Gostei do que vi! O Santos teve a chamada atitude

Uma disposição para correr e jogar os 90 minutos, empenho na marcação e velocidade nos ataques e contra-ataques, um capricho maior nos passes (com exceção do ainda desligado Cicinho), uma atuação sensacional de Aranha, uma boa volta de Thiago Ribeiro e atuações convincentes da maioria dos jogadores, de David Braz, Bruno Uvini e Mena, até Arouca, Gabriel, Rildo, Lucas Lima e Diogo Cardoso. Enfim, este Santos não é um super time, mas se jogar sempre com o mesmo espírito, não fará feio neste Campeonato Brasileiro.

comodismo

O técnico Oswaldo de Oliveira disse que o Santos vai jogar na Vila Belmiro contra a Chapecoense, em vez do Pacaembu, como estava previsto, porque, entre outros motivos, é mais cômodo. Ora, a última coisa da qual o Santos e o futebol brasileiro precisam no momento é de comodidade.

O clube necessita de maior visibilidade – para conseguir um patrocinador máster – e de mais dinheiro em caixa, já que as despesas crescem mais do que o faturamento. E o futebol brasileiro carece de mais trabalho para sair dessa mesmice.

Nem vou comentar a indicação de Dunga para técnico da Seleção. Trata-se de uma apologia ao retrocesso. O ideal era trazer um bom técnico estrangeiro. O jogador brasileiro precisa de disciplina, preparação física, apuro tático e humildade para treinar fundamento. E não é só treinar, é treinar muiiiito.

Lembro-me de um jogo na Inglaterra, entre a Seleção Brasileira e o English Team, em que o público aplaudiu uma matada perfeita de um jogador brasileiro. A bola viajou de um lado a outro do campo e morreu no pé do lateral do Brasil. Admirados, os ingleses festejaram o lance.

Nesta malfadada Copa vi jogadores brasileiros matando de canela, errando passes de três metros, pecando em fundamentos que antes eram obrigatórios para quem se atrevesse a vestir a sagrada camisa canarinho.

Trabalho, trabalho, trabalho… É só a velha e boa labuta, embaixo de sol e chuva, que pode tirar o Santos e a Seleção Brasileira do buraco. Quem podia pensar em comodidade é a Alemanha, a legítima campeã do mundo. Mas aposto que lá o título motivou ainda mais técnicos e jogadores. Aqui, como se dizia há algum tempo, querem que o mundo acabe em barranco para morrerem encostados.

E você, o que achou da opção de Oswaldo Oliveira pela cômoda Vila Belmiro?