Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: maio 2014 (page 1 of 3)

Estava indo tão mal… E acabou tão bem…

Tem artigo novo no Etc. Sobre Educação

Minha coluna no jornal Metro de Santos

Nunca tinha visto o Santos tão mal e desentrosado como no primeiro tempo contra o Bahia. O campo de Feira de Santana estava péssimo, é verdade, mas nada justificava o fato de não conseguir trocar poucos passes certos. Imaginei o pior.

Na segunda etapa, porém, tudo mudou, para melhor. Segundo Ricardo Rocha, que estreava como comentarista do Sportv, o Santos adiantou a marcação. E eu fiquei pensando: se adiantar a marcação pode mudar tanto um time, por que os técnicos não fazem isso sempre?

Bem, o que interessa é que o time passou a dominar a partida, criar chances, e os gols vieram. Alan Santos, provando que está deixando de ser apenas um volante destruidor, meteu uma casquinha de cabeça na bola e conseguiu finalmente vencer o bom goleiro Marcelo Lomba, aos 16 minutos.

O gol fez o Bahia se assanhar, mas no finalzinho, aos 43 minutos, após ótima jogada pela esquerda, Giva teve a calma e a perspicácia para segurar a bola, chamar a marcação e empurrar para o ótimo chute – de chapa, e colocado – de Lucas Lima.

Há que se destacar, nesta segunda vitória no Brasileiro – e a segunda fora de casa – a atuação de Arouca. Onipresente, defendeu e atacou com determinação. Lucas Lima voltou a ser um bom armador e Alan Santos, em que pese ter levado um cartão amarelo de graça, também compôs bem o meio de campo.

O lateral-esquerdo Zé Carlos começou inseguro demais, mas foi se soltando e chegou a jogar bem no segundo tempo. Na verdade, ele apoia bem, mas marca mal. Outra detalhe é que o rapaz cruza bem. Do seu setor saíram os dois gols santistas.

Cicinho exagerou nas entradas duras no primeiro tempo, levou o amarelo e quase leva o vermelho. É um jogador que precisa controlar melhor seu temperamento. E os passes e o tempo de bola. Seu maior obstáculo para se tornar um bom jogador é a inteligência.

A zaga, Neto (depois Bruno Uvini) e Jubal, não comprometeu. E Aranha, nosso Black Spider, não teve maiores dificuldades. Desta vez a defesa não deu as bobeiras de sempre.

No ataque, só de garotos, ninguém se destacou na primeira etapa. Gabriel pouco fez, mas deu para perceber que Diego Cardoso sabe segurar a bola. Confesso que cheguei a me perguntar o que Jorge Eduardo estava fazendo em campo. Mas depois percebi que o rapaz cruza bem e também recuava para ajudar Cicinho, o não deu muitas chances ao Bahia por ali.

A vitória afasta o Santos da zona de rebaixamento e o coloca no meio da tabela, com 11 pontos. Vencendo a próxima, em casa, diante do Criciúma, e a possibilidade de sonhar com uma vaga na Copa Libertadores será real.

A vitória afasta o Santos da zona de rebaixamento e o coloca no meio da tabela, com 11 pontos. Vencendo a próxima, em casa, diante do Criciúma, tornará real a possibilidade de sonhar com uma vaga na Copa Libertadores.

Sem Leandro Damião, Cícero, Thiago Ribeiro e Mena

Só para comprovar o que muitos leitores desse blog insistem em escrever, ontem o time venceu e fez uma bom segundo tempo sem os seus medalhões: Cícero, que já se Flu, Leandro Damião, Thiago Ribeiro e Mena.

Não direi que o Santos é melhor sem esses quatro, mas veja que é possível jogar razoavelmente bem sem eles. Se tomasse essa medida corajosa, o clube faria um caminhão de economia e voltaria a poder pagar suas dívidas. Uma diretoria eficiente pensaria nessa possibilidade.

Bahia 0 x 2 Santos

Local: Estádio Joia da Princesa, em Feira de Santana (BA).

Bahia: Marcelo Lomba, Roniery, Demerson, Titi e Guilherme Santos; Fahel, Pittoni (Rafinha) e Talisca; Willian Barbio, Henrique (Erick)(Jean) e Maxi Biancucchi. Técnico: Marquinhos Santos.

Santos: Aranha, Cicinho, Neto (Bruno Uvini), Jubal e Zé Carlos; Alan Santos (Renatinho), Arouca e Lucas Lima; Diego Cardoso, Jorge Eduardo e Gabriel (Giva). Técnico: Oswaldo de Oliveira.

Gols: Alan Santos, aos 16, e Lucas Lima, aos 43 minutos do segundo tempo.

Árbitro: Wagner Reway (MT).

Cartões Amarelos: Titi, Henrique, Guilherme Santos (Bahia) Cicinho, Alan Santos (Santos).

Renda: Não divulgada. Público: 16.842 pagantes.

E pra você, o Santos é melhor sem o quarteto trágico?

 


Os muitos ângulos do caso Cícero

Este texto foi escrito pouco antes da notícia da ida de Cícero para o Fluminense. Parece ultrapassado, portanto, mas, mesmo assim, aborda aspectos atuais, que merecem nossa consideração.

Cícero jogará ou não contra o Bahia? Enquanto o jogador, seu empresário Eduardo Uram e a diretoria do Santos decidem se vale  a pena jogar nesta quinta-feira e perder a chance de se transferir para outro clube brasileiro, o Glorioso Alvinegro Praiano se prepara para um jogo pode colocá-lo bem próximo da zona de rebaixamento. Quem é culpado por esta situação bizarra? Como entender o que está acontecendo?

Para sermos justos, tentemos ver, primeiro, o lado do jogador. O que o está levando a autorizar seu empresário a procurar desesperadamente outros clubes? Sabe-se que Uram já ofereceu o jogador para Fluminense, Cruzeiro e Corinthians, sem sucesso. Por que adotar essa estratégia que desvaloriza o atleta?

Cícero está com os salários atrasados? Será que o motivo de querer sair do Santos tem a ver com a recusa do clube em aumentar-lhe os vencimentos para 500 mil mensais? Será que ganhar 350, ou 400 mil por mês, não são suficientes? Pode um jogador como Cícero mostrar-se tão inconformado com a questão salarial, mesmo jogando um futebol apenas um pouco acima da média?

Será que o fato de ter sido escolhido o melhor jogador do não tão importante Campeonato Paulista fez Cícero se julgar um novo astro do empobrecido futebol brasileiro? Ou ele quer sair porque se sente pouco querido, e até hostilizado pela torcida? Bem, todas essas questões apenas Cícero e Eduardo Uram podem responder.

À diretoria do Santos eu perguntaria se não há no contrato com o jogador alguma cláusula que proteja o clube dessa remuneração sem trabalho. Sim, pois se recebe 400 mil reais por mês, e se faz o máximo oito jogos a cada 30 dias, Cícero, grosso modo, ganha 50 mil reais por partida. Quem ressarcirá o clube desses pagamentos sem reciprocidade?

E há ainda, o lado do torcedor, aquele que, repito, é o que realmente sofre e se angustia pelo clube. Como entender que um jogador que era um eterna reserva do São Paulo e que ganhou respeito, notoriedade e aumento salarial no Santos hoje trate o clube com tamanho desdém? O que ocorre com o Santos que dificilmente é valorizado por seus jogadores?

Ou devemos acreditar que finalmente a direção do Santos percebeu que é preciso fazer reduções drásticas de despesas, ou o clube falirá? Se for isso, provavelmente queira se livrar de Cícero de qualquer jeito, como deveria se livrar de Leandro Damião. Será que os jogadores de maiores salários terão mesmo de ir embora e o Glorioso Alvinegro Praiano dependerá de seus Meninos e de alguns veteranos para evitar a vergonha do descenso?

Uma Liga poderia dar um jeito nisso

Considero o caso de Cícero apenas mais um que demonstra o situação caótica pela qual passa o futebol brasileiro. Se houve um dia em que os jogadores eram escravos dos clubes, hoje, ao menos quando se trata de jogadores de algum destaque, a situação se inverteu.

Sem alterar a relação trabalhista dos clubes com os jogadores – o que significa alterar a Lei Pelé -, casos como o de Cícero continuarão a indignar o torcedor.  E sem ajustar os padrões salariais à realidade econômica do nosso futebol, nossos grandes clubes prosseguirão pagando salários irreais a jogadores apenas medianos, que não garantem boas plateias nos estádios, nem bom ibope na tevê e, consequentemente, também não atraem patrocinadores. Por esse círculo vicioso, percebe-se que ou os clubes pagam menos para seus atletas, ou trilharão o caminho que os levará à inadimplência.

Enquanto s grandes clubes do Brasil não se unirem em uma Liga Nacional que regularize o mercado profissional do futebol brasileiro e, entre outras providências, estipule tetos salariais para jogadores e técnicos e democratize a distribuição das cotas de tevê, a ordem que preponderará será a velha: “Quem puder mais, chore menos”.

Cícero e seu empresário estão apenas seguindo esta máxima. Na pior das hipóteses, já têm garantido o ótimo salário do Santos, além de um ou dois jogos de folga. Sinceridade? Não acreditava que encontrassem um clube brasileiro disposto a pagar o que recebem do Santos. O Fluminense pagará? Espero que sim. Mas, sinceramente, acho que Cícero não vale tudo isso. Nunca valeu.

E você, acha que Cícero deveria mesmo ir embora?


0 a 0 gelado. E poderia ser pior…

Não sei se já repararam, mas uma página foi incluída neste blog: é a Etc, a última do painel superior. Por ela poderemos conversar sobre outros assuntos que não têm a ver diretamente com o Santos ou com o futebol. Já coloquei um post lá, para inaugurar. Se tiver tempo, dê uma olhada. Abraço!

De nada adiantou a promoção no preço dos ingressos. Apenas 7.193 pessoas pagaram para ver, no morro dos ventos uivantes do Morumbi, um 0 a 0 gelado e melancólico entre Santos e Flamengo. A renda? 125 mil cruzeiros, ¼ do salário de Leandro Damião.

Mas nem dá para reclamar, pois o desfalcando Alvinegro Praiano ainda jogou boa parte do segundo tempo com um jogador a menos e só não tomou gol por sorte. Para variar, mais dois jogadores saíram de campo machucados: Cicinho, substituído por Bruno Peres, e Stefano Yuri, que deu lugar ao garoto Jorge Eduardo.

Com Stefano Yuri, o Santos soma cinco atacantes na enfermaria: o próprio, Leandro Damião, Thiago Ribeiro, Gabriel e Rildo. Cícero se recusou a jogar porque, se o fizesse, completaria sete jogos pelo Santos neste Campeonato Brasileiro e não poderia mais ser transferido para outro clube nacional. É outro jogador que o Santos tirou da obscuridade e, pelo jeito, vai deixar o Alvinegro pela porta dos fundos.

Quanto ao jogo, nem dá para criticar os jogadores que vestiram a camisa do Santos, pois, grosso modo, apenas Aranha, Cicinho, Arouca e Lucas Lima – e, talvez, Renato – podem ser considerados titulares. O resto é garotada que está fazendo o que pode, e ainda não é muito. Aos novos não falta apenas técnica, mas malícia. Se a tivesse, Geuvânio teria segurando mais a bola e tornado mais explícito o puxão de Chicão, provocando o pênalti, e jamais entraria por trás em um jogador do time adversário. O cartão vermelho direto foi exagerado, assim como o vermelho direto para o centroavante do Sport, em Recife, mas quando se sabe contra quem Santos e Sport jogavam, se entende perfeitamente o critério dos árbitros.

Não se pode dizer que tenha faltado luta, apesar dos salários atrasados, da situação instável do técnico e do número excessivo de jogadores machucados. Segurar o 0 a 0 nos 15 minutos finais deve ser elogiado. Futebol? Parece que é algo em segundo plano por essas bandas da América do Sul. Depois de ver a final da Liga dos Campeões, entre Real e Atlético de Madrid, me recuso a chamar de futebol o que os clubes brasileiros praticam.

Há dois anos ainda era possível vislumbrar jogadas de algum requinte, agora… Sete rodadas e o Santos já tem a metade dos pontos dos líderes e está bem perto da zona de rebaixamento. Outro campeonato de coadjuvância nos espera. E lá na endividada Vila Belmiro ainda pensaram em contratar o ultrapassado e caro Junior Batista. Talvez Leandro Damião precise de um companheiro para o jogo de cartas, ou de snooker. Poupem-nos, senhores…

Nunca é demais lembrar o que uma decisão ruim pode causar. Com a fortuna investida em Leandro Damião, o Santos teria arrumado o time que começou muito bem no Campeonato Paulista e hoje estaria entre os primeiros do Brasileiro. Mas eles são gênios que não ouvem o sócio, o torcedor. Agora, fica a pergunta: como vão, ou vamos, pagar o LD?

Santos 0 x 0 Flamengo

Morumbi, 16 horas. Público: 7.193 pagantes. Renda: R$ 125.165 Santos: Aranha, Cicinho (Bruno Peres), David Braz, Jubal e Zé Carlos; Renato, Arouca e Lucas Lima; Vitor Andrade (Diego Cardoso), Geuvânio e Stéfano Yuri (Jorge Eduardo). Técnico: Oswaldo de Oliveira. Flamengo: Paulo Victor, Wallace, Chicão e Samir (João Paulo); Léo Moura, Amaral, Luiz Antonio, Marcio Araújo e Éverton (Arthur); Paulinho e Negueba (Igor). Técnico: Ney Franco. Arbitragem: Jailson Macedo Freitas (BA), auxiliado por Alessandro A. Rocha de Matos (BA-FIFA) e Adson Marcio Lopes Leal (BA). Cartões amarelos:  Jubal e David Braz (Santo); Samir, Luiz Antônio e Amaral (Flamengo). Cartão vermelho: Geuvânio (Santos)

E pra você, o que significou este Santos 0 x 0 Flamengo?


Santos fará sua final de Copa do Mundo domingo, no Morumbi

Espanholização só pode dar Real ou Barça

Até minha mãe, dona Olímpia, torceu para o Atlético de Madrid. Por dois minutos e meio não deu. O Real Madrid é o melhor que o dinheiro pode comprar. Cristiano Ronaldo, Bale, Marcelo… Agora, quem sabe, só daqui a 40 anos. O Atlético está condenado a ser um eterno coadjuvante. Queremos isso para os outros clubes grandes do Brasil? Pense.

#naovaiterolimpiada – Minha coluna desta sexta-feira no jornal Metro de Santos

a href=”http://www.metrojornal.com.br/nacional/colunistas/nao-vai-ter-olimpiada-93735

Antes que façam mais uma burrada, fiquem sabendo que os santistas não querem o caro e grosso Julio Batista. Não joguem mais dinheiro fora! Não façam dívidas que vocês não vão pagar!

http://youtu.be/RleW1WouGqE

Morreu Joel Camargo

odir e joel
Um dia feliz pra mim: quando pude entrevistar Joel Camargo para o Museu Pelé. Prefiro ficar com essa imagem do grande zagueiro (Foto: Aline Ribas/ Museu Pelé).

O amigo Vanderlei Lima, do UOL, acaba de me ligar para avisar que Joel Camargo, que estava internado na Santa Casa de Santos, morreu na manhã desta sexta-feira, aos 67 anos. Um dos mais clássicos zagueiros que o Santos teve, foi uma das “Feras do Saldanha” e participou de todos os seis jogos do Brasil nas Eliminatórias para a Copa de 70. Com a substituição de Saldanha por Zagallo, Piazza foi recuado para a quarta-zaga e Joel saiu do time. Não se considerava campeão do mundo, pois achava que “campeões são os que jogaram”. Mas Eliminatórias também fazem parte da Copa. Recentemente, ao entrevistá-lo para o Museu Pelé, lembrei-lhe que participou do jogo de maior público, oficial, do Maracanã: a vitória de 1 a 0 sobre o Paraguai que levou o Brasil para a Copa do México – 183.341 pagantes, em 31/08/1969. Chamado de “Açucareiro”, por carregar a bola com os braços abertos, Joel jogou no Santos de 1963 a 1971, fez 309 jogos pelo Alvinegro Praiano e marcou cinco gols. Nasceu em 18 de setembro de 1946 e começou no futebol aos 17 anos, na Portuguesa Santista. Depois do Santos defendeu o Paris Saint-Germain e o Saad. Ao pendurar as chuteiras trabalhou 20 anos como estivador do Porto de Santos e também deu aula de futebol em escolinhas. Morava com a filha e a netinha bem em frente ao Sesc de Santos. Seu velório está sendo realizado na Santa Casa de Santos. O enterro será nesta sexta-feira, às 16 horas, no Cemitério da Filosofia, no Saboó, em Santos.

Santos fará sua final de Copa do Mundo domingo, no Morumbi

Meus amigos e amigas, o futebol tem jogos que são verdadeiros divisores de águas. E domingo, às 16 horas, no Morumbi, Santos e Flamengo farão um desses. A vitória significará esperança, otimismo, enquanto a derrota trará crise e desespero. O time que estava indo bem, mas deixou escapar no mínimo um ponto contra o Atlético Mineiro e mais dois contra o Goiás, poderá se redimir em grande estilo em um Morumbi de tantas tradições santistas. Basta ter fé, força e futebol. É nessas horas que os jogadores de verdade aparecem e os enganadores borram los pantalones.

Como bem disseram alguns sábios comentaristas deste blog, eu poderia usar o mesmo título do jogo contra o Atlético Mineiro para a partida diante do Goiás. Mais uma vez o Santos estava indo bem, com a vitória nas mãos, mais uma vez a defesa foi pega desprevenida e mais uma vez dois jogadores abandonaram o campo por contusões musculares: Gabriel, o melhor atacante santista, que deverá fica no mínimo duas semanas afastado, e Renato, que mal estreou, já sentiu o esforço.

Na verdade, o que o ataque fez, a defesa desfez. O estreante Renato estava indo bem, mas acabou errando o passe que deu o gol de empate ao adversário. Apesar das falhas, o Santos ainda poderia ter vencido. Em cima da hora Victor Andrade ganhou jogada na entrada da área e serviu Stéfano Youri, que perdeu o gol diante do bom goleiro Renan. Uma pena. Seria uma vitória que manteria o time próximo da ponta da tabela. Agora é vencer ou vencer.

Caiu-se em uma rotina que incomoda o torcedor. Ele não confia mais em alguns jogadores e muito menos no técnico Oswaldo de Oliveira. Mas isso pode mudar com uma boa vitória domingo. Por isso, se eu fosse jogador do Santos, comeria a grama do Morumbi em busca dessa vitória. E como sou apenas um aficionado, estarei nas arquibancadas gritando pelo time.

Meus amigos, a garra é importante. Tanto, que nesta quinta-feira, ao gravar as holografias para o maior museu já dedicado a um desportista no mundo, o Museu Pelé, o Rei do Futebol confessou-nos que antes de ir para o campo dizia a seus companheiros que se não desse na técnica, a vitória tinha de vir na garra. E perceba que quem falava isso era o jogador mais técnico que já surgiu nessa parte da galáxia.

Portanto, santistas, de Aranha a Geuvânio: joguem com inteligência, técnica, mas também muita vontade neste domingo, para buscar diante do Flamengo esse triunfo que pode colocar o Santos em um caminho mais suave neste Campeonato Brasileiro. Vençam, e serão recompensados. Percam, e sentirão mais uma vez a crueldade do torcedor.

111.111 torcedores viram esta vitória do Santos de Serginho sobre o Flamengo de Zico:

Ingressos para o grande jogo

No auge da explosão de sua torcida, o Santos atraiu 225.592 torcedores em dois jogos contra o Flamengo, no Morumbi, disputados em um intervalo de apenas três meses e meio. Em 2 de fevereiro, venceu por 3 a 2, diante de 111.111 pessoas, e em 22 de maio, no primeiro jogo da decisão do Campeonato Brasileiro, venceu novamente, desta vez por 2 a 1, com um público de 114.481 espectadores.

A decisão do Brasileiro de 1983, como se sabe, marcou um recorde de público da competição, com 155.523 pessoas – Maracanã, 29 de maio de 1983. Portanto, estamos falando de um jogo que tem grande tradição de público, sem contar a importância técnica. Ninguém esquece, por exemplo, o lendário 5 a 4 que o Flamengo de Ronaldinho Gaúcho impôs ao Santos de Neymar em plena Vila Belmiro, no Brasileiro de 2011.

Enfim, Santos e Flamengo são daqueles jogos em que sempre se espera algo especial, mesmo numa de pouco brilho como esta que o futebol brasileiro está vivendo. Por isso, se o torcedor do Santos estava esperando uma oportunidade para exercer a sua paixão pelo Alvinegro Praiano, ela chegou. O clube está colaborando e reduziu o preço dos ingressos. Vamos todos ao Morumbi.

A comercialização de ingressos para os associados será feita pelo www.sociorei.com.br até às 15 horas deste sábado. As arquibancadas amarelas custam 5 reais e as vermelhas, 10 reais. Donos de cadeiras cativas, especiais e camarotes também podem reservar os bilhetes pelo site.

Postos de venda da Baixada Santista e São Paulo

Vila Belmiro – Rua Princesa Isabel, s/ nº – Santos.

Ginásio do Ibirapuera – Av. Manoel da Nóbrega, 1361 – Ibirapuera – São Paulo – Aberto de segunda a sábado, das 11h às 17h.

Estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi) – Pça. Roberto Gomes Pedrosa, s/nº – São Paulo. Na venda antecipada, das 11h às 17h, bilheteria 02.

Pacaembu: Praça Charles Miller s/n – São Paulo – Bilheteria principal (próxima do portão principal).

Estádio Anacleto Campanella (São Caetano): Avenida Walter Thomé, 64 – São Caetano do Sul.

Alexi Calçados – Av. Ana Costa, 549 (Shopping Parque Balneário, 51, Térreo) – Tel: (13) 3284-5518. Aberto de segunda a sábado, das 10h às 21h.

Ali-Car Auto Peças, Serviços Mecânicos, Elétricos, Injeção Eletrônica e Correias Industriais – Socorro 24 Horas – Via Santos Dumont, nº 752 – Vicente de Carvalho – Guarujá – Tel.: (13) 3352-5077– Aberto todos os dias 24 horas.

Empório Brasil Esportes – Rua Jacob Emmerick, 448 – Centro – São Vicente – Tel.: (13) 3467-5298 – Aberto das 9h às 19h, de segunda a sábado.

Pepino Esportes do Super Centro Boqueirão – Rua Oswaldo Cruz – loja 66/95 – Santos – Tel.: (13) 3233-8850 – Aberto de segunda a sábado, das 9h às 20h.

Santos na Área (Gonzaga/Santos) – Avenida Ana Costa, nº 519 – Praça Independência/Gonzaga – Santos

Santos na Área (Praia Grande) – Av. Ayrton Senna, 1511, Lj 37 – Litoral Plaza Shopping – Intermares – Praia Grande – Tel (13) 3491-4614 – Aberta de segunda a sábado das 10h às 22h.

O que você espera de Santos e Flamengo, neste domingo, no Morumbi?


Estava indo tão bem…

Três quartos do jogo tinham passado e o Santos, que já vencia por 1 a 0, parecia mais perto do segundo do que o remendado time do Atlético Mineiro do empate. Gabriel e Thiago Ribeiro acabavam de perder boas oportunidades, enquanto os adversários, nervosos, recebiam cartões amarelos. Com a vitória, o Santos, invicto, subiria para oitavo na tabela, a apenas dois pontos do líder. A Arena Pantanal, com mais de 70% de santistas, estava em festa. Mas aí aconteceu a virada…

Há muitas formas de se analisar o frustrante resultado em Cuiabá. O primeiro é destacar os méritos do adversário e elogiar oportunismo de André, pois o eterno Menino da Vila André parece ter despertado de longa letargia e marcado dois gols em apenas seis minutos, repetindo a atuação decisiva de outro Menino, o Ganso, no Maracanã.

Mas um resultado não se explica apenas pelas qualidades de um oponente. Há, infelizmente, os defeitos do outro que possibilitam o surgimento dessas qualidades. E, na minha modesta opinião – que, certamente, será julgada com severidade pelos comentaristas deste blog –, o Santos se enfraqueceu com as substituições e, ao mesmo tempo em que perdeu sua capacidade de marcação, deixou também de dominar o meio de campo

A saída de Alan Santos, machucado, para a entrada de Leandrinho, reduziu a capacidade de marcação do time. Alan é um jogador em evolução. Seu passe no gol de Cícero, no primeiro tempo, foi sua jogada de maior finesse desde que atua pelo Alvinegro Praiano. E não podemos nos esquecer de que outro dia ele marcou seu primeiro gol com a camisa do melhor de todos os tempos. Não sei o que se passa com o rapaz, mas sair machucado de novo causa estranheza. Os jogadores do Santos estão tendo cãibras e problemas musculares com com muita constância.

Depois, Oswaldo Oliveira tirou Lucas Lima para entrar Geuvânio, e a esperança de se ter um bom toque de bola no meio-campo se foi. Se Lucas Lima estava machucado, ou muito cansado, explica-se. Do contrário, não foi uma boa substituição, pois o rapaz tem um passe mais preciso. Geuvânio não tem jogado bem desde que renovou contrato.

Por fim, preocupado com a avenida Bruno Perez, o técnico colocou Zé Carlos na lateral direita e justamente por ali é que o Atlético chegou ao empate. Um buraco se abriu para a penetração de Alex Silva, que pôde entrar na área, cruzar,pegar o rebote e com uma puxeta servir André, livre, de cara para a meta, como em um gol do Princesa do Solimões.

O empate fez o Santos correr em busca da vitória, mas depois de um escanteio rebatido pelo goleiro Victor, a bola caiu com André, que ao perceber a chegada de Arouca, deu um biquinho na paralela, pegando desprevenido o desta vez pouco elástico Aranha.

Para complicar, Thiago Ribeiro sentiu dores musculares e teve de sair de campo, deixando o Santos com um jogador a menos. Repito: a preparação física do time tem de ser revista. Não é normal ter tantos jogadores com problemas musculares.

A derrota foi mais sentida porque o mando de campo era do Santos. Enfim, um revés em casa. Mas perder para o Atlético Mineiro, mesmo para o seu time misto, não é um bicho de sete cabeças. O futebol prega essas peças. Onde se poderia imaginar, por exemplo, que o fragilíssimo time do Figueirense fosse derrotar o Corinthians na abertura do Itaquerão? Por isso o remédio é aprender com a derrota e identificar as falhas.

Uma delas, que considero importante, é a postura do técnico Oswaldo de Oliveira, que da mesma forma que reclamou de fazer os dois jogos da final do Campeonato Paulista no santistíssimo Pacaembu, agora tem reclamado das viagens seguidas que o Santos terá de fazer devido ao aluguel da Vila Belmiro para a Seleção da Costa Rica.

Ora, o Santos já viajava muito desde os anos 60 e isso não impedia que ganhasse jogos e títulos seguidos. Desculpe se exagero, mas isso já me parece uma desculpa antecipada. E para jogadores de futebol não se pode dar desculpas antecipadas, pois isso os desmotiva. Lembro que os títulos da Libertadores e do Paulista de 2011 vieram quase simultaneamente, com a equipe cumprindo uma maratona de jogos e viagens.

Logo que assumiu o Santos, Muricy Ramalho reclamou muito que não tinha tempo para treinar o time e nem descansar os jogadores. E sem tempo ganhou os dois títulos em 2011. Pois quando teve tempo, não conseguiu mais fazer o Santos jogar tão bem.

Santos 1 x 2 Atlético Mineiro
Local: Arena Pantanal, Cuiabá.
Público: 18.863 pagantes. Renda: Não divulgada.
Santos: Aranha, Bruno Peres (Zé Carlos), Neto, David Braz e Mena; Alan Santos (Leandrinho), Arouca, Cícero e Lucas Lima (Geuvânio); Gabriel e Thiago Ribeiro. Técnico: Oswaldo de Oliveira.
Atlético/MG: Victor; Alex Silva, Leonardo Silva, Otamendi e Emerson Conceição; Pierre (Eduardo), Leandro Donizete e Rosinei (Carlos); Marion, Fernandinho (Dátolo) e André. Técnico: Levir Culpi.
Gols: Cícero, aos 37 minutos do primeiro tempo; André, aos 29 e 35 minutos do segundo.
Arbitragem: Pericles Bassols Pegado Cortez (RJ-Fifa), auxiliado por
Eduardo de Souza Couto e Michael Correia, ambos do Rio de Janeiro.
Cartões amarelos: David Braz e Neto (Santos); Emerson Conceição, Victor e Leonardo Silva (Atlético-MG)

E você, o que achou de Santos 1, Atlético Mineiro 2?


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