Ontem fui com a Suzana a Oak Park, distrito vizinho a Chicago, visitar a Fundação Ernest Hemingway e a casa onde o escritor nasceu e viveu ate os seis anos. Foi emocionante sentir-me tão próximo de alguém que me ajudou tanto a ser um jornalista bem-sucedido naquele Jornal da Tarde de grandes cobras, pois sem conhecer o estilo de diálogos fortes e descrições penetrantes de Hemingway eu talvez não conseguisse ser aprovado no jornal e muito menos ganharia dois Prêmios Esso com apenas dois anos de carreira. Ainda hoje, e para sempre, perseguirei o melhor texto, em uma obsessão que certamente também veio do grandalhão norte-americano que pagou todos os preços e viveu todos os perigos e sensações para ser o melhor escritor de sua época e o que mais influenciou escritores, ou jovens jornalistas, em todo o mundo.

O que o Santos e os jogadores do Santos tem a ver com isso? Talvez nada, talvez tudo. A busca incessante pela perfeição, mesmo invariavelmente mal sucedida, ao menos coloca o homem em um patamar acima da mediocridade geral. E ao menos essa busca e o que que se espera de alguém que veste a camisa do time que amamos. Já pensou se todos os santistas estivessem o tempo todo aperfeiçoando o chute, o passe, o drible, a matada no peito, a cabeçada, a cobertura e todos os fundamentos do futebol, da mesma forma que Hemingway lapidava pensamentos e palavras?

O talento nato e apenas uma parte do processo. O resto depende de trabalho, perseverança, luta. Hemingway jamais diria “desisto, não conseguirei ser um grande escritor”, mesmo que houvesse uma montanha a ser escalada. E só esse espirito que os leitores deste blog esperam dos jogadores do Santos que neste sábado estarão no gramado do Pacaembu para enfrentar a Ponte Preta. Sera que e pedir muito?

Papis et circenses, o novo livro do genial santista José Roberto Torero

Esta nas livrarias o novo livro de Jose Roberto Torero, romancista e roteirista de mao cheia e, para nossa felicidade, santista desde criancinha. O livro, Papis et circenses, conquistou o Prêmio Paraná de Literatura e e uma crítica bem-humorada a hipocrisia do Vaticano e dos papas, que pregavam o bem, mas podiam ser bem crueis…

Mais antiga instituição do mundo ainda em atividade, com mais de dois mil anos de história, a Igreja Católica se confunde com a trajetória da civilização ocidental. A figura do Papa representa a liderança mundial do catolicismo e, até os dias atuais, as posições e afirmações expressadas pelo Santo Padre são amplamente repercutidas.

José Roberto Torero constrói em seu novo livro, vencedor do Prêmio Paraná de 2012 na categoria de contos, uma breve história do papado por meio de retratos curtos e irônicos. Aqui, ele mostra todos os grandes percalços, reviravoltas e passagens memoráveis (ou nem tanto) dos sumos pontífices que comandaram a Igreja – de Pedro, a “pedra fundamental”, a Francisco, o bem humorado sucessor de Bento XVI.

Com atualmente 266 papas tendo ocupado o posto de chefe máximo do Vaticano, Torero seleciona cautelosamente as curtas histórias: pinça casos verídicos e conta-os com recursos ficcionais.

Entre intrigas, envenenamentos, eleições ilícitas, encarceramentos e deposições, Torero reconta séculos dessa controversa história. Através de seu olhar hábil de ficcionista, ela ganha contornos muito bem humorados, num encadeamento de casos incríveis, cuja base é bem calcada nos fatos reais.

Sobre o autor
José Roberto Torero nasceu em Santos, São Paulo, em 1963. É escritor, roteirista, jornalista e autor, entre outros livros, dos romances O Chalaça, Prêmio Jabuti em 1995, e, em parceria com Marcus Aurelius Pimenta, de Terra Papagalli e O evangelho de Barrabás, além da série (fdp), da HBO. É corroteirista do curta-metragem Uma história de futebol, indicado ao Oscar em 2001, e autor de livros infantis e infanto-juvenis.

Título: Papis et circenses
Autor: José Roberto Torero
Selo: Alfaguara
Preço: R$ 29,90
Páginas: 128

Neste sabado Memofut homenageia Dorval, Mengalvio, Coutinho, Pele e Pepe

Neste sábado (12), a partir das 8h30, no Museu do Futebol, em São Paulo, a 50ª reunião do Memofut (Grupo Literatura e Memória do Futebol) homenageia desta vez o melhor ataque de todos os tempos, do Santos FC. Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe serão tema de um encontro entre grandes amantes de futebol.
Logo no início, às 9 horas, Dorval e Coutinho começam um bate papo com os participantes. Às 11h30, o economista e santista Humberto Mariano, faz uma apresentação sobre o mágico ataque alvinegro que parou o planeta. Pouco depois do meio dia, o administrado de empresas e conselheiro do Peixe, José Roberto Brandi dos Santos, apresenta o livro que acabara de lançar: “Santos Futebol Clube x O Mundo”. A obra conta a trajetória internacional do Santos FC.
O Museu do Futebol está localizado no estádio do Pacaembu, que fica na praça Charles Miller, s/n, em São Paulo.
A entrada é gratuita.

O que poderia motivar os jogadores do Santos na busca da perfeicao?