Parabéns pelo 74° aniversário, Pelé!

Hoje, Pelé, o eterno e incomparável Rei do Futebol, faz 74 anos. Devemos reverenciar esta data especial para o futebol, o esporte e o Brasil. Aproveito para anunciar que conclui o livro “Segundo Tempo – de ídolo a mito”, que teve uma produção maravilhosa dos meus amigos da Editora Magma Cultural – Marco Piovan, Junior, Bruno, Wesley e Marcelo Fernandes – e em meados de novembro será lançado com grande pompa no Museu do Futebol, em São Paulo e, talvez, no ABC, Campinas e Ribeirão Preto. O livro realmente ficou lindo e, acredito, trata de aspectos ainda não abordados em outras obras sobre Pelé.

Bem, mas hoje, em vez de palavras, prefiro trazer dois preciosos documentários que garimpei no Youtube sobre o melhor jogador de todos os tempos. Aprecie sem moderação:

Um documentário muito bom e raro sobre o Rei:

Lindo documentário mexicano sobre Pelé:


Pelé e a Jules Rimet, que ele ajudou a ganhar marcando gols nas três Copas: de 1958, 1962 e 1950.

Derrota frustrante, mas esclarecedora

Perder jogando em casa, com um gol no último minuto, e deixar escapar a chance de ficar a apenas 3 pontos da zona da Libertadores, é frustrante. Porém, a derrota para o Fluminense escancarou mais uma vez algumas verdades que alguns santistas, principalmente da diretoria do clube, insistem em não ver.

A principal delas é que jogar na Vila Belmiro nunca foi e nem nunca será garantia de vitória. Neste Brasileiro o Santos já perdeu no Urbano Caldeira para Corinthians e, agora, Fluminense, ambos por 1 a 0. Enquanto isso, o time não foi derrotado nenhuma vez no Pacaembu.

Outra lição é a de que, por melhor que seja a fase do Santos, o público na Vila raramente alcança 10 mil pessoas. Ontem, por exemplo, foi de 6 mil.

Com uma dívida imediata de 80 milhões de reais, é no mínimo curioso que a direção do clube não aproveite os mandos de campo para buscar maiores públicos e arrecadações em outros estádios. Como as eleições presidenciais ocorrerão daqui a dois meses, fica-se com a impressão de que os dirigentes santistas, com o perdão da palavra, acionaram a tecla foda-se.

Há dois dias, convencidos pelo lobby dos jogadores, o comitê gestor decidiu marcar o jogo com o Cruzeiro, pela semifinal da Copa do Brasil, para a Vila Belmiro. Os gestores ficaram sensibilizados com os argumentos dos jogadores, de que se sentem melhor jogando na Vila e por isso terão maior chance de bater o Cruzeiro atuando no velho Alçapão.

Os gestores certamente não atinaram de que o clube poderá perder mais de um milhão de reais por deixar de jogar no Pacaembu, ou em um estádio maior. A possibilidade de vencer o Cruzeiro parece te-los convencido.

Só que ontem, vejam, o mesmo Palmeiras que o Santos derrotou domingo, no Pacaembu, foi a Minas Gerais e arrancou um empate de 1 a 1 com o líder do campeonato, o mesmo Cruzeiro que os jogadores santistas temem enfrentar no Pacaembu, enquanto o Santos perdeu na sagrada Vila para o Fluminense e com isso cedeu a sétima posição para o time carioca.

O Fluminense usou as acanhadas dimensões da Vila para jogar na defesa e usar os contra-ataques. O técnico Enderson Moreira resolveu mexer no time e foi vaiado por colocar Leandro Damião, o homem de 47 milhões de reais (com os juros, já está nisso) no lugar de um garoto de 18 anos.

Se Damião não jogar, como o Santos se livrará do mico? No mais, Enderson pôs Patito no lugar de Geuvânio, machucado, e Souza no de Rildo. É fácil prever que o time piorou com as substituições. Mas o técnico tem crédito. Está tirando leite de pedra.

Sem Lucas Lima, que fez uma falta enorme, o melhor em campo foi Robinho. E bem que o Santos criou chances, mas no final a defesa dormiu e o tricolor carioca conseguiu mais do que esperava.

E pra você, o que essa derrota ensinou ao Santos?