Minha coluna de hoje no jornal Metro: “Os milagres vivem dentro de nós”.

Após um excelente e produtivo encontro no Tênis Clube de São Bernardo, na noite de quinta-feira, em que muitas fichas de candidatos ao Conselho Deliberativo foram entregues ao Iliucha Valle, coordenador da campanha, vem aí o mais concorrido encontro da chapa “O Santos que a gente quer”, da Ong Santos Vivo, que apoia José Carlos Peres para presidente do Santos. Será nesta segunda-feira, a partir das 19 horas, no bar Tatu Bola, na esquina das ruas Joaquim Floriano e Clodomiro Amazonas, Itaim Bibi, São Paulo (o convite segue logo abaixo).

Sei que neste momento ainda há muitos santistas indecisos, sem saber exatamente em quem votar e apoiar nesta eleição para presidente que se dará no dia 6 de dezembro. Afinal de contas, são cinco candidatos, um número inédito em eleições no Santos Futebol Clube, e todos têm a sua chapa, os seus apoios e suas promessas. Peço, entretanto, que os indecisos prestem atenção nos métodos de cada candidato para, analisando-os, traçar o perfil de cada um deles.

Você já sabe que a chapa do candidato Fernando Silva, apoiado por Luis Álvaro Ribeiro, se uniu por um dia com a chapa de Modesto Roma, apoiado por Marcelo Teixeira. Mesmo opositores ferrenhos por anos a fio, conchavaram-se na calada da noite para dominar o clube. A união, porém, não resistiu ao contrato nupcial. Não houve acordo com relação à futura partilha do clube, e se separaram. O que isso demonstra? Interesse no poder pelo poder, sem ideologias, filosofias ou uma proposta séria de trabalho.

Ficamos sabendo, também, que Fernando Silva, entrevistado pela rádio Bandeirantes, maliciosamente deixou no ar a desconfiança de que a chapa Ong Santos Vivo, que apoia José Carlos Peres, não conseguiria os 234 conselheiros necessários para ser inscrita na eleição. Veja a diferença de comportamento. O Peres jamais se referiu a outras chapas, ou candidatos, para criticar ou diminuir. Educada e diplomaticamente, jamais se meteu nos problemas dos outros. Fala de suas propostas, apenas.

Pois hoje leio na boa coluna “Eleições no Peixe”, assinada por Glauco Braga, no site do jornal A Tribuna de Santos, que em troca de 120 candidatos ao Conselho, Fernando Silva assinará hoje um acordo com um grupo denominado DNA Santista, que permutará 120 fichas pela promessa de cargos no conselho de gestão e na diretoria do Santos.

Coluna “Eleições no Peixe”, do jornal A Tribuna

Agora, me responda: o que é mais ético e democrático: abrir a possibilidade de que todo santista em condição de se candidatar ao cargo se inscreva como conselheiro da chapa de José Carlos Peres, sem nenhuma contrapartida, a não ser o legítimo interesse dessa pessoa por ajudar, com suas ideias e energia, o nosso Santos, ou trocar 120 vagas por cargos no conselho gestor e na diretoria do clube?

Há, ainda, o detalhe, insólito, de que a chapa de Fernando Silva estava cobrando um certo valor de cada candidato ao conselho. Como não conseguiu o número de pretendentes que imaginava, fez esse acordo com o grupo DNA Santista para garantir ao menos mais 120 conselheiros.

Por falar em dinheiro, fiquei sabendo que a chapa de Nabil Khaznadar está investindo alguns milhares de reais para conseguir mais conselheiros para sua chapa. Duas pessoas me confirmaram pessoalmente essa informação. Pagar para alguém se candidatar ao conselho? Sim, e confesso que, ao saber, fiquei tão espantado quanto vocês.

Parece que a ânsia para preencher o número de 234 candidatos é uma questão vital para algumas chapas que, pouco tempo atrás, ironizavam a transparência da Ong Santos Vivo e de José Carlos Peres, que usavam a Internet e a mídia social para convidar santistas dispostos a trabalhar voluntariamente para o clube. Um conselheiro precisa ter motivação para pensar e defender o Santos.

Ainda com relação ao sr. Nabil, conselheiro situacionista desta gestão caótica que dirige o clube, sabe-se que um dia ele admite que é amigo de Odílio Rodrigues e candidato da situação, mas no outro já se declara de oposição. Sabe-se ainda que, usando de sua intimidade com o poder no Santos, conseguiu a lista dos sócios e paga um serviço de telemarketing para consulta-los. As telefonistas dizem que são do Santos Futebol Clube, mas estão a serviço da chapa do Nabil, e no final da ligação dirigem a pessoa ao site da chapa do candidato. Isso é burlar as regras do jogo.

O candidato Modesto Roma, por sua vez, teve de entrar na Justiça para tentar obter a mesma lista que caiu no colo de Nabil. Ou seja, trata-se de uma lista proibida às outras chapas. Não é nada justo, claro, pois as outras chapas têm enorme dificuldade para conseguir dados sobre os associados santistas, enquanto Nabil dispõe da listagem completa. É uma pena que as regras dessa eleição não sejam iguais para todos, e acabem privilegiando aquele que detém a máquina do clube nas mãos.

Outro detalhe ligado à chapa do sr. Nabil, é que o seu comitê, ao lado da Vila Belmiro, foi inaugurado na quarta-feira, justamente no momento em que a torcida do Santos fazia a festa pela chegada do time que enfrentaria o Cruzeiro, e que os correligionários da chapa postaram fotos na mídia social dizendo que toda aqueles festa era para comemorar o lançamento do comitê do Nabil. Pegou mal.

Quanto ao jovem Orlando Rollo, o candidato que quer reformar a Vila Belmiro e fazer todos os jogos do Santos lá, fiquei sabendo, ontem, que ele está sendo investigado pelo caso das carteirinhas de sócio falsificadas e que ainda poderá ser impugnado nessas eleições. Pessoas do conselho do Santos me afirmaram isso pessoalmente. Espero, sinceramente, que fique provado que ele e sua chapa não têm nada a ver com isso, que aquelas carteirinhas malucas foram fruto de algum lunático, pois seria vergonhoso para o clube ter um candidato à presidência que se utiliza de tais métodos.

Então, peço que você analise agora as campanhas de cada candidato à presidência do Santos, perceba qual é a chapa que se lançou primeiro, que primeiro divulgou sua plataforma, que não se desviou de seus princípios, que não aceitou coalizão com nenhuma outra e que não cobrou e nem pagou nada aos associados que se prontificaram a se candidatar a conselheiros por apoiar José Carlos Peres e a Ong Santos Vivo.

E se você retrucar: mas Odir, você não falou nada que o José Carlos Peres e seus companheiros de chapa tenham feito de errado nessas eleições. Eu respondo: Sim, não falei, porque nada fizeram que ferisse a ética. Estão jogando limpo, como se diz, e como a gente gosta que o Santos jogue.

Peço-lhe ainda que não se iluda com ofertas milionárias que nunca se concretizarão e nem com promessas desesperadas de última hora. Analise os currículos dos candidatos à presidência do Santos, veja quem mais fez pelo clube e quem tem as melhores propostas. E veja, acima e tudo, quem é coerente com seu discurso e já pratica, desde esta campanha, a transparência que promete.

Encontro segunda-feira, às 19 horas, no bar Tatu Bola do Itaim Bibi

Se quiser ouvir do próprio José Carlos Peres as suas propostas para o Santos, caso ele seja eleito nas eleições de 6 de dezembro, compareça ao bar Tatu Bola na próxima segunda-feira, dia 10. Lá estão também os diretores da Ong Santos Vivo e este humilde jornalista que vos fala. Segue o convite:

convite tatu bola

Qual é sua expectativa sobre a eleição do Santos?