Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: dezembro 2014 (page 1 of 3)

Frases que eu gostaria de ouvir


Feliz 2015 a todos que lerem esta mensagem. Aos queridos amigos frequentadores do blog, aos visitantes esporádicos e mesmo aos que entram aqui só para pinçar frases e depois destilar maldades. Quem sabe a partir de 2015 todos nós não nos conscientizemos de que sem união não chegaremos a lugar algum. Por que uma coisa é certa: a vida vale a pena!

Agradeço a força do Robinho para o Santos me contratar de novo, mas sei que fui muito mal no último período que joguei pelo clube. Não me cuidei, tive problemas extra-campo, entre eles com o excesso de bebida, e acabei não correspondendo à confiança do clube, dos meus companheiros e da torcida. E isso apesar de ganhar um altíssimo salário. Enfim, fui um irresponsável. Por isso, gostaria de ajudar o Santos nesse momento difícil que o clube atravessa, para provar que eu sou um homem e não um moleque. Se o Santos me der essa nova oportunidade, aceito ganhar o menor salário do elenco profissional e ainda faço um contrato de produtividade. Quero apagar a péssima imagem que deixei no time do meu coração (Elano).

Reconheço que entendo pouco de futebol e não tinha um plano caso fosse eleito, como fui. Estou perdido. Não sei quais jogadores do nosso elenco são bons ou ruins. Então, decidi abrir uma grande enquete no site oficial do clube para saber a opinião dos santistas a respeito dos jogadores que devem ficar ou sair. Sei que o Blog do Odir já fez uma, mas quero algo mais amplo, que ouça milhares de pessoas. Não poderei obedecer exatamente a vontade de todos, pois há outras questões a serem analisadas, como as multas dos contratos e as possibilidades do mercado, mas prometo seguir grande parte das decisões da maioria dos torcedores do Santos (Modesto Roma).

Falei com Leandro Damião agora mesmo e, apesar de já ter tudo acertado com Cruzeiro e Santos, decidimos abrir mão do pagamento que o Santos deveria fazer todo mês para complementar o salário do meu atleta. Fizemos isso porque sabemos que o Santos já está pagando um valor absurdo por ele, um valor bem maior do que pensávamos receber. Nem nos meus melhores sonhos imaginei que um clube, principalmente brasileiro, investisse 42 milhões de reais em um jogador tão limitado como o Damião. Já tiramos muito dinheiro do Santos e sei que o clube ainda ficará anos pagando a Doyen por este negócio. Portanto, estamos super satisfeitos com o que receberemos do Cruzeiro, não queremos sangrar mais os cofres do Santos (Vinicius Prates, empresário de Leandro Damião).

Sei que para o meu partido, o PRB de Minas Gerais, e para a presidente Dilma Roussef, é importante que eu assuma o cargo de ministro dos esportes. Para ser sincero, eu mesmo o queria. Porém, analisando bem, percebi que é uma injustiça com o esporte brasileiro um cara que não entende nada de esporte, que nem pratica nenhuma atividade física, assumir um posto tão importante às vésperas de uma Olimpíada. Sei que o cargo é uma tentação para um político corrupto, que eu – apesar de já ter sido pego com um dinheirão, quando era da Igreja Universal – não sou. Assim, abro mão da indicação a favor de um ex-atleta de prestígio (George Hilton).

E agora algumas frases – verdadeiras – que servem para este momento dos santistas…

ariano

“Gosto de amigos que têm mentes independentes, porque fazem você ver os problemas por todos os ângulos”.
Nelson Mandela, político sul-africano

“O sábio pode mudar de opinião; o ignorante, nunca”.
Emmanuel Kant, filósofo alemão

“Há três caminhos para o fracasso: não ensinar o que se sabe, não praticar o que se ensina, e não perguntar o que se ignora”
São Beda, monge e filósofo inglês

“Sem mudanças, o progresso é impossível. E aqueles que não conseguem mudar suas mentes não conseguirão mudar coisa alguma”.
George Bernard Shaw, dramaturgo e filósofo irlandês

“Dê o poder a um homem e descobrirás quem ele realmente é”
Nicolau Maquiavel, filósofo italiano

“De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”
Rui Barbosa, jurista e político brasileiro

“O insucesso é apenas uma oportunidade para começar de novo com mais inteligência”
Henry Ford, empreendedor americano

“A verdadeira vitória não está no resultado final, mas na qualidade do jogo”
Mark Marshall, técnico americano de beisebol

“Meus fracassos são minhas vitórias. Detestaria estar no lugar de quem me venceu”.
Darcy Ribeiro, político e antropólogo brasileiro

“Melhor uma imprensa livre sem governo do que um governo sem imprensa livre”
Thomas Jefferson, político americano

“Para governar bem, é preciso contar com homens honrados. Ainda que sejam inimigos.”
Simón Bolívar, político e militar venezuelano

“A diferença entre um estadista e um político comum é que o primeiro deixa seu país e o mundo muito melhores do que encontrou”
Mário Vargas LLosa, escritor peruano

“O poder não muda as pessoas, apenas revela quem elas são realmente”.
Jose Mujica, político uruguaio

“Curiosamente, os eleitores não se sentem responsáveis pelos fracassos do governo em que votaram.”
Alberto Moravia, escritor italiano

“Não sei qual é a chave do sucesso, mas a chave do fracasso é tentar agradar todo mundo.”
Bill Cosby, comediante americano

“Toda pessoa tem seus cinco minutos diários de imbecilidade. A diferença entre as pessoas brilhantes e as demais é que, em seus minutos de imbecilidade, os brilhantes ficam quietos.”
Pitigrilli, jornalista e escritor italiano

“Chamamos de ética o conjunto de coisas que as pessoas fazem quando todos estão olhando. O que elas fazem quando ninguém está olhando, chamamos de caráter.”
Oscar Wilde, escritor e poeta irlandês

“Se você perdeu dinheiro, perdeu pouco; se perdeu a honra, perdeu muito; se perdeu a coragem, perdeu tudo.”
Vincent Van Gogh, pintor holandês

“Não basta que todos sejam iguais perante a lei. É preciso que a lei seja igual para todos.”
Salvador Allende, político chileno

“As pessoas pedem liberdade de expressão para compensar a liberdade de pensamento que raramente utilizam.”
Soren Kierkegaard, filósofo dinamarquês

“Para ser realmente grande, um líder precisa se colocar ao lado das pessoas, não acima delas.
“Charles-Louis de Montesquieu, político e filósofo francês

“A razão do meu sucesso é muito fácil de explicar: nunca dei, nem aceitei, nenhuma desculpa.”
Florence Nightingale, enfermeira e ativista britânica

“Só há duas opções na vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca.”
Darcy Ribeiro, político e antropólogo brasileiro

“Quando os ventos da mudança sopram, algumas pessoas levantam barreiras; outras constroem moinhos de vento.”
Érico Veríssimo, escritor brasileiro

“Somos responsáveis por aquilo que fazemos, o que não fazemos e o que impedimos de fazer.”
Albert Camus, escritor francês

“A função da liderança é produzir novos líderes, não seguidores.”
Ralph Nader, advogado e ativista americano

“Melhor falhar na originalidade do que fazer sucesso na imitação.”
Herman Melville, escritor americano

“Aqueles que não dão importância ao passado estão condenados a repeti-lo.”
George Santayanna, filósofo espanhol

“Não fique achando que você tem direito a uma coisa, se você não suou nem se esforçou por ela”.
Marian-Wright Edelman, ativista sul-africana

“Coragem significa enfrentar fracassos e mais fracassos sem perder o entusiasmo”
Winston Churchill, político inglês

“Doença e tristeza podem ser infecciosas, mas nada é mais contagioso do que a alegria e o bom-humor”.
Charles Dickens, escritor inglês

“A melhor maneira de ter uma boa ideia é ter um monte de ideias”.
Linus Pauling, cientista americano

“Ideias são como coelhos: você arranja algumas, aprende a cuidar delas e logo elas se transformam em muitas”.
John Steinbeck, escritor americano

“O problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, e as pessoas idiotas estão cheias de certezas”.
Charles Bukowski, poeta americano nascido na Alemanha

“Se for para sonhar, sonhe alto. É de sonhos que se alimenta o coração dos homens.”
J.W. Von Goethe, poeta e escritor alemão

“Acima de todas as liberdades, o que mais desejo é a liberdade de saber e poder debater sem restrições, de acordo com a minha consciência”.
John Milton, poeta inglês

“O maior fracasso de todos acontece quando se desperdiça um fracasso e nada se aprende com ele”.
Vijay Govindarajan, professor e escritor indiano

“A única maneira de fazer um grande trabalho é amar o que se faz. Se você ainda não encontrou o seu, continue procurando. E não descanse enquanto não achar.”
Steve Jobs

“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.”
Martin Luther King, ativista político americano

“O mais radical dos revolucionários vira conservador no dia seguinte à revolução.”
Hannah Arendt, filósofa e escritora alemã

“Melhor ser co-autor de um trabalho brilhante do que autor solitário de uma obra medíocre.”
Washington Olivetto, publicitário brasileiro

“A única forma de descobrir os limites do possível é se aventurar através do impossível.”
Arthur C. Clarke, escritor e cientista inglês

“Mostre-me uma família de leitores, e lhe mostrarei o povo que dirigirá o mundo…”
Napoleão Bonaparte, militar e imperador francês

“Pode-se resistir à invasão de exércitos. Mas é impossível resistir à invasão de ideias.”
Victor Hugo, escritor francês

“Como é maravilhoso ver que ninguém precisa esperar um só momento para começar a melhorar o mundo.”
Anne Frank, adolescente holandesa assassinada pelos nazistas

“Para fazer um homem são necessários 60 anos, e não nove meses.”
André Malraux, escritor francês

“Se você fica neutro numa situação de injustiça, é porque você escolheu o lado do opressor.”
Desmond Tutu, arcebispo sul-africano, Prêmio Nobel da Paz

“A verdade nem sempre é bonita, mas a busca por ela é”
Nadine Gordimer, escritora e ativista sul-africana

“Todo chefe precisa contratar pelo menos duas pessoas mais inteligentes do que ele. Caso contrário, sua empresa não irá muito longe”
Nolan Bushnell, fundador da Atari, tido como “inventor” do videogame

“Impossível é uma palavra que só existe no dicionário dos idiotas”.
Napoleão Bonaparte, militar e político francês

“Certas derrotas têm mais dignidade do que certas vitórias”.
Jorge Luis Borges, escritor argentino

“Para falar bem, é preciso ser simpático. Para ouvir bem, basta ter inteligência”.
Andre Gide, escritor francês

“A verdade é algo tão raro que é uma delícia dizê-la”.
Emily Dickinson, poeta americana

“Muitas oportunidades são perdidas porque as pessoas ficam pensando no trabalho que irão ter para aproveitá-las”
Thomas Edison, cientistas e inventor americano

“Nossa arrogância muitas vezes nos leva a buscar soluções complexas para problemas muito simples.”
Muhammad Yunus, ativista de Bangladesh, autor do livro “O Banqueiro dos Pobres”

“O importante é nunca parar de perguntar.”
Albert Einstein, cientista alemão

“Nos deparamos a toda hora com ótimas oportunidades, brilhantemente disfarçadas de problemas insolúveis.”
Lee Iacocca, executivo americano

“Quando uma porta se fecha, outra se abre. Mas perdemos tanto tempo olhando para a porta fechada que nem enxergamos a porta aberta.”
Alexander Graham Bell, cientista norte-americano

“Obstáculos são aquelas coisas assustadoras que a gente enxerga quando tira os olhos de nosso objetivo principal”
Henry Ford, empresário norte-americano

“Deus não exige que tenhamos sucesso; ele apenas exige que tentemos”
Madre Teresa de Calcutá, ativista indiana

“O pessimista vê dificuldade em toda oportunidade. O otimista vê oportunidade em toda dificuldade”
Winston Churchill, político inglês

“Há dois tipos de pessoas: as que fazem o trabalho e as que reivindicam o mérito. Procure estar no primeiro grupo. Há menos concorrência”
Indira Gandhi, ex-primeira ministra indiana

“Falta de ação traz dúvida e medo. Ação traz confiança e coragem. Se você quer derrotar o medo, não fique aí parado. Arranje uma ocupação”
Dale Carnegie, escritor norte-americano

“A imaginação freqüentemente nos leva a mundos que jamais existiram. Mas, sem ela, não vamos a mundo nenhum”
(Carl Sagan, astrônomo e escritor norte-americano)

“O otimista pode errar, mas o pessimista já começa errando”
(Juscelino Kubitschek, político brasileiro)

“Dirigir uma empresa não é ver como ela é, mas como ela será”
(John Teets, empresário norte-americano)

“Se você, de vez em quando, não sentir vergonha de si mesmo, é porque você não é honesto”.
William Faulkner, escritor americano

“O chefe diz ‘vá’. O líder diz “vamos lá”.
Gordon Selfridge, empresário inglês.

“Errar é bom, desde que não se torne um hábito”
Michael Eisner, empresário americano

“Toda pessoa deveria, pelo menos uma vez por dia, ouvir uma boa música, ler um bom poema, olhar um bom quadro. E, sempre que possível, dizer algumas palavras inteligentes”
J.W.Goethe, poeta alemão

E você, que frase gostaria de ouvir?


E se o Santos fosse um clube democrático?

José Saramago (16/11/1922, Azinhaga, Portugal – 18/06/2010, Tías, Espanha), único escritor de língua portuguesa a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura, lembra o “detalhe” que falta na democracia dos países (e dos clubes).

Fiquei imaginando como seriam as coisas se o Santos fosse um clube extremamente democrático, a ponto de só tomar decisões que estivessem de acordo com a opinião da grande maioria dos santistas – sócios e torcedores. Haveria interesse em Chiquinho? Provavelmente não, pois já se percebeu que não é um jogador que agrada aos santistas. E os contratos de Renato e Vladimir, seriam renovados? Não! E como seria o time para o Campeonato Paulista? Fácil…

É só pegar a enquete que foi feita neste blog – e que poderia ter sido feita em qualquer blog de santistas, pois o resultado seria o mesmo. O goleiro Gabriel Gasparotto teria a oportunidade de ser titular. A defesa, desde que todos estivessem em plenas condições físicas, seria formada por Daniel Guedes, Gustavo Henrique, Jubal e Caju. O meio-campo teria Alison, Arouca e Lucas Lima, e o ataque seria formado por Gabriel, Robinho e Geuvânio.

Um time de Meninos da Vila recheado por Arouca e Lucas Lima? Sim, este seria o “Santos do Povo” se a vontade do santista prevalecesse. É normal que com os jogos houvesse uma ou outra mudança, talvez com Aranha, em melhor forma, voltando ao gol, ou o veterano Edu Dracena entrando na zaga, mas o certo é que o time de garotos contaria com a paciência e o apoio do torcedor, essenciais em um momento delicado como este.

E se esta mesma vontade popular fosse respeitada no quesito estádio, onde o Santos jogaria? Bem, vamos a outra resposta que não requer prática e nem perfeição…

No mínimo o Santos faria metade de seus jogos na Vila Belmiro, metade no Pacaembu, e no mínimo aumentaria a sua média de público para 12, 14 mil pessoas, o que representaria um aumento aproximado de 50% sobre a média atual.

Um estádio maior comportaria mais associados e o clube poderia incrementar a sua campanha de sócios, pois hoje a Vila não comporta nem um terço dos sócios do Santos. E com mais sócios e mais visibilidade, a possibilidade de conseguir bons patrocinadores aumentaria, claro.

Porém, o que atrairia mesmo mais patrocinadores e mais sócios seria a credibilidade trazida por uma auditoria – outra vontade da maioria dos santistas. Mais do que uma despesa, a auditoria seria um investimento precioso na imagem do clube, hoje tão debilitada.

Ao perceber que o Santos estaria, realmente, adentrando uma nova era – de competência e seriedade –, santistas de todo o país se prontificariam a se associar ao clube, e seriam surpreendidos positivamente com a notícia de que quanto mais longe morassem da Vila Belmiro e do Pacaembu, menos pagariam pelo título de sócio.

E este sócio, obviamente, seria tratado a pão de ló, com muita atenção, pois é o grande tesouro do Santos, a grande herança dos tempos de ouro. Brindes, promoções, revistas, livros, filmes – todo o mês o associado receberia um presente que o ligaria ainda mais ao clube e tornaria o peso do seu pequeno investimento ainda menor.

Haveria enquetes e mais enquetes. Não se tomaria uma decisão importante no clube sem ouvir o sócio. O santista perceberia que suas vontades e opiniões estariam, finalmente, sendo respeitadas, e este círculo virtuoso criaria um clima excitante para os jogos. A equipe teria previsíveis limitações técnicas no começo, mas jamais se ressentiria do apoio de seus apaixonados torcedores.

Um Santos democrático, como o nome diz, seria governado pela vontade da massa santista, e por isso jamais seria abandonado por ela. O papel do presidente do clube e de seus diretores seria o de corrigir a rota de vez em quando, tomando decisões pontuais, que não se chocassem, entretanto, com os anseios da maioria.

Não haveria uma contratação descabida, ou a renovação de contrato de jogadores que já não são considerados suficientemente úteis para o time. A inteligência e a sensibilidade do torcedor governariam o Alvinegro Praiano. E, como já aprendemos, o torcedor, em sua expressão coletiva, é muito mais sensível e inteligente do que qualquer presidente de clube.

E você, o que acharia desse Santos democrático?


A triste sorte dos Mecenas. E a contratação de Chiquinho

Se eu fosse rico, mesmo muito rico, jamais investiria minha fortuna em um clube de futebol, ainda mais em um clube brasileiro. Talvez doasse, sem pedir nada em troca. Mas emprestar, jamais. Pois no dia em que quisesse reaver o dinheiro, no máximo receberia picado, sem as correções previstas e, além da canseira enorme, ainda seria alvo de ofensas dos mesmos torcedores que se alegraram com o meu investimento.

Digo isso porque sei que Paulo Nobre já colocou cerca de 150 milhões de reais no Palmeiras e ainda é ofendido por muitos palmeirenses nessa rede social que só veio potencializar as fofocas e maledicências. A amigos, Nobre já confidenciou que ficará feliz se receber um terço do que investiu no velho e bom Palestra.

Sinto uma beligerância ainda maior com Marcelo Teixeira, presidente que tirou o Santos da inanição em 2.000, ganhou dois títulos Brasileiros, dois Paulistas e transformou a perda de Robinho no moderno CT Rei Pelé. Mas MT, como muitos o tratam, deixou o Santos com uma dívida de 70 milhões de reais, o que para seus opositores representava o fundo do poço.

Sempre defendi que um clube de futebol precisa ser auto-sustentável, não deve depender de presidentes milionários, mas quando o Santos teve a oportunidade de provar isso, com a eleição de Luis Álvaro Ribeiro/ Odílio Rodrigues, esses novos líderes fizeram tantas lambanças, foram tão incompetentes, que agora o Santos deve 300 milhões de reais e os santistas sentem saudades dos tempos do MT.

É preciso contratar Chiquinho?

Contratar o jogador Chiquinho, do Fluminense, neste início de gestão, me parece precipitado. Creio que antes seria preciso dar uma reorganizada no elenco. Há jovens que merecem mais oportunidades e há veteranos que, como se diz, já encerraram o seu ciclo no Santos.

O que também me preocupa é a reação de alguns torcedores do Fluminense, dando graças aos céus por se verem livres de um jogador que para eles é um fardo. Senti a mesma reação nos cruzeirenses quando o Santos contratou Montillo, e nos colorados quando o clube fez a loucura de investir 42 milhões de reais em Leandro Damião.

Admito que é difícil analisar sem estar a par das condições do negócio e de todas as alternativas do elenco santista. Sabe-se que 2015 será um ano difícil, de parcos recursos financeiros, e, por outro lado, não sabemos quais jogadores já estão prontos para ir embora e precisam ser repostos.

De qualquer forma, eu não faria nenhuma contratação antes de definir a situação dos jogadores vinculados ao Santos. Não é preciso agir desesperadamente, pois o Campeonato Paulista pode ser usado como um laboratório e um teste final para os muitos garotos que vieram da base.

E você, o que acha desse interesse por Chiquinho?


Nem forasteiros, nem provincianos. SANTISTAS! Feliz Natal a todos!

odir octa

dossie na saraiva

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Modesto Roma revela que fará a auditoria

Era cinco e meia da tarde quando José Carlos Peres, Nilton Ramalho e eu saímos da sede do G4 Paulista rumo a Santos, a fim de tomar posse como conselheiros do clube. No caminho ficamos sabendo que Santos estava alagada e alguns companheiros, como o historiador Guilherme Nascimento, de Mongaguá, tinham desistido de alcançar a Vila Belmiro. Seguimos em frente, porém.

Peres, ao volante, buscou sair do congestionamento na saída da Imigrantes, mas todas as opções desembocavam em um mar de carros e caminhões ilhados por verdadeiros lagos criados pela chuva. O tempo todo o celular de Peres tocava trazendo a inquietação de colegas que também passavam pela mesma dificuldade. Urubatan Helou, mais à frente, ia nos informando sobre os maiores pontos de alagamento. Foram três até chegar ao Urbano Caldeira.

Freqüentador de Santos desde os 10 anos de idade, quando começou a assistir aos jogos do time levado por seu pai, Peres revelou que jamais vira a cidade tão alagada. Eu, que freqüento Santos regularmente desde meados dos anos 70, também não tinha visto tanta água.

Chegar à Vila revelou-se uma aventura. Em vários momentos houve o risco de o carro afogar, como, infortunadamente, ocorreu com muitos automóveis que encontramos pelas margens do caminho, com seus desesperados piscas-alerta na noite escura, margeando o súbito rio. O celular não parava. Seria impossível alcançar o salão do Conselho antes das 21 horas.

Não fosse a sábia decisão de estender o horário até 22 horas, e muitos não conseguiriam assinar a ficha de presença. Chegamos a 15 minutos do prazo final. Por sorte Peres encontrou uma vaga bem diante da entrada das sociais da Vila, mas por azar saímos do carro com tanta pressa que a lanterna dianteira ficou ligada – o que arrearia a bateria do Honda e nos faria sair de Santos apenas depois da uma hora da manhã.

No salão do conselho, a placa em homenagem a Arnaldo Silveira nos dava o recado de amor ao Santos e integridade que se espera de um conselheiro do clube. Rapaz da cidade que fundou o Santos aos 17 anos, aos 19 Arnaldo já era titular da ponta-esquerda da Seleção Brasileira. Mais alguns anos e tornou-se capitão do Escrete, o que já demonstrava bem seu caráter de líder que comanda pelo exemplo.

Desapegado de bens materiais, em 1932 doou todas as suas medalhas e troféus de ouro à causa Constitucionalista, que se batia contra a ditadura de Getúlio Vargas. Autor do primeiro gol da história do Santos, é considerado o primeiro grande ídolo de nosso clube – eu completaria: ainda hoje, e para sempre, um dos maiores. Seu exemplo, repito, deve nortear a conduta de cada conselheiro.

Cheguei a comentar sobre isso com alguns colegas, que, confesso, nem sabia a que chapa pertenciam. Isso não tinha maior importância. Éramos todos Santos, procurando uma saída para o caos em que o clube se encontra. Cumprimentei a muitos com quem dividiremos o barco nos próximos três anos e fui à mesa apertar a mão do presidente Modesto Roma, de Marcelo Teixeira e de Samir Abdul Hack, presidente do clube no vice-campeonato brasileiro de 1995.

Sinto-me feliz entre santistas. Sei que, salvo algumas diferenças de opinião, estamos todos movidos pelo mesmo sentimento e interesse de que tudo dê certo. Nisso encontrei o genial Clodoaldo, o sempre afável Corró, o volante que jamais perdeu uma dividida (para um outro jogador, pois um buraco do gramado acabou com seu joelho e sua carreira).

Ao amigo Nelson Jafet, que também estreia como conselheiro, outro herói que veio de São Paulo e ultrapassou o caos, tive o raro prazer de apresentar Clodoaldo e perceber o deslumbramento das feições deste brilhante executivo paulistano ao perceber ali, na sua frente, um de seus grandes ídolos no futebol.

Passar o Santos a limpo é essencial

A eleição para presidente do Conselho deu vitória, em todas as quatro urnas, à bancada formada pelo presidente Fernando Gallotti Bonavides, o vice-presidente Florival Amado Barletta, o 2º Vice-Presidente Eduardo Ribeiro Filetti, o 1º Secretário Luiz Simões Polaco Filho e o 2º Secretário Silvio José de Abreu. Agora, em janeiro, haverá as eleições para as várias comissões, entre elas a fiscal, muito importante diante da situação financeira do clube.

Por falar em situação financeira, eu não poderia perder a oportunidade de insistir sobre a importância da auditoria para passar o Santos a limpo e dar uma mensagem de credibilidade ao mercado. Sem ela, não haverá confiança dos patrocinadores, dos parceiros e nem dos sócios e torcedores do Santos.

Falei sobre isso, durante o caminho, com Peres e Nilton. Continuei falando no salão do Conselho e, ao final da cerimônia, aproveitei a proximidade de Marcelo Teixeira para tocar no assunto. Atencioso e educado, como sempre, Teixeira concordou com a necessidade da auditoria e pediu que eu falasse sobre isso com Modesto Roma.

Encontrei o presidente tomando um cafezinho antes de enfrentar o mau tempo, lá fora, e destaquei-lhe a inquietação dos santistas, que não podem compreender como um clube que há dois anos era considerado um dos mais ricos do País – principalmente pelo patrimônio gerado pelos vultosos passes de seus jogadores –, hoje vive esta situação crítica de ter três meses de salário atrasados, correndo o risco, de, da noite para o dia, perder boa parte de seu elenco.

Roma respondeu com um sorriso e abriu a mão mostrando os dedos, informando-me que não eram três, mas cinco meses de atraso. E quando tentei reforçar a necessidade de uma auditoria, providência pedida por boa parte dos santistas, ele me interrompeu dizendo que não haveria mesmo outra saída e que já estava providenciando isso. O Santos será, sim, passado a limpo.

Como o rombo começou? Como se deram as negociações de compra e venda de tantos jogadores? Keirrison, Elano, Borges, Possebon, Ibson, Ganso, Neymar, Leandro Damião, Thiago Ribeiro… Quanto se gastou com “extras” e que “extras” foram esses? O santista quer saber e o novo presidente demonstra sensibilidade para procurar essa resposta.

Ganhei a noite com a afirmação de Roma. A auditoria, tão prometida, mas pouquíssimo praticada pelos clubes de futebol brasileiros, deixará evidente que o Santos aprendeu a lição e, ao menos, quer ser administrado de forma responsável a partir de 2015.

Ano que será difícil, pois medidas radicais serão necessárias para se equilibrar as finanças do clube. Alguns jogadores recebem salários irreais e têm contratos longos. A irresponsabilidade da última gestão empurrou com a barriga várias bombas-relógio para a gestão atual. Roma está recorrendo a pessoas de sua confiança para lidar com os muitos problemas.

Chapas à parte, José Carlos Peres tem ajudado o novo presidente nessa hora difícil. Intercedeu para que a Doyen Sports fizesse o empréstimo de seis milhões de reais e está a postos para ajudar no que for preciso. Só não quer cargos e nem salários. Quer apenas ajudar, como eu, Nilton e tantos outros, de todas as chapas. Quando a floresta pega fogo, os bichos não se atacam. O piores sentimentos que podem aflorar entre os santistas, neste momento, são a vaidade e a ganância. Há algo bem maior em jogo, que é a sobrevivência do nosso time, do nosso clube, dos nossos sonhos.

Falar das coisas que discutimos aqui, neste blog, é sempre prazeroso. Estávamos, Peres, Nilton e eu, entre os últimos a sair e, quando comentávamos como estaria o caminho de volta, nos deparamos com o carro sem bateria. Um pedido a um serviço local demorou quase uma hora para ser atendido. Não fosse a ajuda do Alemão, aquele com distintivo na testa, e teríamos passado a noite na Vila. Ele saiu na chuva para nos ajudar.

Enquanto esperávamos, um garoto alto e magro desceu pelo elevador social. Adivinhei que seria um dos garotos da base que moram na concentração na Vila Belmiro. Brinquei: “Quarto-zagueiro?”. “Não, goleiro”, respondeu. Perguntei se jogaria a Copa São Paulo, disse que sim. Desejei-lhe sorte. No íntimo sei que o clube dependerá muito de seus Meninos em 2015.

Subimos a serra lentamente. Na outra pista vimos a interminável fila de carros e caminhões rumo à Baixada Santista. Aquelas pessoas devem ter passado boa parte da madrugada sem chegar aos seus destinos. Em São Paulo, pedi para ficar na Nove de Julho deserta. Pela janela do táxi percebi que a cidade também tinha sofrido uma borrasca. Cheguei em casa além das três horas da manhã e eram quase três e meia quando me aninhei com a Suzana, em busca de sonhos bons. Todas as tempestades passam.

E você, não acha que a auditoria é essencial neste momento do Santos?


Aranha e David Braz pedem passe livre e salários atrasados

Alguns jogadores, entre eles os titulares Aranha e David Braz, já encomendaram ação na Justiça contra o Santos pedindo passe livre e os salários atrasados, com as devidas correções. É um direito que têm por estarem há três meses sem receber.

Talvez a situação possa ser contornada com a chegada de seis milhões de reais que o clube, com a intermediação de José Carlos Peres, conseguiu emprestar da Doyen Sports. O dinheiro, que servirá justamente para pagar esses rendimentos em atraso, deverá chegar até terça-feira.

Porém, sem previsão de receitas futuras, o Santos deverá quitar essas pendências apenas para manter o direito sobre os passes dos jogadores, mas terá de se desfazer de alguns deles em seguida para fazer caixa e manter o resto do elenco.

Daqueles de maior salário, a prioridade é manter Robinho. Os outros são negociáveis. Mesmo o ídolo Arouca está na vitrine. Damião deve sair, mas desde que o clube interessado pague integralmente o seu salário de 500 mil reais por mês. Não se pode esquecer que o Santos já paga, mensalmente, o dinheiro que pegou emprestado da Doyen para comprar o passe do atacante.

Não me lembro de ter visto o Santos em tal penúria desde os anos que sucederam a despedida de Pelé. Naquela época, o negócio fracassado do Parque Balneário e a falta de planejamento para viver sem os cachês milionários gerados pelo Rei do Futebol explicavam a derrocada. Desta vez, a culpa é da gestão perdulária e conseqüentemente irresponsável que começou com Luis Álvaro Ribeiro e terminou com Odílio Rodrigues.

Um clube brasileiro de futebol não precisaria ser, mas historicamente tem sido uma empresa deficitária. Não se pode, impunemente, transforma-lo em um grande cabidão de empregos, com salários pelo teto do mercado, como a gestão iniciada por Laor e concluída por Odílio fez.

A política administrativa-financeira do Santos era uma bomba-relógio que um dia explodiria, o que ocorre agora, justo no momento de passar o poder a outra chapa – como se o bagaço da laranja fosse jogado fora depois de produzir a última gota de sumo.

Nesta segunda, a posse e a polêmica eleição do presidente do Conselho

Nesta segunda-feira, às 20 horas, tomarão posse os conselheiros eleitos para o triênio 1015/16/17. Mais do que isso, será eleito o presidente do Conselho, e é aí que surge o primeiro imbróglio.

Nomes naturais para presidirem o órgão, José Carlos Peres e Marcelo Teixeira declinaram do convite. A decisão ficou dependendo de uma reunião entre representantes das três chapas. Porém, como não houve consenso, acabaram saindo duas candidaturas: uma da situação, com Fernando Bonavides candidato a presidente e Florival Barletta à vice, e a outra, resultado das junções das chapas 1 e 5, com Alberto Pfeifer para presidente e Reinaldo Guerreiro para vice.

A questão é que José Carlos Peres, líder natural da chapa 1, a Santos Vivo, queria uma bancada mista, com o candidato à presidente saindo da chapa da situação. Isso, segundo ele, daria maior governabilidade ao clube neste momento em que a prioridade é sair da crise, não fazer política. Porém, sua recomendação não foi ouvida pelos seus porta-vozes, que preferiram juntar-se à chapa de Fernando Silva, a fim de fazer oposição a Modesto Roma.

O que tenho a dizer sobre isso é que cada conselheiro deve agir de acordo com seu senso ético e de justiça, pensando no melhor para o clube e para os santistas, independentemente das orientações de suas chapas ou da presidência do Conselho. Não somos vaquinhas de presépio. Ser conselheiro, para mim, significa doar ideias e trabalho ao Santos, sem pedir nada em troca. Assim, não se pode condicionar nossos atos de agora a uma nova eleição que virá somente daqui a três anos.

Se Peres, segundo candidato mais votado na eleição presidencial, é ouvido e respeitado pelo presidente eleito, que é o que pedimos, por que jogar esse bom relacionamento fora para tomar uma atitude de franca oposição? O momento, acredito, é o de auxiliar essa administração a atravessar a tempestade que se avizinha. Depois, na bonança, voltamos às trivialidades políticas.

Por outro lado, poderíamos perder horas discutindo o que é situação e o que é oposição no Santos. A chapa de Fernando Silva e Laor, responsável pela gestão que levou o clube à situação falimentar que vive hoje, deve ser considerada oposição a um quadro que ela mesma criou?

Na questão financeira, posso afirmar que Marcelo Teixeira, quando presidente do Santos, pagava salários inferiores ao mercado corporativo, enquanto Luis Alvaro/ Fernando Silva passaram a adotar rendimentos acima do teto da cidade de Santos. É evidente qual das duas políticas afundou o clube.

Por coerência, fidelidade e por entender que o momento é de união e paz na tentativa de reconstruir o Santos, dilapidado pelos últimos anos de gestão catastrófica, ficarei ao lado de José Carlos Peres e votarei em Fernando Bonavides para presidente do Conselho. Isso não quer dizer, entretanto, que aprovarei todas as decisões, ou recomendações, de Bonavides. Não quer dizer que aprovarei sequer uma de suas recomendações. Significa apenas que estou dando meu voto de confiança e apoio a esta administração que dirigirá a nau do Santos em meio à tormenta que nos espera.

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