Tem artigo novo no Etc. Sobre Educação

Minha coluna no jornal Metro de Santos

Nunca tinha visto o Santos tão mal e desentrosado como no primeiro tempo contra o Bahia. O campo de Feira de Santana estava péssimo, é verdade, mas nada justificava o fato de não conseguir trocar poucos passes certos. Imaginei o pior.

Na segunda etapa, porém, tudo mudou, para melhor. Segundo Ricardo Rocha, que estreava como comentarista do Sportv, o Santos adiantou a marcação. E eu fiquei pensando: se adiantar a marcação pode mudar tanto um time, por que os técnicos não fazem isso sempre?

Bem, o que interessa é que o time passou a dominar a partida, criar chances, e os gols vieram. Alan Santos, provando que está deixando de ser apenas um volante destruidor, meteu uma casquinha de cabeça na bola e conseguiu finalmente vencer o bom goleiro Marcelo Lomba, aos 16 minutos.

O gol fez o Bahia se assanhar, mas no finalzinho, aos 43 minutos, após ótima jogada pela esquerda, Giva teve a calma e a perspicácia para segurar a bola, chamar a marcação e empurrar para o ótimo chute – de chapa, e colocado – de Lucas Lima.

Há que se destacar, nesta segunda vitória no Brasileiro – e a segunda fora de casa – a atuação de Arouca. Onipresente, defendeu e atacou com determinação. Lucas Lima voltou a ser um bom armador e Alan Santos, em que pese ter levado um cartão amarelo de graça, também compôs bem o meio de campo.

O lateral-esquerdo Zé Carlos começou inseguro demais, mas foi se soltando e chegou a jogar bem no segundo tempo. Na verdade, ele apoia bem, mas marca mal. Outra detalhe é que o rapaz cruza bem. Do seu setor saíram os dois gols santistas.

Cicinho exagerou nas entradas duras no primeiro tempo, levou o amarelo e quase leva o vermelho. É um jogador que precisa controlar melhor seu temperamento. E os passes e o tempo de bola. Seu maior obstáculo para se tornar um bom jogador é a inteligência.

A zaga, Neto (depois Bruno Uvini) e Jubal, não comprometeu. E Aranha, nosso Black Spider, não teve maiores dificuldades. Desta vez a defesa não deu as bobeiras de sempre.

No ataque, só de garotos, ninguém se destacou na primeira etapa. Gabriel pouco fez, mas deu para perceber que Diego Cardoso sabe segurar a bola. Confesso que cheguei a me perguntar o que Jorge Eduardo estava fazendo em campo. Mas depois percebi que o rapaz cruza bem e também recuava para ajudar Cicinho, o não deu muitas chances ao Bahia por ali.

A vitória afasta o Santos da zona de rebaixamento e o coloca no meio da tabela, com 11 pontos. Vencendo a próxima, em casa, diante do Criciúma, e a possibilidade de sonhar com uma vaga na Copa Libertadores será real.

A vitória afasta o Santos da zona de rebaixamento e o coloca no meio da tabela, com 11 pontos. Vencendo a próxima, em casa, diante do Criciúma, tornará real a possibilidade de sonhar com uma vaga na Copa Libertadores.

Sem Leandro Damião, Cícero, Thiago Ribeiro e Mena

Só para comprovar o que muitos leitores desse blog insistem em escrever, ontem o time venceu e fez uma bom segundo tempo sem os seus medalhões: Cícero, que já se Flu, Leandro Damião, Thiago Ribeiro e Mena.

Não direi que o Santos é melhor sem esses quatro, mas veja que é possível jogar razoavelmente bem sem eles. Se tomasse essa medida corajosa, o clube faria um caminhão de economia e voltaria a poder pagar suas dívidas. Uma diretoria eficiente pensaria nessa possibilidade.

Bahia 0 x 2 Santos

Local: Estádio Joia da Princesa, em Feira de Santana (BA).

Bahia: Marcelo Lomba, Roniery, Demerson, Titi e Guilherme Santos; Fahel, Pittoni (Rafinha) e Talisca; Willian Barbio, Henrique (Erick)(Jean) e Maxi Biancucchi. Técnico: Marquinhos Santos.

Santos: Aranha, Cicinho, Neto (Bruno Uvini), Jubal e Zé Carlos; Alan Santos (Renatinho), Arouca e Lucas Lima; Diego Cardoso, Jorge Eduardo e Gabriel (Giva). Técnico: Oswaldo de Oliveira.

Gols: Alan Santos, aos 16, e Lucas Lima, aos 43 minutos do segundo tempo.

Árbitro: Wagner Reway (MT).

Cartões Amarelos: Titi, Henrique, Guilherme Santos (Bahia) Cicinho, Alan Santos (Santos).

Renda: Não divulgada. Público: 16.842 pagantes.

E pra você, o Santos é melhor sem o quarteto trágico?