Como 99,99999% dos torcedores do Santos avisaram, o técnico Claudinei Oliveira estava cometendo uma temeridade ao pedir para o veterano Léo – que já havia anunciado a sua aposentadoria da lateral-esquerda – reconsiderasse sua decisão e voltasse ao time no jogo contra o Atlético Paranaense. O técnico preferiu ignorar o jovem Émerson Palmieri e apostou todas as fichas em Léo. Pois bem. Bastaram cinco minutos de jogo para o preferido de Claudinei tomar um drible infantil e permitir ao adversário fulminar o goleiro Aranha, no gol que se revelou decisivo para a sorte da partida.

Depois, aos 37 minutos, em uma bola centrada para a área nas costas de Edu Dracena, o Atlético pôde chutar três vezes consecutivas a gol sem que a jogada fosse interceptada pela defesa, terminando por fazer 2 a 0. Só no final da partida, aos 42 minutos do segundo tempo, Émerson Palmieri, que finalmente entrou no lugar de Léo, acabou marcando o gol solitário do Santos.

Na verdade, eu nem precisaria escrever nada sobre a partida, pois os comentários que pipocavam no blog ao final do jogo já diziam tudo. O torcedor, mais uma vez, ficou insatisfeito com o rendimento de Léo, Dracena e Durval e acha que os três só são escalados porque o técnico não tem coragem de deixá-los no banco. Eu já acho que Dracena vinha jogando bem até a partida dessa quarta-feira, mas realmente concordo que Léo e Durval no mínimo precisam de um bom descanso.

Talvez seja coincidência, talvez não, mas o certo é que a dupla Dracena e Durval é a que mais toma gols das várias combinações que se pode fazer na defesa santista. Quando um dos dois sai do time e entra Gustavo Henrique, o rendimento da defesa melhora.

O time cresceu na segunda etapa, quando se tornou mais ofensivo com as entradas de Émerson Palmieri no lugar de Léo, Pedro Castro no de Alan Santos e Giva no de Leandrinho. Mas o Atlético, que alcançou sua décima-primeira partida sem perder, soube segurar a vitória.

Time que joga ofensivamente, mesmo com um elenco limitado, o Atlético do técnico Vagner Mancini formou com Weverton; Léo, Manoel, Luiz Alberto e Willian Rocha (Deivid); João Paulo, Zezinho, Marco Antônio (Felipe) e Paulo Baier; Marcelo (Dellatorre) e Éderson.

Se o jogo era uma prova de fogo para este Santos, infelizmente o time não passou. Teve o chamado volume de jogo, mas sua defesa pecou em lances decisivos. De qualquer forma, não se saiu tão mal. Conseguiu equilibrar a partida durante quase todo o tempo e talvez até vencesse se o técnico Claudinei Oliveira tivesse a humildade de reconhecer sua limitação e seguisse a opinião da maioria dos torcedores.

Deixo claro, porém, que uma ou outra crítica pontual ao técnico do Santos não querem dizer que este blogueiro deseja que ele deixe de dirigir o time. Longe disso. Acho que Claudinei é tão bom ou tão ruim como os outros, só que muito mais barato, o que é ótimo. É só não se deixar levar pelo ego, ouvir a voz das arquibancadas e fazer o feijão com arroz bem temperadinho que as coisas entrarão nos eixos.

Reveja os melhores momentos de Atlético/PR 2 x 1 Santos:
http://youtu.be/F5Ua2owcEoA

E para você, por que o Santos perdeu para o Atlético/PR?