Almocei ontem com o admirável santista Vasco Caldeira, uma cabeça esclarecida, gerente do Masp por 12 anos, e ouvi dele uma frase e um conceito que me tocaram. “Ter muitos torcedores em Santos e São Paulo não é um problema, mas uma solução”, disse-me. E lembrou que o santista de São Paulo gosta da ideia de descer a serra e encontrar a razão do seu amor morando junto ao mar. É diferente… Da mesma forma, o santista da Baixada se surpreende positivamente ao vir à Capital e encontrar tanta gente dividindo a mesma paixão pelo Alvinegro Praiano.

Como Vasco bem lembrou, Santos e São Paulo estão mais ligadas do que se pode imaginar. A estrada de ferro, a via Anchieta (e a Imigrantes), são obras de afirmacão da engenharia brasileira. E ainda há toda a história que começou com José de Anchieta e terminou no Pátio do Colégio, os movimentos republicano e abolicionista, o porto de onde vieram os imigrantes, a semana de Arte Moderna…

Por que não unir as forças, ao invés de dividi-las? Que a Vila Belmiro se transforme em uma bela arena para alguns jogos e para os grandes shows da Baixada Santista, e que o Pacaembu seja o estádio para os jogos em que se prevê mais público. Esta é a sugestão do amigo Vasco. Assino embaixo. O revezamento maior entre Vila e Pacaembu melhorará a média de público nos dois estádios.

Os adversários podem achar interessante dividir para reinar, mas o santista tem de ter a consciência de que sempre será mais forte caso se mantenha unido. Os dirigentes do clube precisam incluir essa filosofia aglutinadora em seus programas de governo.

Alô santistas de Detroit e Chicago, lá vou eu…

Viajo hoje à noite, com a Suzana, para Detroit, a fim de visitar meus cunhados Eduardo e Marlene e meus queridos sobrinhos Kimberly e Noah. Na outra semana estaremos em Chicago, visitando museus todos os dias. Além de adorar museus (os anti-santistas vão dizer que é por isso que torço pelo Santos, rsss), vou aprender alguma coisa que talvez possa usar no Museu Pelé, do qual sou editor de conteúdo e será inaugurado antes da Copa de 2014, no antigo Casarão do Valongo, em Santos, numa obra magnífica.

Levarei o laptop e o blog se manterá no ar, como sempre. Mas peço de antemão a compreensão de todos caso os comentários não sejam liberados com muita rapidez. Abraços gerais.

E você, não acha que santistas de Santos e São Paulo devem se unir?