Matéria no Jornal da Orla sobre o lançamento de “Segundo Tempo – de Ídolo a Mito”

Leia minha coluna desta sexta-feira no jornal Metro:
Vila, Pacaembu, ou uma nova arena?

http://youtu.be/wZdtNqcq5Ww

Quando convidado pela Editora Magma Cultural para escrever “Segundo Tempo”, o livro sobre a segunda etapa da vida e carreira de Pelé, imaginei o que ainda poderia ser dito de novo sobre o maior atleta da Terra. E, surpreso, descobri rapidamente que o fio condutor da obra só poderia ser a personalidade e o talento de Pelé para superar todos os obstáculos que surgiram, ou foram colocados à sua frente, até que superasse o limiar que separa os ídolos do esporte do território sagrado habitado apenas pelos mitos de uma era.

A trajetória de Pelé, caso a gente repare bem, segue o roteiro perfeito da clássica jornada do herói. Após vencer tantas batalhas, impossíveis para o homem comum, ele ainda tem de enfrentar o seu desafio supremo, que tanto podia representar a glória eterna, como o ostracismo. Sim, caso fracassasse na Copa do México, como tantos previam, hoje Pelé não seria Pelé. Consciente disso, ele se empenhou como nunca, superou tudo e todos e, próximo dos 30 anos, consagrou-se como o mito que jamais deixará de ser.

Hoje parece inacreditável, mas mesmo depois de parar guerras e marcar o seu festejado Milésimo Gol, em 1969, Pelé ainda chegou a ser muito contestado às vésperas da Copa de 70. Uma enquete mostrou que, insuflados pelo dublê de jornalista e técnico João Saldanha, 30% dos torcedores não o queriam como titular da Seleção Brasileira.

Semeador da descrença em Pelé, o polêmico João Saldanha chegou a afirmar: “Saí (do cargo de técnico da Seleção Brasileira) porque no meu time Pelé não jogava mais. Nas 17 partidas pela Seleção em que ele atuou, esteve sempre mal. Nos jogos noturnos, então, nem se fala. O crioulo perdia inteiramente a visão do campo.”

Oto Glória, brasileiro que dirigiu Portugal na Copa da Inglaterra, em 1966, chegou a declarar: “Da maneira como está jogando, Pelé não teria lugar no meu time. Prefiro um ataque com Jairzinho, Roberto, Tostão e Arilson”. Isso mesmo, o experiente treinador preferia um ataque com Roberto e Arilson (?!), mas sem Pelé.

Com 315 páginas ousadamente ilustradas, “Segundo Tempo – de ídolo a mito” esconde surpresas e belezas a cada capítulo. A começar pela capa, com a foto “Invictus”, de Marcio Scavone, que capta o espírito divino do Rei do Futebol. Caminhando por suas páginas, o leitor será testemunha das proezas do menino que se tornou craque em Bauru, ascendeu a ídolo no Santos e na Seleção Brasileira e, finalmente, consolidou-se como o grande mito de uma era com a conquista da Copa Jules Rimet.

“Segundo Tempo – de Ídolo a Mito”, livro da Magma Cultural, mesma editora que produziu as obras dos Centenários de Corinthians, Santos e Palmeiras, será lançado neste sábado, 22 de novembro, às 15 horas, no Museu Pelé, e terá lançamento em São Paulo no dia 2 de dezembro, uma terça-feira, às 19 horas, na loja Santos na Área – Rua Augusta, 1931.

O livro tem direção de arte de Clero Junior, edição de arte de Bruno Ataíde Menezes, edição de fotografia e geral de Marco Piovan, pesquisa de fotos de Marcelo Fernandes e Wesley Miranda e coordenação e marketing dos irmãos Luiz Felipe Moura e José Eduardo Moura. Uma obra, enfim, digna de um Rei. Ou um Mito.

Espero os amigos sábado, às 15 horas, no Museu Pelé. Ao meu lado estará Pepe, o eterno Canhão da Vila, um dos preciosos escudeiros do Rei. Segue o convite. Mas leitor deste blog não precisa. É só falar que eu convidei. Ah, e prometo não falar de eleições do Santos. Só vamos falar de Pelé.

convite segundo tempo - santos

Despreocupados, ou desocupados?

O site da Jovem Pan diz que Atlético Paranaense e Santos farão hoje, na Arena da Baixada, um jogo de “despreocupados”, já que os dois times estão com 46 pontos e assim como não têm chances de conseguir uma vaga para a Copa Libertadores, também não sofremn quase nenhum risco de cair para a Segunda Divisão. Bem, em não chamo isso de despreocupação. Um time grande que esteja nessa situação está é com um elenco desocupado.

Por falar nele, o Santos deverá ser escalado por Enderson Moreira com Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Neto e Caju; Alison, Arouca, Souza e Lucas Lima; Leandro Damião e Robinho. Ve-se que Leandro Damião começará outra partida. Que faça oito gols, um deles de bicicleta, e que os chineses vejam ao menos no Youtube.

O Atlético Paranaense, dirigido por Claudinei Oliveira, técnico revelado nas divisões de base do Santos, deverá jogar com Weverton, Sueliton, Gustavo, Cleberson e Natanael; Deivid, Paulinho Dias, Bady e Marcos Guilherme; Marcelo e Cléo.

O árbitro da partida será o Arnoldo Figarelo [RO], auxiliado por Márcia Caetano [RO] e Janette Arcanjo [MG]. Pela folha salarial, o Santos deveria golear, mas, se seguir o script dos últimos sete jogos, nos quais não conseguiu uma única vitória, a lógica é uma vitória do Atlético por um gol – em falha da defesa – de diferença.

Agora, gostaria que alguém me explicasse, como o time que fazia a melhor campanha do segundo turno, agora está a sete jogos sem vencer… Bem, surge a notícia e que o São Paulo está interessado em Edu Dracena. Ótimo. Está mais do que na hora de renovar a zaga.

E então, vamos nos ver sábado no Museu Pelé?