robinho maduro
Um Robinho mais maduro agora comanda o Santos (Foto: Ivan Storti/ Santos FC)

Só a presença de Robinho já dá uma cara e uma personalidade nova para o Santos. Viram o gol dele contra o Grêmio? Pura sorte, dirão. Sim, mas ele estava lá, no lugar certo, deu o toque certo, a bola ricocheteou nele e pegou o goleiro no contra-pé. A gente fica com a impressão de que se fosse qualquer outro jogador do Santos, teria acontecido alguma coisa que faria a bola ir pra fora, ou pra mão do goleiro. Robinho faz as coisas se tornarem mais simples.

“Robinho é importantíssimo para nós, como qualidade técnica, nível extra. Mas tem outra coisa, a identidade dele com a camisa do Santos, a confiança que passa, realmente nos dão a condição de estabilizar a equipe mesmo em um momento de grande pressão”, reconheceu Oswaldo de Oliveira.

Sim, esse poder que alguns jogadores têm apenas com a sua presença é que é difícil para alguns analistas compreenderem. O craque não pode ser analisado com os mesmos parâmetros de um jogador normal. Fico imaginando Robinho, em plena forma, jogando a Copa do Mundo. Seria outro peso, outra personalidade para a Seleção Brasileira. Desculpem-me os fãs de Bernard, mas deixar Robinho para levar o assustado velocista foi uma das piores decisões de Felipão – que quinta-feira percebeu como Robinho, mesmo voltando de contusão e sem se expor muito, pode ser decisivo.

Se Robinho puder driblar, ele dribla. Se puder passar, ele passa.Se tiver de voltar para marcar, ele volta e marca. Se tiver de acelerar o jogo, ele acelera. Se tiver de segurar a bola, ele segura. O Menino amadureceu. Hoje é um jogador que, com sua experiência, comanda e dá confiança e tranquilidade ao Santos. Quem não quer jogar no mesmo time de Robinho?

Amanhã, domingo, às 16 horas, no Maracanã, Santos e Botafogo reviverão o grande clássico alvinegro da fase de ouro do futebol brasileiro. Em 1963 saiu um ranking mundial de clubes e o Santos era o líder, seguido pelo coirmão carioca. Um jogo de muita história que, se a televisão obedecesse à meritocracia, seria o transmitido pela tevê aberta. Afinal, quem não quer ver Robinho?

O técnico Wagner Mancini, do Botafogo, disse que seu time precisa emplacar algumas vitórias seguidas. Que coincidência, o Santos também precisa. E uma vitória no Maraca seria excelente, pois na rodada final do turno, não se esqueça, nós temos encontro marcado no Pacaembu, próximo sábado, contra o Vitória, e a chance de novo triunfo. Acreditemos irmão. Como Robinho!

Damião deve jogar no lugar de Gabriel

A bobagem de tirar a camisa ao comemorar o gol de pênalti contra o São paulo, tirou do inexperiente Gabriel a chance de jogar no Maracanã, contra o Botafogo. Se até o horário do jogo não surgir nenhum clube estrangeiro interessado por Leandro Damião, ele deve entrar no lugar do garoto, formando o ataque com Robinho e Thiago Ribeiro.

Logo após venceu o Grêmio por 2 a 0, o Santos viajou de Porto alegre para o Rio de Janeiro e neste sábado pela manhã treinou na Gávea, campo do Flamengo. O time para o clássico alvinegro deve ser o mesmo que jogou no Sul, com exceção de Gabriel, ou seja: Aranha, Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Thiago Ribeiro, Leandro Damião e Robinho.

Ingressos pela Internet, até as 17 horas de hoje, sábado

Estão à venda os ingressos para Botafogo e Santos, domingo, às 16 horas, no Maracanã. Os preços vão de R$ 20 a R$ 50. Além dos pontos de venda, os torcedores podem comprar as entradas também pela internet através do site www.maracana.com. Os cariocas estão na 14ª posição, com 19 pontos. Os paulistas estão em 10º, com 23.

Pontos de venda com guichês exclusivos para retirada:
Maracanã – Bilheteria 3 (Rua Professor Manoel de Abreu, s/nº)
Engenhão – Bilheteria Norte (Rua das Oficinas, s/nº, Engenho de Dentro)
Sede General Severiano (Av. Venceslau Brás, nº72, Botafogo)

Pontos de venda e retirada
Cariocas FC – Méier (Rua Dias da Cruz, nº255 – Shopping Méier)
Havaii Sports – Park Shopping Campo Grande (Estrada do Monteiro, nº1.200, Loja 105 G)
Havaii Sports – Via Parque (Av. Ayrton Senna, nº 3.000, Barra da Tijuca)
Estádio Caio Martins (Rua Presidente Backer, s/nº – Icaraí, Niterói)

Venda no dia do jogo

Pontos e venda – das 10 às 13 horas
Sede General Severiano (Av. Venceslau Brás, nº72, Botafogo)

Bilheterias do Maracanã

– das 10h até o término do primeiro tempo
Bilheteria 2 (Maracanãzinho) – venda geral para a torcida do Botafogo
Bilheteria 3 (Célio de Barros) – retirada da compra pela internet
– das 12h até o término do primeiro tempo
Bilheteria 1 (Maracanãzinho) – venda geral para a torcida do Botafogo
Bilheteria 4 (Júlio Delamare) – venda geral para a torcida do Botafogo
Bilheteria Contêiner Mata Machado – venda geral para a torcida do Santos

Reveja o gol de Robinho contra o Grêmio:

E você, acha que Robinho pode fazer a diferença contra o Botafogo?

Timemania – Com 2.149.249 apostas em 80% das cidades brasileiras, Santos foi o quarto time mais citado como “time do coração” no teste do dia 28, quinta-feira. Alvinegro teve 3,21% dos votos, apenas 0,12% menos que o São Paulo.

1º FLAMENGO RJ 104.794 4,91
2º CORINTHIANS SP 85.621 4,01
3º SAO PAULO SP 71.007 3,33
4º SANTOS SP 68.483 3,21
5º PALMEIRAS SP 62.187 2,92
6º GREMIO RS 60.893 2,86
7º VASCO DA GAMA RJ 55.522 2,6
8º CRUZEIRO MG 53.984 2,53
9º INTERNACIONAL RS 53.314 2,5
10º BOTAFOGO RJ 46.920 2,2
11º ATLETICO MG 44.819 2,1

Acorda Santos! – minha coluna de sexta-feira no Metro Jornal

Santos x Grêmio: posturas opostas diante do racismo

santos de 1913, com dois negrossantos campeao de 1935 - 4 negrosTesourinhasantos - time dos sonhos
O Santos de 1913 (no alto, à esquerda), perfilado com três negros; o campeão paulista de 1935, com quatro; Tesourinha, o primeiro negro a ser aceito no Grêmio, em 1952 (depois de ter atuado pelo Internacional) e por fim o Santos bicampeão mundial de 1962/63, com sua elite de ébano.

Aquela garota que xingou o goleiro Aranha de “macaco” e aqueles jovens torcedores do Grêmio que imitaram o som de macacos atrás da meta do goleiro do Santos, não fizeram nada diferente do que sempre fizeram em um estádio de futebol. Isso faz parte de uma cultura que vem de casa e também do clube, já que o Grêmio, fundado em 1903, manteve-se rigorosamente racista até 1952, quando finalmente aceitou um negro no seu time, o ídolo gaúcho Tesourinha.

Por outro lado, o Santos, fundado em 14 de abril de 1912, já nasceu sob a égide do abolicionismo. Entre seus fundadores destacava-se Ricardo Pinto de Oliveira, um dos líderes do movimento abolicionista de Santos. Não foi à toa que na hora de escolher o nome para o novo clube, fosse sugerido “África”, o continente negro de origem de tantos brasileiros.

Primeira cidade de São Paulo a abolir a escravatura, Santos já não tinha escravos em 1887, um ano antes da assinatura da Lei Áurea. A cidade libertária e revolucionária, que se abria para o mundo com o seu enorme porto, tinha sido largamente influenciada pelas ideias de seu filho ilustre José Bonifácio de Andrada e Silva (Santos, 13 de junho de 1763 — Niterói, 6 de abril de 1838), patriarca tanto da Abolição, como da Independência do Brasil.

Em 1913, apenas um ano depois de sua fundação, já se vê uma foto do Santos com três negros perfilados. Em 1935, no time que venceu o Corinthians, no Parque São Jorge e conquistou o primeiro de seus 20 títulos paulistas, lá estavam os negros Ferreira, Janguinho, Marteletti e Neves.Depois, com a chegada de Pelé, Coutinho, Dorval, Lima, Mengálvio, Geraldino, Joel Camargo, Edu, Abel, Cláudio Adão, Robinho… é até covardia lembrar a importância de geniais craques negros para o Santos.

Importância reconhecida por jornalistas de todo o mundo, como Briam Ames, do Daily Mail, de Londres, que em 1962, após ver o Santos derrotar o Sheffield por 4 a 2, escreveu: “Vejo e não acredito. A elite de ébano do futebol mundial nos transportou ontem para uma nova dimensão do esporte… As testemunhas do que ocorreu em Sheffield dirão a seus filhos e netos que o futebol dos brasileiros chega ao sobrenatural”.

Se formos ver bem, 80% dos grandes craques brasileiros foram negros ou tiveram ascendência negra. Se o racismo já demonstra uma ignorância profunda da condição humana, o racismo no futebol brasileiro é atestado com firma reconhecida de imbecilidade absoluta. Sem o negro, como já disse Mário Filho, não haveria futebol no Brasil.

Mas, infelizmente, o racismo dos gremistas é praga antiga que passa de pai pra filho. Ela vem em um pacote que também inclui tendências separatistas, como se o Rio Grande do Sul fosse outro país, o “Sul”. Hoje o clube está divulgando uma nota contra essas demonstrações racistas de sua torcida. Ótimo. Mas há anos a torcida gremista entoa cânticos racistas no estádio e mantém um site, da torcida “Geral do Grêmio” com dezenas de “cantos de guerra” em que aparece a palavra “macaco”. Por que a diretoria do clube não agiu antes para extirpar esse mal?

Confira o racismo nas letras da torcida do Grêmio

Por outro lado, há também uma ala mais consciente da torcida do Grêmio que tenta lutar contra esses extremismos e criou até um movimento para que se tire a palavra “macaco” dos cantos de guerra da torcida tricolor.

Movimento de gremistas para tirar a palavra “macaco” dos cantos de guerra

Sei que é muito difícil escapar do padrão de uma cultura arraigada há tanto tempo em uma comunidade, ainda mais quando ela é composta de jovens, naturalmente ousados e politicamente incorretos. Não acredito que a maioria desses gremistas que ofendiam Aranha e os jogadores santistas acreditem mesmo que a cor da pele faz uma pessoa melhor ou pior do que outra. Agem assim porque são condicionados pelo meio. Porém, condicionados pelo meio ou não, está na hora de parar com isso. E a CBF e o Poder Público têm recursos para evitar que essa doença se propague.

Milhares de gremistas cantando “Chora macaco imundo” (desculpe por postar isso, mas é pra ver que esse comportamento já está arraigado na torcida do Grêmio há muito tempo e a diretoria do clube não fez nada para impedi-lo).

E você, o que pensa sobre o racismo no futebol brasileiro?

Grêmio 0 x 2 Santos. A melhor vitória do ano!

Grêmio 0 x Santos 2

O Santos jogou bem o primeiro tempo e teve sorte. Isso foi o suficiente para marcar dois gols, não sofrer nenhum, segurar o resultado na segunda etapa e dar um passo importante para passar pelo Grêmio, em Porto Alegre, nas oitavas-de-final da Copa do Brasil.

Mesmo com três atacantes – Gabriel, Thiago Ribeiro e Robinho –, o Santos soube fechar melhor o meio-de-campo. Mas o Grêmio ainda assim conseguiu boas oportunidades, uma delas claríssima, salva em cima da linha por Mena.

Porém, o Alvinegro Praiano também atacava. Numa dessas vezes, aos 37 minutos, David Braz surgiu livre em um escanteio para abrir o marcador, de cabeça. Cinco minutos depois e foi a vez de Robinho contar com a sorte e fazer o segundo, em uma bola que ricocheteou no zagueiro.

No segundo tempo o time abdicou de atacar e permitiu o domínio total do Grêmio, mas o time gaúcho se mostrou impotente para ao menos fazer um golzinho. No contra-ataque, Rildo ainda perdeu gol feito.

Agora a situação do Santos está bem encaminhada. O time até pode perder o jogo de volta, na Vila Belmiro, desde que por um gol de diferença, e ainda assim estará classificado para as quartas-de-final da Copa do Brasil.

A vitória veio do meio

Desta vez, Arouca, Alison e Lucas Lima foram muito bem e equilibraram as ações no meio-campo. Robinho, Thiago Ribeiro e Gabriel recuavam para ajudar o setor e partiam para o ataque com a bola dominada. A ausência de Leandro Damião tornou o time mais ágil.

Mena foi bem e salvou gol certo do Grêmio, o que abriria a contagem e mudaria o panorama tático da partida. Como marcou primeiro, o Santos pôde esperar a oportunidade de contra-ataques, e justo em um deles saiu o gol de Robinho, de pura sorte. Ele chutou, a bola bateu em um zagueiro do Grêmio, rebateu em Robinho e pegou o goleiro no contra-pé.

Querem que eu fale que no segundo gol do Santos Lucas Lima matou a bola com o braço. Na velocidade normal do jogo, eu não vi. Só na câmera lenta deu pra ver. O que posso dizer? santista não gosta de ser roubado, mas também não gosta de ser ajudado pela arbitragem. Porém, se o árbitro quisesse ajudar o Santos, no minimo teria expulsado aquele jogador que pisou no Aranha, e depois paralisado o jogo por racismo, o que interditaria o estádio gremista por um bom tempo.

No segundo tempo o Santos recuou demais e permitiu ao Grêmio o domínio completo da partida. Poderia ser um erro fatal, mas o time do Sul se mostrou pouco competente, o gol não saiu e a vantagem santista para o jogo de volta se tornou muito grande.

Destaques e decepções

Lucas lima, Arouca, Alison e Mena foram destaques positivos do Santos. Aranha também se mostrou muito seguro. A zaga, formada por Edu Dracena e David Braz, começou insegura, mas se entrosou depois e pouco permitiu a Barcos e outros atacantes que tentaram penetrar pelo meio.

Cicinho participou do gol de Robinho, mas sempre foi um elo fraco da defesa. Tomou um drible de costas que nem a minha avó tomaria. Incrível como Cicinho é ruim para dar o bote na hora certa (isso é questão de reflexo e pode ser treinado). Thiago Ribeiro e Gabriel se mexeram, mas pouco fizeram de útil. Só pelo jogo de ontem, Gabriel jamais poderia pedir aumento de salário.

Racismo contra Aranha

Aranha foi vítima de insultos racistas e de xingamentos de “Macaco” feitos por uma torcedora gremista identificada por várias câmeras. Para dar exemplo, a moça deveria ser proibida de voltar a um estádio de futebol.

Infelizmente, não é a primeira vez que a torcida do Grêmio, que abriga uma ala neonazista entre seus seguidores, promove atos racistas em um estádio de futebol. É uma minoria que ainda não entendeu que não adianta ter um estádio moderno e continuar agindo como troglodita.

Por essas e outras é que o Grêmio é um clube regional. Em um país multirracial, como o Brasil, essa tendência racista de sua torcida torna o tricolor gaúcho bastante antipatizado em outros Estados do País, principalmente no Norte e no Nordeste, onde negros e mestiços predominam.

Aranha fala sobre o racismo

Robinho também comenta o racismo dos gremistas
http://youtu.be/ZO7e0IYpPdE

Grêmio 0 x 2 Santos
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Data: 28 de agosto de 2014, quarta-feira
Horário: 20h (de Brasília)
Renda: R$ 814.899,00
Público: 30.294 (28.091 pagantes)
Grêmio: Marcelo Grohe, Pará, Werley, Rhodolfo e Zé Roberto (Matías Rodríguez); Walace (Matheus Biteco), Ramiro e Giuliano; Luan (Alán Ruiz), Barcos e Dudu. Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Santos: Aranha; Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Thiago Ribeiro (Alan Santos), Gabriel (Leandro Damião) e Robinho (Rildo). Técnico: Oswaldo de Oliveira
Gols: David Braz aos 37 e Robinho aos 42 minutos do primeiro tempo.
Arbitragem: Wilton Pereira Sampaio (Fifa-GO), auxiliado por Kleber Lúcio Gil (Fifa-SC) e Carlos Berkenbrock (SC).
Cartões amarelos: Ramiro e Pará (Grêmio); Edu Dracena, Alison e David Braz (Santos)

E você, o que achou da vitória e do racismo contra Aranha?