Real Madrid marcou 8.571 gols oficiais até 02/11/2013

O link abaixo, pesquisado por meio do Google espanhol, mostra que o Real Madrid marcou 8.571 gols até o dia 2 de novembro de 2013. Quando se sabe que o Santos marcou 11.977, constata-se que há uma diferença de 3.406 gols a favor do time brasileiro.

A diferença na verdade não é tão grande, pois o clube espanhol, em que pese computar os gols marcados em torneios não oficiais, não conta os gols assinalados em amistosos. De qualquer forma, a grande diferença favorável ao Santos é inalcansável, pois para marcar 3.406 gols o Real teria de manter a média de 3 gols por jogo durante 1.135 partidas.

http://es.wikipedia.org/wiki/Anexo:
Estad%C3%ADsticas_del_Real_Madrid_Club_de_F%C3%BAtbol#Estad.C3.ADsticas_globales

Os Meninos mantêm a esperança

O Santos venceu o Atlético por 6 a 1, na Vila Belmiro, e está na final da Copa do Brasil Sub-20. Veja os bastidores, os gols e se emocione com a emoção da garotada:

Cinco pontos básicos de um projeto vencedor para o Santos

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Mais do que um salvador da pátria, o Santos precisa de um projeto vencedor, de um programa que aborde desde as categorias de base até a administração financeira do clube e seja obedecido tanto pelo presidente, como pelo comitê gestor e a diretoria. Essa filosofia pensada, discutida e implantada, deve ser maior do que as presunçosas decisões individuais que levaram o Santos a esta situação de crise e penúria.

A administração que se definiu profissional revelou-se pior do que amadora, pois navegou o tempo todo entre a inconseqüência, a prevaricação e a temeridade. Tornar o Santos um clube rico a fórceps não deu certo. Não é pagando salários de altos executivos que se vai transformar parceiros de chapa em profissionais altamente qualificados. O mercado tem suas próprias leis. Não há milagre.

Não se cozinha um bom feijão em fogo alto. É preciso tempo, calma, competência e trabalho. Quem acha que ter um emprego em um clube de futebol é mais ou menos como gozar férias remuneradas, mais cedo ou mais tarde cai do cavalo. As exigências de uma agremiação como o Santos não têm fim…

Criatividade e trabalho é o que se exige e se exigirá de todos que vierem a ter cargos no Santos. Criatividade para fugir do lugar-comum e descobrir caminhos que os concorrentes ainda não conhecem, e trabalho para, na pior das hipóteses, vencer pela persistência. Uma olhada no futebol dos grandes clubes de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul dá uma ideia do que estou falando.

Para encurtar a história, revelo o que, para mim, seriam os cinco pontos principais de um projeto vencedor para o Santos:

1 – Administração financeira compatível com a realidade do clube e do mercado

Logo que o Luis Álvaro assumiu escrevi que o fato de a nova gestão contratar pessoas com salários 150% maiores do que os funcionários anteriores, e com registro pela CLT, era uma bomba-relógio que implodiria as finanças do clube. Fui chamado ao Santos e me disseram que registrar pela CLT era a maneira correta de se agir e que os salários eram compatíveis com os níveis de cada atividade. Não aceitei as explicações, mas assim decidiram entre eles e assim foi feito.

O be-a-bá das finanças diz que não se pode gastar mais do que se arrecada. Ao aumentar em mais de 150% sua folha de pagamentos, o Santos se impôs uma meta de faturamento que só foi conseguida no início da gestão, no primeiro semestre de 2010, quando os jogadores ganhavam menos e, afortunadamente, o time estava ganhando tudo. Depois, as variáveis mudaram para baixo, mas o gasto fixo continuou alto, gerando o enorme déficit atual, como qualquer criança poderia prever.

2 – Adotar uma escola de jogo ofensivo

O grande ataca, o pequeno se defende. Está é a norma tática fundamental que prevalece no futebol. E o santista está acostumado a ver o time jogando pra cima dos adversários. Ter defesa menos vazada também é muito bom, mas para os outros. O ataque mais positivo foi, sempre, a grande motivação do Santos e a alegria dos santistas. Há mais harmonia entre time e torcida quando o Alvinegro Praiano joga pra frente. Não é à toa, é sempre bom repetir, que o Santos ainda é o time que fez mais gols na história do futebol. Essa vocação está impregnada na alma santista.

Não é por acaso, também, que da Vila Belmiro surgiram grandes atacantes do futebol. O santista gosta e tem paciência com seus Meninos. É preciso que o clube também tenha paciência e dedicação ao prepará-los. Muito treino de fundamento é essencial. E a tática tem de ser ofensiva, sempre, desde a base.

Outro dia vi uma bela matéria sobre o futebol belga, que depois de estudos chegou à conclusão de que só jogará no sistema 4-3-3, ou seja, sempre com três atacantes. Isso é ensinado desde a base e o resultado está levando o futebol do País a níveis e resultados admiráveis.

No Santos, isso mudará a forma como o clube se relaciona com os técnicos. Não serão eles que terão carta branca para jogar no sistema que quiserem. Terão liberdade, desde que não coloquem o time na defesa sem justificativa. Acabará a modorra de ficar todo mundo do meio de campo para trás…

Para quem acha que não se pode jogar pra frente com um time limitado tecnicamente, eu cito o Atlético Paranaense, e mesmo o Cruzeiro. Ambos não têm atacantes excepcionais, mas são ofensivos e conseguem muitas vitórias, mesmo jogando fora de casa.

Há outras duas grandes vantagens em se manter eternamente um esquema ofensivo: 1 – O técnico contratado terá o perfil adequado e já saberá o que se espera dele. Não veremos mais o time acomodado, preguiçoso, tocando de lado para segurar o 0 a 0. Adotar um esquema ofensivo exige mais dos jogadores e da comissão técnica, que terão de treinar mais, ensaiar mais jogadas, serem mais criativos e arrojados.

A valorização excessiva do futebol defensivo acaba nisso que estamos vendo no Santos: o técnico pedir para um garoto rápido e driblador, como o Victor Andrade, entrar em campo para marcar o ponta. Ora…

3 – Cercar-se de quem entende de futebol e tem afinidade com o Santos

É uma falha grave deixar de contar com a experiência, a visão e o amor ao Santos de ídolos como Zito, Mengálvio, Lima, Pepe, Dorval, Clodoaldo, Coutinho… Uma padaria sem padeiro não pode dar certo.

4 – Dar a todos os santistas a possibilidade de se associar ao clube

Muitos santistas moram tão distantes da Vila Belmiro, que jamais venham a ter a felicidade de assistir a um jogo do Santos no famoso Alçapão. Porém, mesmo assim querem ser sócios, querem contribuir para o crescimento do clube. E o que o Santos está oferecendo a esses torcedores? Nada!

A ideia das embaixadas parece que nasceu e terminou em Brasília. Será que ainda não ficou claro que exigir 100 sócios para se abrir uma embaixada é uma bobagem? Por que não 30, 20, 10, 5 sócios apenas? De um pequeno núcleo virão mais pessoas e a simpatia pelo Santos se expandirá pelo quarteirão, pela rua, pelo bairro, pela cidade, pelo país. O Santos tem de se deselitizar.

Que haja várias modalidades de associação e que todas dêem brindes ou vantagens aos santistas. Acostumados, infelizmente, a terem tão pouco, o que puder ser feito nesse sentido já será um passo importante para consolidar o Santos como o time nacional que é desde os anos 60.

5 – Jogar mais vezes onde há mais santistas

O Santos precisa de visibilidade, precisa deixar bem claro o seu caráter nacional. Não será mandando todos os seus jogos na querida Vila Belmiro que conseguirá isso. É preciso coragem e visão para sair do rabo da saia da mamãe Urbano Caldeira, mas se o clube conseguir dar esse passo, estou certo que os santistas do Brasil garantirão o sucesso dessa empreitada.

Pesquisei agora mesmo no maravilhoso Almanaque escrito pelo professor Guilherme Nascimento e constatei que em 1962, provavelmente o ano mais feliz de sua existência, em que completou 50 anos de vida conquistando todos os quatro títulos que disputou, o Santos jogou 67 partidas, em 31 cidades diferentes, sendo que 24 delas, ou 35,8% foram na Vila Belmiro.

Sim, a Vila foi o estádio me que mais atuou, mas ainda assim exibiu-se seis vezes no Pacaembu, duas no Maracanã, quatro em Lima, três em Buenos Aires, três em Paris, duas em Montevidéu…

Perceba que o grande Santos era universal, sem deixar de manter os pés bem fincados na Vila famosa. O que impede que isso possa ser repetido hoje? Até porque em 1962 o Alvinegro Praiano não tinha na Capital ou no Interior do Estado o enorme contingente de torcedores que tem hoje.

Portanto, estes são os cinco pontos que considero fundamentais para se iniciar um projeto vencedor para o Santos: 1 – Administração financeira realista; 2 – Escola de futebol ofensivo; 3 – Ídolos como consultores do clube; 4 – Facilidades a quem quer se associar ao Santos; 5 – Jogar aonde o santista está.

E pra você, o que seria essencial em um projeto vencedor para o Santos?