Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: fevereiro 2015 (page 1 of 4)

Finalmente Robinho no Paca. E o grande Menino Juary

Amigos, como estarei no jogo do Pacaembu, o post sobre a partida entrará no ar lá pelas 21 horas, 21h30, 22 horas. Mas alguns comentários serão liberados automaticamente. Nem preciso pedir que não exagerem nas análises. Um blog é um veículo de comunicação como outro qualquer e está sujeito às mesmas leis. Caluniar e difamar dá processo, multa e pode dar cadeia. Critiquemos, se for o caso, mas com alguma moderação. Um bom jogo para todos nós. Pelo jeito não vai chover…

Antes tarde do que nunca. A partida deste domingo, às 18h30, contra o Linense, representa o primeiro jogo de Robinho no Pacaembu, com mando do Santos, desde que o Menino da Vila voltou da Europa, há sete meses. Estarei lá, com a Suzana e meu irmão Marcos. É um jogo bom de assistir.

O técnico Enderson Moreira escalará Valencia como volante, prosseguindo o rodízio na posição que era do titular Alison, afastado para uma cirurgia. Gustavo Henrique treinou na zaga, mas David Braz deve jogar. No mais, será o mesmo time que venceu a Portuguesa.

Santos x Linense
Domingo, 18h30, Pacaembu
Santos: Vanderlei, Cicinho, Werley, David Braz [Gustavo Henrique] e Victor Ferraz; Valencia, Renato e Lucas Lima; Geuvânio, Robinho e Ricardo Oliveira. Técnico: Enderson Moreira.
Linense: Anderson, Bruno Moura, Adalberto, Álvaro e Igor; Moisés Ribeiro, Memo, Clébson e Gilsinho; William Pottker e Diego. Técnico: Luciano Quadros.
Arbitragem: Douglas Marques das Flores, auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho e Fernando Afonso Gonçalves de Melo.

Juary na Assophis

Neste sábado pela manhã, no salão de mármore do Santos, tivemos uma reunião especial da Assophis, a Associação dos Pesquisadores e Historiadores do Santos. Além dos ilustres pesquisadores e escritores que mantém viva a memória do clube, recebemos as visitas de Juary, Lalá e Manoel Maria.

Como não poderia deixar de ser, o papo se concentrou em torno de Juary, o eterno Menino da Vila, herói do título paulista de 1978, que agora trabalha no treinamento das divisões de base do Santos.

Ótimo de papo e com histórias magníficas, Juary falou de sua carreira desde o dia em que seu pai disse que ia na esquina comprar cigarros e o deixou para morar na concentração do Santos. Ídolo da imensa torcida santista que surgia, depois jogador no México, Itália, Portugal – onde se tornou heroi do Porto ao marcar o gol que definiu a Champions League de 1987 – Juary viveu momentos inesquecíveis no futebol.

Sua vida dá um livro e já iniciamos as conversas neste sentido. Será um prazer retratar a vida e a carreira do primeiro grande ídolo santista depois de Pelé, o artilheiro mais rápido que o Santos já teve. Durante a reunião, o jovem jornalista e escritor Vitor Loureiro Sion apresentou-nos o seu livro “É Tri”, com os bastidores dos títulos da Libertadores de 1962, 1963 e 2011.

Aquela veja o rápido Juary decidindo o derby contra o Napoli e repare que há uma música para ele:

Você vai ver o Santos no Pacaembu?


Este jogo sujo acaba com o futebol brasileiro

Minha coluna no jornal Metro: “Moralidade ferida”

Antes que me acusem de alguma coisa, antes que alguma jihad de uma tal torcida me inclua na lista dos antis, deixe-me adiantar que não sou anti nenhum time e não tenho problemas com nenhum torcedor adversário. Como jornalista, fiz matérias de vários times grandes e em todas me dediquei com o mesmo profissionalismo. Procurem por aí e as encontrarão. Agora, o que não suporto é o jogo sujo, o privilégio, a burla das regras. Isso realmente mexe comigo, como, acredito, mexa com todo desportista que tem uma gota de sangue nas veias.

Tudo bem que o mérito esportivo não é valorizado neste País. Já me conformei com isso. Seria mesmo um sonho se tudo o que o Santos fez pelo Brasil fosse reconhecido e valorizado. O fato de ter colocado o Brasil no mapa – já que foi o primeiro time a jogar em todos os continentes e provar que a capital brasileira não era Buenos Aires – eu sei que hoje não vale nada. O que vale é o “marquiti”.

O que vale é o Ibope, que dá grana, dizem. Reconheço que quantidade de torcedores e audiência na tevê, aparentemente, são dados incontestáveis. Mas em tudo é preciso haver limite, ou se perde a sagrada competitividade, como está ocorrendo no futebol brasileiro. Sim, estamos galopando velozmente a caminho da Espanholização e nesta semana tivemos dois episódios que deixaram isso muito claro:

1 – Mesmo com a economia brasileira em crise devido aos incompetentes que estão no governo, a Caixa Econômica Federal, um banco do Estado, renovou, sem licitação, o seu contrato de R$ 30 milhões anuais com o Corinthians. Detalhe: é o maior contrato de patrocínio de um clube brasileiro.

2 – O ex-presidente corintiano Andrés Sanchez sugeriu que o governo comprasse os R$ 420 milhões em Cids (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento) que o alvinegro paulistano precisa arrecadar pelo acordo que permitiu a construção de seu estádio. Isso é de um cinismo e de uma imoralidade sem tamanho, pois é o mesmo que pedir para o credor pagar a dívida a que tem o direito de receber.

Ao menos neste caso há um promotor público lutando contra a bandalheira. Trata-se de Marcelo Camargo Milani, que entrou com ação contra a emissão dos Cids a favor do Corinthians. Na ação, Milani afirma que o ex-prefeito Gilberto Kassab feriu o princípio da moralidade ao sancionar a lei pela qual a Prefeitura se comprometeu a emitir R$ 420 milhões em Cids para serem negociados pelo clube da zona leste paulistana.

Acho o embate de Marcelo Camargo Milano heróico, pois é sabido que o Governo e a Rede Globo estão emparceirados na missão de catapultar o time de São Paulo, escolhido para dividir com o time do Rio a supremacia do nosso futebol. O movimento é antinatural, antiético, mas é poderoso e resiliente.

Não procure explicação para tamanho privilégio dentro da lógica. É uma decisão, acima de tudo, política. E política, meu caro, só se combate com política. Por isso insisto que os clubes devam se unir em uma Liga Nacional. Ou fazem isso imediatamente, ou viverão só para fazer número e bater palmas.

Há 70 anos começava a era Athié como presidente do Santos

Por Guilherme Guarche, do departamento de Memória do Santos

No dia 27/02/1945, Athié Jorge Coury tomava posse como presidente do Santos FC, tendo como vices Acácio de Paula Leite Sampaio, Ulisses Guimarães, Sílvio Fortunato, Armando Erbisti e Rubens Ferreira Martins.

Athié permaneceu no cargo maior do clube até o dia 23/01/1971 sem interrupção. Anteriormente o presidente do Peixe era Antônio Feliciano e depois quem sucedeu Athié foi Vasco José Faé. Durante os anos em que exerceu o mandato de presidente o Santos conquistou suas maiores glórias esportivas e também patrimoniais.

No ano de 1932, durante a Revolução Constitucionalista, ele foi um dos defensores do Estado de São Paulo, combatendo as tropas federais que invadiram o Estado paulista. Além de ter sido um dos melhores corretores de café de Santos, foi também vereador, deputado estadual e deputado federal em diversas oportunidades.

De 1945 a 1971 o time do Alvinegro mais famoso do mundo jogou 1.696 partidas oficiais e amistosas, tendo vencido 1.042 empatado 291 e perdido 363, marcando 4.665 e sofrendo 2567. O primeiro título conquistado por ele como presidente foi a Taça Cidade de Santos, no dia 18/04/1948 e o último foi a Taça Cidade de São Paulo, em 24/04/1970.

Um pequeno exemplo da personalidade de Athié:

E você, não acha que esse privilégio é jogo sujo?


O Santos é o produto e o santista é seu consumidor

Hoje, 26 de fevereiro, Dorval Rodrigues, o maior ponta-direita da história do Santos, faz 80 anos. Clique aqui para ler o texto de Guilherme Guarche sobre o eterno ídolo santista.

Veja agora o vídeo de Wesley Miranda sobre Dorval:

Colocação dos times na Timemania em 2015
Posição, quantidade de apostas e porcentagem do total

1º FLAMENGO RJ 888.698 5,28%
2º CORINTHIANS SP 786.265 4,67%
3º SANTOS SP 575.084 3,41%
4º SAO PAULO SP 568.486 3,38%
5º PALMEIRAS SP 530.924 3,15%
6º GREMIO RS 506.484 3,01%
7º INTERNACIONAL RS 461.046 2,74%
8º VASCO DA GAMA RJ 453.612 2,69%
9º CRUZEIRO MG 451.117 2,68%
10º BOTAFOGO RJ 408.598 2,43%

Inicio o post com este título porque, acredito, esta é uma verdade cristalina, com a qual todos concordam e, a partir dela, é possível entender com facilidade o que se espera do clube com relação ao seu sócio e torcedor.

A segunda verdade universal e cristalina é que a grandeza de um clube de futebol nos tempos modernos está diretamente ligada à quantidade de torcedores que possui. Fosse a Portuguesa de Desportos, os Américas do Rio e de Minas, a Portuguesa Santista e o Jabaquara times de arrebatar multidões, certamente estariam em outra posição e também seriam tratados de outra forma pela mídia e pelas autoridades esportivas.

Da quantidade de torcedores vêm as boas arrecadações, um maior ibope na tevê, a maior possibilidade de se obter patrocínio e, algo que considero essencial no caso do Santos, a chance de atrair um número imenso de sócios.

O Santos teve a sorte de se transformar em um time de grande torcida devido aos 19 anos ininterruptos que contou com uma das melhores equipes do mundo, a primeira a jogar em todos os continentes, liderada por um Rei chamado Pelé. Hoje parece um sonho que isso tenha acontecido com o Alvinegro Praiano, mas o resultado concreto desse sonho está aí, retratado em milhões de santistas, de todas as idades, espalhados pelo Brasil e o mundo. O mais difícil, que é conquistar muitos torcedores, já foi feito. Agora é uma questão de método e trabalho para conservá-los.

Bem, creio que até aqui, mesmo a mente mais obtusa – e, acredite, mesmo entre os santistas elas existem –, há de concordar com as premissas apresentadas. Isso posto, analisemos, então, o momento atual do Santos.

Estamos na semana do primeiro jogo de Robinho, com mando de campo do Santos, no estádio do Pacaembu. Um estádio que, todos sabem, comporta quase 40 mil pessoas. O time vai bem no Campeonato Paulista e, com um bom trabalho de divulgação, a partida pode atrair um público duas, três, quatro, cinco vezes maior do que se fosse jogada no Urbano Caldeira.

Pois bem, como sócio do Santos, vou ao site oficial do clube comprar meu ingresso para domingo. E o que encontro? Uma home que dá destaque a fatos passados e não menciona o mais importante, que é a venda dos ingressos para Santos e Linense, domingo, às 18h30m, no Pacaembu.

Clico então sobre o título da página “Sócio Rei”, enfileirado ao lado de outros, na parte superior da home. Sou levado a uma página que também não destaca a venda de ingressos para o jogo de domingo. Encontro, porém, ao pé desta página, sob o título “Notícias”, alguns subtítulos e, entre eles, “Ingressos”. Aliviado, clico nele. E o que encontro?

Caio em outra página com o título “Ingressos” que, entre outras notícias, anuncia a venda das entradas para Santos e Linense. Clico sobre a notícia do jogo de domingo. Sou levado a um texto com várias explicações sobre os ingressos para o jogo, com seus respectivos preços e lugares no estádio, mas não há nenhum link direto para a compra dos ingressos. No meio do texto há o endereço eletrônico do Sócio Rei. Copio o mesmo e, finalmente, chego ao site do Sócio Rei, tocado pela CSU, que mantém contrato com o Santos até o final de 2017 para coordenar a venda dos ingressos.

No site do Sócio Rei também não há um título chamativo falando da venda de ingressos para Santos e Linense, mas no pé da home, à direita, há a chamada “Garanta seu ingresso”. Clico nela.

Quem imaginou que, finalmente, eu poderia inserir meu login e senha e comprar meu ingresso, se enganou, pois caí em uma página com um texto criptografado, ou seja, fora do ar. Já tinha tentado ontem e a página criptografada surgiu depois do login e da senha. Ambos estavam corretos, pois ao primeiro sinal do problema, liguei para o Sócio Rei e os confirmei.

Então, depois do vídeo postado pelo Rachid, que nos mostrou como o santista sofreu para ver o jogo contra a Portuguesa – no qual o torcedor que comprou o ingresso pela Internet pagou mais caro e pegou uma fila bem maior –, imagino o que muitos torcedores não estão sofrendo para, simplesmente, adquirir seus ingressos pelo site oficial do Santos.

Não seria também óbvio que, ao abrir o site oficial do clube, o santista já se deparasse com um imenso splash anunciando a venda de entradas para o próximo jogo do time? E que ao clicar sobre o splash já fosse encaminhado diretamente para a página de login e senha? Por que tanta enrolação, por que tantos caminhos difusos para, no final, cair em um beco sem saída?

Quando sabemos das dificuldades financeiras do Santos, fica mais difícil aceitar que um mero ajuste no site oficial, o canal direto de contato com o consumidor que pode tirar o clube do buraco, seja tão difícil de ser realizado. Enquanto essa verdade primordial de que “O Santos é o produto e o santista é seu consumidor” não for devidamente aprendida e apreendida, tudo o mais parecerá perfumaria, você não acha?

Um ou outro talvez diga que faço essa crítica porque apoiei José Carlos Peres e torço para que Modesto Roma faça uma administração ruim. Pois quem disser isso não passa de um maledicente sem caráter. Torço para o sucesso de Roma, como torci pelo sucesso de todo presidente que assumiu o Santos. É burro, antiético e imoral torcer contra quem está administrando o clube que amamos. Mas não acho que ajudar é bajular, é achar que tudo está correto e nada precisa mudar. Roma sabe muito bem que “quem avisa, amigo é”.

Por que é tão difícil comprar ingressos para os jogos do Santos?

Pepe comemora 80 anos lançando sua biografia em crowdfunding

Hoje, 25 de fevereiro, o imortal José Macia, o querido Pepe, completa 80 anos. Não tenho palavras para definir esse craque que marcou 405 gols com a camisa do Santos, decidiu jogos memoráveis para o Alvinegro Praiano e mesmo assim se manteve humilde e afável, a ponto de compreender perfeitamente a importância de se divulgar a história daquele grande clube. Fico feliz de saber que a Editora Realejo está lançando um livro com sua biografia. Estarei na fila para adquiri-lo. A história do Pepe é enriquecedora, como atleta e como homem. A seguir, o release que recebi da Realejo:

“O ex-futebolista e ex-treinador José Macia, mais conhecido como Pepe, segundo maior artilheiro da história do Santos, com 405 gols marcados em 750 partidas, lança na véspera do seu aniversário de 80 anos, e com vigência de 60 dias, uma campanha de crowdfunding na plataforma Kickante para pré-venda da biografia “Pepe, o Canhão da Vila”, uma homenagem escrita por sua filha, Gisa Macia, e publicada pela Editora Realejo.

A campanha (www.kickante.com.br/pepe) foi criada especialmente para os fãs e possibilita o recebimento em casa da biografia autografada antes mesmo do lançamento oficial, previsto para maio. Outros benefícios são um encontro com o Pepe em um bar em Santos, litoral Paulista, e até um brunch exclusivo em dos locais mais marcantes de sua juventude, em São Vicente, também no litoral, e variam de acordo com o valor da colaboração.

Também está prestes a ser lançado um documentário sobre o atleta, dirigido por Rodrigo Viana e José Luiz Tahan. Tanto o livro quando o documentário surgiram da necessidade em registrar e expor os principais acontecimentos do futebol nas décadas de 50 e 60, seguindo os passos de Pepe. Gisa Macia, que é jornalista esportiva, explica que isso acontece por ser possível enxergarmos os reflexos da colaboração de seu pai até os dias de hoje.

Pepe jogou como ponta-esquerda ao lado de Pelé, Zito, Garrincha, Didi e outros craques durante duas Copas do Mundo ganhas pela Seleção Brasileira, em 1958 e 1962. Foi também o jogador que mais conquistou títulos com a camisa do Santos Futebol Clube: foram 27 oficiais em seus 15 anos de atuação no time, superando até Pelé. Pepe carrega ainda o título de maior vencedor do Campeonato Paulista, com 13 títulos (11 como jogador do Santos, um como técnico do mesmo time e um como técnico do Inter de Limeira) e do Campeonato Brasileiro, com sete títulos (seis como jogador do Santos e um como técnico do São Paulo). O apelido “Canhão da Vila”, termo utilizado no título do livro, surgiu por conta de seu forte chute.”

Por que é tão difícil comprar ingressos para os jogos do Santos?


Qual é o conceito Santos?

Começou a venda de ingressos para Santos e Linense, próximo domingo, no Pacaembu. Clique aqui para comprar o seu. Se tiver algum problema para fazer a compra, deixe um comentário.

O que define o Santos? Já pensou nisso? Seria a tendência de revelar craques meninos e montar jovens equipes atrevidas? Ou a volúpia atávica do gol, que o torna o maior time artilheiro do planeta? Enfim, que ideia, que conceito exprime o nosso Santos?

Estava pensando nisso quando vi, pelo Canal Curta, um belo documentário sobre Gilberto Mendes, expressão da música pós-moderna, santista de Santos, compositor da universal e ousada Santos Football Music.

Revi o rosto sempre sorridente e sábio de Gilberto e imediatamente liguei sua música cibernética ao batuque ancestral da Escola Grande Rio, que no Carnaval de 2016 cantará o Rei Pelé, Neymar e o Santos no dourado e também universal sambódromo carioca.

Lembro essas coisas para mostrar que o entendimento do Santos, do conceito Santos, não permite visão simplista, numérica, pragmática. Não pode ser resumido ao saldo do seu caixa, ou à riqueza ou pobreza técnica de seu elenco. Não pode ser comparado com outros, na verdade, pois cada time, como um ser vivo, tem seu corpo e sua alma.

Poderia até ser chamado de o time do povo, visto que o povo geralmente é pobre e romântico. E ético. Poderia ser venerado por seu passado, como seria normal em um país educado e grato. Poderia, e quem sabe ainda o seja, mas por enquanto qual é o conceito Santos?

Bem, certamente na sua história não podem faltar as tags juventude, ousadia, beleza… Mas será que apenas uma delas pode exprimir o Santos? Creio que não. Acredito que, provavelmente, o Santos é o time que mais aproximou o futebol da arte e esse conceito mais amplo é que o define.

E não me refiro apenas à fria arte estética, mas à arte do desespero pelas derrotas e da catarse do gol, a arte de se reinventar a cada nova geração de meninos, a cada administração caótica.

Enquanto isso, o torcedor do Santos continua sofrendo para ver seu time jogar, como podemos comprovar neste vídeo do conselheiro Rachid:

Cliquei no portal do Sócio Rei para comprar meu ingresso. Dei nesta página.

E pra você, qual é o conceito Santos?


Robinho decidiu. Santos fez três e tirou o pé

robinho x lusa
Ele comandou a festa santista no Pacaembu. (Foto: Ivan Storti/ Santos FC).

Um golaço, um drible em cima da linha que resultou em pênalti que ele mesmo cobrou para ampliar, e depois uma assistência perfeita para Cicinho marcar o terceiro. Bastou um tempo para Robinho mostrar que neste futebol brasileiro ele merece ser chamado de craque, e o Santos decidir o jogo contra a Portuguesa de Desportos, no Pacaembu.

Se o time realmente quisesse, apostam alguns, a goleada viria, pois a Portuguesa foi dominada o tempo todo. Mas Enderson Moreira preferiu segurar a vitória sem correr maiores riscos. No final, o rubro-verde paulistano chegou ao seu gol de honra, com Jean Mota.

O Santos segue líder disparado de seu grupo, o D, e só está atrás do São Paulo na classificação geral. O próximo jogo da equipe será novamente no Pacaembu, domingo que vem, às 18h30, contra o Linense, e com mando e renda para o Santos. Hora de prestigiar.

Portuguesa 1 X 3 Santos
Pacaembu, 22/02/2015, 16 horas
Público: 12.814 pagantes. Renda: R$ 412.350,00
Portuguesa: Rafael Santos, Fabinho Capixaba (Perema), Alex Lima, Valdomiro e Paulo Henrique; Ferdinando, Betinho, Léo Costa e Edno; Popó (Jean Mota) e Diego (Filipi Souza). Técnico: Ailton Silva.
Santos: Vanderlei, Cicinho, Werley, David Braz e Victor Ferraz; Lucas Otávio, Renato (Elano) e Lucas Lima; Geuvânio (Marquinhos Gabriel), Robinho (Gabigol) e Ricardo Oliveira. Técnico: Enderson Moreira.
Gols: Robinho, aos 17min e aos 33min, e Cicinho, aos 44min do primeiro tempo; Jean Mota, aos 44min do segundo.
Arbitragem: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, auxiliado por
Bruno Salgado Rizo e Tatiane Sacliotti dos Santos Camargo.
Cartões amarelos: Fabinho Capixaba, Alex Lima (Portuguesa); Cicinho (Santos).
Cartão vermelho: Alex Lima (Portuguesa).

Público e renda dos grandes na rodada

Portuguesa 1 x 3 Santos
12.814 pagantes, R$ 412.350,00

Ituano 1 x 1 Corinthians
11.271 pagantes, R$ 547.230,00

Penapolense 0 x 2 Palmeiras
10.066 pagantes, R$ 405.215,00.

São Paulo 4 x 0 Audax
9.765 pagantes, R$ 318.175,00

E você, o que achou de Portuguesa 1 x 3 Santos?


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