Vingança, ou sinal de decadência?

Muitos santitas estão se regojizando com a possibilidade de o Santos rebaixar oficialmente o Botafogo no jogo deste domingo, às 17 horas, na Vila Belmiro. Entendo este sentimento do torcedor e o considero legítimo, pois estive naquela decisão do Brasileiro de 1995, no Pacaembu, e sei muito bem como foi a dor pela perda de um título que deveria ser do Glorioso Alvinegro Praiano, pois o bravo e rápido Camanducaia fez um gol legalíssimo, anulado estranhamente pelo árbitro Márcio Rezende de Freitas – o mesmo que, dez anos depois, voltou para operar o Internacional, em outro confronto decisivo para o Campeonato Brasileiro.

Entendo o sentimento do torcedor santista, mas sei que é mais um pobre consolo de um ano árido, sem títulos e sem um bom futebol. Jornais e sites anunciam o jogo como aquele que já foi o maior clássico do futebol mundial e hoje não tem nenhum interesse, a não ser essa macabra possibilidade do rebaixamento do time carioca que já dividiu com o Santos as glórias do futebol-arte.

No Botafogo, treinado por Vagner Mancini, Jefferson deve atuar no gol; no Santos, Leandro Damião deve substituir Robinho. Arouca e Geuvânio não devem jogar. O Santos não vence há sete jogos no Brasileiro, mas está tão desmotivado que não me surpreenderia se não vencesse de novo. O Botafogo precisa vencer seus dois jogos restantes e torcer para uma combinação improvável de outros resultados. É quase impossível que consiga a salvação.

A verdade é que a decadência de clubes tradicionais não contribui em nada para um futuro forte, próspero e estável do futebol brasileiro. Para que o novo presidente do Santos possa articular uma Liga de Clubes e trabalhar pela negociação coletiva e justa dos direitos de tevê, assim como mudanças necessárias na Lei Pelé, é preciso que alguns aliados estejam fortalecidos.

Botafogo e Palmeiras são aliados naturais do Santos, ambos estavam ao nosso lado na luta pela Unificação dos Títulos Brasileiros e, certamente, estarão também em novas empreitadas. Clubes com tanta história e tanta torcida não deveriam deixar o palco maior do nosso futebol, pois fazem muita falta. Com todo o respeito aos que estão subindo, mas não é a mesma coisa.

Veja que no ano que vem o Campeonato Brasileiro poderá ter quatro equipes de Santa Catarina: Joinville e Avaí, que subiram da Série B, além de Figueirense e Chapecoense, que estão na A. Só São Paulo deverá ter mais – cinco, desde que o Palmeiras permaneça. Isso mostra a força e a organização do futebol catarinense. Parabéns. Agora, qual desses times tem a aspiração de lutar pelo título, qual deles tem ao menos um título nacional de expressão?

Não estou sendo elitista e nem quero que as regras sejam infringidas. Subiu, subiu; caiu, caiu. Mas é uma pena ver times tradicionais na B e equipes que jogam só para não cair na A.

O Botafogo jogará, neste domingo, pela primeira vez sob uma nova administração, já que o presidente Carlos Eduardo Pereira acaba de ser eleito. Percebo, ainda, que o vice-presidente de futebol é o simpático Antonio Carlos Mantuano, de quem eu e o José Carlos Peres ficamos amigos durante o trabalho pela Unificação dos títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa.

Mesmo que seja rebaixado para a Série B – o que hoje parece inevitável -, o Botafogo sempre será um aliado do Santos, mais um clube interessado na negociação coletiva com a TV e em mudanças na Lei Pelé para proteger o clube formador de talentos.

Perceba bem que eu digo aliado do ponto de vista político e mercadológico. Isso não tem nada a ver com o sentimento do torcedor que, repito, é legítimo. É preciso entender e separar as coisas. Um dirigente não é um torcedor comum, que vai provocar e insultar os adversários. Um dirigente quer montar um time que vença os rivais, mas ao mesmo tempo sabe que o crescimento do futebol depende da união de todos, principalmente dos clubes com mais história e representatividade.

Então, é claro que entendo e valido o sentimento de vingança de muitos santistas, que hoje comemorarão o rebaixamento do velho rival, mas a verdade é que agora ambos estão no mesmo barco, e precisarão se unir para corrigir os rumos viciados do futebol brasileiro.

E para você, o que representa este Santos x Botafogo?

Santos, campeão paulista Sub-17. Veja os dois:

O Bozo está tentando impugnar a candidatura de José Carlos Peres
O sócio Marcelo Medrado está entrando com um pedido de impugnação da candidatura de José Carlos Peres, alegando que Peres trabalha pelo Santos por ser CO do G4 Paulista. Patético e desesperador. Pesquisei um pouco para conhecer o rapaz e caí na página do Modesto Roma no Facebook. Clicando no nome do Medrado, somos dirigidos à sua página no mesmo Facebook, mas ao invés de uma foto, há a imagem do Bozo e o anúncio de que há 99 dias o rapaz não é processado (?!). Quer dizer que é esse famoso palhaço que quer impugnar o Peres? Compreendi…

III Encontro da Assophis, neste sábado, no Museu Pelé
Neste sábado, das 8 às 10 horas, o auditório do Museu Pelé reunirá os integrantes da Assophis, a Associação de Pesquisadores e Historiadores do Santos. Guilherme Guarche, responsável pelo Departamento de Memória do Santos, falará de seu livro “1955, o Começo”; Guilherme Nascimento, autor do Almanaque do Santos, revelará os dados atualizados do Rei Pelé e eu falarei do livro “Segundo Tempo – de Ídolo a Mito”.

Do 7 ao 40 – Minha coluna de hoje no jornal Metro

Este é um dos livros que fiz com mais prazer, pois tive a sorte de falar do Rei do Futebol e ter ao meu lado o time invejável de profissionais da Editora Magma Cultural. Tenho certeza de que você vai gostar e talvez até queira presentear amigos queridos neste Natal com este “Segundo Tempo – de Ídolo a Mito”, a ser lançado em São Paulo nesta terça-feira, dia 2, na loja do Santos da Rua Augusta:

Convite segundo tempo 02-12

Uma correção necessária: Piazza substituiu Joel

Ao assistir ao programa Redação Sportv, percebi que o apresentador André Rizek cometeu o engano de dizer que Wilson Piazza, um dos convidados do programa, tinha jogado a Copa de 70 no lugar do zagueiro Leônidas, do Botafogo. Na verdade, Piazza, um volante do Cruzeiro, foi recuado pelo técnico Zagallo para o lugar do santista Joel Camargo, titular da quarta-zaga do Brasil desde as Eliminatórias para a Copa.
Jogador de estilo clássico, o craque Joel fez 28 jogos oficiais e 7 não oficiais pela Seleção Brasileira, enquanto Leônidas participou apenas de três amistosos. Por aí se vê a diferença de currículos. Joel só perdeu o posto de titular da Seleção quando foi obrigado pelo médico Lídio Toledo a fazer uma supérflua operação de amídalas

URGENTE! Vai votar em São Paulo? Confira se o seu nome está na lista.

Que jogador deve ficar e qual deve sair do Santos. Opine

Como em todo final de temporada – que este ano chegou mais cedo para o Santos –, este blog consulta você, torcedor do Santos, sobre quais jogadores devem continuar no clube em 2015 e quais devem ser negociados.

Hoje, segundo o site oficial do clube, o Santos possui 37 jogadores profissionais. Esta lista não inclui atletas emprestados a outras equipes.

Informo que a maioria dos clubes manterá um elenco de menos de 30 jogadores para o Campeonato Paulista, e só o aumentará para as disputas do segundo semestre.

Diga se cada um deles deve permanecer ou não no Santos em 2015, mas deixe em branco quando não tiver maiores informações sobre o atleta. Sugiro que depois do nome do jogador escreva, simplesmente: Fica ou Não Fica. E explique os motivos de seu julgamento. Exemplo: Aranha: Fica. Porque blá-blá-blá…

Essa enquete será muito importante para o novo presidente e a nova diretoria de futebol que assumirem o Santos a partir das eleições de 6 de dezembro.

Se achar mais fácil, dê um control C e um control V na lista, crie um documento, responda e me devolva, por meio da caixa de comentários. A pequisa ficará uma semana no ar.

Goleiros

Aranha:

Gabriel Gasparotto:

João Paulo:

Vladimir:

Zagueiros

Bruno Uvini:

David Braz:

Edu Dracena:

Gustavo Henrique:

Jubal:

Nailson:

Neto:

Paulo Ricardo:

Vinícius Simon:

Laterais

Caju:

Cicinho:

Daniel Guedes:

Mena:

Victor Ferraz:

Zeca:

Volantes

Alan Santos:

Alison:

Arouca:

Renatinho:

Souza:

Meias

Leandrinho:

Lucas Lima:

Serginho:

Atacantes

Diego Cardoso:

Gabriel:

Geuvânio:

Jorge Eduardo:

Leandro Damião:

Patito Rodrigues:

Rildo:

Robinho:

Stéfano Yuri:

Thiago Ribeiro:

Confira o elenco santista segundo o site oficial do clube

A força do Ibrahim e seus filhos para a candidatura do Peres

Santista como eu e você, Ibrahim El Khouri, um sujeito do bem e bom compositor, resolveu dar sua força para a candidatura de José Carlos Peres à presidência do Santos e compôs uma canção para embalar a campanha. Uma homenagem singela, mas espontânea e de coração, que mostra como o Peres se tornou a esperança de dias melhores para o nosso Santos. É isso aí, Ibrahim. Um abraço para você e os pimpolhos. Vai, Peres, vai!