Não fosse pela resistência de alguns integrantes do comitê gestor e o Santos já teria perpetrado a contratação por empréstimo, até o final do ano, do centroavante trombador Willian José, atualmente no Grêmio. Não entendo essa insistência para trazer um atacante que não deu certo no São Paulo, que o revelou, nem no Grêmio, que o contratou, e que joga na mesma posição de Miralles, André e Giva.

Na verdade, André está fazendo hora-extra no Alvinegro Praiano. Sua recontratação foi um erro. Estático, com problemas crônicos de peso, o rapaz só continua jogando porque conta com a simpatia do técnico Muricy Ramalho e do ídolo Neymar. O argentino Miralles, mesmo com limitações técnicas, tem sido muito mais eficiente.

O melhor dos centroavantes do Santos é o garoto Giva, que veio do Vitória/BA para as categorias de base do Alvinegro Praiano. Insinuante, atrevido, Giva entrou no time e já ganhou a posição, mas está fora devido a uma preocupante contusão do púbis.

Se é para trazer algum William com vocação para fazer gols, o Santos deveria estar olhando com atenção para o ex-Menino da Vila William “Batoré”, da Ponte Preta. Campeão brasileiro com Diego e Robinho em 2002, William vive o auge de sua carreira. Mais experiente, hoje ele conhece os atalhos até o gol adversário. O problema é que, valorizado pelo ótimo Campeonato Paulista, o atacante da Ponte está mais caro, além de completar 30 anos na próxima terça-feira.

Os que defendem a vinda de Willian José dirão que ele jogou ao lado de Neymar na Seleção Brasileira Sub-17 e que tem apenas 21 anos, além de um bom físico de 1,86m e 81 quilos. Mas não se pode tratar jogadores como se fossem aqueles agasalhos grossos que guardamos no armário à espera de um frio que nunca vem. É preciso ter coragem para decidir se serve ou não…

Vejamos o caso do São Paulo: foi preciso tomar duas traulitadas seguidas, no Paulista e na Libertadores, para a diretoria de futebol decidir que Cortez, Fabrício, Cañete, Allison e Luiz Eduardo, entre outros, não servem para um time que quer ser vencedor. Nem mesmo os ex-ídolos Luis Fabiano e Rogério Ceni estão bem cotados para o time que disputará o Campeonato Brasileiro.
No Santos, do jeito que está sendo administrado hoje, provavelmente haveria um acochambramento e boa parte dos jogadores, ou quase todos, continuariam no elenco, recebendo salários e participando dos rachões, como é o caso dos fantasmas Pinga e João Pedro.

Com tantos bons jogadores surgidos no Campeonato Paulista, buscar Willian José é uma atitude preguiçosa e temerária, como foram temerárias as vindas de Ibson, Bill, Pinga e outros que engrossaram e engrossam inutilmente a folha salarial do Santos.

Este lance mostra por que o Grêmio não quis mais Willian José:

Copa Audi, tema de minha coluna de hoje no jornal Metro de Santos

A inexplicável “substituição” do Santos pelo São Paulo na Copa Audi, a ser disputada de 31 de julho a 2 de agosto, é o tema de minha coluna de hoje no jornal Metro de Santos – que pode ser lida no link
http://www.readmetro.com/en/brazil/metro-santos/

É inadmissível que a CBF tenha sido tão discriminatória nesse episódio, negando a autorização ao Santos e aceitando a inscrição do São Paulo – coincidentemente o clube a quem José Maria Marin sempre esteve ligado, desde os tempos em que foi atleta.

Esse episódio não permite empurração com a barriga. O torcedor e o sócio santista clama por uma resposta digna de sua diretoria. Um clube que realmente pode mais e quer ser respeitado não pode ser passado pra trás em assunto tão grave e ficar quietinho.

E você, o que acha da contratação de Willian José?