Se eu fosse rico, mesmo muito rico, jamais investiria minha fortuna em um clube de futebol, ainda mais em um clube brasileiro. Talvez doasse, sem pedir nada em troca. Mas emprestar, jamais. Pois no dia em que quisesse reaver o dinheiro, no máximo receberia picado, sem as correções previstas e, além da canseira enorme, ainda seria alvo de ofensas dos mesmos torcedores que se alegraram com o meu investimento.

Digo isso porque sei que Paulo Nobre já colocou cerca de 150 milhões de reais no Palmeiras e ainda é ofendido por muitos palmeirenses nessa rede social que só veio potencializar as fofocas e maledicências. A amigos, Nobre já confidenciou que ficará feliz se receber um terço do que investiu no velho e bom Palestra.

Sinto uma beligerância ainda maior com Marcelo Teixeira, presidente que tirou o Santos da inanição em 2.000, ganhou dois títulos Brasileiros, dois Paulistas e transformou a perda de Robinho no moderno CT Rei Pelé. Mas MT, como muitos o tratam, deixou o Santos com uma dívida de 70 milhões de reais, o que para seus opositores representava o fundo do poço.

Sempre defendi que um clube de futebol precisa ser auto-sustentável, não deve depender de presidentes milionários, mas quando o Santos teve a oportunidade de provar isso, com a eleição de Luis Álvaro Ribeiro/ Odílio Rodrigues, esses novos líderes fizeram tantas lambanças, foram tão incompetentes, que agora o Santos deve 300 milhões de reais e os santistas sentem saudades dos tempos do MT.

É preciso contratar Chiquinho?

Contratar o jogador Chiquinho, do Fluminense, neste início de gestão, me parece precipitado. Creio que antes seria preciso dar uma reorganizada no elenco. Há jovens que merecem mais oportunidades e há veteranos que, como se diz, já encerraram o seu ciclo no Santos.

O que também me preocupa é a reação de alguns torcedores do Fluminense, dando graças aos céus por se verem livres de um jogador que para eles é um fardo. Senti a mesma reação nos cruzeirenses quando o Santos contratou Montillo, e nos colorados quando o clube fez a loucura de investir 42 milhões de reais em Leandro Damião.

Admito que é difícil analisar sem estar a par das condições do negócio e de todas as alternativas do elenco santista. Sabe-se que 2015 será um ano difícil, de parcos recursos financeiros, e, por outro lado, não sabemos quais jogadores já estão prontos para ir embora e precisam ser repostos.

De qualquer forma, eu não faria nenhuma contratação antes de definir a situação dos jogadores vinculados ao Santos. Não é preciso agir desesperadamente, pois o Campeonato Paulista pode ser usado como um laboratório e um teste final para os muitos garotos que vieram da base.

E você, o que acha desse interesse por Chiquinho?