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Neymar driblando dois. Na Vila o bicho vai pegar… (Foto: Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC)

Nada é por acaso. Os deuses do futebol não teriam permitido que o zagueiro Durval fizesse um gol no final do jogo do Pacaembu e muito menos que o Santos perdesse apenas de 2 a 1 neste primeiro duelo da final em que foi tão dominado, se não tivessem desígnios ocultos. É por isso que eu digo que este gol, no apagar das luzes, é que dará forças para o Santos jogar como se deve na Vila Belmiro e, para o bem do futebol, conquistar o tão sonhado TETRA!

Mas para que os deuses que pairam sobre os estádios se mostrem satisfeitos, na sagrada Vila Belmiro o Glorioso Alvinegro Praiano não poderá, por um minuto sequer, ser o time covarde que apenas correu atrás da bola no primeiro tempo do jogo no Pacaembu.

A equipe que fez mais gols na história do futebol não pode jogar só para se defender, tem de manter o espírito insaciável que a levou a grandes conquistas. Que os outros se preocupem com a defesa, que os outros entrem no fundo da rede para buscar as bolas endereçadas por nossos bravos guerreiros. Chegou a hora de o Santos mostrar sua verdadeira face.

Até o torcedor menos afeito a táticas e estratégias percebeu que o time entrou em campo desconectado. Não dá para jogar sem meias, ou delegar essa função a um veterano como Marcos Assunção, que bate bem na bola, mas não tem mais o fôlego e a versatilidade para fazer a ligação entre a defesa e o ataque. Neymar e Miralles ficaram isolados na frente, o que poderiam fazer?

O adversário teve chances suficientes para marcar no mínimo mais quatro gols. O Santos só teve mais uma oportunidade clara, com André, que tropeçou na hora de aproveitar o rebote de Cássio. Se todos os gols perdidos fossem feitos, teríamos um resultado de 6 a 2 para o Alvinegro de Itaquera, o que definiria o título já no primeiro jogo. Mas os deuses não queriam isso…

Por tudo que fez e faz pelo futebol limpo, sem conchavos e sem maracutaias, sem benesses do governo ou da TV que manipula o futebol, o Santos merece ser o primeiro tetracampeão paulista da era profissional. Por isso os chutes do adversário foram desviados pelo destino, da mesma forma que os arremates dos santistas ganharão a direção do gol no próximo domingo.

Muricy, faça a sua parte que os deuses ajudam

É claro que se continuar jogando com quatro volantes e dois atacantes amputados do resto do time, não haverá deus que dê jeito. O Santos de Muricy Ramalho tem de fazer a sua parte. E qual é ela? Bem, do ponto de vista tático é criar oportunidades dos dois lados: Por exemplo: Neymar, Léo e Cícero pela esquerda; Felipe Anderson, Bruno Peres e Miralles pela direita. Além deles, Arouca e Marcos Assunção penetrando pelo meio.

O Santos terá de se voltar ao ataque e não dar ao adversário a oportunidade de respirar. Provavelmente mais desgastado pelo jogo do meio da semana, frente ao Boca Juniors, o oponente não poderá jogar os 90 minutos em um ritmo intenso, enquanto o Santos poderá e será obrigado a fazê-lo.

A partida passa a ser um teste para as convicções de Muricy, que tem a tendência de acreditar mais nos veteranos – experientes, mas sem tanta mobilidade – do que nos garotos, que com sua energia, velocidade e atrevimento podem dar essa vitória e esse título ao Santos. Quem viu o jogo Porto e Lisboa sabe muito bem do que estou falando…

Quem é Kelvin? Um garoto de 19 anos, cabelo moicano radical, vindo do Paraná Clube. Um completo desconhecido. Pois ele entrou nos minutos finais do clássico com o Benfica e marcou o golaço que deixou o Porto a uma partida do título português. Está na hora de Muricy mostrar a mesma coragem e acreditar que o título pode depender de autênticos Meninos da Vila.

Por que não usar esta semana para testar Victor Andrade, Patito, Pedro Castro…? Além de rezarmos todos para a recuperação de Giva… Uma coisa é certa: os deuses do futebol não premiam os medrosos. Por isso tenho certeza de que na Vila o Santos será um time bem diferente do que o que se apresentou no Pacaembu. O gol de Durval manteve o sonho do Tetra mais vivo do que nunca. E ele virá! Quem viver, verá!

Reveja o gol de Durval que fez renascer o sonho do Tetra!

Você também não acha que o gol de Durval encaminhou o Tetra?