Robben, da Holanda, o melhor jogador da Copa de 2014

Quando o Santos, com um time em formação e um técnico interino, perdeu para o Barcelona por 8 a 0, no Camp Nou, Carlos Alberto Parreira se apressou em dizer que o Alvinegro Praiano não representava o futebol brasileiro – como se o time campeão e semifinalista da Copa Libertadores em 2011 e 2012 fosse uma equipe chinfrim, sem passado, nem presente.

Como se aquela derrota constrangedora não fosse um sinal de que mesmo um clube grande no Brasil estava tão atrasado com relação aos melhores europeus. Na visão equivocada de Parreira, o futebol de um país é expressado por sua seleção, quando a verdade é exatamente o contrário.

Agora, vejam vocês, quis o destino que este mesmo Parreira, em parceria com Luiz Felipe Scolari e seu indefectível Murtosa, levassem a Seleção ao maior vexame de sua secular existência, isso depois de tempo suficiente para escolher os melhores jogadores brasileiros do planeta e formar com eles um time para jogar a Copa em casa. Será que agora Parreira se convenceu da decadência do futebol brasileiro?

Hoje o futebol alemão é o mais organizado e rico da Terra. E o detalhe é que está inserido em um mercado que pratica a meritocracia. A verba de tevê destinada aos clubes leva em conta a posição de cada um na tabela, o que estimula a busca constante pela competência. Ao contrário do Brasil, em que a tevê estabeleceu uma reserva de mercado para certos times, quaisquer que sejam seus desempenhos. Ou seja: o sistema deles premia a eficiência, o nosso incentiva a preguiça e a inércia.

Os sinais da fragilidade do futebol brasileiro podem ser notados há anos. Nossos técnicos estão defasados, nossos jogadores apanham da bola, a preparação física é precária, e mesmo assim os salários crescem a cada dia, em uma bolha que levará os clubes à falência.

E não venham me dizer, por favor, que se a Argentina fosse campeã isso significaria a redenção do futebol sul-americano. Esses jogadores argentinos também representam times europeus e não os clubes empobrecidos e endividados de seu país.

A Alemanha mereceu ser campeã desta Copa pela organização, planejamento, fair play, sociabilidade, técnica e tática. Para não ficar chato, a Fifa deu a bola de ouro ao Messi, que passou em branco na maioria dos jogos. Espero que agora os do contra parem com essa mania de compará-lo a Pelé. Só o Rei tem três Copas do Mundo no currículo, além de 12 gols. Mas não gols quaisquer – gols de Pelé!

Você não acha que está na hora de seguir o exemplo do futebol alemão?