Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: setembro 2013 (page 1 of 3)

Meninos apressados

Na livraria Saraiva do aeroporto de Guarulhos encontro dois livros de Neymar. Um tem ele e o pai na capa, o outro, colorido, parece um album de figurinhas. Ha uma pilha do primeiro logo na entrada da loja. A capa e em preto e branco. Neymar e o pai estao serios, com cara de poucos amigos. O segundo e mais alegre, mais informativo, quase infantil. Nenhum faz jus a importancia que Neymar tem hoje para o futebol. O primeiro e o pior: pretensioso e mal escrito, com jeitao de livro feito nas coxas para aproveitar o momento. Horas depois vejo um documentario sobre David Beckham no voo da United e percebo como se constroi uma imagem solida ao longo da carreira. A equipe quye trabalha com Neymar deveria assistir.

Beckham tem um casamento solido com Victoria, os filhos, uma familia feliz e equilibrada. Planejou a aposentadoria. Ofereceu a fortuna do ultimo ano de contrato com o PSG para entidades beneficentes. Em um lorde, um ser superior, um sujeito que soube se monetarizar na hora certa, mas tambem soube quando era preciso ser generoso e retribuir o muito qu eo futebol lhe deu. Fico imaginando se os Meninos da Vila sabem ou saberao fazer isso fico um pouco desanimado.

Neymar nao permitiu ao Santos usar a sua imagem em um documentario. Que coisa pobre! O time que lhe deu tudo o que tem quer usar imagens dos tempos em que usava a camisa do Alvinegro Praiano e o rapaz se recusa! O que vai perder com isso? Nada. Infelizmente, tudo o que envolve cultura e conhecimento nao da um gande retorno, ainda mais no Brasil. Posso estar enganado, mas creio que Beckham jamais faria algo assim.

Leio que Nweilton quer ganahr mais de 60 mil por mes e que Victor Andrade se recusou a vijar com o time para a Asia. Uma pena. Ainda nao sabem jogar futebol direito e ja se sentem astros. Tomara que nao acabem como o Jean Carlo Chera, sem futuro. Por falar em futuro, neste domingo a parada e durissima, contra o campeao da Libertadores, em Minas. Forca e sorte ao time que tem fas em todo o mundo, como mostrarei nos posts seguintes. Abracos e desculpem pela falta de acentos. Teclado norte-americano…

E voce, acha que o Santos esta educando bem os seus Meninos?


Santos e São Paulo é uma soma, não uma divisão

Almocei ontem com o admirável santista Vasco Caldeira, uma cabeça esclarecida, gerente do Masp por 12 anos, e ouvi dele uma frase e um conceito que me tocaram. “Ter muitos torcedores em Santos e São Paulo não é um problema, mas uma solução”, disse-me. E lembrou que o santista de São Paulo gosta da ideia de descer a serra e encontrar a razão do seu amor morando junto ao mar. É diferente… Da mesma forma, o santista da Baixada se surpreende positivamente ao vir à Capital e encontrar tanta gente dividindo a mesma paixão pelo Alvinegro Praiano.

Como Vasco bem lembrou, Santos e São Paulo estão mais ligadas do que se pode imaginar. A estrada de ferro, a via Anchieta (e a Imigrantes), são obras de afirmacão da engenharia brasileira. E ainda há toda a história que começou com José de Anchieta e terminou no Pátio do Colégio, os movimentos republicano e abolicionista, o porto de onde vieram os imigrantes, a semana de Arte Moderna…

Por que não unir as forças, ao invés de dividi-las? Que a Vila Belmiro se transforme em uma bela arena para alguns jogos e para os grandes shows da Baixada Santista, e que o Pacaembu seja o estádio para os jogos em que se prevê mais público. Esta é a sugestão do amigo Vasco. Assino embaixo. O revezamento maior entre Vila e Pacaembu melhorará a média de público nos dois estádios.

Os adversários podem achar interessante dividir para reinar, mas o santista tem de ter a consciência de que sempre será mais forte caso se mantenha unido. Os dirigentes do clube precisam incluir essa filosofia aglutinadora em seus programas de governo.

Alô santistas de Detroit e Chicago, lá vou eu…

Viajo hoje à noite, com a Suzana, para Detroit, a fim de visitar meus cunhados Eduardo e Marlene e meus queridos sobrinhos Kimberly e Noah. Na outra semana estaremos em Chicago, visitando museus todos os dias. Além de adorar museus (os anti-santistas vão dizer que é por isso que torço pelo Santos, rsss), vou aprender alguma coisa que talvez possa usar no Museu Pelé, do qual sou editor de conteúdo e será inaugurado antes da Copa de 2014, no antigo Casarão do Valongo, em Santos, numa obra magnífica.

Levarei o laptop e o blog se manterá no ar, como sempre. Mas peço de antemão a compreensão de todos caso os comentários não sejam liberados com muita rapidez. Abraços gerais.

E você, não acha que santistas de Santos e São Paulo devem se unir?


Santos foi impotente diante de um Náutico franco-atirador

O fato de empatar, fora de casa, com Corinthians e Flamengo, já mostrava que o Náutico, apesar da situação dramática na tabela, não seria um adversário fácil para o Santos, na Vila Belmiro. Mas poucos poderiam imaginar que o time pernambucano se mostraria mais organizado e perigoso do que o Alvinegro Praiano, a ponto de criar várias oportunidades de gol e abrir o marcador aos 37 minutos do segundo tempo, com Maikon Leite.

A vaca já estava indo celeremente para o brejo quando Cícero, aos 39 minutos, empatou a partida em bela cobrança de falta. Esse pontinho conseguido com o empate caiu do céu, pois se um time merecia sair da Vila com a vitória, esse foi o Náutico, muito bem orientado por Marcelo Martelotte, aquele mesmo que treinou o Santos em 2010. Em alguns momentos pareceu que o time da casa era o Timbu.

Não se pode negar que um resultado desses mostra a limitação técnica do Santos. Sem Thiago Ribeiro, suspenso, e perdendo Montillo ainda no primeiro tempo, por contusão, só restou Cícero como um criador de jogadas ofensivas. Os laterais Mena e Cicinho não foram bem, Giva e William José se atrapalharam com a bola e Renê Junior mais uma vez foi um desastre na hora do passe.

O leitor deste blog tem insistido, até com expressões chulas, que o técnico Claudinei Oliveira é medroso. Contra o Náutico ele se mostrou, no mínimo, cauteloso demais. O lógico era ir pra cima com três atacantes. Porém, se desguarnecesse o meio-campo, talvez, ao invés do empate, o Santos teria perdido do lanterna do campeonato. Analisar depois do resultado é covardia.

De qualquer forma, apesar do resultado e da atuação decepcionantes, não se pode jogar a toalha. O Santos passou para o sexto lugar, com 33 pontos, apenas seis atrás do Grêmio, o quarto colocado. Se o futebol fosse absolutamente lógico, esse empate melancólico contra o Náutico tiraria o Santos de qualquer perspectiva de conseguir uma vaga para a Libertadores de 2014. Mas não é assim que funciona.

Sem maiores responsabilidades, o Náutico pôde mostrar um futebol solto, descompromissado, que provavelmente não mostraria se ainda tivesse maiores possibilidades de se manter na Série A. Outros times, mais gabaritados, se mostrarão menos desenvoltos quando enfrentarem o Santos em São Paulo. Por outro lado, as voltas de Thiago Ribeiro e Montillo darão ao Alvinegro Praiano mais força ofensiva.

Veja os melhores momentos de Santos 1 x 1 Náutico:
http://youtu.be/XT9BC53ysFc

E pra você, o que significou esse empate com o lanterna Náutico?


Será que a vaia resolve? Hoje é dia de apoiar o time do começo ao fim.

Ao ataque contra o Náutico

Sem Tiago Ribeiro, suspenso, o Santos deve atacar o Náutico – agora comandado pelo ex-santista Marcelo Martelotte – no jogo desta noite, às 21 horas, na Vila Belmiro, para conquistar os trIes pontos e fiacr a apenas quatro do Grémio, o quarto colocado do Brasileiro. Mas não creio que Claudinei Oliveira optará por três atacantes, preferindo manter apenas dois lá na frente e um meio-campo com dois volantes e dois meias, podendo tornar o time ofensivo quando tiver a posse de bola, mas sem se expor demais.

Como Arouca também não joga, igualmente suspenso, acredito que Claudinei escalará Alison e Cícero mais atrás, e Leandrinho e Montillo como meias. Na verdade, Leandrinho será um meia-volante, enquanto Cícero um volante-meia. Na frente, acho que os preferidos serão Giva e Willian José, mas gostaria de ver Gabriel, Neilton ou Victor Andrade no time.

O Náutico está virtualmente rebaixado, mas ainda tem tirado pontos importantes de equipes consideradas favoritas. Aliás, o Santos só é o primeiro dos paulistas porque o time pernambucado empatou com o Corinthians no Pacaembu. Portanto, que o Alvinegro Praiano ataque, com precisão, mas sem descuidar da defesa.

O mapa da mina será atacar pela direita, pois Martelotte terá de improvisar o zagueiro Luiz Eduardo ou o volante Dadá na posição. O goleiro Gideão, que teve uma atuação bíblica no empate com o Flamengo, no domingo, prossegue no lugar de Ricardo Berna, machucado.

O Santos deverá jogar com Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Alison, Cícero, Leandrinho e Montillo; Giva (Gabriel ou Neílton ou Victor Andrade) e Willian José. O Náutico, com Gideão, Derley, João Filipe, Leandro Amaro e Luiz Eduardo (Dadá); Elicarlos, Martinez, Diego Morales e Tiago Real; Hugo e Rogério. A arbitragem será de Francisco Carlos do Nascimento (AL), auxiliado por Thyago Costa Leitão (PI) e Gean Carlos Menezes de Oliveira (RR).

Só vejo a vitória na minha frente, e você?

O futebol muita vez exige ação, inconformismo, mas em outras o mais sábio é ter paciência e fazer o melhor com o que se tem. Não estou sugerindo indiferença ou negligência diante dos fatos, mas apenas paciência temperada com um pouco de sabedoria e atitude positiva.

O Santos vai mandar embora o treinador e metade dos jogadores e contratar outros? Não. Até porque sairia uma fortuna fazer uma barbaridade dessas. Por outro lado, se até o atual campeão do mundo, com uma folha de pagamentos maior do que tinha no ano passado, está atrás do Santos na classificação do Brasileiro, será que o time é tão ruim assim como querem alguns santistas?

Eu acredito que não e tenho apenas a minha experiência de vida para recorrer às lições da história, que é cíclica, e perceber que nenhum grande time nasce pronto e mesmo os maiores são obrigados a viver períodos trágicos. Para evitar que eles ocorram, é importante entender as circunstâncias do momento pelas quais o clube passa e apoiar os jogadores – como na partida desta noite, contra o Náutico.

Mas já está rebaixado, Odir, que perigo pode representar? Bem, veja os últimos jogos do time pernambucano e constate que tem tirado pontos importantes de concorrentes bem mais gabaritados. O próprio campeão do mundo não saiu do zero contra o Náutico no Pacaembu.

Agora farei um teste com você e espero que tente entender e responder a pergunta, no fim:

Em determinado ano de sua existência, encravado em uma época em que ganhava a média de dois campeoantos oficiais por temporada, o Santos viveu também uma fase de transição e obteve os seguintes resultados no Campeonato Paulista:

10 de agosto: Empate por 3 a 3 com a Portuguesa Santista na Vila Belmiro.

17 de agosto: Empate por 1 a 1 com o Juventus na Vila Belmiro.

7 de setembro (após uma breve excursão internacional): Derrota para o Guarani por 3 a 0, em Campinas.

14 de setembro: Derrota para a Portuguesa de Desportos por 2 a 0, na Vila Belmiro.

18 de setembro: Derrota para o Comercial por 3 a 1, em Ribeirão Preto.

22 de setembro: Empate com o Palmeiras por 2 a 2, no Pacaembu.

25 de setembro: Derrota para o Botafogo por 2 a 1, em Ribeirão Preto.

Veja que o Santos teve quatro derrotas e três empates na fase inicial do Campeonato Paulista, o que praticamente tirou sua chance de lutar pelo tricampeonato estadual. Agora me diga que ano foi esse e que jogadores atuavam no Santos…

Já sabe de que ano se trata? E quais eram os jogadores? Bem, esse quiz é relâmpago, pois já vou lhe dar a resposta: isso ocorreu em 1966 e o elenco santista era estrelado por ninguém menos do que Gylmar, Laércio, Carlos Alberto Torres, Mauro Ramos de Oliveira, Oberdã, Joel Camargo, Lima, Orlando Peçanha, Zito, Haroldo, Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé, Toninho, Edu… E o técnico era o Lula.

Espantado? Achou que o grande Santos não ficava tantos jogos sem vencer e nem tinha dificuldades, na Vila Belmiro, até contra equipes humildes, como Portuguesa Santista e Juventus? Pois é…

Bem, não quero dizer com isso que este Santos atual possa se comparar ao de 1966, mas gostaria de enfatizar que se mesmo um grande time pode viver períodos terríveis, por que, ao invés de querer que os jogadores do Alvinegro Praiano se tornem craques à força, não reconheçamos as limitações de cada um e os apoiemos mesmo assim?

Garotos evoluem ou se apagam de vez. É claro que tudo depende da personalidade e da força psicológica de cada um, mas fica bem mais fácil quando o torcedor o incentiva, ao invés de vaiá-lo. Na verdade, a regra vale para todos, veteranos inclusive. Se o santista quer ocupar apenas um terço da capacidade da Vila Belmiro e ainda ter a petulância de vaiar o time, será que não seria mesmo melhor ficar em casa?

Reveja os melhores momentos de Náutico 1 x 2 Santos,em 2009:

Será que neste post fui muito paternalista? Será que a vaia resolve?


Não vejo nenhum paulista na minha frente!

O elenco e o técnico não são unanimidades entre os santistas. Faltam jogadores e Claudinei Oliveira ainda não agrada a muitos. Mas a verdade é que o Santos, com um jogo a menos, é o melhor dos times paulistas no Campeonato Brasileiro. Você acha que é o menos ruim? Que seja. O certo é que quem apostava que o time seria rebaixado, caiu do cavalo. Se jogar tudo o que pode, o Alvinegro Praiano terá boas chances de conquistar uma vaga para a Libertadores. Pra começar o Santos deve olhar para a frente e nunca para trás.

Veja os melhores momentos de Santos 2 x 1 Criciúma:
http://youtu.be/kNWvo_xv5r4

SANTOS 2 X 1 CRICIÚMA
Vila Belmiro
Árbitragem: Arilson Bispo da Anunciação (BA), auxiliado por Janette Mara Arcanjo (MG) e Valdebranio da Silva (RO).
Público: 5.147 pagantes. Renda: R$ 126.376,00
Cartões amarelos: Montillo e Arouca (Santos); João Vitor, Elton e Henik (Criciúma)
Gols: Thiago Ribeiro aos 20 e Willian José aos 41 minutos do primeiro tempo. Tony aos 34 minutos do segundo.
Santos: Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Renê Júnior, Arouca, Leandrinho (Renato Abreu) e Montillo (Pedro Castro); Thiago Ribeiro e Willian José (Giva). Técnico: Claudinei Oliveira.
Criciúma: Helton Leite, Matheus Ferraz (Henik), Leonardo e Fábio Ferreira; Tony, Elton (André Gava), João Vitor, Daniel Carvalho (Fabinho) e Diego Hoffmann; Lins e Wellington Paulista
Técnico: Sílvio Criciúma

gabigol
Gabriel precisa do carinho da torcida para mostrar o que sabe (Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC)

Há jogos que têm tudo para marcar uma arrancada no campeonato. Este que o Santos faz contra o Criciúma, neste domingo, às 18h30, na Vila Belmiro, é um deles. O Alvinegro Praiano tem jogado bem e desta vez atua em casa, diante de uma torcida que começou a comparecer – e a entender o momento do time – diante de um adversário desfalcado e combalido. Tudo nos leva a prever uma vitória santista, mas o oponente merece respeito.

A confiança na vitória do Santos vem da análise dos rendimentos dos dois times, das circunstâncias da partida e dos elencos. Concordo com quem insiste que o Santos não é nenhuma maravilha, mas ao mesmo tempo lembro que não há nenhum time maravilhoso neste Campeonato Brasileiro e que por mais jogadores medianos e inexperientes que tenha, o Alvinegro Praiano ainda possui uma equipe visivelmente mais qualificada do que outras, entre elas o adversário deste fim de semana.

Mesmo sem Alison e Cícero, suspensos, o time que Claudinei Oliveira pode levar a campo tem uma boa defesa, formada por Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Eugenio Mena; um meio-campo que não tem criado muito, mas dificulta demais as ações do adversário, que terá Renê Junior (ou Renato Abreu, ou Leandrinho), Arouca e Montillo; e um ataque que cria boas oportunidades de gol, formado por Thiago Ribeiro, Gabriel e Willian José.

Uma outra opção tática seria jogar só com dois atacantes, com Arouca, Renato Abreu, Montillo e Leandrinho no meio, porém com liberdade para Leandrinho se aproximar do ataque, que teria Thiago Ribeiro e Gabriel (ou Willian José).

Considero a possibilidade de substituir o garoto Gabriel nesta segunda opção porque a torcida tem pegado muito no seu pé e ele realmente não tem jogado bem. Se começar a ser vaiado, sumirá de campo. Aliás, acho que nessa posição ocupada por Gabriel poderá haver um revezamento entre ele, Neilton e Victor Andrade. Manter sempre um garoto – rápido e atrevido – no ataque é muito bom e embanana a defesa adversária. Quem tiver melhor dos três, joga.

A vitória nesse domingo tem tudo para ser sucedida por outra vitória no meio da semana, frente ao já desanimado Náutico. Estes seis pontos colocariam o Santos na briga direta por uma vaga para a Copa Libertadores de 2014. Mas não se ganha seis pontos de uma vez só. É preciso jogar cada partida com fé, atenção e determinação.

O que esperar do Criciúma?

Todo adversário merece respeito? Teoricamente, sim. Mas se um time favorito respeita demais o outro, e não o ataca e pressiona como deve, esse outro começa a ganhar confiança (ou “gostar do jogo”, como dizem os comentaristas da tevê), e ao se sentir à vontade pode alcançar o gol e tornar a partida dramática. As grandes zebras ocorrem assim, ou por falta de respeito, ou por respeito demais.

Mas é claro que o Criciúma merece cautela. Trata-se de uma equipe que já viveu lampejos vitoriosos neste Brasileiro. Relembre, amigo e amiga, que de 24 de agosto a 5 de setembro o Criciúma, dirigido pelo técnico interino Silvio Criciúma, em quatro jogos venceu três e empatou um: derrotou Vitória (1 a 0) e São Paulo (2 a 1) fora de casa, venceu o Coritiba (2 a 1) em Criciúma e empatou com a Ponte Preta, em Campinas, por 0 a 0. Portanto, já mostrou que merece cuidados.

No momento, porém, o desespero bate à porta do Criciúma. O time não vence há quatro jogos e vem muito desfalcado para a Vila Belmiro. Os laterais Sueliton e Marlon, machucados, não jogam. O reserva de Marlon, Gilson, também está com problemas físicos. Por isso, o lateral-esquerdo do time catarinense deverá ser o garoto Diego Hoffmann, que veio das categorias de base. Nem é preciso dizer que Cicinho, Gabriel e/ou Thiago Ribeiro têm de forçar a barra por ali.

O volante Serginho e o atacante Cassiano, ambos contundidos, também não devem entrar em campo. Outros prováveis desfalques são os ex-santistas Éwerton Páscoa, que deverá ser substituído por Fábio Ferreira, e o centroavante Marcel, cujo lugar deverá ser ocupado por nosso conhecido Wellington Paulista. Outra substituição provável é a de Morais por Daniel Carvalho.

À espera de erros de passes do Santos, ou do aproveitamento de alguma bola parada, o Criciúma, com três zagueiros, provavelmente jogará com Helton Leite, Matheus Ferraz, Fábio Ferreira e Leonardo; Tony, Elton, João Vitor, Daniel Carvalho e Diego Hoffmann; Lins e Wellington Paulista.

A arbitragem será de Arilson Bispo da Anunciação (BA), auxiliado por Janette Mara Arcanjo (MG) e Valdebranio da Silva (RO). Confesso que não tenho maiores referências sobre esse trio. Desejo-lhes boa sorte, apenas.

Enfim, será um confronto que exigirá determinação e fome de gol dos santistas, mas ao mesmo tempo implicará algum cuidado, pois o adversário já conseguiu bons resultados fora de casa. Qual a melhor maneira de encarar uma partida assim? Pode parecer uma resposta comum, mas o ideal é entrar em campo como se fosse para uma decisão mesmo. Se render o máximo que pode, ou ao menos 80% de seu potencial, o Santos vence por uma diferença de dois gols, devolve os 3 a 1 que sofreu no primeiro turno e segue adiante em busca de uma honrosa classificação para a Libertadores.

Aprecie este Santos moleque de 2003, na mesma Vila Belmiro, marcando cinco gols no Criciúma em apenas 23 minutos de jogo:

E você, o que espera do Santos diante do Criciúma?


Older posts

© 2017 Blog do Odir Cunha

Theme by Anders NorenUp ↑