Faltou fôlego. E categoria. Mas domingo tem mais

40 minutos do segundo tempo. No primeiro contra-ataque que sai redondo, Renato Abreu faz um lançamento longo que pega Thiago Ribeiro na corrida. O atacante penetra livre e na saída do goleiro bate cruzado, fraco, para longe do gol. Era a chance do empate. Depois o jogo seguiu enrolado e o Santos perdeu por 2 a 1 uma partida que poderia ter vencido se errasse menos e fosse mais decidido.

O primeiro gol do Flamengo, no primeiro tempo, surgiu depois de um passe errado de Alison e de um toque de Mena que atrapalhou a marcação. Leonardo Moura surgiu livre para empurrar para as redes.

Aos 31 minutos a arbitragem marcou errado um impedimento de Thiago Ribeiro, que tinha condição. Aos 33 André Santos matou um contra-ataque com falta, mas não recebeu amarelo.

O Santos terminou o primeiro tempo com mais tempo de bola, mas sem criar chances efetivas de gol. O panorama prosseguiu igual na segunda etapa, mas aos oito minutos Mena errou em um cruzamento e permitiu o contra-ataque do adversário, que acabou chegando ao segundo gol.

Um minuto depois e, decidido, Alison foi à frente e serviu Everton Costa, que penetrou na área e sofreu pênalti. Cícero bateu rasteiro no canto e tornou a partida novamente indefinida.

Pouco depois do gol, Claudinei tirou Alison e colocou Gabriel. Teoricamente o time ficaria mais ofensivo. Mas por que tirar Alison e não Renê Junior? Gabriel não entrou bem. Levou um cartão amarelo por simular falta e pouco pegou na bola. Por outro lado, sem Alison o Santos perdeu o meio-campo.

Renê Junior, Renato Abreu e Cícero são lentos. Mesmo precisando atacar, o time passou a tocar a bola de lado e recuar para trás, até o indefectível chutão de Durval. Cícero tem categoria, sabe segurar a bola, mas às vezes segura demais, até ser desarmado. Não pode ser o único armador do Santos.

Renato Abreu terminou o jogo sem fôlego, assim como Renê Junior. Pelo mesmo motivo Mena teve de ser substituído aos 31 minutos, por Émerson Palmieri, que também não se saiu muito melhor. Pela direita, Cicinho teve muitos problemas na marcação e também não conseguiu apoiar. Foi a mais fraca partida dele no Santos.

Aos 22 minutos Claudinei tinha substituído Everton Costa por Willian José, mas também não deu resultado. Por incrível que pareça, Everton Costa estava menos ruim. Do ataque, só mesmo Thiago Ribeiro se salvou, apesar de ter perdido o gol de empate já comentado.

No meio de campo, apesar do erro de passe que resultou no primeiro gol, Alison estava bem. O mais técnico é mesmo Cícero, mas precisa tocar a bola mais rapidamente, ou de nada adiantará sua categoria. Perdeu no mínimo três bons contra-ataques pela lentidão de raciocínio.

Na defesa, Aranha não foi o mesmo milagroso de Novo Hamburgo. Aos 20 minutos do segundo tempo espalmou uma bola bem para o centro da área, por pouco dando o terceiro gol ao adversário. Os laterais, como já disse, deixaram a desejar. O miolo de zaga fez o que pôde, com destaque para Gustavo Henrique. Não fosse ele e a derrota seria um pouco mais dolorida.

O Zé Peixe comentou que se Claudinei reclamava do cansaço por fazer dois jogos em dois dias, por que não utilizou mais garotos vindos da base? Eles ao menos correriam mais em busca da vitória. Porém, enquanto o Flamengo jogava seus meninos corredores pra cima do Santos, o Alvinegro Praiano apresentava um time lento, cansado, sem forças para buscar o empate.

Infelizmente um jogo como esse mostra as limitações ofensivas do Santos, que não são poucas. Mesmo precisando empatar, o time só deu três chutes a gol no segundo tempo e não conseguiu acertar um único na direção das traves.

De qualquer forma, não dá tempo para chorar. Domingo, às 18h30, há um jogão na Vila Belmiro contra o Botafogo. Mais descansado e talvez com Montillo, o Santos terá grande possibilidade de fazer o que não conseguiu no Maracanã, e assim continuar na briga por uma vaga no G4.

E você, o que achou do desempenho do Santos contra o Flamengo?

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Pepe e Lima dão depoimentos para o Museu Pelé

Museu - PepeMuseu - Lima
O ponta-esquerda Pepe, segundo maior artilheiro da história do Santos, bicampeão mundial pelo Santos e pela Seleção Brasileira, e o curinga Lima, titular da Seleção Brasileira na Copa da Inglaterra, deram depoimentos para o Museu Pelé, que será inaugurado no primeiro semestre de 2014. Nas fotos, os craques são focalizados por Aline Floriz, editora de imagens da equipe de captação de conteúdo do Museu Pelé.

Como já escrevi antes do jogo contra o Fluminense, o Maracanã é um campo neutro e privilegia os times que tocam melhor a bola e têm mais disposição de lutar pela vitória. Por isso, mesmo sabendo que o Flamengo é um adversário que merece profundo respeito, que precisa da vitória para distanciar-se da zona de rebaixamento e que jogará diante de sua torcida, acho que se o Santos mantiver a mente quieta e a espinha ereta, pode até vencer a partida desta quinta-feira, às 21 horas, com transmissão pelo Sportv.

Digo que pode vencer – se tiver calma e determinação – porque sei dos problemas do técnico Claudinei Oliveira para escalar o time. Edu Dracena, suspenso; Alan Santos, com lesão muscular, e Giva, com uma luxação no ombro, desfalcam a equipe. O volante Alison, que tem se revelado um dos melhores do campeonato, e o meia Leandrinho terão de passar por uma avaliação antes de entrar em campo. Se não puderem jogar, Claudinei provavelmente escalará Renato Abreu e Pedro Castro para os seus lugares.

O chileno Eugenio Mena, que defendeu a seleção de seu país na terça-feira, contra a Espanha, viajou para o Rio e talvez possa jogar esta noite. Se não puder, Émerson Palmieri continuará na lateral esquerda. As outras posições da defesa serão ocupadas por Aranha – um dos maiores responsáveis pelo triunfo no Sul –, o energético Cicinho, o bom garoto Gustavo Henrique e o sizudo Durval.

O meio-campo deverá ser formado por voluntarioso Renê Júnior, o espantoso Alison (ou o sortudo Renato Abreu), o técnico Cícero e o clássico Leandrinho (ou o aplicado Pedro Castro). No ataque, Claudinei deverá escalar o eficiente Thiago Ribeiro e o esforçado Everton Costa (ou o promissor Gabriel)

O Flamengo, do técnico Mano Menezes, que se valerá da vontade para buscar a vitória, deverá formar com Paulo Victor, Leonardo Moura, Wallace, Chicão e André Santos (ou João Paulo); Luiz Antonio, Víctor Cáceres, Elias e Gabriel; Rafinha e Hernane (ou Marcelo Moreno).

Time por time, o Santos é um pouco melhor e também está jogando um pouco melhor do que o Flamengo. Se o Alvinegro Praiano tiver tranquilidade, precisão nos passes e arremates e motivação, poderá até sair do Maracanã com nova vitória. Mas não deve esperar um adversário desanimado. O Flamengo vive aquele momento em que o perigo do rebaixamento faz o time correr mais.

Outro detalhe, sempre preocupante, quando se enfrenta um time “de massa”, é que, em dúvida, a arbitragem tende a favorecer a equipe de mais torcida, ainda mais quando esta joga em casa. Mas isso não pode ser uma preocupação dos jogadores. Se o árbitro anular um gol, que façam outro. Não haverá outro remédio. A propósito, a arbitragem será de Sandro Meira Ricci (PE), auxiliado por Alessandro Rocha de Matos (BA) e Rafael da Silva Alves (RS).

Montillo poderá voltar domingo

Conversei com Montillo ontem e ele me garantiu que já está quase bom e talvez possa jogar domingo.

Em 1995 o rubro-negro carioca montou o que chamavam de “o ataque dos sonhos”, com Romário, Sávio e Edmundo. Bastante badalado, esse time recebeu o Santos, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro de 1995. Veja o que deu:

O que você tem a dizer de Santos e Flamengo?