonia de Neymar. Por que um outro jogador não poderá partir para uma jogada pessoal e chegar ao gol adversário? O que o impedirá, já que Neymar não estará em campo disposto a receber todas as bolas (e a cobrar todas as faltas e pênaltis)?

Enfim, o lado positivo de não se ter Neymar contra o Palmeiras é que os outros jogadores do Santos terão a excelente oportunidade de provar que fazem jus ao alto salario que recebem e que merecem continuar no time no restante da temporada.

Resumindo, será uma questão de honra para seus companheiros vencer o Palmeiras sem Neymar, e talvez isso torne o Santos mais aguerrido, mais determinado do que seria caso pudesse contar com a genialidade do Menino para decidir a partida na hora que quisesse, do jeito que quisesse, passando a impressão de que o futebol é bem mais simples do que realmente é.

Está com tempo? Veja o jogo completo em que o Santos, sem Neymar, venceu o Cerro Portenõ, no Paraguai, por 2 a 1:

Agora eu lhe pergunto: e se Neymar não puder jogar?