Leia minha coluna no jornal Metro:
O Brasil não precisa mais do futebol

No teste da Timemania de 26/07, com 1.264.960 apostas em 65% das cidades brasileiras, Santos aparece em terceiro. Confira:

1ºFLAMENGO RJ 63.248 5,08
2º CORINTHIANS SP 56.731 4,56
3º SANTOS SP 45.019 3,62
4º SAO PAULO SP 44.971 3,61
5º PALMEIRAS SP 37.656 3,03
6º GREMIO RS 37.478 3,01
7º VASCO DA GAMA RJ 34.808 2,8
8º INTERNACIONAL RS 33.757 2,71
9º CRUZEIRO MG 31.773 2,55
10º BOTAFOGO RJ 30.546 2,45

Amigos, ser espancado na Copa em sua própria casa não mudou em nada o futebol brasileiro. Ao contrário. Parece que de complexo de vira-lata, agora adotamos o de mulher de malandro, pois apanhamos e gostamos. Vejam vocês que está para haver país no mundo em que perder é melhor do que ganhar. Pois você vive exatamente nele.

Perceba o time que o Oswaldo de Oliveira levará para Londrina, cidade boa e progressista do Norte do Paraná, onde o Glorioso Alvinegro Praiano enfrentará o campeão paranaense Londrina e a torcida do Santos é mais abundante do que comentarista de futebol na tevê: Aranha, Zé Carlos, Paulo Ricardo, Vinicius Simon, Emerson Palmieri, Alan Santos, Renato e Souza; Jorge Eduardo, Diego Cardoso e Stéfano Yuri.

Interessante descobrir que Vinicius Simon ainda está no Santos e na defesa há um tal de Paulo Ricardo, que me lembra aquele cantor do RPM. Mas o que quer dizer esse time de reservas, só com o Black Spider no gol? Quer dizer que o Santos não faz a mínima questão de passar pelo Londrina na Copa do Brasil. Atrevo-me a dizer que a eliminação diante do time paranaense será bem-vinda na Vila Belmiro.

E digo isso porque caso seja eliminado nesta fase da Copa do Brasil, o Santos poderá jogar a Sul-americana, competição que ainda não venceu e lhe dará alguma visibilidade internacional, o que não ocorre há mais de ano. Ou seja: devido a mais um regulamento esdrúxulo assinado pelos indolentes dirigentes do futebol brasileiros, valerá mais a pena perder do que ganhar.

Entre a novela e o metrô, prioriza-se a novela

Outro fato que daria uma bela história do lendário Stanislaw Ponte Preta, o criador do Febeapá, o Festival de Besteiras que assola o País, nos foi proporcionado pelo imbróglio sobre o horário do metrô nos jogos noturnos em Itaquera.

Quando se iniciou a construção do estádio, já se sabia que a Rede Globo, proprietária do futebol brasileiro, não mudaria o horário da novela nem que Hugo Chaves ressuscitasse, judeus e palestinos proclamassem, de mãos dadas, a paz eterna, e extraterrestres trouxessem um time para também golear a Seleção Brasileira. Porém, como ainda se aposta no jeitinho, estádio feito, foram pedir para que o horário do metrô fosse alterado.

Ora bolas, não é mais fácil marcar os jogos para, no máximo, 21 horas, já que o trânsito está cada vez mais moroso na Grande São Paulo e as pessoas continuam tendo de acordar cedo para ir ao sagrado trabalho? E como a Globo jamais concordará com isso, não está na hora de se pensar em outra alternativa para as transmissões do futebol brasileiro?

Quem deve, paga menos

Nos últimos dias, presidentes de grandes clubes brasileiros e alguns bicões que vivem rondando Brasília, reuniram-se com a presidente Dilma Roussef para pedir o parcelamento da enorme dívida que contraíram por pura e absoluta leviandade e incompetência. A presidente prometeu dar um jeitinho.

Ou seja: o clube que deu um passo maior do que a perna, que fez investimentos que não poderia fazer – ou trazendo jogadores muito caros, ou construindo e reformando estádios –, será agraciado com o parcelamento de sua dívida em suaves parcelas. Enquanto isso, o dirigente honesto e responsável, que evitou endividar sua agremiação, continuará tendo de pagar tudo em dia e à vista.

Assim, o crime compensa e o futebol prossegue premiando os espertalhões, desorganizados e incompetentes, e punindo os que tentam fazer a coisa certa.

E você, o que acha de tudo isso?