Sócio que quiser votar em São Paulo, precisar mudar domicílio

O sócio do Santos que preferir votar em São Paulo, na eleição para presidente do Santos Futebol Clube, no dia 6 de dezembro, um sábado, deve providenciar sua mudança de domicílio. Do contrário, seu local de votação será na Vila Belmiro, em Santos.

Em São Paulo, o local de votação deverá ser o prédio da Federação Paulista de Futebol, na Barra Funda. A mudança de domicílio eleitoral pode ser feita pelo site do Santos ou, pessoalmente, na subsede do clube em São Paulo, situada na Alameda Santos, 700, primeiro andar, telefone (11) 3506-3200.

A mudança também pode ser feita por pelo e-mail subsede@santosfc.com.br, aos cuidados de Juliana. O prazo para a mudança de domicílio eleitoral vai até o dia 21 de novembro.

Entre aqui para mudar de domicílio eleitoral e poder votar em São Paulo

http://youtu.be/bfbzDCmeToE

Aos 13 minutos do segundo tempo, após contra-ataque vertiginoso com Robinho, Lucas Lima e Gabriel, Rildo apareceu diante de Fábio para marcar o terceiro gol do Santos e concretizar o que parecia ser o esperado milagre. 3 a 1 era vantagem suficiente para passar pelo poderoso Cruzeiro e alcançar a final da Copa do Brasil. O time mineiro parecia cansado, abatido, sem forças para a reação. Mas aí Robinho sentiu a coxa, e tudo começou a mudar.

Sem Robinho, substituído pelo garoto Jorge Eduardo, o Santos deixou de ter presença no ataque e perdeu também o meio de campo, pois Gabriel e Lucas Lima deixaram de ter com quem trocar passes. Ficou claro que o Cruzeiro era um time coeso, consciente, enquanto o Santos tinha dois ou três jogadores que sabiam segurar a bola, cercados por um monte que queriam chutá-la para bem longe.

A coitada da bola ia e voltava, até que o Cruzeiro, como havia acontecido no seu primeiro gol, quando Ceará entortou Mena; achou o segundo em nova falha da defesa do Santos, desta vez de Bruno Uvini e Edu Dracena, aos 35 minutos do segundo tempo. Um chutão de Fábio foi cabeceado para trás por Uvini, Dracena ainda poderia ter parado o lance, mesmo com falta, mas ficou olhando enquanto Willian penetrava e colocava na saída de Aranha, diminuindo para 3 a 2, resultado que classificava o Cruzeiro.

Depois, no último lance do jogo, Willian empatou, aproveitando um contra-ataque, mas aí a vaca já tinha ido pro brejo, pois os zagueiros santistas estavam todos adiantados em busca do gol da classificação, e o desorientado Jorge Henrique é que estava marcando na defesa.

O certo é que o Santos lutou muito, mas em todo o tempo ficou claro que se de um lado havia um bando de guerreiros, do outro um grande time de futebol tocava bem a bola e sabia esperar o momento de buscar os gols. Classificação justa da melhor equipe brasileira do momento, que agora decidirá a Copa do Brasil contra o milagreiro Atlético, que mais uma vez construiu uma virada espetacular, no Mineirão, ao golear o Flamengo por 4 a 1.

As muitas lições desta eliminação do Santos

Como alguns leitores deste blog já tinham previsto, seria impossível esperar que o Santos passasse um jogo inteiro sem levar gols do Cruzeiro, mesmo na Vila. Ocorre que a defesa do Alvinegro Praiano é insegura, mal postada, desatenta. Nenhum dos cinco jogadores do setor foi bem, ontem.

Mena fez uma de suas piores partidas, a ponto de não voltar para o segundo tempo, substituído pelo garoto Caju. Cicinho se esforçou, mas é outro lateral abaixo da média. Os zagueiros Edu Dracena e Bruno Uvini não inspiraram confiança e falharam no segundo e no terceiro gols do Cruzeiro. No terceiro, por ausência, já que abandonaram completamente suas posições. Aranha já não tem feito grandes defesas. As bolas que vão, entram.

Para o ano que vem, esse elenco precisa sofrer uma grande reformulação. Na verdade, tirando Robinho, Lucas Lima, Geuvânio e, talvez, Gabriel, todos os outros jogadores são plenamente substituíveis. Isso inclui Leandro Damião e Thiago Ribeiro.

Outra lição é a e que a Vila Belmiro não faz milagres. Depois de perder a chance de brigar por uma posição no G4 ao ser derrotado, na Vila, para Fluminense e Internacional, agora o Santos deixa escapar a vaga para a final da Copa do Brasil depois de fazer o resultado e não conseguir segura-lo só mais 10 minutos.

A mais sintomática lição, entretanto, tem a ver com a questão financeira. Disseram que todos os ingressos tinham sido vendidos, mas o público pagante anunciado foi de apenas 11.952 torcedores, com renda de R$ 444.760,00. Isso quer dizer que o Atlético, no Mineirão, em jogo de mesmo nível, arrecadou R$ 4.170.800,00 a mais do que o Santos.

Não se espante. No Mineirão, com público de 41.353 pagantes, a renda foi de R$ 4.615.660,00, exatamente R$ 4.170.800,00 a mais do que a da Vila Belmiro. E vejam que o Atlético jogou no Mineirão, e não no Independência, onde conseguiu grandes viradas na Copa Libertadores, mas é um estádio bem menor. Ou seja: o presidente Alexandre Kalil pôs o time para jogar no estádio maior, que dá mais renda, e o Galo virou do mesmo jeito, pois o que importa não é o estádio, e sim a sinergia entre a torcida e o time.

As grandes viradas do Santos ocorreram no Pacaembu (5 a 2 contra o Fluminense), Morumbi (3 a 2 no Palmeiras) e Maracanã (4 a 2 no Milan). Então, era só o presidente mostrar comando e visão e marcar o jogo para um Morumbi da vida. Agora, mesmo que estivesse eliminado, como está, ao menos o Santos teria dinheiro para pagar parte dos salários atrasados.

Não sei como um clube profissional pode perder tanto dinheiro por livre e espontânea vontade. E agora? O salário dos jogadores que preferiram jogar na Vila será descontado? Vão abrir mão do décimo-terceiro? Qual nada, o Santos amargará a eliminação, as férias antecipadas e um enorme prejuízo, por falta de visão, profissionalismo e coragem de seus dirigentes e comodismo de seus principais jogadores.

Se a meta dos jogadores, como deixou transparecer o goleiro Aranha, se resumia a evitar o rebaixamento, então eles estão ganhando demais pelo que rendem em campo, pois a folha de pagamentos do Santos é uma das mais altas dos clubes brasileiros. Só para deixar de ser rebaixado, dava para investir 80% menos, que é o que gasta o Atlético Paranaense. Enfim, desorganização e falta de comprometimento explicam o Santos em 2014.

E o cúmulo é que ainda tem três candidatos da situação – Nabil, Rollo e Fernando Silva (apoiado pelo Laor) – que compactuaram com essa administração, e agora querem tirar o corpo fora.

Santos 3 x 3 Cruzeiro

05/11/2014, Vila Belmiro, 22 horas
Público: 11.952 pagantes. Renda: R$ 444.760,00.
Santos: Aranha, Cicinho, Bruno Uvini, Edu Dracena e Mena (Caju); Alison (Renato), Arouca e Lucas Lima; Rildo, Robinho (Jorge Eduardo) e Gabriel.
Técnico: Enderson Moreira.
Cruzeiro: Fábio; Ceará, Léo, Dedé (Bruno Rodrigo) e Egídio (Samudio); Henrique, Lucas Silva, Éverton Ribeiro (Julio Batista) e Ricardo Goulart; Willian e Marcelo Moreno. Técnico: Marcelo Oliveira.
Gols: Robinho a 1 minuto, Marcelo Moreno aos 8 e Gabriel (pênalti) aos 48 minutos do primeiro tempo; Rildo aos 13, Willian aos 35 e aos 50 minutos do segundo.
Arbitragem: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA-ASP-Fifa), auxiliado por Bruno Boschilia (PR-Fifa) e Cleriston Clay Barreto Rios (SE-Fifa).
Cartões amarelos: Rildo e Lucas Lima (Santos); Willian, Egídio, Lucas Silva e Fábio (Cruzeiro).

Nesta quinta, em São Bernardo, vamos falar do futuro do Santos

convite Peres ABC

Estarei logo mais, nesta noite de quinta-feira, no São Bernardo Tênis Clube recebendo quem quer se candidatar ao Conselho Deliberativo do Santos. Você já viu que há muito a fazer e mudar no Santos. A desordem administrativa empurra o time e o clube para a insolvência. Sua voz precisa ser ouvida. Se você quer participar mais diretamente da vida do Santos, candidate-se a uma vaga ao Conselho Deliberativo. Mas aja rápido. O prazo para a inscrição das chapas acaba na segunda-feira. Com a união dos santistas atuantes, tudo será possível e não precisaremos de milagres para construir o Santos que a gente quer. Leve sua carteirinha de sócio e preencha a ficha para conselheiro do Santos hoje à noite, em São Bernardo, ou envie e-mail para odir.cunha@uol.com.br

E pra você, o que representou este empate com o Cruzeiro?