Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: setembro 2014 (page 1 of 5)

Eis aqui José Carlos Peres e suas ideias para o Santos

Dava para golear, mas a vitória foi muito boa.

Experiente, habilidoso e oportunista, Robinho marcou duas vezes; Geuvânio, mais solto, fez outro, e o Santos terminou o primeiro tempo vencendo o Botafogo por 3 a 1, no Maracanã. Enquanto isso, o Botafogo perdia Émerson Sheik e o goleiro Jeferson, machucados. Tudo indicava que o Santos golearia na segunda etapa – e chances teve para isso -, mas o alvinegro carioca, na base da garra, diminuiu para 2 a 3 e quase empata.

Por incrível que possa parecer, achei David Braz o melhor da defesa santista. Gostei de Arouca e Lucas Lima no meio. Leandro Damião fez bem a parede em algumas jogadas e tabelou com Robinho no primeiro gol do jogo, mas quando teve a chance de concluir, no segundo tempo, deu um traque e isso foi a gota d’água para ser substituído. Na verdade, o time piorou depois das substituições de Damião e Geuvânio por Patito e Alan Santos, mas ao menos Enderson Moreira fechou um pouco mais a defesa e garantiu a vitória.

O árbitro deixou Dewson Fernando Freitas da Silva, do Pará, não viu o pontapé de Dankler em Robinho, a cotovelada de Gabriel em Geuvânio, expulsou Robinho depois de dois amarelos absurdos e também deu amarelo para Geuvânio por reclamação. Ou seja: os santistas tinham de apanhar quietos, enquanto os adversários podiam bater à vontade. Robinho não joga a partida de volta, em que o Santos será favorito, mas não poderá perder tantos gols como fez no Maracanã. Esse Botafogo acredita que pode renascer das cinzas…

Tanto o Sportv como a Espn torceram para o Botafogo. Seus comentaristas se preocupavam em arriscar o que o time carioca tinha de fazer para mudar o jogo e lamentavam as “falhas” do adversário, sem atentar para as qualidades dos santistas. Bem, já estamos acostumados com esse tipo de transmissão. Só mesmo uma tevê santista poderia corrigir isso. Quanto ao público, só 8.714 pessoas, menos que Santos e Goiás, na noitinha chuvosa de domingo. Espero que no jogo de volta os santistas lotem a Vila, ou o Pacaembu, para empurrar o time.

Com mais essa vitória fora de casa, o Santos pode até perder por 1 a 0 ou 2 a 1 no jogo de volta e mesmo assim passará para a semifinal da Copa do Brasil. Já li comentários dizendo que essa vitória não vale porque o Botafogo é uma “baba”. Pode ser, mas uma vitória sobre esse mesmo alvinegro carioca, na última rodada do brasileiro, fez muita gente apontar o Grêmio como um dos melhores times do campeonato.

Santos e Botafogo revivem os grandes duelos no Maracanã

Com as voltas de Robinho, Mena, Edu Dracena e, talvez, Leandro Damião, o Santos enfrenta o Botafogo hoje, às 19h30, no Maracanã, no jogo de ida pelas quartas-de-final da Copa do Brasil. Pelo mau retrospecto do Santos fora de casa, o favoritismo tem de ser dado ao Botafogo, mas bem que se caprichar um pouco o Alvinegro Praiano volta do Rio ao menos com um empate, já que o adversário está em crise.

Uma dúvida pertinente dos santistas é se os retornos de Edu Dracena, Mena e Leandro Damião farão bem ao time, já que sem eles a equipe tem rendido melhor e sofrido menos gols. É evidente que a insistência com o veterano e lento Dracena no miolo da zaga tem aberto alguns buracos na defesa santista. Hoje será mais um dia para checar isso. Robinho também merece uma boa observação, pois tem demonstrado problemas físicos.

O Santos deve jogar com Vladimir, Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena;
Alison, Arouca e Lucas Lima; Geuvânio, Leandro Damião e Robinho. O Botafogo, que utilizará sua força máxima, entrará em campo com Jefferson, Dankler, Bolívar, André Bahia e Julio Cesar (Junior Cesar); Airton, Gabriel, Ramírez e Zeballos; Rogério (Wallyson) e Emerson Sheik.

No fim de semana, pelo Campeonato Brasileiro, o Botafogo perdeu em casa para o Grêmio, e o Santos venceu o Goiás. Mas esses resultados pouco importam para o jogo de hoje. Se não jogar com muita atenção e com mais vontade de ganhar do que o adversário, o Santos voltará do Rio lamentando mais um bom resultado que poderia ter sido, mas não foi.

E você, o que espera do Santos logo mais, no Maracanã?

EIS AQUI JOSÉ CARLOS PERES E SUAS IDEIAS PARA O SANTOS
dossie - peres e odir
Peres, eu e o fruto do nosso trabalho

Lembro-me que antes das últimas eleições para a presidência do Santos, em dezembro de 2011, a enquete deste blog dava como resultado a reeleição de Luis Álvaro Ribeiro com 87% dos votos. E foi justamente o que ocorreu. Desta vez, José Carlos Peres surge com uma vantagem de 62%, e isso sem o enxugamento dos candidatos, o que deverá aumentar a porcentagem de votos a seu favor. Assim, é natural que o santista queira saber mais sobre este homem que, daqui a pouco mais de dois meses, poderá ser o escolhido para governar os destinos do Santos por três anos.

O clube vive situação tremendamente delicada, com uma dívida enorme a ser paga, um time mediano e uma folha de pagamentos absurda, pouca visibilidade na mídia, público pequeno no estádio, falta de patrocinador e, mesmo diante de tantos problemas, uma angustiante imobilidade de sua diretoria. Por tudo isso, a tarefa de reerguer o Santos não é para qualquer um. Exige amor ao clube, mas não só isso. É preciso capacidade, visão, criatividade, incansável disposição para o trabalho, talento para formar e motivar equipes e honestidade absoluta. Parece muito, mas sem líderes com essas qualidades, não vejo esperanças para o nosso querido Santos.

É preciso alguém que una os santistas de todos os lugares, que façam com que deem as mãos e trabalhem, juntos, pelo clube. É urgente transformar fraqueza em força e dar um choque de gestão, sem revanchismos ou bairrismos. É claro que sou suspeito, pois sou amigo dele e pude constatar, trabalhando ao seu lado pela Unificação dos Títulos Brasileiros, o grande homem e abnegado santista que o Peres é.

Com já disse, este blog está aberto a todos os candidatos a presidente do Santos. Que usem este espaço para expor sua biografia e suas propostas. Que o sócio saiba escolher o melhor para o nosso clube. Porém, como sócio e torcedor, tenho o direito de ter minha escolha, e esta, todos sabem qual é. Confio no homem, no administrador e no santista José Carlos Peres. Meu voto será dele.

Quer saber mais sobre ele e sua plataforma de governo? Clique na linha abaixo:

Site oficial, com biografia e proposta de governo de José Carlos Peres, candidato à presidência do Santos

E você, está propenso a votar em quem? Por quê?


Filme mostra que Santos de Pelé revolucionou na Martinica

Futebol do domingo bateu recorde negativo na Globo. Ibope marcou apenas 14.9 pontos em São Paulo. Mesmo somado com os 4 pontos da Band, o total não chegou a 19 pontos. O jogo transmitido, de baixo nível técnico, mostrou o Atlético Paranaense vencendo o alvinegro de Itaquera por 1 a 0, com gol de pênalti. Clique aqui e leia:
O péssimo Ibope de Atlético Paranaense e alvinegro Itaquerense

Meus amigos, no meu primeiro dia de Brasil depois das férias de suas semanas na encantadora Santiago do Chile, uma cidade de primeiro mundo encravada na América Latina, cheguei com ganas de hablar sobre muchas cosas, pero ao rever os e-mails recebidos nesse período, dou de cara com um especial, do indefectível pesquisador Wesley Miranda, que me copia um breve documentário sobre Pelé e o Santos produzido na Martinica, possessão francesa no Caribe, de cerca de 400 mil habitantes.

Em 23 de janeiro de 1971 o Santos desembarcou na ilha para uma partida contra uma seleção dos melhores jogadores locais. O governo queria que o jogo fosse assistido apenas pela elite e elevou desmesuradamente o preço dos ingressos, o que provocou a reação de um grupo de esquerda, que criou o movimento “Vamos ver Pelé sem pagar”. Enfim, meus caros, trata-se de mais uma história maravilhosa do Santos pelos campos do mundo.

Veja o filme e entre no clima de mais um milagre de Pelé e do Santos. Um detalhe: a antiga capital da Martinica, Saint-Pierre, ficou mundialmente famosa após a grande erupção vulcânica de 1902. E sabe qual o nome do vulcão: Pelée… Bem, vamos ao filme, que contou com informações do pesquisador Guilherme Nascimento e foi postado por Wesley Miranda no Youtube:

Para não dizer que não falei da vitória sobre o Goiás

Eu sei, eu sei, que 11 mil pessoas são bem menos do que as 25 mil que eu pretendia ver no Pacaembu, domingo. Mas, diante das circunstâncias – chuva; horário; falta de vários titulares, entre eles Robinho, e pouco carisma do adversário – não foi tão ruim, sabendo que na Vila Belmiro daria a metade. Vamos continuar a fazer campanhas a cada jogo do Santos em casa. É a única forma de trazer de volta o santista para perto do time.

Do jogo, creio que no geral a equipe foi bem e mostrou que há jogadores jovens que podem render mais do que alguns titulares. O caminho é este mesmo. Agora, é preciso mexer os pauzinhos, fazer contatos, para vender bem Leandro Damião, Cicinho, Mena e Thiago Ribeiro. Isso melhorará as finanças e o rendimento do time.

Antero Greco, PVC e por que a imprensa fala pouco do Santos

Muitos santistas discutem por que a imprensa de São Paulo fala tão pouco do Santos, e eu já respondi que é porque há poucos santistas na imprensa. O domingo à noite na ESPN deixou isso bem claro. Antero Greco, que é um sujeito sério, gastou segundos para analisar Santos e Goiás, resumindo que são times “de altos e baixos”, falou um monte do gol erroneamente não marcado para o Goiás e ficou todo o tempo do mundo cornetando os jogadores do seu Palmeiras que sofreram três gols em poucos minutos e perderam para o Figueirense. O Antero só perde a fleugma quando fala de seu querido Palmeiras.

No programa anterior, Paulo Vinícius Coelho, que também é sério, escolheu o Palmeiras como o seu destaque. Veja bem, amigo leitor e amiga leitora, tratam-se, tanto de Antero, como de PVC, de bons jornalistas esportivos, mas na hora que o coração aperta, só pensam no amado Palestra Itália. É uma tendência do ser humano, não tem jeito de mudar. Assim, para que o Santos seja mais comentado na imprensa, além de ganhar títulos, revelar jogadores e essas coisas que já fez muito e certamente voltará a fazer, tem de contar na imprensa com jornalistas santistas.

E você, o que acha disso tudo?


Vamos ser 25 mil no Pacaembu, domingo. Porque só dependemos de nós!

Domingo, às 18h30, o Santos enfrenta o Goiás, no belo e aconchegante Pacaembu, e todo santista que puder deverá estar lá. É um jogo para levar os filhos pequenos, a mulher, os irmãos, combinar com os amigos de longa data. É o dia e o momento de estarmos ao lado do time, na alegria ou na tristeza, na cantoria ou no xingamento.

Já escrevi isso e volto a repetir: torcer é sofrer. Quem não está disposto a viver fortes emoções, boas ou más, vá acompanhar balé clássico, ou fazer yoga. Porém, abster-se de sofrer também o afastará da extrema alegria que só um gol pode dar. Um Gol do Saaaaantos!, como aquele garoto, o Pedrinho, sintetizou muito bem.

Sabe quantos podemos ser domingo, no Pacaembu? Quantos quisermos. Acredito em 25 mil, porque acredito na força da torcida do Santos. Sei que boa parte dela estava esperando uma oportunidade como esta para ver o Santos em São Paulo. Não espere por chamadas da “grande imprensa”, use a Internet para divulgar a partida entre os santistas. Vamos novamente transformar o Pacaembu na casa do Santos em São Paulo. Sugiro espalhar pelo twitter a hashtag #domingonoPaca

Com uma boa divulgação, o Santos já poderá lotar metade do Pacaembu com 40% de seus sócios. Espero que ela seja feita. Porém, mesmo que essa diretoria se mostre negligente mais uma vez, o torcedor que quiser ir ao jogo, irá. Nem que tenha de chegar um pouco mais cedo e comprar sua entrada nas bilheterias do estádio. Afinal, com todo o respeito à torcida do Goiás, este será o jogo de uma torcida só.

Agora me diga: você vai domingo ao Pacaembu sofrer pelo Santos?


O não o Santos já tem. Por que não buscar o sim?

http://youtu.be/-9iTdl8v6EQ
Falhas da defesa mataram o Santos. Não era para perder. Grande jogo em Minas. Destaques para Lucas Lima e para Geuvânio, que substituiu Robinho muito bem.

Já ouvi muito esta frase, aplicada às mais variadas situações: desde paquerar uma garota bem mais bonita do que eu poderia naturalmente ambicionar, até enfrentar adversários teoricamente superiores no tênis, ou mesmo em questões profissionais, quando a empreitada parece impossível. Hoje esta filosofia se aplica ao Santos. Sem vencer fora de casa desde 29 de maio, quando superou o Bahia por 2 a 0, o Glorioso Alvinegro Praiano vai a Belo Horizonte enfrentar o Atlético Mineiro e muitos já dão a derrota como certa.

Porém, se analisarmos com cuidado, os jogos deste Brasileiro têm sido bem equilibrados. As surpresas são possíveis, desde que se acredite nelas. E os elencos, com algumas exceções, se equivalem. Hoje o Santos não contará com Mena e nem David Braz. Devem jogar o novato Caju e o experiente Neto. No mais, Enderson Moreira contará com aquilo que se condicionou chamar de “força máxima”.

Uma rápida pesquisa pela Internet e percebe-se que o técnico Levir Culpi terá muito mais problemas para escalar seu time. Jô continua fora da equipe, que tem dependido dos gols do quase anônimo Carlos. Rever continua machucado, Pierre é dúvida, Luan não joga. Enfim, por mais que mereça respeito, o Galo está longe de ser um time imbatível, mesmo diante de sua apaixonada torcida – que hoje prestará justa homenagem a Aranha, um símbolo da luta contra o racismo que ainda vive, dissimulado, mas forte, no Brasil.

Enderson Moreira disse que o Santos precisará suportar a pressão inicial, para depois impor seu ritmo. Bem, todos os técnicos de times visitantes falam isso. Na verdade, gostaria que ele surpreendesse, armando o Santos para buscar o gol logo no começo, aproveitando a volúpia do time local, como Lula fez contra o Benfica. Mas reconheço, os tempos e os jogadores são outros. Hoje o torcedor santista se prepara para o jogo desta noite como o boi que segue para o matadouro. Sim, o não já temos…

Mas também temos Robinho, Arouca e alguns outros bons jogadores; também temos uma história que merece muito respeito e uma camisa que ainda pesa no futebol. E temos um desafio que é sempre estimulante: o de vencer, ou ao menos não perder, quando todos esperam nossa derrota.

E você, o que espera do Santos esta noite contra o Atlético Mineiro?


A presença marcante do Santos e de Pelé no Chile

Luis Urrutia O’Neil, com sua respeitosa barba e seus olhos vivos e inteligentes, se parece com um membro da academia chilena de letras. Tive a honra de compartilhar com ele algumas empanadas e a boa cerveja Austral graças ao convite do amigo jornalista Patrício de la Barra. Premiado jornalista e escritor esportivo do Chile, Luis Urrutia é um dos maiores especialistas em Pelé fora do Brasil. Imagine sobre o que falamos por quase duas horas…

Pelé tinha 1,74m ou 1,71m? Ele chegou a Santos de trem ou ônibus? Quem sabe que ele fez artes marciais para aprender a cair? Quem sabe como ele fez um dos gols mais bonitos de sua carreira, decidindo a espetacular vitória de 6 a 4 sobre a Seleção da Tchecoslováquia?

– Pegou a bola no centro do campo e foi driblando em diagonal, para a direita. O estádio todo ficou de pé para ver o que pretendia. Ao alcançar quase a linha lateral, passou a correr para a esquerda, em direção à área. Seguiu driblando e bateu de canhota para marcar – disse Urrutia em um espanhol certamente mais rico e colorido do que esta minha tradução.

No dia seguinte, os jornais chilenos estamparam manchetes em homenagem ao jogo de futebol mágico que havia acontecido no Estádio Nacional. Um dos títulos dizia: “Em nenhum lugar do mundo se viu um futebol assim”. Urrutia vai me ajudar a encontrar documentos sobre esse jogo histórico e inesquecível.

Urrutia ouviu de Pelé que esta exibição contra os tchecos foi, ao lado daquela diante do Benfica, em Portugal, que decidiu o título mundial de 1962, uma das maiores de sua carreira. Fatos e argumentos não faltam ao experiente jornalista para provar que Pelé, como eu e Patrício de la Barra concordamos, é inigualável.

Sim, no Brasil Urrutia gosta do Santos, assim como Patrício, que seguiu para o nosso País depois que o seu jornal foi fechado com o golpe militar de Pinochet. Creio que o futebol livre, artístico e atrevido do Santos e de Pelé era um contraponto às ditaduras que dominaram a América do Sul a partir de meados dos anos 60.

Como Urrutia e Patrício, o Santos de Pelé cativou muitos chilenos para sempre. Aqui é um país que cultiva a arte, a poesia, o belo. É menor do que o Brasil, bem menos populoso, mas já teve dois Prêmios Nobel de Literatura: Gabriela Mistral e Pablo Neruda. É um orgulho saber que povo de alma tão elevada elegeu o Santos como seu time estrangeiro favorito.

Tenho fotos desse encontro (feitas pela Suzana), do atual Estádio Nacional, terei fotos e documentos de Santos 6 x 4 Tchecoslováquia no tão próximo 16 de janeiro de 1965… A história é preciosa e deve ser preservada. Ou o presente nada poderá aprender com o passado (temos, no Museu Pelé, imagens deste jogo e um gol de Pelé, por cobertura, igualmente genial. Se ainda não foi, vá ver).

O Santos tem de jogar para continuar fazendo história. Você não acha?


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