Dossiê e Agenda Permanente, só hoje, por R$ 20,00 aqui no blog

Um amigo, torcedor do Cruzeiro, teve a coragem de reclamar do preço do Dossiê, que ele pretendia dar de presente a outros amigos cruzeirenses neste Natal. Falei com o Vítor Queiroz e lançamos essa promoção, que só vale para hoje, do livro que permitiu aos cruzeirenses gritarem “Tricampeão Brasileiro!”. Agora não haverá desculpa para alguém não ter o Dossiê! A Agenda Permanente do Santos para 2014 também será vendida por apenas 20 reais. Mas só nesta Cyber Monday!

Vitória de virada confirma Santos como o melhor paulista

Com dois gols de Cícero, um em cada tempo, o Santos derrotou o Atlético Paranaense, de virada, por 2 a 1, e se consolidou como o oitavo colocado no Campeonato Brasileiro, quatro pontos à frente de Corinthians e São Paulo. Ainda há uma pequena possibilidade de terminar como o sétimo, desde que na última rodada vença o Goiás, em Goiânia, e o Atlético Mineiro seja derrotado.

Um público de cerca de 15 mil pessoas compareceu ao estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto, para ver um jogo que valia muito pouco para o Santos, provando mais uma vez que o Interior de São Paulo é um filão que deveria ser mais explorado pelo Alvinegro Praiano.

Claudinei Oliveira escalou o time com Aranha, Cicinho (Bruno Peres), Edu Dracena (Durval), Gustavo Henrique e Mena; Alan Santos, Marcos Assunção (Renato Abreu), Cícero e Montillo; Thiago Ribeiro e Geuvânio. Sabe-se que, destes, Durval, Marcos Assunção e Renato Abreu não devem permanecer no time em 2014.

O Atlético Paranaense, que precisava da vitória para assegurar uma vaga na Copa Libertadores de 2014, jogou com Weverton, Léo, Manoel, Luiz Alberto e Juninho; Deivid, Bruno Silva (Roger), João Paulo (Zezinho) e Everton; Marcelo e Ederson (Dellatorre).

Os gols foram de Marcelo, de cabeça, aos 27 minutos, e Cícero, também de cabeça, aos 33 minutos do primeiro tempo; e de Cícero, tocando na saída do goleiro, aos 31 da segunda etapa.

Apesar dos altos e baixos durante toda a competição, o Santos termina 2013 como o melhor (ou seria o menos ruim?) clube paulista neste Brasileiro. A ordem agora é usar o campeonato estadual para iniciar a renovação na equipe. Também há a possibilidade de se utilizar jogadores como moeda de troca na busca de reforços. Sabe-se que o São Paulo demonstrou interesse por Edu Dracena e o Corinthians por Arouca. Cícero também já insinuou que tem propostas. Outro com bom valor de mercado é Montillo. Dos reforços, sabe-se que o gerente de futebol, Zinho, tem mantido contato com Vargas, do Grêmio.

Veja o gol da vitória, segundo Durval treinado nos rachões do CT Rei Pelé:
http://youtu.be/Twt1eE6e10Y

Você consegue explicar por que o time começou a ganhar agora?

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É esta a motivação do Santos neste final de Brasileiro? (Foto de Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC).

Há torcedores indignados, e com razão, com a notícia de que talvez o técnico Claudinei Oliveira, que está de saída, escale no meio-campo do Santos os jogadores Marcos Assunção e Renato Abreu, que também estão de saída, no jogo deste domingo, às 19h30, em São José do Rio Preto, contra o Atlético Paranaense.

O ideal seria dar uma oportunidade a Lucas Otávio, ou outro jogador vindo da base, que estarão no clube em 2014, mas o que ocorre, infelizmente, não só no Santos, mas nos clubes brasileiros, é que por falta de planejamento do departamento de futebol, quem acaba mandando e desmandando é o técnico.

Ora, estes dois últimos jogos do Santos neste Brasileiro podem ser preciosos para observações visando a próxima temporada. Rechear o time principal de veteranos nessas partidas é, no mínimo, estranho. Como o próprio Claudinei Oliveira admitiu que não é contra a “mala branca”, o Santos, com um pistoleiro de aluguel, pode estar jogando para defender interesses de terceiros.

Soube que o Vasco ofereceu um bom cachê para o time vencer o Fluminense. Agora, quem estaria interessado na derrota do Atlético Paranaense? Seria o Grêmio? Ou o Goiás? Ou ainda o Botafogo? Sabe-se que o segundo colocado no Brasileiro não passa por jogos eliminatórios na Copa Libertadores, e esta segunda posição ainda é disputada por quatro times.

O ideal seria que o futebol do Santos seguisse um planejamento sério, que envolvesse filosofia e métodos de trabalho. Porém, como “em casa que não tem pão, irmão briga com irmão”, a ansiedade por dinheiro, somada à ausência de ética e organização, provoca situações contraditórias como esta, em que um time pode se esforçar mais em jogos que nada valem, e parecer desinteressado em confrontos vitais para sua classificação, como na partida contra o Vitória, em Salvador.

Se o clube permanece, e as comissões técnicas e os jogadores passam – às vezes bem rapidamente –, é óbvio que a filosofia e o planejamento para o futebol têm de ficar a cargo de um departamento de futebol competente, formado por pessoas do ramo, éticas e aliadas com a história do clube.

Há nove anos…

No final de 2004, lá estávamos eu e o amigo Flávio Bacellar, o Peixe, no meu Kazinho vermelho, a caminho da tórrida São José do Rio Preto, para assistir a Santos e Vasco, última partida do Alvinegro Praiano naquele Campeonato Brasileiro. Colega da Revista TÊNIS, o Peixe era tão ou mais mais fanático e confiante do que eu. Para ele, assim como para mim, íamos apenas curtir e comemorar o título.

Chegamos alguns dias antes da decisão e pude ver o treino em que Basílio entregou a camisa a Robinho, que desembarcara de helicóptero, depois que sua mãe foi libertada do seqüestro. Emocionante! Teve gente que chorou nas arquibancadas do Benedito Teixeira.

No dia do jogo, o calor era tanto que muitos compravam garrafinhas de água apenas para derramar na cabeça. Por fim, 2 a 1 e o título, com os santistas saindo do estádio para tomar as ruas da cidade, que a partir daí passou a ser chamada de São José do Rio Preto e Branco.

Nosso grande adversário naquela reta final foi justamente o Atlético Paranaense, oponente do Santos no jogo deste domingo, às 19h30, no mesmo Teixeirão. Não sei o que esperar deste jogo. Apenas torço para que os jogadores do Santos e seu técnico sejam profissionais e joguem, acima de tudo, pelo clube que lhes paga os salários.

O Santos deve atuar com Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Alison (Marcos Assunção ou Renato Abreu), Alan Santos, Cícero e Montillo; Geuvânio e Thiago Ribeiro. O Atlético Paranaemse, do técnico Vagner Mancini, não terá Paulo Baier e Pedro Botelho e provavelmente entrará em campo com Weverton, Léo, Manoel, Luiz Alberto e Juninho; Deivid, João Paulo (Zezinho), Everton e Zezinho (Felipe); Marcelo e Éderson.

A imprensa do Paraná tem dito que o Atlético entrará para vencer, pois isso poderá lhe garantir o segundo lugar no Brasileiro, um resultado fantástico para um time que até a oitava rodada era o penúltimo colocado. Espero que realmente jogue pela vitória e que o Santos também se empenhe para vencer, com ou sem mala branca. A carreira de cada jogador deve ser seu maior incentivo para buscar a vitória.

Você não acha que o Santos já deveria estar se preparando para 2014?