Timemania este ano – até dia 13 de agosto

Posição Time UF Nº de apostas Percentual
1º FLAMENGO RJ 4.508.256 5,28%
2º CORINTHIANS SP 4.089.390 4,79%
3º SAO PAULO SP 3.107.527 3,64%
4º SANTOS SP 2.923.182 3,43%
5º GREMIO RS 2.729.288 3,20%
6º PALMEIRAS SP 2.660.258 3,12%
7º INTERNACIONAL RS 2.374.370 2,78%
8º VASCO DA GAMA RJ 2.373.204 2,78%
9º BOTAFOGO RJ 2.296.492 2,69%
10º FLUMINENSE RJ 2.133.087 2,50%
11º ATLETICO MG 2.131.157 2,50%
12º CRUZEIRO MG 1.952.129 2,29%
13º BAHIA BA 1.698.957 1,99%

santos e vasco
O goleiro vascaíno Diogo Silva dá de bico diante de Neilton, que não foi bem, e Montillo, o melhor em campo. O empate foi um castigo que veio no fim (Foto: Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC).

Tomar o único gol do adversário após cobrança de escanteio no último minuto da partida parece azar. Mas quem viu o jogo Santos e Vasco, e já tinha visto Santos e Coritiba, sabe que essa defesa do Alvinegro Praiano costuma dar umas cochiladas bem nos momentos finais, justamente em que ela precisa estar mais esperta. E contra o Vasco a dupla Edu Dracena e Durval já tinha deixado os vascaínos cara a cara com Aranha duas vezes no primeiro tempo.

Há quatro jogos sem vencer, essa vitória cairia do céu, pois deixaria o Santos três pontos acima da zona de rebaixamento, com um jogo a menos. Por isso, é inadmissível que, após um escanteio, no finzinho do jogo, em que o time todo deveria estar atento para a marcação, a bola tenha sobrado para um adversário livre na pequena área, tão livre que teve tempo de ajeitar o corpo e bater na saída de Aranha.

A incapacidade do Santos de segurar as vantagens, mesmo na Vila Belmiro, deixa o torcedor à beira de um ataque de nervos. Como é difícil ficar torcendo para o tempo passar e saber que a qualquer momento a zaga pode entregar o ouro. Se Edu Dracena, Durval, Léo e Aranha são jogadores experientes, por que, Santo Padre, o Santos ainda toma esses gols de bola parada no fim do jogo?

Outra crítica a ser feita tem a ver com a escalação e a postura do time. Depois de ensaiar uma formação mais ofensiva quando veio da base, Claudinei Oliveira está se revelando um discípulo fiel do Muricybol, enchendo o meio de campo de volantes e deixando jovens atacantes no banco de reservas.

Alison e Alan Santos têm jogado bem, levando-se em conta sua juventude, mas na Vila é preciso se fechar tanto? Neilton esteve mais uma vez isolado e pouco produziu. Thiago Ribeiro entrou em seu lugar e só se esforçou. Ainda está fora de forma. Willian José é um brigador. Dele não se pode esperar que crie nenhuma jogada. Mas será que eles são mesmo os melhores dos quais dispõe o técnico?

Se Victor Andrade, Gabriel e Léo Cittadini não jogarem na Vila Belmiro, jogarão onde? E quando? Sem dar oportunidade a esses garotos, que por sinal fazem parte do elenco, como eles ganharão confiança? Se Léo Cittadini entrou muito bem contra o Crac, a ponto de fazer um gol, por que o rapaz nunca mais foi escalado? Nem ele, nem Gabriel, nem Victor Andrade, nem Pedro Castro, nem Lucas Otávio…

Falta de ousadia

A falta de ousadia de Claudinei está engessando o Santos novamente. O frescor que se percebeu nos primeiros jogos após a saída de Muricy está se esvaindo. O técnico parece recear perder o respaldo dos veteranos e ao mesmo tempo não demonstra confiar nos mais jovens. Positivamente não é uma situação tranqüila. O pior é que ele pode estar certo e o elenco do Santos talvez seja suficiente apenas para lutar contra a queda para a Série B.

De qualquer forma, nessa hora lembro de uma frase inteligente de Vanderley Luxemburgo. Sim, inteligente e perspicaz. Ele dizia que era melhor ganhar um jogo e perder dois do que empatar três. Nos dois casos o time teria três pontos ganhos, mas no segundo teria uma vitória a mais, que é o primeiro critério de desempate. Como empatou suas últimas três partidas, o Santos fez menos do que Portuguesa e Criciúma, times que só anseiam permanecer na Série A.

Com mais esse empate, o alerta amarelo está ficando vermelho. Só um pontinho separa o Santos do Criciúma, o primeiro da zona de rebaixamento. O próximo compromisso do Alvinegro Praiano é o Bahia em Salvador, outra pedreira. A boa notícia é que Montillo está mesmo se firmando e mostrando o futebol que o levou a se destacar no Cruzeiro. Mas parece pouco diante dos obstáculos a superar.

Essa falta de vitórias e o sistema amedrontado de Claudinei compõem uma sombra que se avoluma sobre o Santos. Não há mais dúvida, para mim – apesar de o campeonato estar apenas no seu terço inicial – que este Brasileiro repetirá o que tem acontecido desde 2008, quando o Santos deixou de lutar pelo título nacional e passou a se preocupar apenas em não ser rebaixado. Isso é muito pouco para um time que se acostumou a ficar no pelotão da frente, mesmo nas épocas de vacas magras.

Veja, caro leitor, que de 1990 a 1995, seis anos de uma época em que o Santos estava na fila por um título importante, a pior classificação do Alvinegro Praiano foi um nono lugar em 1994. Pois em 1990 ele terminou em sétimo; em 1991 em oitavo, em 1992 em sétimo; em 1993 em quinto e em 1995 foi o vice-campeão mais roubado da história dos Brasileiros. E tudo isso com elencos limitados.

Nos últimos cinco Brasileiros – a competição que exige mais planejamento dos clubes – o Santos foi décimo-quinto em 2008; décimo-segundo em 2009; oitavo em 2010; décimo em 2011 e oitavo em 2012. Este ano ocupa a décima-quinta posição, sem perspectiva de grandes melhoras.

Veja os melhores momentos do jogo:
http://youtu.be/UaXe_rJYUuQ

Só 3.892 pagantes…

O Santos não aceitou a sugestão de leitores deste blog para reduzir o valor do ingresso. A diretoria que vive em uma redoma insistiu nos mesmos preços. Consequência: apenas 3.892 pessoas pagaram para ver o jogo contra o Vasco. Abaixo a ficha técnica da partida:

Santos: Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Durval e Léo; Alison (Renê Júnior), Alan Santos (Leandrinho), Cícero e Montillo; Neilton (Thiago Ribeiro) e Willian José. Técnico: Claudinei Oliveira.

Vasco: Diogo Silva, Fagner, Jomar, Rafael Vaz e Henrique; Abuda, Fillipe Souto (Wilie), Wendel e Santiago Montoya (Marlone); Eder Luís e André (Tenório). Técnico: Dorival Junior.

Árbitragem: Edivaldo Elias da Silva (PR), auxiliado por Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Nadine Schramm Câmara Bastos (SC).

Público: 3.892 pagantes. Renda: R$ 110.061,00.
Gols: Edu Dracena aos 31 e Rafael Vaz aos 46 minutos do segundo tempo.

E pra você, esse empate com o Vasco foi azar ou incompetência?