Ademir Quintino diz que é imbecilidade achar que o Santos é de Santos. Eu concordo:

E-mail de Tiago Guedes, que veio de Orlândia com 3 amigos e não pôde votar:

Odir, bom dia meu caro,

Como vai você e sua família? Espero que muito bem.

Odir, sábado nos deslocamos até Santos, eu, meu irmão Anderson, o Pequira e outro colega para fazer valer o nosso voto. Contudo, chegando lá nos deparamos com a triste notícia de que a eleição acabara de ser suspensa, por um ato de um irresponsável que além de prejudicar o candidato Peres (na minha opinião o mais prejudicado), também prejudicou milhares de santistas.

Sinceramente, foi uma falta de respeito sem tamanho, levantamos as 4 da manhã, viajamos 500 km, pagamos 22 pedágios, fora combustível e por aí vai, para chegar em Santos e por um ato extremamente arbitrário suspenderem as eleições.

O problema maior, é que não poderemos votar no próximo sábado pois eu e meu irmão, iremos ser padrinhos de casamento. Nada nada serão 4 votos a menos no José Carlos Peres (em uma eleição com 5 candidatos e que 1 voto pode fazer a diferença), e isso me deixa muito triste, pois me parece que houve uma certa “vontade” que isso ocorresse por parte de outros candidatos, principalmente da situação, pois o mais prejudicado na minha humilde opinião foi o Peres.

Quando saímos da Vila Belmiro, nos encontramos com ele e eu disse isso a ele, que por sinal estava com um semblante muito abatido.

Como é triste Odir, ver o que estão fazendo com o Santos, “varzeando” cada dia mais o nosso glorioso. Mas com fé em Deus, no próximo sábado teremos um resultado justo e que irá levar o Santos a galgar o topo sempre, pois no sábado quando apertei a mão do Peres senti que ali sim, além de um ser humano bom, existe também um administrador honesto e de bons costumes.

Infelizmente não poderei estar no sábado, digo infelizmente porque sou fanático e estou muito triste mesmo, nada nada me levantava no sábado, o caminho de volta parecia que não chegava nunca, o da ida, com alegria e entusiasmo, nem vi passar.

Boa sorte Odir, a sorte do Peres eu tive o prazer de desejar pessoalmente.

E peço desculpas por não poder contar com meu voto, mas fugiu da minha alçada de controle.

Grande abraço

Tiago Guedes

Santos jogou de verdade. E salvou o Palmeiras.


Com um gol de Thiago Ribeiro em cima da hora, o Santos venceu o Vitória por 1 a 0. Se perdesse, o Palmeiras seria rebaixado pela terceira vez em 12 anos. O Alvinegro Praiano fez bem de jogar sério e vencer. Primeiro, porque é isso que os homens com vergonha na cara fazem. Segundo, porque o Palmeiras é um aliado natural do Santos. Batalhamos juntos pelo reconhecimento dos títulos brasileiros desde 1959. Ainda faremos outras grandes parcerias.

Eleição caótica é reflexo do clima de desconfiança

Se centenas de pessoas já tinham votado em Santos e São Paulo, e se muitas delas não poderiam retornar para uma nova eleição, por que seus votos não foram aproveitados? Poderiam ser checados com os sócios que votaram, guardados e anunciados apenas depois de terminada a eleição. Qual seria a grande dificuldade de não se perder esses votos? Eu respondo: a falta total de credibilidade. Não havia pessoas de confiança para contar, checar e guardar as cédulas. As chapas, com exceção da Ong Santos Vivo, de José Carlos Peres, preferiam incinerar os votos, jogando no lixo o sagrado exercício democrático de centenas de eleitores. Eu mesmo já tinha dado o meu voto, sem problema algum. Por que tenho de votar de novo? Sei não, mas essa atitude de inutilizar os votos foi autoritária e prejudicou a muitos sócios do Santos. Acho que o caso tem de ser analisado com cuidado. Pra começar, o Ananias, que embananou tudo, deve receber punição exemplar.

Enquete “Quem Fica e Quem Sai” está sendo tabulada

Creio que no máximo até quarta-feira à noite teremos o resultado da enquete sobre quais jogadores devem ficar e quais devem sair do Santos, segundo a opinião dos leitores deste blog. Iniciei a tabulação dos resultados, mas o trabalho diário na Editora Magma e no Museu Pelé tem tomado quase todo o meu tempo. Além, é claro, das eleições no Santos. Peço um pouco mais de paciência.

Por que será que tem chapa gastando tanto nessas eleições?

Ruas de Santos e São Vicente emporcalhadas, vans desfilando com imensos rostos de candidatos, distribuição de camisetas e brindes, barulho e ostentação. Muitos sócios estão se perguntando por que algumas chapas estão gastando tanto para a assumir a presidência de um clube com tantas dívidas? Amor ao Santos, ou olho gordo pra cima dos milhões que o clube recebe anualmente? Cada um que analise e reflita bem antes de dar o seu voto. Pois eu digo que há um candidato que só fez pelo Santos e nada tirou do clube. É também o único que não quer a reeleição e promete uma auditoria caso seja eleito. É aquele que não suja a cidade, respeitando as ruas e os cidadãos de Santos e São Vicente, o que não armou um aparato quase militar para chegar ao poder no Santos. Ele é José Carlos Peres, chapa 1, o homem do octacampeonato!

Tudo bem. Vamos em frente. Desesperar? Jamais! Agora é saber votar!

O fotógrafo Sergio Dutti, autor do magnífico livro “Vencedores”, que fala da epopéia dos atletas paraolímpicos brasileiros, dirigiu 11 horas de Brasília a São Paulo, ao lado da mulher, para votar em José Carlos Peres. Um senhor veio de São José dos Campos só para votar no Peres, mas não poderá vir no próximo sábado, pois será a data do casamento do seu filho. Sandra veio de Americana, com irmão e marido, também para votar na chapa 1, mas não sabe se poderá vir na próxima semana. Estes foram apenas os casos de pessoas que estavam próximas a mim na entrada do prédio da Federação Paulista de Futebol. É evidente que este adiamento já manchou a eleição para presidente do Santos e prejudicou sensivelmente José Carlos Peres.

Nesta eleição há candidatos que têm seu curral eleitoral em Santos, outros em São Paulo, e há os que atraem sócios de todo o Brasil, como é o caso de Peres. É preciso ter muita credibilidade para fazer alguém viajar milhares de quilômetros para votar na eleição de um clube. Mas o adiamento tirou o ânimo de muita gente.

“É uma vergonha, senhor Odir, uma vergonha. O que a imprensa não vai falar do Santos essa semana? Que a gente não sabe nem fazer uma eleição…”, exclamava, desanimado, o segurança Moisés, que vestiu uma camisa retrô do Santos só para votar no Peres. Ficamos conversando, eu, ele, meu irmão Marcos, e, para reduzir sua frustração, presenteei-lhe com um exemplar autografado do Dossiê, que ele recebeu como a um bem precioso.

Pedi ao Moisés, e agora peço a todos os santistas que lêem este blog, que não desanimem. Em São Paulo deu para perceber que, apesar do aparato das chapas de Fernando Silva e Orlando Rollo, a votação no Peres seria maciça. Um funcionário da Federação Paulista de Futebol me confidenciou que se a eleição prosseguisse, Peres deveria vencer na capital.

É difícil afirmar isso, pois 80% dos eleitores de Peres não usavam camisa de identificação, enquanto os eleitores de Silva e Rollo vestiam camisas da chapa. O certo é que este adiamento fará com que muitos sócios desistam de voltar a São Paulo no próximo sábado, reduzindo a votação da chapa 1.

Para compensar, eleitores do Peres que deixariam de votar neste sábado, devem comparecer em massa na semana que vem, ou o sonho de ter um Santos administrado de maneira mais competente e honesta, irá pelo ralo pelos três próximos anos.

Primeiro as urnas, depois a fraude

A eleição transcorria normalmente em São Paulo, com as chapas convivendo harmoniosamente, quando começamos a saber dos problemas na Vila Belmiro. Primeiro, veio a notícia de que as urnas eletrônicas travavam de 10 em 10 minutos, o que obrigou a passarem a votar por cédulas de papel. Depois, soubemos de uma grane confusão quando um eleitor votou em duas mesas e foi descoberto por um fiscal. Não se sabe se outros já tinham feito isso, o certo é que o clima esquentou e a eleição foi adiada. Posteriormente veio a informação de que se tratava de um eleitor de Nabil Khaznadar.

Foi um gesto isolado, ou fazia parte de um plano coletivo para fraudar a eleição? Isso só se saberá com uma investigação profunda. Se há participação da coordenação da chapa da situação, obviamente esta deverá ser impugnada. Aliás, a responsabilidade pelo bom andamento da eleição é da atual gestão, que ainda comanda o clube. O adiamento da escolha do presidente do Santos, na verdade, prolonga o mandato de Odílio Rodrigues para mais alguns dias.

Projeto de Jabaquarização segue firme

Fiquei sabendo que meu colega Armando Gomes fez um programa inteiro na TV Santa Cecília para repetir os velhos bordões de que “querem tirar o Santos de Santos”, que “o Santos é de Santos” e coisas do tipo. Usou todo o tempo possível para fazer campanha para o candidato do seu patrão. Fico impressionado como ainda haja santistas que acreditam nessas baboseiras.

A esses eu perguntaria: tiraram o Jabaquara de Santos? Não! Tiraram a Portuguesa Santista de Santos? Não! E o que aconteceu a eles? Fracasso atrás de fracasso, decadência e mais decadência, até a pequenez eterna em que vivem hoje. É isso o que se quer para o Santos?

Jogar mais vezes fora da Vila Belmiro não quer dizer tirar o clube da cidade, ou então teríamos de concordar que a pessoa que mais tirou o Santos de Santos foi Athié Jorge Cury, que na década de 1940 levou o time para jogar três meses pelo Norte/Nordeste e sempre preferiu decidir os títulos mais importantes no Maracanã.

E se responderem que o Santos de Pelé jogava na Vila e era o mais rico do Brasil, eu responderei que aquele Santos podia se dar ao luxo de perder dinheiro jogando na Vila porque tinha de dois a três meses por ano para ganhar dólares no exterior. Hoje não se pode mais fazer amistosos milionários lá fora e o único dinheiro que um clube recebe das arrecadações é a dos seus jogos em casa. E um time grande não pode ter média de seis mil pessoas por jogo, a menor dos 20 clubes da Série A, como é o caso do Santos.

E se disserem, como Armando Gomes costuma dizer, que “quem não quer ir à Vila, que fique na sua cidade”, eu responderei que no dia em que o Santos depender exclusivamente de seus torcedores da Baixada Santista, não conseguirá sequer ter uma arrecadação mediana de Série B.

O tesouro maior do Santos, o maior legado que aquele grande Santos deixou, é a torcida que conseguiu cativar fora da Vila Belmiro. No dia em que perde-la, voltará no tempo, na época de Arnaldo Silveira, Adolfo Millon e Ary Patusca, em que o máximo que podia almejar era o campeonato santista. Digo isso com a maior sinceridade e com dor no coração. Quem acreditar nas falácias de Armando Gomes estará sendo cúmplice desta Jabaquarização do Santos que já está em marcha. Podem escrever e me cobrar no futuro.

Um antídoto eficaz contra essa Jabaquarização é eleger José Carlos Peres, um homem honesto, competente, que já mostrou que é capaz de fazer muito pelo Santos, a quem ama além dos limites geográficos e dos bairrismos que só puxam o nosso querido Alvinegro Praiano para baixo. Alguém que saberá fazer o santista, de qualquer cidade, voltar a ter orgulho do Glorioso alvinegro Praiano.

E você, o que achou do adiamento da eleição do Santos?