Pronunciamento de José Carlos Peres em São Paulo:

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Diário do Litoral

Minha coluna desta sexta-feira, na página 11 do jornal Metro:
O grande desafio de Pelé

Agora leia esta entrevista de José Carlos Peres ao site A Gazeta Esportiva e diga se este não é o presidente que o Santos precisa eleger no dia 6 de dezembro!

Se você fosse jornalista na época da ascensão de Adolf Hitler na Alemanha, seria totalmente neutro, como manda as regras do jornalismo, ou infringiria essas regras para tentar cortar o mal pela raiz?

E se fosse jornalista nos tempos da Ditadura no Brasil, como eu fui, no saudoso e atrevido Jornal da Tarde? Abanaria a cabeça como uma dócil vaquinha de presépio, ou ao menos cutucaria o poder com matérias instigantes, que talvez virassem receitas de bolo ou versos de Camões, mas ao menos deixariam o protesto no ar, mostrariam para as pessoas que havia denúncia, e censura?

Dei dois exemplos radicais apenas para mostrar que nem sempre a melhor alternativa para um jornalista é a coluna do meio, a neutralidade, ou o popular ficar em cima do muro.

Se vivo o Santos, ou ao menos a história do Santos, há tantos anos (em dezembro completa 11 anos que lancei o Time dos Sonhos), se cheguei a trabalhar pelo clube e conhecer pessoalmente as pessoas que hoje querem dirigi-lo, eu estaria me omitindo se não tivesse opinião e se não dissesse qual dos candidatos é o melhor para o Santos nessa fase aguda que o clube atravessa.

Se tudo estivesse indo bem, se confiássemos que uma nova chapa apenas manteria um caminho de crescimento, sucesso e prosperidade, garanto que não me meteria nessas eleições. Mas o momento é delicado e não permite mais que pessoas sem afinidade com o mundo do futebol, sem contato com os outros presidentes de clubes, federações e confederações, continuem lançando mão do poder no Santos. Nosso clube não aguentará mais três anos de incompetência.

A situação exige um estadista, pois o Santos, sozinho, não conseguirá mudar a Lei Pelé ou criar uma Liga para negociar os direitos de tevê, e outros direitos dos clubes, de maneira coletiva, como ocorre nos países de futebol de primeiro mundo.

Além disso, há muita coisa a ser feita pelo Santos que só depende de boas ideias e muito trabalho. E essas qualidades, tanto a diplomacia para lidar com os cartolas do futebol, como a inteligência para escolher as melhores metas e trabalhar duro para alcançá-las, sei que o Peres tem, pois durante dois anos dividi tarefas e objetivos com ele.

Peres não é o tipo carreirista, não quer se perpetuar na presidência. Quer dar o Norte ao clube e depois deixá-lo para o seu sucessor. Qual dos outros candidatos se contenta em ficar no poder apenas uma gestão? E o Peres está muito bem, obrigado, como CO do G4 Paulista, cujo escritório fica a dois quarteirões de sua casa. Entretanto, ele é um homem movido por um sonho.

Desde que conheço o Peres, pela sua postura, pela afabilidade com que recebe todos os santistas, pelo entusiasmo com que comenta novas ações para o clube, sempre soube que ele só se realizaria no dia em que pudesse dirigir o nosso Glorioso Alvinegro Praiano. E aproveitar essa direção para dar um exemplo único no futebol de competência, honestidade e transparência.

Por isso, que me desculpem aqueles que prefeririam que eu me mantivesse neutro nesta eleição para presidente do Santos Futebol Clube, mas faço o que minha consciência manda e o que a fará tranquila. Talvez em outro momento o Santos pudesse ter outro presidente, mas agora não há o que pensar. Se temos a sorte de ter um Peres como presidente, o voto tem de ser dele.

Não é hora de novatos, nem de interesseiros. É hora de o clube ser dirigido por um homem que é respeitado no meio do futebol e pode conseguir para o Santos vitórias e progressos impensados, como já demonstrou na Unificação dos títulos brasileiros.

A dor de Pelé

Nesta quarta-feira, estávamos todos nós da Editora Magma Cultural no Museu Pelé, para o evento de lançamento do livro Restauração e Legado, dos irmãos arquitetos Gino e Ney Caldatto e de Marjorie Medeiros, quando recebemos a notícia de que Pelé não compareceria, pois estava sentindo dores no estômago e seria levado ao hospital Albert Einstein.

O lançamento do livro – que conta a história da excelente obra de restauro do Museu, assinada pelos irmãos Caldatto – acabará esperando pela recuperação do Rei. Torçamos para que na próxima quarta-feira, dia 19, Pelé esteja cem por cento para comemorar os 45 anos do seu Milésimo Gol. Patrimônio do futebol e do Brasil, o Rei merece o nosso carinho.

Nessas horas de dor e convalescença, o apoio de quem nos ama é muito importante. Por isso, se quiser enviar uma mensagem a Pelé, fique à vontade para usar a caixa de comentários deste blog. Farei com que ela chegue ao maior ídolo – ídolo não, ao maior mito do esporte mundial.