Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: abril 2015 (page 2 of 5)

Santos sobrevive aos desfalques, ao Palmeiras e aos erros da arbitragem

Vladimir
Saiiii!!! Palmeiras perde pênalti e Santos ganha nova vida! (Ivan Storti/Santos FC)

Ricardo Oliveira
Ricardo Oliveira é travado na hora do chute, na maior chance do Santos (Ricardo Saibun/ Santos FC)

Os melhores momentos do jogo:

Os melhores momentos pela lente da SantosTV:

Santos sobrevive aos desfalques, ao Palmeiras e aos erros da arbitragem

Se o Palmeiras faz aquele gol de pênalti e, com a vantagem de um jogador a mais, continua pressionando, provavelmente ganharia por três ou mais gols de diferença e definiria o título no primeiro confronto. A derrota por apenas 1 a 0 deixa o Santos com boas possibilidades de ser campeão no próximo domingo, na Vila Belmiro, quando deverá ter a volta de Robinho e outros titulares e dificilmente será tão prejudicado pela arbitragem.

Robinho fez mais falta do que se podia imaginar. Mas Valencia também daria mais solidez ao meio de campo. Lucas Otávio começou animado, mas foi se apagando. Na zaga, gostei de Paulo Ricardo. Pena ter dado espaço para a corrida de Leandro Pereira e depois ter agarrado o palmeirense, que espertamente correu até cair dentro da área. Apesar da jogada, que provocou sua expulsão, Paulo Ricardo aprovou.

Na verdade, mesmo sem fazer uma grande partida, o Santos segurava bem o Palmeiras até sofrer o gol, aos 29 minutos do primeiro tempo, no primeiro chute do adversário à meta de Vladimir. A jogada foi irregular, pois Robinho, em impedimento, fez um corta-luz para Lucas, que cruzou para a conclusão de Leandro Pereira.

Foi irregular porque Robinho, em impedimento, interferiu na jogada. Se ele não se colocasse na trajetória da bola e não abrisse as pernas para que ela passasse, mansamente, entre elas, ou seja, se Robinho não estivesse ali, Vitor Ferraz teria se projetado imediatamente para cortar o cruzamento de Lucas, pois havia tempo para isso. Mas o santista parou para esperar a reação do Robinho genérico e este não tocou na bola, retardando a ação do defensor. Lance claríssimo!

Não é a primeira vez que o Palmeiras é ajudado em lances decisivos neste campeonato e entre os torcedores cresce a impressão de que há alguma coisa estranha no ar. Antes do gol a arbitragem de Vinicius Furlan já tinha invertido dois laterais do Santos a favor do adversário e também tinha marcado erradamente um impedimento de Geuvânio na cara do auxiliar.

Acho que no lance do pênalti, aos 10 minutos do segundo tempo, faltou experiência ao zagueiro santista. Ao correr o tempo todo com a mão no peito do adversário, ele criou a situação ideal para o atacante cavar a penalidade. Não dá para dizer se o santista freou a corrida do palmeirense, mas é o tipo do pênalti que o árbitro sempre dá.

E deveria expulsar? Se deu o pênalti, o correto seria expulsar mesmo, mas os árbitros só seguem essa regra quando lhes convém. E neste lance Furlan estava tão distante da jogada que na hora de expulsar deu o cartão vermelho para David Braz, de aparência bem diferente da de Paulo Ricardo.

Com o pênalti e um a menos, vi a viola em cacos. Mas a péssima cobrança de Dudu colocou o Santos de novo no campeonato. A situação seria ainda melhor se Ricardo Oliveira, na melhor oportunidade do time, não tivesse demorado demais para chutar e permitido o corte do zagueiro. Por sinal, Oliveira desta vez não jogou.

Agora o Santos precisará ganhar na Vila Belmiro por dois gols de diferença para ser campeão paulista. É evidente que é possível, como seria possível se a situação fosse inversa. Qualquer time grande pode ganhar um clássico por dois gols de diferença jogando completo e em casa. Eu acredito!

Notas para os santistas

Vladimir – Não teve culpa no gol e teve muita sorte no pênalti. 6
Cicinho – Começou bem, deu umas cicinhadas, mas no todo não comprometeu. 6.
Paulo Ricardo – Vinha muito bem até cometer o pênalti e ser expulso. 6.
David Braz – Discretíssimo. 5.
Vitor Ferraz – Abaixo do que tem jogado, bobeou no lance do gol. 4.
Lucas Otávio – Lutou, marcou, mas parecia sem posição. 4.
Chiquinho – marcou e apoiou como pode. Regular. 6.
Renato – Marcou e girou algumas bolas. 5.
Lucas Lima – Mesmo sem brilhar, foi o melhor do time. Deu um passe espetacular para Ricardo Oliveira, que perdeu o gol de empate. 7.
Geuvânio – Lutou sozinho contra dois, três, mas conseguiu criar pouco. 6.
Ricardo Oliveira – Desta vez decepcionou. Perdeu grande chance. 3.
Dos que entraram no transcorrer do jogo, Jubal se mostrou lento com a bola, mas não comprometeu na marcação. 5. Gabriel entrou descansado para valer por dois e não jogou por meio. Mesmo cansado, Geuvânio era mais útil ao time. 2. Leandrinho ajudou a fechar o meio e segurar a derrota mínima.
Marcelo Fernandes – Diante das circunstâncias, fez o melhor que podia. O único senão que eu faria se refere quanto à saída de Vitor Ferraz. Creio que o ideal seria tirar Cicinho e colocar o Vitor por aquele setor. Mas isso não iria mudar o preço do dólar. 7.

Palmeiras 1 x 0 Santos
26/04/2015, Allianz Parque, domingo, 16 horas
Público pagante: 39.479. Renda bruta: R$ 4.181.281,25.
Palmeiras: Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Zé Roberto; Arouca (Cleiton Xavier) e Gabriel; Dudu, Robinho (Kelvin) e Rafael Marques; Leandro Pereira. Técnico: Oswaldo de Oliveira.
Santos: Vladimir, Victor Ferraz (Jubal), Paulo Ricardo, David Braz e Cicinho; Lucas Otávio, Renato, Chiquinho e Lucas Lima; Geuvânio (Gabriel) e Ricardo Oliveira (Leandrinho). Técnico: Marcelo Fernandes.
Gol: Leandro Pereira, aos 29 minutos do primeiro tempo.
Arbitragem: Vinicius Furlan, auxiliado por Carlos Augusto Nogueira Junior e Anderson Jose de Moraes Coelho.
Cartões amarelos: Cleiton Xavier, Vitor Hugo, Gabriel e Victor Ramos (Palmeiras); Lucas Lima (Santos).
Cartão vermelho: Paulo Ricardo (Santos).

E você, o que achou de Palmeiras 1 x 0 Santos?


Com Robinho ou sem Robinho

Ricardo Oliveira
Torcida foi ao CT apoiar o último treino antes da final (Ivan Storti/ Santos FC)

Robinho é dúvida para o jogo deste domingo, às 16 horas, no estádio do Palmeiras, o primeiro da decisão do título paulista de 2015. Porém, mesmo sem ele, que tem um edema muscular, o Santos poderá fazer uma boa partida e conseguir, no mínimo, o empate.

Se Robinho não puder jogar, provavelmente o técnico Marcelo Fernandes colocará o experiente Marquinhos Gabriel em campo, guardando o rápido e definidor Gabriel para entrar no segundo tempo. Outras dúvidas são Valencia e Gustavo Henrique.

Sem Valencia, creio que Lucas Otávio poderá dar conta do recado. o rapaz é um ótimo ladrão de bolas. E se Gustavo Henrique ficar de fora, o garoto Paulo Ricardo deverá fazer o seu quarto jogo no time profissional do Santos. Confio nesses garotos e acho que jogarão tranqüilos e se darão bem.

Mesmo sem esses titulares, a espinha dorsal do time permanecerá praticamente intacta, com o goleiro Vladimir, o zagueiro David Braz, os laterais Victor Ferraz e Chiquinho, os meio-campistas Renato e Lucas Lima e os atacantes Geuvânio e Ricardo Oliveira. Isso deverá manter a equipe equilibrada, mesmo nos momentos mais tensos da partida.

Um amigo do blog ainda lembrou que nas finais do Campeonato Paulista de 1978 o Santos foi perdendo titular após titular e chegou ao jogo decisivo, contra o São Paulo, com cinco reservas – Flávio, Antonio Carlos, Zé Carlos, Toninho Vieira, e Claudinho – que se tornaram sete quando Pita torceu o tornozelo e foi substituído por Rubens Feijão, e o zagueiro Neto também cedeu o lugar a Fernando.

Pois mesmo sem titulares experientes como o goleiro Vitor, o zagueiro Joãozinho, o volante Clodoaldo, o meia Ailton Lira e o atacante João Paulo (sem contar Pita e Neto, que começaram a partida, mas tiveram de sair), o Santos buscou o primeiro título sem Pelé, diante de 80 mil pessoas que lotavam o Morumbi em uma quarta-feira à noite.

Portanto, é claro que titulares fazem falta, ainda mais do nível de um Robinho, mas o bom ambiente e o sabor do desafio podem fazer milagres em jogadores motivados, que encaram a chance de entrar em um jogo desses como uma grande oportunidade para suas carreiras.

Sem contar que Marcelo Fernandes, caso não possa escalar Robinho, tem a opção de incluir mais um jogador no meio, Elano ou Leandrinho, e atuar com Geuvânio e Ricardo Oliveira à frente, adiantando Lucas Lima quando o time retomar a posse da bola.

Pelo lado palmeirense, não acredito que Valdívia será poupado. Talvez o chileno não esteja cem por cento, mas não deixará de jogar essa partida decisiva para o seu clube. E espero que Marcelo Fernandes arme um esquema para neutralizar as assistências e arrancadas de Valdívia, um dos poucos craques em atividade no futebol brasileiro.

Minha previsão? Como um pugilista que busca a ofensiva desde o soar do gongo, o Palmeiras deverá pressionar o Santos no começo, e se o Alvinegro Praiano ficar só nas cordas, certamente sofrerá o nocaute. O ideal é já entrar bem esperto e aproveitar toda oportunidade de contra-ataque. Quem toma a iniciativa, abre a guarda e pode sofrer uns contragolpes de vez em quando. Assim deverá ser o jogo do Santos.

Para mim, Robinho vai jogar


Robinho foi ao CT e fez exercícios leves (Ivan Storti/ Santos FC)

Pelo que me lembro dos meus tempos de repórter no Jornal da Tarde, uma contusão como a de Robinho – edema na coxa – pode ter uma recuperação de apenas cinco a seis dias caso seja do tipo mais leve. Aposto nisso, pois Robinho saiu de campo logo que a sentiu e, pelo jeito, é a mesma que já o atrapalhou antes e exigiu menos de uma semana para o seu tratamento.

Aposto também que ele vai jogar porque mesmo que não tenha 100% de sua mobilidade e velocidade, ainda assim Robinho pode – com sua experiência e visão de jogo – criar boas jogadas, liderar o time em campo e assustar os adversários.

Caso tenha sido uma contusão menos grave, como imagino, talvez o incomode muito pouco, mesmo que não esteja totalmente curada. Nesse caso, ele poderia iniciar a partida para ver até onde poderia ir. Como Marcelo Fernandes pode fazer três substituições, arriscar uma com Robinho não será nenhum desperdício. Em um caso bem mais grave, Leão colocou Diego para jogar apenas um minuto na final do Brasileiro de 2002, lembram-se?

Clique aqui e entenda mais sobre edema muscular, nesta boa matéria do blog de Jafé Alves.

Entrevista de Marcelo Fernandes:
“Sabemos que o Palmeiras virá pra cima, mas o Santos não ficará acuado”

Santos e Unicef, tudo a ver:

História: como foi a decisão de 1959:

Museu Pelé patrocinará o Santos nestas finais

Clique aqui para ler matéria em A Tribuna sobre o patrocínio do Museu Pelé ao Santos nestas finais do Campeonato Paulista

E pra você, como o Santos jogará sem Robinho?


Os fortes e os fracos do Santos

Museu Pelé patrocinará o Santos nestas finais

Clique aqui para ler matéria em A Tribuna sobre o patrocínio do Museu Pelé ao Santos nestas finais do Campeonato Paulista

Os fortes e os fracos do Santos

Geuvânio e Gabigol
Na alegria e no talento dos Meninos, a força do Santos (Ivan Storti/Santos FC).

A mídia tem ressaltado a diferença de arrecadação de bilheteria entre Santos e Palmeiras este ano. Realmente, é abissal. O Santos também tem tido problemas sérios para aumentar o seu quadro associativo e conseguir patrocínio, mas todas essas dificuldades estão no mesmo pacote que trata da gestão, do marketing, da administração do clube. Se futebol fosse só isso, o Santos estaria perdido. Mas, felizmente, não é. Ainda há futebol no futebol e esta é a tábua de salvação do Glorioso Alvinegro Praiano.

Ainda há lugar para dribles como os de Robinho, arrancadas como as de Geuvânio, controle do tempo e do espaço em campo, como faz Lucas Lima. Ainda há lugar para a habilidade, a beleza, a emoção. Temos de admitir que se o Santos, hoje, é um clube pobre no aspecto financeiro, que não consegue segurar seus ídolos e fatia o passe de suas revelações para se manter vivo, a verdade é que é de uma riqueza enorme quando o assunto é apenas e tão somente futebol.

Isso porque há uma cultura no Santos voltada para o talento, o virtuosismo, o trato carinhoso com a bola e a busca eterna do gol – qualidades que ainda tornam o futebol brasileiro digno de ser visto. Sim, porque por mais que estádios novos sejam atraentes, as pessoas não pagam para vê-los, e sim para apreciar os artistas que se apresentam neles.

Cultivar essa cultura da habilidade e aperfeiçoar indefinidamente esse dom de transformar jovens tímidos em deuses dos gramados são prerrogativas essenciais para que o Santos se mantenha no topo do futebol, apesar de suas agruras financeiras. Por isso, nós, santistas, chegamos a ser chatos com o jogador sem familiaridade com a bola, com aquele que não consegue dominá-la e muito menos dar a ela um destino nobre.

Por isso também, outro dia, critiquei Gabriel por não ter o pé direito. Um atacante precisa ter, pois lhe dá 100% a mais de possibilidades de criar jogadas e chegar ao gol adversário. Mas não dá para ser um craque apenas com o pé esquerdo? Sim, mas é muito mais difícil. E se me preocupo com Gabriel é porque sei que ele pode vir a ser um dos grandes atacantes do futebol brasileiro. Desde que esteja disposto a pagar o preço desse status.

Sempre elogiei a versatilidade de Felipe Anderson, muito mal aproveitado no Santos. Hoje vejo que o rapaz é considerado um craque na Lazio e um dos destaques do futebol italiano. Mesmo sendo prioritariamente destro, está fazendo jogadas e marcando gols com os dois pés, até de fora da área. O que nos dá orgulho é que se formou no CT Rei Pelé, onde absorveu muito bem a cultura atávica do Santos que valoriza o talento.

Ao vermos uma partida de futevôlei entre Renato/Edinho contra Robinho /Elano, ou uma brincadeira de freestyle entre Robinho e o goleiro Vladimir (que Robinho anuncia como o goleiro mais habilidoso do mundo), percebemos como ser um bom jogador de futebol, como exercer controle sobre a bola é essencial no ambiente do Santos.

Um dia o nosso Santos terá um estádio à sua altura, bons patrocinadores, muitos associados e não viverá às voltas com dívidas e gestões pouco transparentes. O importante, porém, é que mantenha essa alegria de jogar e esse respeito pela essencial e adorada bola.

A seguir, imagens do jeito santista de lidar com a bola:

Clique aqui para ver Hitler emputecido de ver o Santos na final de novo

E pra você, quais são os pontos fortes e fracos do Santos?


Robinho de chinelos, reforços e o Clássico dos Clássicos

Robinho apareceu de chinelos no CT Rei Pelé e já se especula se ele jogará ou não a primeira partida contra o Palmeiras, domingo, no estádio palmeirense. Não creio que ele estará cem por cento na hora do jogo, mas algo me diz que ele não ficará de fora da primeira partida da decisão.

Algo também me diz que dificilmente ele permanecerá no Santos após o Paulistão. O rico mercado norte-americano parece um caminho viável para o 7 santista. A única forma de garantir seu salário seria conseguir algum patrocínio urgentemente, mas o histórico do clube não indica que isso seja possível. Outro que deverá sair após o Paulista é Lucas Lima.

Se não dá para pagar o que pedem para renovar contrato, paciência. A vida segue e o clube precisa buscar novos reforços menos caros. Até aqui o departamento de futebol da gestão Modesto Roma, no que tange a dispensas e contratações, tem sido eficiente. Pelos nomes comentados, parece que manterá o bom desempenho.

Só acho que o interesse em um jogador não deve ser anunciado antes que o negócio se concretize, pois do contrário o Santos agirá como cantor de churrascaria, que canta para os outros comerem. Até agora não se tem uma confirmação de que Rafael Longuine, do Audax, foi mesmo contratado.

Agora se fala no interesse do jogador de meio-campo Ricardinho, 29 anos, do Ceará. Pelo estilo de jogo, creio que o Santos já se prepara para uma provável ausência de Lucas Lima no Campeonato Brasileiro. Outros bons nomes cogitados são os atacantes Lucca, do Criciúma, e Crislan, da Penapolense; o meia Alan Ruiz, do San Lorenzo; o volante Fernando Bob, da Ponte Preta, e os goleiros Roberto, do XV de Piracicaba, e Henal, do São Bento.

Clássico dos Clássicos

Assim como fiz com Celso Unzelte, dividindo a autoria do livro “O Grande Jogo”, que conta a história dos confrontos entre Santos e Corinthians, um dia farei um com o jornalista Mauro Beting, lembrando, desde o início, os duelos entre Santos e Palmeiras, que eu e o Mauro resolvemos rebatizar de “O Clássico dos Clássicos”, pois se caracteriza pela boa técnica.

Veja como joga o tal de Ricardinho:

Agora aprecie algumas jogadas de Rafael Longuine:

Até que ponto Robinho faz falta a este Santos?


Só alegria!

A alegria dos santistas, pela lente de Ivan Storti:
Robinho
Gustavo Henrique e Lucas Crispim
Geuvânio
Ricardo Oliveira
Geuvânio
Renato
Victor Ferraz
Elano
Marcelo Fernandes
Lucas Crispim
David Braz e Fernando Fernandez

Mas Ricardo Oliveira admite que pode sair:

Reveja o motivo da festa:

Para você, quanto Ricardo Oliveira merece ganhar por mês?


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