muricy
O Pensador: cena clássica do professor Muricy meditando na caixa de Gatorade.

Uma semana antes de enfrentar o Barcelona, jogo que era previsto há seis meses, Muricy admite que não tinha nada ensaiado e que apenas ia deixar os jogadores “fazerem o que eles gostam”. Um salário de 700 mil por mês para decidir isso?

Nesta parte da entrevista, Muricy deu uma amostra da “motivação” que deve ter passado aos jogadores do Santos antes de enfrentar o Barcelona:

Li um dia desses que o técnico Muricy Ramalho disse, em uma palestra, que não se preocupa com dinheiro e que ficou desanimado no Santos porque a diretoria começou a interferir no seu trabalho. Desculpem, mas não posso deixar essa enorme incoerência passar em branco. Se ele não se preocupa com dinheiro e se já não estava mais feliz no Santos, por que não teve a hombridade de pedir demissão?

Por que continuou empurrando o time com sua generosa barriga, embolsando todos os meses o salário escandaloso de 700 (ou seriam 800) mil reais e dando de ombros à decadência da equipe e ao desespero da torcida, que via o Santos iniciar o Campeonato Brasileiro de 2013 como um dos sérios candidatos ao rebaixamento? Por que não seguiu o seu velho lema e não trabalhou mais?

Acho que poucos sabem, mas Muricy era para ter sido demitido no vestiário logo depois do vexame diante do Barcelona, na final do Mundial da Fifa, no domingo, 18 de dezembro de 2011. Era exatamente isso que faria o consultor de futebol Fernando Silva se não fosse impedido. Quer saber a história? Lá vai:

Muricy era para ser demitido no dia da vergonha mundial…

O jogo do vexame, na final do Mundial da Fifa, tinha terminado. Neymar ainda dava entrevista, no campo, dizendo que mais do que os 4 a 0, o Santos tinha tomado uma aula do Barcelona, quando, possesso, o consultor de futebol do Santos, Fernando Silva, caminhou decidido para o vestiário a fim de demitir o técnico Muricy Ramalho. Contido por integrantes da diretoria do clube, Silva foi convencido de que era melhor tomar a decisão com a cabeça fria, depois que a delegação retornasse ao Brasil.

Nove dias depois, na manhã de terça-feira, 27 de dezembro, Fernando Silva recebeu a notícia de que estava demitido. Por decisão do comitê gestor, o clube não teria mais o cargo de consultor de futebol. A gerência da área ficaria para Pedro Nunes da Conceição.

Considerado, depois da demissão de Paulo Roberto Jamelli, o único da diretoria que entendia de futebol, Silva já estava mal visto pelo presidente Luis Álvaro Ribeiro e pelo vice Odílio Rodrigues depois de fazer alguns negócios não muito bem explicados. Mas no caso de Muricy o tempo provou que sua reação, mesmo impulsiva, era a mais correta.

A maneira negligente e indolente com a qual o Santos se apresentou contra o Barcelona era, sim, motivo de demissão. Mesmo morando na concentração –possivelmente para economizar com hotel, já que tem fama de pão duro –, Muricy não preparou os jogadores técnica, física ou taticamente, e ainda contribuiu para o desânimo geral do grupo ao afirmar que tinha assistido vários vídeos do Barcelona e não encontrara nenhum ponto fraco no time espanhol. Em outras palavras, o Santos entraria em campo para tomar um baile, como tomou. Para complicar, inventou de jogar com três zagueiros e colocou o lento Durval na lateral-esquerda. Uma temeridade…

E o clube ainda gastou mais R$ 15 milhões com ele…

Mas o presidente Luis Álvaro Ribeiro e o vice Odílio Rodrigues, apoiados pelo comitê gestor, preferiram ficar ao lado de Muricy Ramalho, que para eles tinha sido o grande responsável pela conquista da Copa Libertadores. Não tiveram conhecimento ou sensibilidade para perceber que em meados de 2011 o técnico já não tinha nada mais a acrescentar ao Santos, que se desintegrava a olhos vistos.

Se Adilson Batista tinha sido demitido por contrariar o DNA do Santos e usar três volantes em um jogo, o que dizer de Muricy, que analisa os times apenas pela eficiência defensiva, adora quando todos seus jogadores marcam “atrás da linha da bola” e se contenta em achar gols em contra-ataques ou nos decantados lances de bola parada?

Para Laor, o primeiro semestre de 2012, que rendeu apenas o Campeonato Paulista, além da eliminação na semifinal da Copa Libertadores, já foi suficiente para convencê-lo de que Muricy merecia renovação de contrato até dezembro de 2013, com os mesmos 700 (ou seriam 800?) mil mensais.

Se já fazia pouco, a renovação de contrato, com a garantia de uma multa milionária, diminuiu ainda mais a vontade do técnico, que aumentou os dias de folga e se limitou a preencher os horários de treinos com alegres rachões. Ao menos teve o sitocômetro de não usar mais o bordão “aqui é trabalho, meu filho”.

Aliás, que profissão engraçada é esta de técnico, principalmente de “técnico de grife”, que estipula quando, quanto e como vai trabalhar, e ainda leva uma bolada ao receber o bilhete azul.

Finalmente demitido do Santos, Muricy se disse magoado com a forma como foi defenestrado (por telefone) e prometeu endurecer na questão da multa rescisória. Ora, será que alguém imaginou que ele pediria demissão e abrir mão da multa? Talvez tenha enganado a diretoria com sua conversinha mole, mas certamente não iludiu a maioria dos santistas, que perceberam o seu joguinho há muito tempo.

Agora o homem aceita receber R$ 300 mil do São Paulo e diz que não liga para dinheiro. É claro que se esquece de dizer que está recebendo no mínimo mais R$ 300 mil mensais do Santos por um trabalho que não fez e nunca fará. Hipocrisia pura!

Pior do que o dinheiro que levou do Alvinegro Praiano – no mínimo R$ 15 milhões depois de fazer o time passar um vexame histórico na decisão do Mundial – foi sua influência nefasta na forma de o Santos atuar. Hoje o time joga fechado, com no mínimo três volantes, e mesmo quando começa bem e faz um, dois gols, logo recua todo para segurar o resultado.

Assistir aos jogos do Santos, mesmo quando atua em seu campo, tem sido uma tortura, pois qualquer que seja o resultado, é certo que o time recuará, dará campo ao adversário e passará sufoco no final. Mesmo no Sub-20, ontem, contra o Criciúma, na primeira partida da decisão da Copa do Brasil da categoria, ficou evidente essa tendência. Era jogo para ir pra cima e fazer três, quatro, cinco. Mas com 2 a 0 o Santos se fechou como uma ostra e jogou como se o anfitrião fosse a equipe catarinense.

Pepinho, meu caro, o título da Copa do Brasil Sub-20 é bom, mas revelar apenas um jogador dentre esses garotos é muito melhor. Comece a fazer esses meninos perderem o medo de atacar e marcar gols. Se já ganhou com as calças na mão em casa, como será em Criciúma? Todo mundo atrás, chutando para qualquer lado? Coragem, meu caro. O Santos não deixou de ser um time mediano do litoral paulista jogando na retranca.

O mesmo vale para você, Claudinei. Use a juventude, a força, as pernas e o fôlego dos garotos para desafogar a defesa e também pressionar o adversário. Este é o jogo que o santista gosta e o único que poderá mantê-lo como técnico do Alvinegro Praiano. Quem avisa, amigo é.

E em pensar que essa influência maléfica que tenta tornar o Santos um Juventus com grife veio do técnico que recebeu o maior salário já pago pelo Alvinegro Praiano. Um técnico que falava muito em trabalho e foi o que menos trabalhou. O que diz que não liga pra dinheiro e o que mais tirou – e tira – do clube.

Você acha que o defensivismo de Muricy ficou impregnado no Santos?

Santos vence a primeira da final da Copa do Brasil Sub-20

Por Khayat, de São Vicente

Sob forte calor na baixada santista, Santos F.C. e Criciúma fizeram na Vila Belmiro a primeira partida das finais da Copa do Brasil Sub-20.

Após um início equilibrado, aos 12 minutos Diego Cardoso recebeu um passe de Leo Cittadini, entrou na área livre de marcação, mas finalizou de forma errada e a bola acabou nas mãos do goleiro adversário. Porém, um minuto depois, aproveitando uma falha da zaga do Criciúma, o artilheiro do campeonato se redimiu ao concluir sem chance para o goleiro catarinense e para fazer a festa da torcida santista que em bom número compareceu na Vila Mais Famosa do Mundo.

A partir daí o time catarinense procurou o empate, mas esbarrou no bom posicionamento da defesa santista e nas boas defesas do goleiro Gabriel Gasparotto. O time santista passou a atuar no contra-ataque, e numa jogada bem concatenada pela esquerda resultou em escanteio, que bem cobrado encontrou a cabeça do zagueiro Nailson, livre de marcação, para ampliar a vantagem do alvinegro praiano.

No segundo tempo o time santista veio a campo disposto a não dar espaço ao rival e buscar os contra-ataques, cabendo ao time catarinense arriscar em busca de um gol. O jogo ficou mais truncado. Ainda assim, os jogadores santistas perderam boas oportunidades de ampliar o placar, enquanto os catarinenses arriscavam chutes de fora da área que pouco preocuparam o goleiro alvinegro.

Assim o jogo terminou com o resultado registrado na primeira etapa, o que dá vantagem ao Santos F.C. para segunda partida da decisão.

P.S. – Deixo a analise das atuações individuais aos demais comentaristas do blog, ressalvando que ao meu entendimento o melhor jogador em campo foi o lateral esquerdo santista.

Federação Baiana acha que CBF escolheu árbitro para ferrar o Bahia

Como se sabe, na luta contra o rebaixamento o Bahia tem no paranaense Coritiba e nos cariocas Vasco e Fluminense os seus rivais mais diretos. Pois bem. Intrigada com a escolha de um trio de arbitragem representante do Paraná para atuar no jogo contra o Santos, nesta quinta-feira, a partir das 19h30, no Pacaembu (com ingressos a um real), além do agravante de o árbitro Felipe Gomes da Silva ser carioca, o presidente da Federação Baina de Futebol, Ednaldo Rodriguesa, enviou ofício à Comissão Nacional de Arbitragem (Conaf) da CBF solicitando a mudança do trio de arbitragem.

Conheço o presidente da Federação Baiana, o sr. Ednaldo Rodriguesa, e sei que o homem não é nada bobo. Se ele está cheirando mutreta nessa escala de árbitros, deve ter fogo nessa fumaça. E o Santos não precisa de ajuda da Comissão da Arbitragem para buscar a vitória. Espero que seja um grande jogo, disputado mas limpo, com estádio cheio, e vença o melhor.

E aí, já separou o seu real para o ingresso desta quinta?