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Falhas da defesa mataram o Santos. Não era para perder. Grande jogo em Minas. Destaques para Lucas Lima e para Geuvânio, que substituiu Robinho muito bem.

Já ouvi muito esta frase, aplicada às mais variadas situações: desde paquerar uma garota bem mais bonita do que eu poderia naturalmente ambicionar, até enfrentar adversários teoricamente superiores no tênis, ou mesmo em questões profissionais, quando a empreitada parece impossível. Hoje esta filosofia se aplica ao Santos. Sem vencer fora de casa desde 29 de maio, quando superou o Bahia por 2 a 0, o Glorioso Alvinegro Praiano vai a Belo Horizonte enfrentar o Atlético Mineiro e muitos já dão a derrota como certa.

Porém, se analisarmos com cuidado, os jogos deste Brasileiro têm sido bem equilibrados. As surpresas são possíveis, desde que se acredite nelas. E os elencos, com algumas exceções, se equivalem. Hoje o Santos não contará com Mena e nem David Braz. Devem jogar o novato Caju e o experiente Neto. No mais, Enderson Moreira contará com aquilo que se condicionou chamar de “força máxima”.

Uma rápida pesquisa pela Internet e percebe-se que o técnico Levir Culpi terá muito mais problemas para escalar seu time. Jô continua fora da equipe, que tem dependido dos gols do quase anônimo Carlos. Rever continua machucado, Pierre é dúvida, Luan não joga. Enfim, por mais que mereça respeito, o Galo está longe de ser um time imbatível, mesmo diante de sua apaixonada torcida – que hoje prestará justa homenagem a Aranha, um símbolo da luta contra o racismo que ainda vive, dissimulado, mas forte, no Brasil.

Enderson Moreira disse que o Santos precisará suportar a pressão inicial, para depois impor seu ritmo. Bem, todos os técnicos de times visitantes falam isso. Na verdade, gostaria que ele surpreendesse, armando o Santos para buscar o gol logo no começo, aproveitando a volúpia do time local, como Lula fez contra o Benfica. Mas reconheço, os tempos e os jogadores são outros. Hoje o torcedor santista se prepara para o jogo desta noite como o boi que segue para o matadouro. Sim, o não já temos…

Mas também temos Robinho, Arouca e alguns outros bons jogadores; também temos uma história que merece muito respeito e uma camisa que ainda pesa no futebol. E temos um desafio que é sempre estimulante: o de vencer, ou ao menos não perder, quando todos esperam nossa derrota.

E você, o que espera do Santos esta noite contra o Atlético Mineiro?