Santos chega a Chapecó para jogar na Vila Belmiro deles:

Meus amigos, aqui não é o jornalista que está falando, é o torcedor mesmo. Já faço essa prevenção porque preciso confessar que o jogo contra o Chapecoense está me incomodando desde quando vi a tabela. Não importa que mesmo lá em Chapecó o colunista Rodrigo Goulart escreva que o Santos é um time forte, poderoso etc, etc. Nós, santistas, e santistas há mais de meio século, sabemos muito bem como tem sido angustiante torcer para o querido Alvinegro Praiano quando ele joga no campo do adversário.

Não é apenas cisma nem superstição. Os números comprovam. Desde 17 de março, quando bateu o Londrina por 1 a 0, com aquele gol de pênalti cobrado por Robinho, o Santos não sabe o que é sair vitorioso no campo do adversário. De lá para cá foram seis jogos, com três empates e três derrotas.

O pior é que não importa o poder do time ou a categoria de seus jogadores, não importa se o Santos tem o controle da bola e o domínio do jogo, ou se cria muito mais oportunidades de gol… No final, invariavelmente, veremos os adversários comemorarem e os santistas alegarem cansaço, falta de sorte, falta de pontaria ou falta de alguma outra coisa.

Cada escanteio, cada chute de longe, cada jogada ofensiva do adversário, mesmo aquelas na base da correria, podem acabar no fundo da rede do Santos. Bolas centradas na área, então, são o maior perigo. De repente um zagueiro deixa pro outro, que deixa pro goleiro e um atacante adversário entra no meio e faz o gol…

Ainda bem que desta vez o adversário não tem nenhum ex-santista, principalmente daqueles que saíram brigados do clube. Porque, se tivesse, pode crer que ele iria deitar e rolar. A lista de jogadores relacionados pelo técnico Vinícius Eutrópio para a partida é a seguinte: Danilo, João Paulo, Nivaldo, Apodí, Rafael Lima,Neto, Vilson, Abuda, Dener, Wanderson, Elicarlos, Gil, Bruno Silva, Wagner, Ananias, Hyoran, Roger, Bruno Rangel, Edmilson, Nenén, Camilo e Maranhão.

Desses, eu sei que o ataque deve ser formado por Roger, aquele que passou pelo São Paulo e pela Ponte Preta, e Ananias. Não conheço esse Ananias, mas tem nome de quem pode viver um dia de Pelé em cima do Santos. Outros nomes do Chapecoense que, por mais de um motivo, me metem medo: Apodi, Dener, Elicarlos e Camilo. Sim, somando tudo, dá seis, mais de meio time.

Em Chapecó o pessoal sabe que em jogos assim, em casa, não podem deixar de marcar pontos, de preferência três. portanto, que Santos se prepare para uma batalha corrida e suada. No único jogo que fez em casa, na estréia do Brasileiro, o Chapecoense, empurrado por sua torcida, virou para cima do Coritiba, vencendo por 2 a 1. Naquela partida, o público total foi de 5.688 pagantes (não falei que lembrava a Vila Belmiro?). Mas contra o Santos deverá ser maior…

As presenças de Lucas Lima, Robinho e Ricardo Oliveira são anunciadas com destaque pela mídia local. Para se ter uma ideia, o ingresso mais barato, da geral, está sendo vendido a 80 reais. Mas, ao mesmo tempo que admira o Santos, os chapecoenses querem derrotá-lo fragorosamente. Se entrar com pé mole, pode crer que o Alvinegro Praiano levará chumbo.

O técnico Marcelo Fernandes deve escalar o mesmo time de sempre. Sua única dúvida parece estar entre Renato e Leandrinho. Acho que enquanto todos estão com fôlego, o time joga bem, toca a bola melhor do que o adversário e cria boas oportunidades. Porém, se não mata o jogo, depois toma sufoco e leva o empate, ou acaba perdendo mais uma.

Pra gente se prevenir, vejamos os melhores momentos de Chapecoense e Coritiba. Repare como o time catarinense buscou a vitória:

Chapecoense x Santos
Estádio Arena Condá, Chapecó, 24/05/2015, 16 horas
Arbitragem: Jailson Macedo Freitas (BA), auxiliado por Bruno Raphael Pires (GO) e Jose Reinaldo Nascimento Junior (DF).
Chapecoense: Danilo, Apodi, Rafael Lima, Vilson e Dener; Bruno Silva, Elicarlos, Gil e Camilo; Roger e Ananias. Técnico: Vinícius Eutrópio.
Santos: Vladimir, Victor Ferraz, Werley, David Braz e Chiquinho; Valencia; Renato (Leandrinho) e Lucas Lima; Geuvânio, Robinho e Ricardo Oliveira. Técnico: Marcelo Fernandes.

Nessa o Geuvânio foi muito além do futebol:

E você, tem medo de quê no jogo de hoje?