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Viva a diversidade! Viva a Ponte Preta!

Não, você não entrou no blog errado. Este espaço aqui é para santistas, e santistas apaixonados. Mas também é um lugar de pessoas justas que, por serem santistas, aprenderam a valorizar o mérito alheio, principalmente de equipes que lutam contra tudo e contra todos para assegurar um lugarzinho ao sol. Esta Ponte, meus amigos, vem buscando um título há décadas e várias vezes, como a gente sabe, viu o seu sonho ser surrupiado na hora agá.

Nesta noite o Brasil torcerá pela Ponte Preta, na audiência mais unânime que um time poderia ter no País. Sim, porque a Ponte é valente, é romântica e não tem nenhuma rejeição (a não ser do rival alviverde de Campinas). Todos sabemos que é justo a Ponte ser campeã da Sul-americana, como foi justo o Atlético Mineiro ser campeão da Libertadores e o Cruzeiro campeão do Brasil. E quando é justo, a gente aplaude, mesmo que não seja o Santos.

É exatamente isso que quero dizer quando defendo que a tevê divida suas cotas por mérito e não por uma pretensa quantidade de torcedores. Quem gosta de futebol, gosta que o melhor seja premiado, qualquer que seja ele. Isso motiva o nosso time para se aperfeiçoar e um dia também ganhar títulos e visibilidade. Essa reserva de mercado, promovido pela tevê, a um ou dois privilegiados, é indecente, promíscua, imoral e desestimulante. Depois, por não conhecerem a essência do esporte, ainda ficam discutindo as causas da queda da audiência do futebol…

Vai Macaca! Realize o seu sonho secular! Você merece. Sei que meu amigo Renilton, da extinta e querida Revista do Futebol, estará torcendo como um louco, assim como Mário Macedo e os amigos de Jaguariúna. Nesta noite, verdadeiramente, a Ponte é Brasil.

E você, santista, vai torcer pra Ponte?

O Santos só tem um caminho viável: Ética total!

Meus amigos, em 2013 a atual gestão esgotou a possibilidade de errar. Com menos dinheiro, menos visibilidade e menos força política do que alguns adversários, o Santos não pode se dar ao luxo de ser administrado de maneira tão negligente, medíocre e suspeita, como foi em 2013. Continuo dizendo que sem criatividade, trabalho e, acrescento, sem ética, nosso querido Alvinegro Praiano não vai a lugar algum. A ética traz a credibilidade e faz os santistas remarem, juntos, na mesma direção.

Aqui neste blog defendemos que o sócio e o torcedor do Santos sejam ouvidos em todas as decisões cruciais do clube. Não é um favor, mas sim um respeito obrigatório a quem dá a cara, literalmente, para bater, nos estádios da vida. Porém, com a mesma empáfia que jogou um time improvisado contra o quase perfeito Barcelona, no vexame dos 8 a 0, os homens que dirigem o Santos continuam decidindo por suas próprias cabeças. Contratam quem querem, trazem o técnico que querem e pagam o salário que bem entendem. O torcedor? Ora, o torcedor. As dívidas? Ora as dívidas, que fiquem para as gestões futuras.

Não estou escrevendo isso por causa da perspectiva de vinda do técnico Oswaldo Oliveira, que nem é dos piores. Mas por 400 mil mensais?! Será que não dava para negociar melhor? E o papo de que Vargas e Leandro Damião podem vir, por outras fortunas? Ambos não têm jogado bem e Damião tem passado mais tempo na enfermaria do que em campo. Se forem mais duas contratações fracassadas, quem se responsabilizará pelo dinheiro jogado fora?

Como todo santista, estou preocupado com 2014. Confesso que anseio pelo começo de 2015, quando o Santos deverá ser governado por outras pessoas, com novas ideias e muita disposição, o que deverá chacoalhar o clube que hoje anda em um marasmo de dar dó (briguei com meio mundo para o Neymar ficar no Santos e no Brasil, mas hoje reconheço o papel ridículo que fiz. Ninguém, em sã consciência, poderia ter uma carreira profissional digna em meio a tanta bagunça. Boa sorte Neymar e Neymar pai! Desculpem alguma coisa!).

Desde a eleição que substituiu Marcelo Teixeira por Luis Álvaro, tenho repetido que, qualquer que seja o presidente eleito, o Santos precisa de trabalho e criatividade. Trabalho porque sem ele não se faz nada, fica-se apenas no acho isso, acho aquilo. E criatividade, no sentido mais amplo, que envolve ousadia, porque sem ela um clube com menos possibilidades e privilégios, como o nosso, não conseguirá alterar o status quo do futebol brasileiro.

Porém, ultimamente tenho analisado a importância vital da ética. Não sei se usamos essa palavra no sentido correto, mas para nós ela quer dizer honestidade, hombridade, sinceridade. É ter isso como princípio, chova ou faça sol, nos tempos bons ou ruins. É não se apropriar de um centavo que não seja seu, é ser justo com todas as pessoas, mesmo com as que não nos são queridas, é até perdoar quem nos ofendeu, pois construir algo sempre será mais importante do que se vingar.

As pessoas escolhidas por José Carlos Peres

Um dia desses encontrei-me com o amigo José Carlos Peres, com quem tive a honra e o prazer de fazer o trabalho que gerou a Unificação dos títulos brasileiros a partir de 1959. Disse a ele que aqui no blog tem muita gente que gostaria de vê-lo como presidente do Santos.

Quis saber se ele se candidatará nas eleições do final de 2014 e, caso pense em fazê-lo, quais seriam as pessoas que ele gostaria de ter trabalhando com ele. Peres começou a falar, mas o interrompi. Pedi para que escrevesse, pois assim eu poderia publicar aqui no blog. Hoje recebi um texto que ele diz ter confeccionado pegando ideias aqui e ali que exprimem o seu pensamento. Vamos a ele?

Predicados para trabalhar no Santos, segundo José Carlos Peres

1 – Faça diferente
Ter um currículo com atividades diferenciadas é importante. Há pessoas que aos 20 anos já fizeram algo. Têm muitos que podem até ser ótimos e ter uma boa faculdade, mas não fizeram nada (de diferente). Gosto de olhar o que o sujeito já fez de diferente, independentemente se tem diploma ou não.

2 – Tenha brilho no olho
Ser apaixonado pelo que faz e almejar o sucesso também são características importantes. Gosto de pessoas com brilho no olho, que querem fazer alguma coisa e serem bem-sucedidas.

3 – Tenha iniciativa
Ter vontade de mudar as coisas é uma das características fundamentais de um perfil talentoso. Gosto de pessoas que andam sozinhas. Prefiro aquele profissional que nós sabemos que vai criar algum problema, porque vai querer andar um pouco sozinho e vai fazer alguma besteira até. Eu não gosto tanto daquele soldado disciplinado que só vai fazer a coisa quando receber uma ordem.

4 – Atinja resultados
Falar é menos importante do que fazer. Gosto de pessoas que atinjam resultados. Tem gente que fala muito, fala bonito, mas que não faz, não acontece. Outros nem falam tanto e fazem de uma maneira diferente, mas de alguma maneira conseguem chegar lá.

5 – Saiba trabalhar em equipe
Não basta ter iniciativa, é preciso se dar bem com o time. Gosto de profissionais que conseguem trabalhar com outras pessoas. Aquele gênio, louco e sozinho, não funciona muito bem dentro do sistema.

6 – Tenha ética
Dou uma importância muito grande para a ética. A pessoa pode ser diferente, pode vir de origens diferentes, pode ter qualquer religião, mas tem de ser ética. Se não é ética, não dá pra trabalhar.

(Mandamentos extraídos de uma matéria com o empresário brasileiro Jorge Paulo Lemann).

E pra você, o que falta para este Santos ser um clube ético?