future soccer

Vejo as contratação do técnico Oswaldo de Oliveira e do atacante Leandro Damião, assim como as tentativas para trazer Vargas, Diego e Robinho, como ações desordenadas de uma diretoria que busca se segurar do jeito que dá. Não percebo nenhum planejamento, nenhum projeto a longo prazo.

Como as coisas tem sido feitas no nosso clube ao longo do tempo, tudo pode acontecer. Não havia dinheiro, e de repente se contrata um jogador, que passou o ano machucado e na reserva, por mais de 40 milhões de reais. Será que o empresário do rapaz não aceitaria menos? Quem pagará essa conta? Gostaria que a presidência do clube declarasse publicamente que o Santos não arcará com um tostão dessa dívida, que até agora não foi devidamente esclarecida.

Enfim, a transparência, a bendita transparência que tanto exigimos desde a gestão de Marcelo Teixeira, e que tanto foi prometida por Luis Álvaro e seus seguidores, ficou na promessa. Nossa esperança de ver um Santos dirigido de maneira cristalina, do jeito que queremos, foi adiada. Quem sabe daqui a um ano, após as eleições de 2014, possamos estar mais confiantes.

Atletas habilidosos

Quanto ao futebol que espero em campo, vislumbrarei além dos sistemas táticos, dos conceitos e dos métodos de treinamento atuais, para afirmar que no futuro os jogadores deverão ter capacidade e habilidade para jogar tanto na defesa como no ataque, da mesma forma que num time de basquete.

Nada, a não ser as limitações físicas, técnicas, intelectuais e morais impedem um jogador de atuar em todas as regiões do campo, como a moderníssima Holanda mostrou na Copa de 1974. Sei que talvez se leve muito tempo para alcançar essa meta, mas é o futuro, sem dúvida.

Enquanto esse tempo de atletas habilidosos não chega, vamos nos divertindo com os times compartimentados, em que só um ou outro jogador tem capacidade para criar, enquanto a maioria entra em campo apenas para destruir as jogadas alheias.

É claro que só a implantação de uma filosofia que privilegie o treino de fundamentos e o aprimoramento da capacidade física dos jogadores poderá produzir espetáculos como sonhamos. Para isso, porém, será preciso que técnicos e jogadores se conscientizem dessa necessidade – e é aí que entram as virtudes intelectuais e morais, pois no futebol do futuro os preguiçosos e acomodados não terão vez.

E pra você, como devem ser o Santos e o futebol do futuro?