Uma enquete que ficou meses aqui neste blog mostrou que a grande maioria dos santistas quer que o Santos mande seus jogos em São Paulo. Nesta outra que está no ar, 60% são favoráveis a uma revanche com o Barcelona. Eu pergunto: por que não fazer as vontades (exequíveis) do torcedor?

Claro que algumas são inexecutáveis, pois demandam muito dinheiro ou questões intransponíveis, como é o caso da preferência pelo técnico Marcelo Bielsa, por exemplo. Se ele não quiser vir, ou pedir uma fortuna, o que poderá se fazer?

Mas, na medida do possível, eu sou pela obediência à vontade da maioria. Não seria este, por acaso, o princípio da democracia? E se o torcedor é o responsável por manter um time de futebol vivo, não seria ele o verdadeiro mandatário dessa agremiação?

Com que direito um presidente, ou uma diretoria, ou um comitê gestor, faz o que bem entender com o objetivo do amor e do sonho de tantas pessoas? E no caso do Santos a situação ainda é mais grave, pois o eleito pela vontade popular – o presidente Luis Álvaro Ribeiro – nem está mais no clube, que vem sendo tocado por pessoas que não receberam o voto e nem o aval do sócio.

Bem, mas o que quero dizer é que apoio totalmente a parceria com o Pacaembu para ser o estádio mais utilizado pelo Santos. Com um estádio maior, encravado na praça mais rica do País, as possibilidades de patrocínio, marketing e, principalmente, de maiores arrecadações, aumentarão geometricamente. É uma oportunidade que cai do céu no colo do Santos e não pode ser desperdiçada.

Com relação à revanche com o Barcelona, também sou favorável, mas não agora. Que se marque a partida para depois do Campeonato Brasileiro, ou em uma data em que o Alvinegro Praiano não tenha de se desviar do seu objetivo principal este ano, que é montar aos poucos um time competitivo e se manter na Série A do Brasileiro.

E você, acha que a opinião da maioria dos santistas deve ser sempre respeitada? Ou não?