Acho que nem tenho muito o que dizer, pois tudo o que poderia falar do jogo, ou quase tudo, já revelei no post de apresentação da partida. Infelizmente, o que nós, santistas, prevíamos, aconteceu, de cabo a rabo. Meu erro foi ter esquecido que o Chapecoense tinha, sim, um ex-jogador do Santos, o potiguar Apodi, lateral-direito de 1,72, 28 anos, que aos 21 anos, em 2008, permaneceu alguns meses emprestado ao Santos. Pois neste domingo, como era previsível, ele deitou e rolou pra cima da defesa santista e marcou um belo gol de perna esquerda, aos 20m56s do primeiro tempo.

O Chapecoense entrou determinado a marcar um gol, marcou e depois segurou o Santos sem grandes dificuldades. O Alvinegro Praiano foi nulo no primeiro tempo e só a partir da metade do segundo é que começou a criar chances de gol.

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De qualquer forma, assim como em outros jogos que tem feito longe da aconchegante Vila Belmiro, a impressão que o time deu é que o jogo poderia demorar mais três dias e três noites e o gol santista não sairia. Na melhor oportunidade, Robinho recebeu de Ricardo Oliveira na cara do gol, mas chutou e o goleiro Danilo fez a grande defesa da partida.

Ricardo Oliveira, artilheiro do Campeonato Paulista, deu dois chutes a gol, mas nenhum acertou o retângulo de sete metros; Rafael Longuine falhou quando teve uma chance na pequena área; Geuvânio bateu cabeça aqui e ali, mas não acertou um chute a gol, e Robinho correu, tentou, mas não acertou a maioria das jogadas. Enfim, uma tarde lamentável para o ataque santista.

Bem, em três jogos o Santos já perdeu a invencibilidade e já está no meio da tabela, o que parece ser novamente a sua sina em mais um Campeonato Brasileiro. Com um time que, fora de casa, pode perder para qualquer um, a situação ficará difícil mesmo. Ao invés de esperar por uma vaga no G4, talvez o mais sensato seja torcer para que o time não caia para o Z4.

Atuações

Vladimir – O chute de Apodi era defensável. 4.
Victor Ferraz – Bem marcado, atacou pouco. 4.
Werley – De regular pra baixo. 4.
David Braz – Falhou no gol, ao levar um drible fácil de Apodi. Inseguro. 3.
Chiquinho – Não conseguiu marcar o rápido Apodi e não apoiou bem. 3.
Valencia – Saiu depois de se machucar e pisar na bola duas vezes. 2.
Lucas Otávio o substituiu e mostrou-se errático e inseguro. 4.
Leandrinho – Teve mais uma chance de fazer uma grande partida. Mas se escondeu. 4. Rafael Longuine entrou no seu lugar e perdeu um gol, mas ao menos correu. 4.
Lucas Lima – O único que cria alguma coisa e dificilmente perde a bola. 5.
Geuvânio – Mais peladeiro do que nunca. 3.
Ricardo Oliveira – Mesmo sozinho, fez alguma coisa. Mas pouco. 4.
Robinho – Nervoso, levou cartão amarelo e quase vai expulso. Mas tentou alguma coisa. 4.

Marcelo Fernandes – O Brasil sabia do perigo das avançadas de Apodi, mas Fernandes só se lembrou delas quando estava sendo expulso do campo. não conseguiu fazer o time jogar no primeiro tempo. 4.

Juizão Jailson complicador

O Chapecoense fez tudo o que deveria para ganhar o jogo. Lutou como um leão e ainda, com a ajuda da torcida, pressionou a arbitragem, que acabou sendo condescendente com o time local. Este Jailson Macedo Freitas, da Bahia, começou parecendo que imporia respeito, ao dar um amarelo, por reclamação, a Rafael Lima, do Chapecoense, mas aos 13 minutos Geuvânio sofreu falta por trás de Bruno Silva e o juizão economizou o cartão. Também tivemos laterais invertidos e impedimentos não vistos, todos contra o Santos. Aos 17 minutos, Valencia estava caído, o jogo paralisado, e o senhor Jailson permitiu que o Chapecoense cobrasse rápido e quase marcasse o gol. Por reclamar por esta jogada é que Marcelo Fernandes foi expulso. Mesmo assim, porém, não dá para dizer que o Santos perdeu por causa da arbitragem.

Escalações

Chapecoense: Danilo; Apodi, Rafael Lima, Vilson e Dener; Bruno Silva, Elicarlos, Gil e Camilo (Hyoran); Roger (Edmílson) e Ananias (Vagner). Técnico: Marcos Benato / Vinícius Eutrópio.

Santos: Vladimir, Victor Ferraz, Werley, David Braz e Chiquinho; Valencia (Lucas Otávio); Leandrinho (Rafael Longuine) e Lucas Lima; Geuvânio, Robinho e Ricardo Oliveira. Técnico: Marcelo Fernandes.


E pra você, o que significa este Chapecoense 1 x 0 Santos?