Parabéns Palmeiras! Cem anos de muita história!

Este é um blog de santistas, mas não poderia deixar passar em branco a data de hoje, em que o Palmeiras, um gigante do futebol, completa 100 anos de vida. Os jogos entre Santos e Palmeiras sempre se revestiram de respeito mútuo. Para lembrar esse grande duelo da era de ouro do futebol brasileiro, trago um jogo histórico, em que, na verdade, não houve vencedores. Isso prova que quando o espetáculo é realmente grandioso, nenhum time sai com a sensação de ter sido vencido, mas sim com a certeza de que entrou na história. Vejo o Palmeiras como o grande parceiro do Santos na capital. Tem sido um adversário leal e merece o nosso respeito.

Os muitos equívocos dessa negociação entre Santos e Gabriel

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O Santos adotou Gabriel desde os oito anos de idade. Amparou, treinou e preparou o menino para se tornar um profissional de futebol. Agora que vai fazer 18 anos no sábado, Gabriel, que já recebe 70 mil por mês, quer aumento para renovar contrato. As negociações serão entre o Santos e Wagner Ribeiro, empresário de Gabriel que também já foi o de Robinho e Neymar.

Bem, a proposta de transformar a Timemania em uma pesquisa científica está aí, para quem quiser. É fácil e não requer prática, nem perfeição. Divulguem o texto entre os amigos estudantes de estatística ou apenas interessados em fazer um trabalho relevante para o futebol. Nem precisa sair de sua cidade. Mas agora vou falar de outro assunto que tem me incomodado: essa negociação do Santos com o garoto Gabriel, que neste sábado faz 18 anos e, instigado por seu empresário, Wagner Ribeiro, já está querendo aumento e ameaçando ir pra Europa. Há muitas questões nebulosas nessa história. Vamos às mais importantes:

Por que o Santos não é dono de 100% do passe de Gabriel?

O primeiro equívoco é a presença do empresário Wagner Ribeiro nas negociações. Por que o clube que pegou o garoto ainda criança e o formou, é obrigado a dividir seu passe com um empresário? É difícil engolir que este mesmo senhor que deu tantas dores de cabeça ao clube nos casos de Robinho e Neymar, esteja de novo à mesa com os dirigentes do Santos pedindo aumento para um de seus contratados e ameaçando com a história de que há clubes europeus interessados.

Quando se lê a história de Gabriel, constata-se que esse garoto, nascido em São Bernardo do Campo, jogava futsal aos oito anos quando foi descoberto por Zito, o eterno ídolo santista. Gabriel está no Santos desde então. Eu pergunto: em que momento Wagner Ribeiro entrou na história?

Se o clube treina, alimenta, fortalece, orienta, divulga e depois lança o jogador em sua equipe profissional, por que depois perde o direito a 100% do passe do jogador e têm de negociar sua carreira com um paraquedista que pegou o bonde andando e se apoderou de uma gorda fatia do passe do menino?

Por que o Santos permitiu que isso acontecesse, se desde pequeno já se sabia que Gabriel seria um dos destaques em todas as categorias em que jogasse? Quem apresentou Gabriel a Wagner Ribeiro? Quem permitiu que o empresário metesse a mão em mais um Menino da Vila?

Além de comprar parte de seu passe, o que Wagner Ribeiro ensinou a Gabriel como jogador? Algum fundamento? Será que lhe ensinou que tirar a camisa depois de comemorar gol é cartão amarelo na certa? Enfim, o clube faz tudo por um garoto, e quando ele começa a aparecer, já aparece com um empresário a tiracolo para discutir renovação de contrato etc.

Gabriel ainda não vale mais do que ganha

O segundo equívoco é a valorização excessiva de Gabriel, que ainda tem muito a melhorar até poder ser considerado um bom jogador. Além da velocidade, o rapaz não tem se destacado em nenhum fundamento. Drible, passe, chute, cabeçada, tudo está para ser melhorado.

Até mesmo sua condição psicológica requer profundos reparos. O que fez domingo, marcando um gol de pênalti e tirando a camisa para comemorar – o que lhe deu o terceiro cartão amarelo e o suspendeu automaticamente do jogo contra o Botafogo –, foi de uma infantilidade ímpar.

Tenho informações de que em fevereiro Gabriel ganhava 18 mil reais por mês e que em abril, somando-se salários, direitos de imagem e patrocinadores pessoais, já chegava a 70 mil. Para o nível de futebol que ele joga, está ótimo. Chego a dizer que já está ganhando mais do que merece.

Na verdade, todos nós, santistas, ajudamos a fazer a fama de jogadores vindos da base do clube. Ainda mais quando são atacantes e fazem um golzinho de vez em quando. Fama que, na maioria das vezes, eles não merecem. Ocorre que gostaríamos que fossem novos Pitas, Juarys, Diegos, Robinhos, Neymares e Gansos, mas, obviamente, não são. Porém, quando se descobre a verdade, a fama, a expectativa já está construída e seus empresários lucram com isso.

Gabriel ainda tem muito o que mostrar antes de pedir aumento. No nível que joga, ainda não se pode dizer se será um grande jogador, se ao menos conseguirá ser titular em um time grande do Brasil. Para a Europa, então, está muito verde. Se for pra lá, quebrará a cara.

As mentiras que Wagner Ribeiro conta

Este empresário já chamou Thiago Luis de “o Messi Brasileiro” e já disse que Gabriel seria melhor do que Neymar. O homem chuta para qualquer lado a fim de emplacar seus exageros e vender seu peixe. Não vou dizer que “está na dele”, pois a verdade deveria ser a norma para todas as atividades, mesmo para os vendedores.

De Gabriel, Ribeiro diz: “Ele cheira a gol, está em evidência, no radar de times da Europa. Mas ele quer ficar no Santos.”

É claro que se dependesse de Ribeiro, Gabriel já estaria aceitando a primeira proposta polpuda de um time europeu. Quem tem mais juízo e quer que o garoto fique mais tempo do Santos e no Brasil, até para ver se vai virar craque mesmo, é o pai do atacante santista.

Nesse momento da carreira, em que precisa ganhar maturidade e ao mesmo tempo desenvolver seu futebol, Gabriel estaria queimando perigosamente algumas etapas se saísse do Santos. Ele está em um clube que ampara e apoia os jovens vindos da base. O Santos é mais tolerante com garotos, mas que ele não espere a mesma tolerância em um clube que o contratar por uma fortuna.

Dependendo dos milhões de euros, eu venderia

Se o Santos estivesse em outra situação financeira, seria possível estudar manter Gabriel no clube. Porém, abaixo da linha da sustentabilidade, com mais despesas do que receitas, penando para pagar o investimento idiota em Leandro Damião, o clube tem mais é de fazer caixa, e se há mesmo uma proposta de 10, 13 milhões de euros por Gabriel, como assegura o boquirroto do Wagner Ribeiro, então que se feche o negócio.

Mas o racional seria, antes de vender Gabriel, se desfazer de Leandro Damião, Thiago Ribeiro, Cicinho e Mena, jogadores caros que não têm correspondido. Está na hora de planejar o futebol do Santos, e com esses quatro ganhando tanto e produzindo pouco, fica difícil.

Veja agora as jogadas de Gabriel, certas e erradas,contra o Corinthians, em uma de suas melhores atuações no ano:

E você, daria aumento ao Gabriel ou venderia o seu passe?