Qual foi a melhor fase do Santos jogando sob esta nova administração que assumiu o clube em 2010? Quem respondeu primeiro semestre de 2010 acertou. E qual era o nível dos salários do clube? De baixo para médio. Havia um teto salarial de, se não me engano, 160 mil reais por mês – com exceção de Robinho, que veio ganhando mais do que isso.

Um time de garotos, com alguns veteranos, um renegado (Arouca, eterno reserva no São Paulo) e um astro em baixa, já que Robinho voltou ao Brasil para poder jogar e conseguir um lugar na Copa. Essa foi a receita que fez o Alvinegro Praiano encantar o País.

Depois, o clube aumentou bastante os salários, contratou jogadores caros (Elano, Ibson), trouxe uma comissão técnica mais cara ainda, e de importante conseguiu uma Copa Libertadores, mas em nenhum momento repetiu o futebol de 2010.

Com o tempo, o Santos foi ficando cada vez mais caro e pior. Na verdade, não foram só jogadores e técnicos que passaram a ganhar muito. O clube espalhou benesses entre seus funcionários, como se fosse a empresa mais próspera do mundo. No campo, que é o que interessa, as conquistas foram minguando e a dívida assumiu tal proporção, que jogadores supervalorizados, como Ganso e Neymar, foram negociados apenas para pagar dívidas.

Hoje a necessidade faz o clube apelar para os Meninos – alternativa que o torcedor pede desde sempre neste blog – e a fórmula já dá resultados. Repare no prestígio dos jogadores de Atlético Mineiro e São Paulo, dois times vencidos pelos Meninos da Vila. No papel, na folha de pagamentos, seria impossível comparar o Santos com eles, mas no campo a garotada botou pra quebrar, com duas vitórias seguidas.

Mas ganhar um jogo é uma coisa, conquistar um campeonato é outra, dirão os eternos pessimistas. Em 2002 cansei de ouvir esse argumento. Está certo. Tem sua lógica. Não podemos nos precipitar. Mas quem ganha dois jogos seguidos, pode ganhar três, quatro, cinco, e quem ganha cinco jogos seguidos pode pular na frente da tabela, pegar embalo e seguir adiante. Eu acredito nessa rapaziada. E você?

Sempre defendi que técnicos brasileiros não deveriam receber salários astronômicos. Nenhum técnico botocudo merece ganhar mais do que 200 mil reais por mês, pois nenhum consegue fazer milagres. Só serão campeões se o elenco for muito bom, e se o elenco for muito bom até um técnico meia boca pode ser campeão.

Um exemplo tem sido o Claudinei Oliveira, que tem feito o Santos jogar melhor e mais motivado do que nos tempos do Muricy. Isso quer dizer que o Claudinei deve ganhar o mesmo que Muricy? Não, quer dizer que o Muricy deve ganhar menos do que o Claudinei. Se um bom salário para o Claudinei é 100 mil por mês, oitentinha pro Muricy está de ótimo tamanho, pois o homem só tem “trabalhado” com a fama.

Quanto aos jogadores, veteranos renovarem contrato com salários de 200, 300 mil por mês é uma insanidade que está cobrando um alto preço ao Santos. O técnico se vê na obrigação de escalar alguns que já deveriam estar esquentando o banco dos garotos, ou juntando seus carnês do INSS. Ou seja, a renovação é freada por bobagens feitas na hora de administrar o departamento de futebol.

Ah, e quer saber o meu Novo Santos? Lá vai: Aranha, Cicinho, Gustavo Henrique, Jubal e Mena; Arouca (ou Lucas Otávio), Leandrinho (ou Alan Santos), Cícero (ou Pedro Castro) e Montillo (ou Léo Cittadini); Neilton (ou Gabriel) e Giva.

E pra você, salário e nome ganham jogo?