Pelas circunstâncias, os empates contra Corinthians e Cruzeiro foram bons resultados, mas hoje, às 19h30, na Vila Belmiro, o Santos precisa entrar em campo para buscar sua quarta vitória no Brasileiro. Com 14 pontos em 11 jogos, o Alvinegro Praiano está naquela zona cinzenta entre a busca por uma vaga no G4 e o perigo da zona de rebaixamento. Mas o adversário é dos mais tradicionais.

A vitória sobre o Coritiba, fora de casa, elevou as perspectivas do Vasco do técnico Dorival Junior. A sorte do Santos é que Juninho Pernambucano e Pedro Ken – autor do gol contra o Coritiba – não jogam hoje. Montoya deve entrar. E o “nosso” André, será que dará trabalho justo hoje?

O ponto fraco do Vasco tem sido sua defesa, que conta com uma dupla de zaga formada por Jomar e Rafael Vaz. Em 13 jogos o time sofreu 22 gols, três a mais do que marcou.

No Santos voltarão Willian José e o lateral Léo. Sei que boa parte dos leitores deste blog prefeririam Giva e Mena. Mas, a bem da verdade, não dá pra dizer que há uma diferença técnica relevante entre os que entrarão em campo e os que ficarão de fora. Além disso, o leitor Tiago nos lembra que Mena estará a serviço da Seleção Chilena. O técnico Claudinei Oliveira, que acompanha os treinos, merece o benefício da dúvida. Torçamos, pois, antes de acionar as cornetas.

Sem Arouca, machucado, o time deve ser escalado com Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Durval e Léo; Alan Santos, Alison, Cícero e Montillo; Neilton e Willian José. No transcorrer da partida creio que Marcos Assunção, finalmente recuperado, possa entrar. Eu colocaria Victor Andrade ou Gabriel no segundo tempo e, dependendo da atuação de Cícero, faria entrar o garoto Léo Cittadini no seu lugar.

Para não ficar em cima do muro, eu prevejo uma partida complicada, mas com domínio do Santos, que deverá explorar as falhas da defesa vascaína para chegar à vitória. De quanto? Fico com 2 a 1, mas não me surpreenderia se a diferença fosse de dois gols.

Clássico alvinegro de muita história

Dos oito títulos brasileiros que o Santos possui, três foram obtidos em jogos contra o Vasco: em 1965, na final da Taça Brasil (vitórias por 5 a 1 no Pacaembu e 1 a 0 no Maracanã); em 1968, na última rodada da fase final do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (2 a 1, no Maracanã) e em 2004, na última rodada do Campeonato Brasileiro (2 a 1, em São José do Rio Preto).

Mas a história entre ambos teve muitos outros capítulos: em 1927 o Santos, que era a sensação do futebol paulista, foi o convidado de honra do Vasco para a inauguração de São Januário, então o maior estádio do Brasil. Em tarde de gala, com a presença do presidente da República, o Santos venceu por 5 a 3. No mesmo ano o Vasco quis uma revanche, no campo do América, e o Santos goleou por 4 a 1, o que fez a imprensa carioca considerar o Alvinegro Praiano como o melhor time brasileiro de 1927.

Em junho de 1957 os dois times fizeram um combinado – com o ataque do Santos e a defesa do Vasco – para disputar um torneio internacional no Rio de Janeiro, e Pelé vestiu a camisa do Vasco, marcando seis gols em quatro jogos (três deles na estreia contra o Belenenses, de Portugal) e consolidando sua condição de craque diante da crônica esportiva mais influente do País.

Em 19 de novembro de 1969, em um Maracanã com quase 70 mil pessoas, até os vascaínos pediram que Pelé cobrasse o pênalti que lhe proporcionou o gol 1.000 de sua carreira, em outro momento marcante na história do Rei e dos dois times.

Veja de novo o Santos ser pentacampeão brasileiro:

Reveja o jogo que deu mais um título brasileiro ao Santos em 2004:

Sinta de novo a emoção do Gol 1.000 de Pelé:

E pra você, como o Santos deve jogar para vencer o Vasco?