Logo mais teremos o Santos jogando contra o São Paulo no Morumbi. Vamos assistir, analisar com calma e deixar nossas impressões neste blog. Até mais.


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david e golias
David versus Golias, a bíblica vitória do melhor sobre o maior.

Há muitos anos havia uma propaganda dos Postos Atlantic, que dizia: “Quem não é o maior, tem que ser o melhor”. E mostrava como os clientes de seus postos eram tratados com mais atenção do que nos outros. Creio que essa história de limpar os vidros e calibrar os pneus deve ter começado aí. Pois agora, queridos leitores e leitoras, só resta ao Santos ser o melhor, no sentido de o mais eficiente.

E ser o mais eficiente deve implicar também trabalhar mais, dedicar-se mais ao clube. Na minha visita à “Padaria do Carlinhos”, ele me contou que o presidente do Palmeiras, Mustaphá Contursi, enviava umas peruas Kombi antes dos jogos do time no Interior de São Paulo. Esse pessoal das kombis chegava pela manhã nos dias de jogos, armava um churrasco em uma praça central da cidade e transformava ali em um ponto de encontro dos palmeirenses, ou simpatizantes. O Carlinhos acha que o Santos deve fazer algo parecido, aproveitando os jogos no Interior para divulgar o clube e cativar as pessoas.

O decantado caminhão com os produtos oficiais do clube poderia, finalmente, sair dos sonhos e da garagem. Os veteranos teriam uma ocupação remunerada e a marca e as histórias do Santos se espalhariam pelas rodas de futebol do Estado.

É claro que isso dará mais trabalho. Tem gente que não folgará mais no domingo. Mas se não se dedicar um pouco mais do que os outros, o Santos ficará na mesma, e a mesma significa permanecer em uma posição subalterna com relação a muitos de seus concorrentes.

Quem não tem mais torcida, o maior faturamento, o melhor estádio, têm de ser mais criativo, abnegado e, repito, eficiente. É preciso ser governado por pessoas mais competentes e ter em seus cargos principais profissionais de grande capacidade. Um clube como o Santos não poderia ter se transformado em um grande cabidão de empregos, como ocorreu. Não existe mágica. Esta incômoda coadjuvância não será revertida com a fortuna de revelar mais alguns garotos de ouro. Até os deuses do futebol ficam de saco cheio com tanta inoperância e incompetência.

Às vezes acho que o colega Anos60, que se chama Douglas, exagera nas suas críticas à administração do clube, mas, pensando bem, é preciso fazer esse alerta enquanto dá tempo de se tentar alguma coisa. Logo mais a situação será irreversível, pois a distância do Santos para outros adversários mais bem estruturados tenderá a aumentar.

É preciso buscar visibilidade promovendo melhor seus jogos e atuando nos lugares onde o Santos tem grande torcida, nem que seja preciso viajar a cada rodada; é preciso trabalhar incansavelmente em busca de patrocinadores (que negócio é esse de passar um ano sem patrocínio máster?); é preciso pesquisar profunda e cientificamente antes de fazer as contratações.

A cada ano surgirão jogadores de destaque vindos de equipes menores. O clube que melhor pesquisar e melhor atuar para detectá-los e contratá-los, terá uma vantagem enorme. Contratar pela fama é um dos piores erros que uma agremiação em delicada situação financeira pode incorrer. Se o jogador não vingar, o alto investimento paralisará o clube por um bom tempo. Infelizmente, é o que pode acontecer agora no caso de Leandro Damião…

O desafio que se impõe ao Santos neste momento de sua história exige criatividade e trabalho para ser vencido. É preciso determinação para, primeiro, ser o melhor, o mais eficiente, e depois caminhar para ser o maior. O caminho pode ser longo, mas mesmo o mais longo dos caminhos começa com o primeiro passo.

E pra você, o que o Santos deve fazer para ser o melhor?