Santos cai para quarto na Timemania em 2015

Colocação Clube UF TOTAL % Total
1º FLAMENGO RJ 1.327.259 5,25%
2º CORINTHIANS SP 1.186.414 4,69%
3º SAO PAULO SP 866.596 3,42%
4º SANTOS SP 863.958 3,41%
5º PALMEIRAS SP 800.967 3,17%
6º GREMIO RS 759.783 3,00%
7º VASCO DA GAMA RJ 680.377 2,69%
8º INTERNACIONAL RS 678.795 2,68%
9º CRUZEIRO MG 674.141 2,66%
10º BOTAFOGO RJ 615.525 2,43%

Costumo dizer que a única diferença entre os técnicos brasileiros é que uns são caros, outros baratos. Quem é Marcelo Fernandes, que estreou nesse domingo comandando o Santos que venceu o Botafogo de Ribeirão Preto por 3 a 0, fora de casa? É apenas um interino, um técnico do showbol, mas como entende o mínimo de futebol, teve o auxílio de Serginho Chulapa e contou com a colaboração dos jogadores, que não fizeram corpo mole, o Santos ganhou por 3 a 0, sem susto.

Se o rendimento de um time depende da colaboração dos jogadores, então que se mantenha o interino por um período de experiência, ora. Se o time continuar vencendo, que o clube lhe ofereça um contrato bem abaixo do que se paga por aí. E se o interino não quiser, que se promova outro interino. Pois os técnicos são todos iguais.

Sim, os jogadores correram pelo técnico interino Marcelo Fernandes e, mesmo sem Robinho, o Santos venceu o Botafogo de Ribeirão Preto por 3 a 0, em Ribeirão, com indiscutível superioridade. O ataque criou boas chances e a defesa pouco permitiu ao time local, formado por muitos jogadores experientes.

No começo, parecia que seria mais difícil, já que o Botafogo marcava a partir da linha do meio-campo, mas aos poucos o Santos controlou a partida, comandado pela habilidade e mobilidade de Lucas Lima, hoje um dos melhores meias do futebol brasileiro.

Passei dez meses indo toda semana para Ribeirão Preto, onde fui editor do selo jovem da Editora Novo Conceito, uma das que mais vendem romances no Brasil. Peguei carinho pelas pessoas, pela cidade, uma metrópole pulsante do rico Interior Paulista. Pelo censo de 2014 tem 658.059 habitantes e é acidade que mais cresceu entre os municípios paulistas, mais até do que São Paulo. Algo me diz que um dia ela terá um grande time de futebol. Pode ser o Botafogo, ou o Comercial, mas um deles será grande.

O gramado do estádio Santa Cruz estava bonito. Nas arquibancadas, acredito que a torcida do Santos fosse maior. Há muito santista na cidade e região. Quando a partida começou, foi o Santos quem adotou uma postura mais ofensiva. Porém, não havia espaço. O Botafogo marcava a partir da linha de meio-campo.

Time com muitos jogadores rodados, como André Santos, Eli Sabiá e Zé Roberto, entre outros, o Botafogo de Ribeirão merece cuidados. Com dificuldade para penetrar na área, o jeito era arriscar de longe, e foi o que Ricardo Oliveira fez aos 12m55s, mandando a bola por cima do travessão. Aos 14 minutos Gabriel veio driblando e chutou de fora da área, mas a bola saiu fraca e na direção do goleiro.

O jogo prosseguiu morno até que em um escanteio pela esquerda Lucas Lima bateu na cabeça de Ricardo Oliveira, que resvalou para trás e acabou servindo o zagueiro Werley, que acertou potente cabeçada para abrir o marcador aos 22m48s.

Aos 24m35 Gabriel recebeu um belo passe e ficou mano a mano com o último defensor do Botafogo. Com bom arranque, rápido, era o momento do garoto tentar uma jogada individual e, quem sabe, marcar um golaço, mas tentou passar e perdeu a bola.

Aos 27m25s André Santos acertou um chute forte de fora da área e Vanderlei espalmou para escanteio. O Botafogo continuou buscando o empate e teve sua melhor chance aos 30m41s, quando Werley deu um presente para Rodrigo Andrade, que da marca do pênalti chutou para fora.

Aos 33 minutos, por esperar o time se colocar antes de bater o tiro de meta, Vanderlei recebeu o cartão amarelo. Essa mania irritante dos goleiros do Santos demorarem para repor a bola já vem desde Rafael.

Segundo tempo: dois gols de Oliveira

O Botafogo começou mais ofensivo nos primeiros instantes – a 1m30s teve uma falta perto do gol, mas a bola se chocou contra a barreira –, porém o Santos logo retomou a ofensiva. A 7m48s Gabriel deu bom passe para Geuvânio, livre. Ricardo Oliveira interceptou a bola e a arbitragem marcou impedimento, mas a câmera lenta mostrou que não havia irregularidade.

Aos 8m36s Lucas Lima recebeu de Victor Ferraz e chutou por cima. Aos 19 minutos Cicinho penetrou pela meia direita e foi calçado perto da risca da grande área. A falta foi cobrada na barreira.

Aos 22m15s Lucas Lima recebeu passe do goleiro Vanderlei, penetrou em diagonal da direita para o meio e acertou um chute forte, mas para fora.

Aos 24m33 Ricardo Oliveira marcou o segundo gol do Santos, aproveitando passe perfeito de Lucas Lima pela meia direita e batendo forte e rasteiro na saída do goleiro.

Aos 27m30s saiu Geuvânio e entrou Elano. Desta vez foi mantida a estrutura de marcação no meio-campo e Elano pôde jogar sem tanta responsabilidade de marcação e se deslocar para receber a bola pela meia-direita, onde se sai melhor. Aos 35 minutos saiu Gabriel e entrou Thiago Ribeiro e aos 37m30s saiu Valencia e entrou Lucas Otávio.

Aos 46m20s, no gol mais bonito da noite, Cicinho fez boa jogada pela direita e sofreu falta, que foi cobrada para trás. Lucas Lima foi à linha de fundo e cruzou para trás, Lucas Otávio tocou para a área e Ricardo Oliveira só tocou para fazer 3 a 0 e definir a partida.

Deu para perceber que os jogadores se empenharam. Mesmo sem fazer um jogo bonito, o Santos queria vencer, e venceu. Fiquei com uma dúvida: será que um time com jogadores conscientes e motivados, que sabem o que fazer em campo, precisa mesmo de técnico?

Atuações

Vanderlei – Apesar de levar um cartão bobo por retardar o tiro de meta, fez algumas boas defesas, saiu bem nas bolas altas e soube repor a bola. 7.

Cicinho – Falhou duas vezes ao tentar antecipar o corte, mas cortou alguns cruzamentos na área e apoiou melhor o ataque. 5 (Devido a manifestações de leitores do blog julgando 5 pouco, aumento a nota para 6).

Gustavo Henrique – Discreto, foi bem nas bolas altas, não brincou na marcação e se apresentou bem nas coberturas. 6.

Wesley – Quase deu um gol para o adversário, mas em compensação fez um belo gol de cabeça e no mais se mostrou firme, formando boa dupla com Gustavo Henrique. 6.

Victor Ferraz – Novamente quebrou bem o galho pela lateral-esquerda. 6.

Valencia – Tecnicamente limitado, é o tipo do volante trombador. 5.

Renato – Sua experiência acalma o setor. Não comprometeu e ainda fez bons passes. 6.

Lucas Lima – O craque do time. Deu assistências para os dois primeiros gols, participou do terceiro, criou boas chances e segurou a bola o quanto quis. Melhor jogador em campo. 8.

Geuvânio – Não criou tanto, mas lutou e ajudou na marcação. Tem um potencial enorme, mas precisa saber o que fazer com ele. 5.

Ricardo Oliveira – Mexeu-se bem, fez dois gols e deu o passe, de cabeça, para o primeiro. Pela sua melhor atuação no Santos, merece 8.

Gabriel – Fiquei com uma dúvida: os músculos estão tirando sua habilidade? Em algumas vezes correu mais do que a bola, em outras tropeçou nela. Teve a chance de ir pra dentro do adversário em uma jogada mano a mano e preferiu tocar, perdendo a bola. Não pode fazer beicinho se levar umas duras. 4.

Para os que entraram no final da partida não dá para dar nota, mas deu para ver que Lucas Otávio pode ser uma opção mais inteligente para a posição de volante. Elano se esforçou, mas está fora de forma. Thiago Ribeiro mal pegou na bola.

Marcelo Fernandes – Não inventou. Armou o time como Enderson Moreira vinha fazendo, com três atacantes. Os jogadores correram por ele. Substituiu bem e na conta certa. 7.

Botafogo 0 x 3 Santos
Domingo, 09/03/2014, 18h30, estádio Santa Cruz, Ribeirão Preto
Público: 7.328 pagantes. Renda: R$ 270.430,00.
Botafogo: Renan Rocha; Roniery (Henrique), Eli Sabia, Bruno Costa e Dênis; André Rocha, Gimenez, Rodrigo Andrade e André Santos (Zé Roberto); Giancarlo e Wesley (Diogo Campos). Técnico: Mazola Júnior.
Santos: Vanderlei, Cicinho, Werley, Gustavo Henrique e Victor Ferraz; Valencia (Lucas Otávio), Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Elano), Ricardo Oliveira e Gabriel (Thiago Ribeiro). Técnico: Marcelo Fernandes.
Gols: Werley, aos 22 minutos do primeiro tempo; Ricardo Oliveira aos 24 e aos 46 do segundo.
Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias Araújo.
Cartões Amarelos: Gimenez, Wesley e Dênis (Botafogo); Vanderlei e Valencia (Santos).
O Santos volta a jogar quarta-feira, às 22 horas, contra o Palmeiras na Vila Belmiro. O Botafogo jogará na mesma quarta-feira, mas às 19h30, fora de casa, contra o Capivariano.

E você, o que achou de Botafogo 0 x 3 Santos?