Dorval merece um belo presente de aniversário. Conto com você!

Quem se sente grato a Dorval pelas alegrias que ele proporcionou e ainda nos proporciona a cada vez que revemos as façanhas daquele Santos, que deposite o que puder na conta bancária do Dorval:

Dorval Rodrigues
Banco: Bradesco
Agência: 0093-0
Conta: 0091840-7
CPF: 130371068-40

Estou combinando com o amigo Wesley Miranda de criarmos o Dia do Dorval em 26 de fevereiro e comemorarmos seu aniversário em São Paulo, com convite livre a todos que quiserem prestigiar a festa. Vamos ver se tudo corre bem e ele se recupera de um problema de saúde que o tem atormentado. Seria um encontro inesquecível.

No mínimo o pai de Neymar foi tremendamente antiético

Ouvi com atenção as explicações do senhor Neymar e não mudei em nada a impressão que eu já tinha dele e da transferência de seu filho para o Barcelona. Ele mesmo deixou claro, na entrevista para os companheiros da ESPN, que aceitou um empréstimo de 10 milhões de euros do Barcelona entre agosto e setembro de 2011, portanto três meses antes do Mundial da Fifa, quando já se sabia que a provável decisão do Mundial seria entre o Santos e o clube catalão. Esta foi uma atitude tremendamente antiética e assustadoramente nociva aos interesses do Santos, clube ao qual Neymar estava ligado por contrato.

A atitude correta, digna, não só do empresário de Neymar, mas, principalmente, de alguém que também é seu pai, seria responder ao Barcelona de que não aceitava conversar antes do Mundial, já que os dois times poderiam decidir o título, no momento mais importante da história do Santos desde a final do Mundial Interclubes contra o Milan, em 1963.

Ao aceitar o empréstimo de 10 milhões de euros e iniciar um compromisso que só poderia resultar na transferência de Neymar para o Barcelona – o que sempre foi a vontade do jogador, segundo o pai –, o sr. Neymar pode não ter tido alcance intelectual e moral para perceber, mas na verdade aceitou um suborno branco da equipe espanhola.

Neymar jogou aquela final sabendo que estava enfrentando seu próximo clube, esta é a verdade. É óbvio que isso diminuiu sua motivação e reduziu ainda mais as chances santistas, que já não eram grandes.

Seu Neymar alega que tinha de aceitar o negócio com o Barcelona, em agosto ou setembro de 2011 (ele não precisou o mês) por insegurança quanto ao futuro profissional do filho. Ora, ora, ora, o rapaz tinha o maior salário do Brasil, inúmeros contratos de publicidade e outras propostas de clubes europeus. Por que a pressa em aceitar o “empréstimo”?

Espanto-me como depois disso a diretoria do Santos ainda mantenha relações com este senhor. Se ele, como revelou com muita empáfia, pode fazer negócios com outros clubes brasileiros, que faça. Deixe os Meninos da Vila em paz. O Santos não deveria precisar de intermediário tão interesseiro. O Santos não precisa, ou não deveria precisar, de esmolas do Barcelona, nem de qualquer outro clube.

Agora entendemos melhor porque Gabriel, Victor Andrade e Giva – os três jogadores que o seu Neymar indicou ao Barcelona e se prontificou a monitorar – foram colocados naquele amistoso sem sentido, em que o Santos, novamente humilhado, sofreu um constrangedor e irreparável 8 a 0. O objetivo do técnico interino Claudinei Oliveira não era reforçar o time e evitar o vexame, mas sim obedecer as ordens de expor os Meninos que, como em um mercado de escravos, deveriam agradar aos patrões catalães. Em nenhum momento se pensou no Alvinegro Praiano e em sua rica história. Que triste!

Não acredito, porém, que o pai de Neymar fez tudo sozinho, sem o consentimento da presidência e do comitê gestor do Santos. Portanto, que estes senhores expliquem-se. Na pior das hipóteses a Receita Federal gostará de saber quanto e para quem entrou todo esse dinheiro no Brasil, se é que veio para cá.

Finalmente, não entendo por que alguém precise tanto de dinheiro e faça tantos planos para ganhar mais e mais dinheiros. Seu Neymar quer enganar quem com essa conversa de que só está preservando o futuro da família? Se aplicar o que já tem e o que vai receber do Barcelona nos próximos quatro anos, Neymar terá uma renda de cerca de 400 mil reais mensais por toda a vida. Para quem ia treinar na garupa da velha moto do pai, mesmo embaixo de chuva, está melhor do que a encomenda, não?

Há coisas, porém, que o seu Neymar, como pai e educador, deveria saber que valem muito mais do que dinheiro. A ética é uma delas. E agir eticamente seria, repito, recusar qualquer acordo com o Barcelona antes do Mundial da Fifa. Porque, como o seu Neymar também deveria saber muito bem, já que está naquele livrinho preto que se lê nos cultos, é impossível servir dois senhores ao mesmo tempo.

E pra você, o pai de Neymar fez bem de aceitar o “empréstimo” do Barcelona antes do Mundial?