“Ou paga,ou desce” – esta é minha coluna de hoje no jornal Metro

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Robinho estava em todas. Fez um gol, deu o passe para o outro, comemorou como nos bons tempos e festejou com o filho Róbson. O Rei do Drible estava em casa. (Fotos: Ricardo Saibun/ Santos FC).

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O jogo está encalacrado. O Santos domina, mas não dá um único chute a gol. Nisso, aos 7 minutos do segundo tempo, Robinho, que apesar dos 30 anos é o que mais corre no ataque santista, pega a bola pela esquerda, vai driblando pra dentro e solta o chute em diagonal, no canto alto esquerdo do goleiro Vitor. Golaço! A partir daí tudo iria melhorar.

Como precisava do empate para se classificar, o Londrina foi à frente, abrindo muito espaço para os contra-ataques do Santos. Nenhum deles, porém, terminava em gol, até que novamente Robinho tratou de decidir o jogo. Deu um pique longo pela esquerda, driblou o zagueiro uma vez, deu mais um corte e só empurrou a bola para Nildo bater de chapa, na paralela, no canto direito rasteiro do Londrina.

Com 2 a 0, a classificação só seria perdida se o time do Paraná conseguisse um gol nos últimos minutos e depois ganhasse na disputa de pênaltis. Parecia impossível, mas bem que o brioso adversário lutou até o fim e deixou evidente o desentrosamento da defesa santista.

Não foi um bom jogo do Santos, mas salvou-se por Robinho, Lucas Lima e a onipresença de Arouca. Jubal voltou muito inseguro e saiu com problemas musculares. Edu Dracena voltou e deu uma arrumadinha na defesa. David Braz é estabanado, assim como o volante Alison – que desta vez, porém, não levou amarelo.

Mena foi melhor do que Cicinho, o que não é muito, pois o lateral-direito fez uma péssima partida tanto defendendo, quanto atacando. Na defesa, dificilmente faz um corte ou está no lugar certo para bloquear o avanço do atacante. E no ataque, toca de primeira quando deve segurar a bola e geralmente segura muito a bola quando precisa tocar de primeira. Se o passe saísse certo, tudo bem, mas quase sempre sai do pé de Cicinho para o do adversário e ele fica parado, esperando alguém fazer a cobertura.

Contra o Londrina, não fosse Thiago Ribeiro ajudar na marcação pela direita, e o time paranaense toda hora chegaria à linha de fundo em cima de Cicinho. Talvez Oswaldo Oliveira escale Thiago Ribeiro por isso, porque como atacante ele tem sido nulo. Deu quatro chutes a gol na partida e nem acertou na direção das traves. Na verdade, deu três, pois em um deles furou e caiu sentado na hora de marcar.

Damião acertou uma bicicleta na trave, mas se de frente está difícil, de costas então… Continuo torcendo por ele, mas até aqui, sem dúvida, tem sido um dos piores, se não o pior centroavante que já vestiu a camisa do Santos.

Além de Robinho, outro destaque do time foi Lucas Lima. O rapaz sabe tocar e sair jogando no meio-campo. Fez boas jogadas e em uma delas chegou à linha de fundo e cruzou para trás, deixando a bola rasteirinha, à mercê da conclusão de Thiago Ribeiro, que escorregou e caiu sentado.

Rildo e Alan Santos, que substituíram, respectivamente, Leandro Damião e Arouca, entraram bem. O primeiro fez o segundo gol e Alan mostra muito mais categoria e consciência do que Alison. O Santos deveria jogar com Alison, Arouca, Alan Santos e Lucas Lima no meio, deixando Robinho e Gabriel na frente.

Craque é craque. Enquanto escrevo essas linhas, Robinho está sendo entrevistado pelo seu gol e sua atuação. O futebol brasileiro precisa da alegria e do futebol que ele ainda tem para mostrar. Esta é a única verdade. Não se pode confiar na empáfia de certos comentaristas. O senhor Robson de Souza é um dos melhores jogadores em atividade no País. E, sem dúvida, o mais carismático.

Agora o Santos esperará um sorteio, na segunda-feira, para saber qual será seu próximo adversário na Copa do Brasil. O mínimo que o clube pode fazer é mandar alguém acompanhar este sorteio. Essa diretoria tem sido pouco atuante nas questões políticas que envolvem o clube. Já ouvi coisas escabrosas sobre os “sorteios” da Copa do Brasil. Minha preferência é que caia contra o Corinthians. Seria uma boa revanche.

Outro assunto em pauta é o maldito copo jogado em campo no clássico de domingo. Pensei que esse tipo de atitude fosse coisa do passado. E é estranho que não tenha aparecido o autor do delito. De qualquer forma, é preciso fazer o departamento jurídico se mexer. Perder 10 mandos de campo pode fazer o time correr risco de rebaixamento no Brasileiro.

Santos 2 x 0 Londrina – terceira fase a Copa do Brasil

Aranha, Cicinho, Jubal (Edu Dracena), David Bráz e Mena; Alison, Arouca (Alan Santos) e Lucas Lima; Thiago Ribeiro, Robinho e Leandro Damião (Rildo). Técnico: Oswaldo de Oliveira.
Londrina: Vitor, Lucas Ramon, Dirceu, Silvio e Allan Vieira; Diogo Roque, Bidia (Madison), Léo Maringá e Celsinho (Davi Ceará); Joel e Paulinho. Técnico: Cláudio Tencatti.
Gols: Robinho aos 7 minutos e Rildo aos 43 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Thiago Ribeiro, Lucas Lima e Rildo, do Santos, e Paulinho, Bidia, Diogo Roque e Dirceu, do Londrina.
Arbitragem: Wagner dos Santos Rosa, auxiliado Wendel de Paiva Gouveia e Michael Correia, todos do Rio de Janeiro (Os londrinenses reclamaram de um pênalti cometido por Cicinho quando o jogo estava 0 a 0. O lateral santista pulou com a mão distante do corpo e a bola bateu nela, interrompendo o cruzamento para a área. Na final da Libertadores, quarta-feira, houve um lance igual e o árbitro deu pênalti, decidindo o jogo e a Copa para o San Lorenzo. Acho que mesmo não havendo intenção, o árbitro poderia, sim, ter dado o pênalti contra o Santos).

Um presente principalmente para você que curte o blog de madrugada: um filme – que está na página “Artes” deste blog – dos craques do Santos sendo entrevistados em um alegre programa da TV argentina em 1962, ano do cinquentário do clube, em que o Santos ganhou tudo o que disputou. Veja Pelé com 22 anos, Coutinho com 20…

E você, o que achou de Santos 2 x 0 Londrina?