Fotos do jogo, feitas por Ivan Storti, do Santos:
Ricardo Oliveira
Ricardo Oliveira recebe de Cicinho, corre e toca por cima do goleiro e…
Ricardo Oliveira
… cercado por dois zagueiros, cabeceia para marcar o gol da vitória.
Vanderlei
Em uma foto de treino, Vanderlei mostra sua elasticidade e firmeza.
Lucas Lima
Lucas Lima sempre arruma um espaço, mesmo muito marcado.
Robinho
Robinho se movimentou bastante, mas concluiu mal.
Renato
Renato está jogando como nos bons tempos. Atacou e defendeu bem.
Geuvânio
Geuvânio estava animado, mas se apagou ao perder o pênalti.

Quando, aos 16 minutos do primeiro tempo, Ricardo Oliveira recebeu o passe de Cicinho, tocou a bola por cima do bom goleiro Felipe Alves e cabeceou para fazer o golaço que abriu o marcador no Pacaembu, a impressão que se tinha era a de que aquele seria apenas o primeiro de muitos gols do Santos contra o Audax, pois o Alvinegro Praiano já tinha criado inúmeras oportunidades, enquanto o adversário se atrapalhava para sair de sua defesa e não conseguia passar do meio de campo.

Na verdade, o Audax mal conseguia chegar à sua intermediária, pois teimava em tentar sair jogando e era abafado e perdia a bola para os santistas. Marcelo Fernandes colocou o ataque e o meio de campo do Santos para marcar por pressão a saída de bola do Audax e isso não só gerou o lance do golaço de Ricardo Oliveira, como o pênalti sofrido por Renato – que Geuvânio não converteu – e outros lances de perigo.

Mas o primeiro tempo chegou ao fim com a vantagem mínima, e no segundo a coisa mudou. Não sei se o Santos começou a segunda etapa apenas estudando o adversário e especulando contra-ataques, mas o certo é que o Audax foi gostando do jogo e acabou por dominá-lo, só não empatando a partida porque Vanderlei fez grandes defesas.

Nos últimos 20 minutos o Santos voltou a encaixar bons contra-ataques e aí foi a vez de Robinho perder gols e Geuvânio distribuir mais alguns chutes sem rumo. No final, com as entradas de Gabriel no lugar de Geuvânio, Thiago Ribeiro no de Ricardo oliveira e Elano no de Robinho, o Santos conseguiu segurar a bola e garantir os preciosos três pontos que o mantém por mais uma rodada na liderança do Campeonato Paulista.

Por um momento imaginei que a maior parte das minhas nove previsões se realizariam. Lucas Lima e Geuvânio chegavam com perigo ao ataque e arrematavam para o gol sempre que possível. Mas as bolas de Geuvânio não entraram, nem mesmo o pênalti, e Lucas Lima, no máximo, acertou o travessão em uma cobrança de falta.

Tudo indicava que o Santos faria dois gols ou mais, assim como o Audax merecia um gol pelo seu segundo tempo. Mas os zagueiros David Braz e Werley, preocupados com o contra-ataque do Audax, não foram tanto à área para os cruzamentos. E, quando foram, acabaram bem marcados pelos zagueiros do time de Osasco.

Acertei na qualidade do jogo, preferencialmente jogado com a bola no chão e sem retrancas ostensivas; acertei também no campo pesado e na entrega dos dois times em busca da vitória. Acertei na boa quantidade de mulheres e crianças. Errei no público, mas não imaginava que a chuva persistiria o tempo todo. Para ser sincero, quando eu e Suzana chegamos ao Pacaembu, às 15h20, imaginamos que a platéia não passaria de quatro mil pessoas. O movimento era pequeno. De repente, muita gente começou a chegar. Creio que, pelo tempo ruim, que nos obrigou a usar a capa de chuva o tempo todo (pois no Pacaembu, como se sabe, 95% dos lugares são descobertos), 11.107 pessoas no total foi um público bom.

Desta vez, porém, a não ser as cheerleaders e as Baleiinha e Baleião, não houve atração alguma para o torcedor. Se jogar no Pacaembu é uma opção séria do clube, e não uma satisfação à maioria de sócios descontentes com o monopólio da Vila Belmiro, então o clube tem de organizar melhor os jogos na Capital. Não basta só marcar o jogo, colocar apenas dois pontos de venda de ingresso em São Paulo, e esperar que o torcedor se vire. Onde entra a chamada “hospitalidade”?

Atuação dos Santistas

Vanderlei – Quando exigido, foi muito bem e salvou o Santos, garantindo os três pontos. 9.
Cicinho – De bom, deu o passe para Ricardo Oliveira e fez um ou outro corte. No todo, porém, falhou na defesa e no ataque. 3.
David Braz – Discreto, mas eficiente. 7.
Werley – O mesmo que David Braz. 7.
Victor Ferraz – Participou de algumas boas jogadas de ataque. 6.
Lucas Otávio – Marca bem, rouba bolas, mas se tenta algo diferente, erra. 5.
Renato – Outra grande atuação. Marca com consciência e sabe aproveitar as oportunidades no ataque, como na jogada em que penetrou e sofreu pênalti. 8.
Lucas Lima – A bola parece grudar no seu pé. E o faz-tudo do Santos. Habilidoso e incansável. 8.
Geuvânio – Começou muito bem. Perder o pênalti parece tê-lo desanimado. 7.
Ricardo Oliveira – Seu golaço definiu a partida. Ótimo no primeiro tempo, cansou no segundo. 8.
Robinho – Participou de muitas jogadas, mas concluiu muito mal a gol, perdendo várias oportunidades. 7

Dos três que entraram no transcorrer do jogo, eu direi apenas que ao menos Elano e Thiago Ribeiro se esforçaram para segurar a vitória. A decepção foi Gabriel. Muito desligado, nada fez no ataque e pouco ajudou na marcação, pelo lado de Cicinho. com esse espírito o garoto não sairá do banco.

Marcelo Fernandes – Primeiro tempo de Pep Guardiola, segundo tempo de Muricy Ramalho. Colocou o Santos em cima do Audax e matou a saída de bola do adversário. Mas esperou demais para fazer as substituições. 7

Agora veja os melhores momentos pela lente da SantosTV:

Santos 1 x 0 Audax
Pacaembu, 21/03/2015, 16 horas
Público Pagante: 9.113 pessoas. Público Total: 11.107 pessoas. Renda: R$ 264.065,00
Público pagante e renda: 9113 torcedores (11107 total) e R$ 264.065,00
Santos: Vanderlei, Cicinho, Werley, David Braz e Victor Ferraz; Lucas Otávio, Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Gabriel), Robinho (Thiago Ribeiro) e Ricardo Oliveira (Elano). Técnico: Marcelo Fernandes.
Audax: Felipe Alves; Didi, André Castro e Francis; Leo Bahia, Camacho, Marquinhos e Matheus (Rondinelly); Rafael Longuine (Thiago Silvy) e Gilsinho (Bruno Paulo). Técnico: Fernando Diniz.
Gol: Ricardo Oliveira, aos 16 minutos do primeiro tempo.
Arbitragem: José Claudio Rocha Filho, auxiliado por Eduardo Vequi Marciano e Luciano Silva, todos de São Paulo.
Gol: Ricardo Oliveira, aos 16min do primeiro tempo
Cartões amarelos: Cicinho e André Castro

eu e suzana tomando chuva no pacaembu - 21-03-2015
Eu e Suzana tomando chuva no Pacaembu. Mas valeu a pena. Como sempre.

E para você, por que o Santos caiu tanto no segundo tempo?