Um tabu e mais algumas coisas em jogo contra o Inter

Reveja este movimentado empate na Vila:

Desde 1989 o Santos não perde para o Internacional na Vila Belmiro. Em 18 jogos, foram 12 vitórias do Alvinegro Praiano e seis empates. Hoje, às 17 horas, como Enderson Moreira deverá poupar alguns titulares, esse tabu correrá perigo. Outro motivo de interesse, para mim, nesta partida, é o desempenho de Gabriel, que assinou com o Santos por 200 mil reais por mês, como se estivesse fazendo um grande favor, mas até agora não tem justificado o salário.

Falta mais atenção, inteligência, precisão e coragem a Gabriel. Mas a cada jogo esperamos que ele mostre essas qualidades. Quem sabe, hoje. Se vencer, o Santos afasta matematicamente a ameaça de rebaixamento e fica muito perto de garantir ao menos uma vaga na Sul-americana.

Se perder, poderá entrar de farol baixo contra o Cruzeiro, na quarta-feira, em jogo que decidirá uma vaga na final da Copa do Brasil. O empate não fede e nem cheira. Mas não é nada bom para o Inter, que só depende do Campeonato Brasileiro para conseguir uma vaga na Libertadores.

Pela tradição dos dois times, este jogo, no Pacaembu, reuniria de 15 a 20 mil pessoas. Na Vila, a gente sabe, o público não deverá passar de seis mil pessoas. Mas não vamos falar mais nisso, pois o assunto acirra bairrismos idiotas. O que me preocupa é que há candidato à presidência do Santos que quer ver o Santos fazendo todos os seus jogos na Vila. Seria a receita ideal para transformar o clube em um Jabaquara, ou uma Portuguesa Santista.

A escalação do Santos que eu tenho está cheia de dúvidas. Mas, creio que Enderson poupará Alison, Arouca, Lucas Lima e Robinho, escalando em seus lugares, respectivamente, Renato, Souza, Serginho e Jorge Eduardo. Parece que Serginho e Jorge Eduardo entraram bem contra o Chapecoense. Vejamos hoje.

O Santos deverá iniciar a partida com Aranha, Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison (ou Renato), Arouca (Souza) e Lucas Lima (Serginho); Robinho (Jorge Eduardo), Rildo e Gabriel.

O técnico Abel Braga deverá escalar o Internacional com Alisson, Cláudio Winck, Alan, Ernando e Fabrício; Willians, Aránguiz, D’Alessandro, Alan Patrick e Jorge Henrique; Nilmar. A arbitragem será de Jailson Macedo Freitas (BA), auxiliado por Alessandro A. R. de Matos (BA) e Luiz Carlos S. Teixeira (BA).

E você, o que espera de Santos x Inter?

Você quer um Conselho atuante, ou vaquinhas de presépio?

Chega de um Conselho assim. O Santos precisa de um Conselho fiscalizador e com opinião.

Li uma crítica a José Carlos Peres, candidato à presidência do Santos, dizendo que ele estava apelando para a mídia social para conseguir os conselheiros que faltam para completar a sua chapa. A crítica dizia, em outras palavras, que conselheiro tem de ser escolhido a dedo, não pode ser qualquer um. Percebi muito preconceito e um certo ditatorialismo por trás dessa crítica.

O Conselho do Santos, para ser atuante, tem de ter representantes dos variados segmentos que representam os santistas e, acima de tudo, precisa ser composto por pessoas que efetivamente queiram fazer parte dele, têm boas ideias, um senso crítico bem desenvolvido e estão dispostas a ser fiscalizadoras da administração do clube.

Hoje, o que temos no Santos? Um Conselho omisso, ou muito pouco operante, que não se ergueu nem diante das mais profundas barbaridades cometidas contra o clube. Onde estava este Conselho quando a diretoria marcou o amistoso temerário contra o Barcelona, causador da maior vergonha que o Santos passou em campos do estrangeiro?

Por que não impediu que um time improvisado e em formação, recheado de garotos, dirigido por um técnico interino, enfrentasse a melhor equipe do mundo diante de sua torcida e em data festiva? 8 a 0 foi pouco, senhoras e senhores. Enquanto isso, o presidente, seus familiares e membros da diretoria estavam passeando como nababos em Barcelona, indiferentes à vergonha que os verdadeiros santistas sentiram com aquele evento.

Houve exceções, houve, sim, um ou outro conselheiro mais revoltado e exaltado, que alertou para a prevaricação, mas, no todo, pouca resistência o Conselho fez, e muito menos impediu que a presidência e a diretoria do Santos levassem, dia após dia, o clube para esta situação crítica e quase insolvente em que está hoje.

Onde estava o Conselho quando Neymar foi “vendido” ao Barcelona, em um negócio em que o clube ganhou 17 milhões e a empresa do pai de Neymar, 40. Que negócio da China foi esse? O presidente do Barcelona já pediu demissão, o governo da Espanha já convocou os envolvidos para depor e o Conselho do nosso querido Santos está acompanhando o caso pelos jornais.

Onde estava, ainda, o nosso Conselho, quando o clube pediu 40 milhões emprestados à Doyen Sports para contratar Leandro Damião? Como um clube que tem um médico como presidente pôde investir tanto dinheiro em um jogador que já veio com um problema no quadril?

Hoje, Damião não vale nem 15 milhões, e com os juros do empréstimo, o preço a ser pago já está perto dos 47 milhões. Somem-se mais salários que já recebeu e ainda receberá e é fácil perceber o quanto foi lesivo para o Santos esse negócio, que não encontrou resistência alguma do Conselho.

Nem falarei de outros negócios altamente nocivos aos interesses do Santos, como a inexplicável compra de cem por cento dos direitos de Bill, deixando de lado o jogador Romarinho, que é santista e pedia para vir ao Santos por um valor menor. Nem falarei da péssima negociação com a Rede Globo sobre as cotas de tevê, sobre a incompetência ao lidar com os sócios e com as arrecadações nos estádios, falhas que estão levando o clube à ruína.

Enfim, a lista de erros e desmandos dessa gestão, com o silêncio e a cumplicidade do egrégio Conselho santista, é enorme. E isso só acontece, e continuará acontecendo, enquanto os conselheiros forem escolhidos por serem compadres dos dirigentes, mais interessados em não atrapalhar a amizade com estes do que servir ao Santos.

O que a chapa Ong Santos Vivo propõe é um Conselho Atuante, com santistas de personalidade, dinâmicos, corajosos, que exponham as dificuldades do clube, fiscalizem e peçam explicações sobre os atos da presidência e da diretoria, enfim, mergulhem ativamente na vida do Alvinegro Praiano. Não se quer um Conselho formado por vaquinhas de presépio.

Aquele que está ouvindo o meu apelo por este blog, ou o apelo de José Carlos Peres pela mídia social, e está se decidindo a agir pelo Santos, candidatando-se a uma vaga no Conselho pela chapa da Ong Santos Vivo, é aquele santista que estava sendo colocado à margem das decisões do clube, que não era ouvido e a quem só era dado o “direito” de ser testemunha dos fatos. O que se quer é totalmente diferente: é oferecer ao santista a possibilidade de ser ouvido e participar diretamente da vida do clube. E, como já dizia um velho técnico do futebol, “quem pede tem a preferência”.

Uma chapa que quer a transparência e a livre discussão dos problemas do Santos, não pode escolher só velhos e acomodados amigos para compor o Conselho. O que se quer é gente de personalidade, ideias e opinião. Se você é um desses, tem mais de cinco anos como sócio do Santos e quer se candidatar a uma vaga no Conselho, não para puxar o saco do Peres, mas para ter e dar sua opinião livremente, entre em contato comigo pelo e-mail
odir.cunha@uol.com.br

O número de conselheiros da chapa “O Santos que a gente quer”, da Ong Santos Vivo, que apoia José Carlos Peres à presidência do Santos, está quase fechado, mas ainda há vagas para santistas que estão fartos desse mundo de falsas promessas e falcatruas em que se transformou o nosso Santos. Se você não quer mais do mesmo, se realmente acha que chegou a hora de o Santos ser administrado com a seriedade e a competência que se deve, venha para o lado da chapa que é capaz de promover essa mudança.

E você, já pensou sobre isso?