Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: junho 2015 (page 1 of 5)

Não $ão lagrima$ que $egurarão Robinho


A família Robinho (Foto: Ivan Storti)

O presidente Modesto Roma parece a mulher de um amigo meu. Ela não sabe e não consegue ganhar um centavo, mas é sempre criativa na hora de gastar dinheiro. Se precisar, apela para cenas melodramáticas para conseguir o que quer. Agora, Roma quer convencer Robinho a ficar na Vila Belmiro, mesmo sabendo que o clube chinês Ghangzou Evergrande, que já contratou o técnico Luiz Felipe Scolari e o volante Paulinho, oferece ao atacante do Santos um contrato de três anos com salário mensal equivalente a 3,5 milhões de reais. Discutir o quê?!

Se o máximo que o Santos (não) pode pagar é 800 mil reais por mês, o que o presidente tem de perder tempo ao tentar apelar para os sentimentos de Robinho? Acho que o Robson ama o Santos, mas a diferença é muito grande. Por outro lado, um clube em situação financeira tão crítica, deveria estar pensando em ganhar mais dinheiro e não em gastar o pouco que (não) tem.

Robinho tem 31 anos e meio, portanto está próximo do ocaso de sua carreira. E tem mulher e filhos para sustentar e lhes garantir o futuro. Por que se arriscaria a ficar no Santos, onde ganhará 25% do que pagarão os chineses, será muito cobrado e talvez nem receba em dia? Coloquemo-nos no lugar do Robson de Souza, só um pouquinho.

A mulher do amigo meu, quero dizer, nosso emotivo presidente, tem é de voltar sua atenção e sua energia aos milhões de santistas que só esperam sinais claros de mais seriedade, determinação e profissionalismo desta diretoria para colaborar mais ativamente com o clube, comparecendo aos jogos e entrando para o quadro de sócios do Santos.

Ao dar sinais de que está se convalescendo desse grande mal que o aflige, o Santos trará de volta a confiança do torcedor, um bem que está perdendo a cada dia. Como diz minha sábia mãe, “vão-se os anéis, ficam os dedos”. Que Robinho possa seguir o seu caminho livremente, sem rancores. Devemos agradecer-lhe por tudo o que fez e faz pelo Santos. Mas devemos nos conscientizar de que mais importante do que Robinho ou do que qualquer outro jogador, é o Santos Futebol Clube.

O fim inevitável:

Time dos Sonhos comprova que o Santos foi bem melhor do que o Real Madrid de Puskas e Di Stéfano

time dos sonhos - autor lendo trecho do livro para Robinho

Na terceira edição do livro Time dos Sonhos, a mesma que será reimpressa pelo processo de crowdfunding, ou financiamento coletivo, eu comparo o Santos bicampeão mundial de 1962/63 com o Real Madrid de Puskas e Di Stéfano, campeão do mundo de 1960, que alguns jornalistas defendiam ser o melhor time de todos os tempos.

É importante pesquisar, checar os fatos, antes de se formar uma opinião. Time dos Sonhos mostra aspectos da vida do Santos que passaram batidos pela imprensa esportiva brasileira. Por isso eu e outros profissionais, além do pessoal da Kickcante, estamos tão empenhados em relançá-lo.

Lembro que com apenas 70 reais você garantirá um exemplar livro, uma verdadeira bíblia, com 528 páginas, e ainda terá o seu nome impresso no capítulo final da obra. Estou feliz com a receptividade cada vez maior da campanha. Se ainda não kickou, kicke. Agradeço e afirmo que não se arrependerá.

Clique aqui para conhecer quem concorda que o Santos foi o melhor time de todos os tempos

E pra você, qual a chance de Robinho ficar no Santos?


1 falha = + 1 derrota

Valdívia cruza, erra o chute, pega Vladimir adiantado e faz, aos 32 minutos do segundo tempo, o gol solitário da vitória do Inter. Para completar, David Braz, que não tem jogado bem, reclama do árbitro Dewson Freitas Silva – um tipo que só tem coragem para expulsar jogador do time visitante – e leva o segundo amarelo e o vermelho. Assim, em alguns segundos, o Santos, que fazia um jogo equilibrado, perdeu mais uma partida neste Brasileiro.

Digo que foi uma falha porque sair do gol é a grande dificuldade do goleiro santista. No primeiro tempo ele já tinha ficado no meio do caminho em um cruzamento cabeceado no travessão. No lance de Valdívia adiantou-se para cortar o cruzamento e foi encoberto.

Arrisco-me a dizer que se este jogo fosse na Vila Belmiro, no Pacaembu, ou em qualquer lugar com mando de campo e torcida do Santos, o Alvinegro Praiano poderia vencer até com facilidade, pois o time gaúcho, recheado de jogadores de sua base, não chegou a dominar a partida e apresentou muitas falhas, mesmo atuando no Beira-Rio.

O Santos não jogou mal, mas faltou algo intangível, que é a vontade, a determinação de sair de campo com a vitória, algo que ele só demonstra quando joga em casa. O time foi melhor e teve mais oportunidades no primeiro tempo. Caiu um pouco, mas ainda equilibrava a partida no segundo quando sofreu o gol espírita de Valdívia, a 15 minutos para o final.

De qualquer forma, deu para constatar, mais uma vez, que mesmo sem Robinho o Santos pode jogar bem e aspirar vitórias, até em partidas fora de casa. É mais uma questão psicológica do que técnica ou tática. Mas quem sabe se Rafael Longuine pudesse jogar, a sorte da equipe seria diferente.

O certo é que será preciso ter tranqüilidade para buscar os pontos necessários para fugir do rebaixamento, o que parece ser o único objetivo da equipe neste campeonato. Com 10 pontos em nove jogos, o Santos ocupa a 14ª posição e está três pontos acima da zona de rebaixamento. Na próxima quinta-feira jogará contra o Fluminense no Rio de Janeiro, em outro jogo no qual o adversário será o favorito.

Mesmo fazendo campanha ruim no Brasileiro, o Inter atraiu um público de 22.495 pagantes (26.143 no total, com renda de R$ 618.895.

Atuações dos santistas

Vladimir – Teve altos e baixos, mas sai mal do gol, solta muitas bolas e não inspira confiança. Muitos santistas ainda o veem como o reserva de Vanderlei que entrou nas finais do Campeonato Paulista e foi ficando. Mas acho que está na hora de o titular voltar. 4.
Daniel Guedes – Está tendo oportunidades para mostrar que merece ser titular. E não está aproveitando. 4.
Werley – Regular, mas não pode sair jogando. 5.
David Braz – Tem jogado mal partidas seguidas. Expulsão boba tirou a chance de reação do time. 3.
Victor Ferraz – Melhorou quando passou para a lateral-direita. Regular. 5.
Lucas Otávio – Perde todos pelo alto e no jogo de corpo, mas mesmo assim rouba muitas bolas e erra poucos passes. 5,5.
Thiago Maia – Para um rapaz tão jovem, mostra personalidade. Agradável surpresa. 5,5.
Lucas Lima – Comandou o meio-campo, mas desta vez não encaixou nenhuma grande assistência. Pena não ter um chute potente. 7.
Geuvânio – Tentou, correu, batalhou. Caiu muito no segundo tempo. 5,5.
Ricardo Oliveira – Isolado, pegou pouco na bola e fez o que pode. 5,5.
Gabriel – Continua com os problemas crônicos de só jogar com a esquerda e errar a última bola, mas se esforçou mais e ajudou a defesa. 5,5.
Marcelo Fernandes/Serginho – Não tiveram culpa no resultado. Armaram o time para jogar de igual para igual e isso foi feito. As chances surgiram, mas não foram aproveitadas. O gol da derrota veio em um lance fortuito. 6.
Dos jogadores que entraram, Caju, mesmo um tanto estabanado, mostrou que deve voltar a ser titular da lateral-esquerda, com Victor Ferraz passando para a direita. 5. Neto Berola produziu menos do que Gabriel. 4,5. Marquinhos Gabriel também fez menos do que Geuvânio. 4.

E você, o que achou de Internacional 1 x 0 Santos?


Menos política, mais trabalho

Se hoje for um empate como este, está ótimo:

Pelo retrospecto dos dois times, a lógica no jogo deste domingo é uma vitória do Internacional. Mas o Santos foi um pouco melhor do que a lógica nos dois últimos jogos, ao empatar com o Atlético/Mo em Minas e vencer o Corinthians na Vila. Hoje um empate já seria, pelas circunstâncias, um bom resultado. Torçamos.

Treino no CT Rei Pelé
Rafael Longuine e Ricardo OLiveira treinam para pegar o Inter. Está na hora de um grande resultado fora de casa (Ricardo Saibun/ Santos FC).

O Santos vive uma situação financeira crítica devido a péssimas decisões de seus últimos administradores. Isso é fato que deve ser apurado com rigor. Porém, o clube não pode parar. A única forma de impedir o pior é trabalhar rápidamente e com eficácia.

Nestes dias, uma rápida passagem pelas mídias sociais e pelos blogs dedicados à torcida santista, deixa evidente que mesmo os que defendiam a eleição de Modesto Roma cobram uma atuação mais decisiva do dirigente.

Em seis meses de gestão, nada foi feito de prático com relação à valorização dos jogos (o clube continua repassando a terceiros a responsabilidade de organizar e promover seus mandos de jogo); à captação de mais sócios (ao contrário, o Santos perde associados a cada dia, sem nenhuma tentativa de retê-los); à concretização de um patrocinador master, a um novo acordo com a tevê, à criação de uma liga ou associação de clubes…

Meio ano já se passou e a caça às bruxas não tem fim. O santista concorda que as responsabilidades precisam ser apuradas e, caso se confirme o dolo, as medidas legais devem ser tomadas contra os antigos administradores, mas este não pode ser o único assunto ou objetivo desta diretoria, ou as paredes da Vila Belmiro se tornarão o muro das lamentações do futebol. É preciso arregaçar as mangas, falar menos e trabalhar mais.

Imagens de uma paixão

O Santos tem a felicidade de ter dois fotógrafos excepcionais cobrindo os seus jogos e treinos. São eles Ivan Storti e Ricardo Saibun. Agora, ambos estão lançando o livro “O Time da Virada”, mostrando, em lindas fotografias, a trajetória do Alvinegro Praiano no Campeonato Paulista de 2015. Vale a pena ter este belo livro em casa. Veja o vídeo do lançamento de “O time da virada”:

Time dos Sonhos comprova que o Santos foi bem melhor do que o Real Madrid de Puskas e Di Stéfano

time dos sonhos - autor lendo trecho do livro para Robinho

Na terceira edição do livro Time dos Sonhos, a mesma que será reimpressa pelo processo de crowdfunding, ou financiamento coletivo, eu comparo o Santos bicampeão mundial de 1962/63 com o Real Madrid de Puskas e Di Stéfano, campeão do mundo de 1960, que alguns jornalistas defendiam ser o melhor time de todos os tempos.

É importante pesquisar, checar os fatos, antes de se formar uma opinião. Time dos Sonhos mostra aspectos da vida do Santos que passaram batidos pela imprensa esportiva brasileira. Por isso eu e outros profissionais, além do pessoal da Kickcante, estamos tão empenhados em relançá-lo.

Lembro que com apenas 70 reais você garantirá um exemplar livro, uma verdadeira bíblia, com 528 páginas, e ainda terá o seu nome impresso no capítulo final da obra. Estou feliz com a receptividade cada vez maior da campanha. Se ainda não kickou, kicke. Agradeço e afirmo que não se arrependerá.

Clique aqui para conhecer quem concorda que o Santos foi o melhor time de todos os tempos

Você não acha que essa diretoria tem de fazer menos política e trabalhar mais?


7 incoerências de Roma

Contas de Odílio reprovadas por unanimidade

Na reunião extraordinária do Conselho Deliberativo do Santos, ontem à noite, foram reprovadas por unanimidade as contas da administração do presidente Odílio Rodrigues em 2014. As irregularidades foram tantas, que provavelmente o presidente Odílio Rodrigues, os integrantes do Comitê Gestor e da Comissão Fiscal sejam inquiridos judicialmente.

Não dá mesmo para entender como um clube que entrou o ano de 2014 com um orçamento de apenas R$ 4 milhões para contratações de jogadores, mergulhou na aventura de pedir emprestados 13 milhões de euros à Doyen para contratar o discutido Leandro Damião, e fez isso sem pedir autorização para os conselheiros e sem respeitar o limite da data final do mandato de Odílio Rodrigues para o pagamento da dívida.

Para resumir, a dívida do Santos se aproxima de 500 milhões de reais e deve aumentar, pois as receitas previstas são bem menores do que as despesas. Só com juros e taxas bancárias o clube gastou 28 milhões de reais em 2014, soma que deve ser ainda maior em 2015. Assim, mesmo que pudesse vender todos os seus jogadores e usar todas as futuras entradas com patrocínio e verbas de tevê, entre outras, dos próximos seis anos, o total arrecadado daria para pagar apenas cerca da metade da dívida santista.

Calcula-se que mesmo que entregue a Vila Belmiro aos credores, o Santos continuará sendo um clube devedor. Em outras palavras, a situação é mais dramática do que se imagina. A única solução, além de negociar bem essa dívida, é trabalhar rápida e eficientemente para gerar mais receitas. Passou da hora de melhoras suas arrecadações nos jogos e atrair muito mais associados. Não dá para continuar chorando eternamente sobre o leite derramado. Daqui a pouco essa administração completará seis meses de inércia. Se houve irregularidades na administração anterior, que os responsáveis sejam chamados às barras da lei. Mas o clube tem de seguir em frente.

Clique aqui para saber porque as contas da administração do presidente Odílio Rodrigues em 2014 foram reprovadas unanimemente pelo Conselho Deliberativo do Santos

7 incoerências de Roma

O presidente Modesto Roma tropeçou na coerência na entrevista que deu à Fox e deixou claro que jogar no Pacaembu não é prioridade para sua gestão. Apertado pelo jornalista Fábio Rocco Sormani, Roma deu desculpas que não explicaram porque o clube insiste em perder dinheiro e visibilidade jogando na Vila Belmiro. É só somar os pontos para descobrir as sete incoerências do presidente santista.

1 – O presidente Modesto Roma disse que de 80 mil sócios, o Santos só pode contar com 28 mil adimplentes. Explicou essa grande inadimplência pelo fato de o clube oferecer muito pouco ao sócio. Faltou explicar, porém, que a maior vantagem de ser sócio do Santos é pagar meia entrada nos jogos, e se o clube só joga em um estádio que comporta 16 mil torcedores, obviamente boa parte desses sócios acabam desistindo de só contribuir, sem receber nada em troca.

2 – Para justificar mais jogos na Vila Belmiro, Roma disse que no Urbano Caldeira é preciso ter sete mil pagantes para o evento dar lucro, enquanto no Pacaembu é necessário ter no mínimo 14 mil pagantes. Faltou explicar por que as “despesas diversas” são tão altas no Pacaembu. Faltou entender, ainda, que jogar em um estádio maior satisfaria a um número maior de sócios e, consequentemente, a inadimplência não seria tão grande.

3 – Lembro-me que em uma entrevista há uns dois meses, Roma disse que o Santos jogaria várias vezes no Pacaembu neste Campeonato Brasileiro. Na Fox ele confirmou apenas três jogos, um deles contra o Chapecoense. Isso provocou um comentário justíssimo de Sormani, que quis saber por que apenas jogos menores, contra adversários sem grande expressão, são marcados para o Pacaembu. O presidente não soube responder.

4 – Roma disse que o Santos fará cinco jogos em arenas, citou apenas dois, contra Vasco e Flamengo. O problema é que jogará em centros nos quais os times cariocas têm mais torcedores. Isso é o mesmo que vender o mando de campo. Seria mais racional mandar os jogos em um estádio com a garantia de ter uma maioria de santistas. E por que deixar a organização dos jogos nas mãos de terceiros, quando o Santos poderia montar uma equipe para organizá-los? Bem, o próprio Roma confessou que ele e os demais membros do comitê gestor são amadores…

5 – Ao explicar por que Lucas Crispim foi emprestado ao Criciúma, enquanto o anônimo Marquinhos foi contratado do Audax, Roma disse que Crispim, revelado no Santos, foi ganhar experiência. Ora, Lucas Crispim jogou um campeonato pelo Vasco, um time de muito mais peso que o Audax. Ocorre que foi muito mal aproveitado pelo Santos.

6 – Quando instado a falar sobre a falência do Guarani, campeão brasileiro de 1978, que decidiu fechar suas portas, o presidente santista fez um discurso bonito e enfatizou que “está na hora de não pagar mais do que arrecada”. Ótimo que pense assim. Mas então, por que oferecer um salário acima do mercado para Robinho e ainda ter uma folha de pagamentos de quatro milhões de reais, se o Santos não arrecada isso mensalmente?

7 – Sobre o tempo que o Santos precisará para reequilibrar suas finanças, Roma disse que nem em seis anos isso ocorrerá, ou seja, o clube continuará no vermelho em toda a sua gestão e nos três anos da gestão posterior. Disse que o problema é endêmico e não acenou com nenhuma alternativa para resolve-lo. Ora, se era para aceitar o problema e não fazer nada para solucioná-lo, por que se candidatou a presidente do Santos?

Por que Time dos Sonhos é o melhor presente para um santista

time dos sonhos - autor lendo trecho do livro para Robinho

Um amigo me desafiou ontem: quis saber por que seria importante comprar o livro Time dos Sonhos por meio dessa campanha de crowdfunding, ou financiamento coletivo. Eu lhe respondi que além da qualidade gráfica e da quantidade enorme de informações que ele terá sobre a história do Santos, pagará apenas 70 reais, cerca da metade do preço do livro quando ele passar a ser vendido em livrarias. E participar desse crowdfunding dá outra vantagem, que é ter o nome no livro.

Ele quis saber como era esse negócio de ter o nome no livro, se seria uma espécie de carimbo ou algo assim. Expliquei que não. Ele terá realmente o nome no livro, em todos os exemplares impressos. O capítulo final de Time dos Sonhos será reservado para os nomes de quem participou do financiamento coletivo da obra.

Pedi para que analisasse a alegria de um santista que recebesse tal presente: além do livro, o nome completo dele impresso na obra. Esse último argumento convenceu meu amigo a fazer parte desse grupo especial que está possibilitando a reimpressão de Time dos Sonhos, o livro que além de contar a história do Santos, do nascimento até o título brasileiro de 2002, provou com fatos incontestáveis que a equipe bicampeã mundial de 1962/63 foi o melhor time de futebol de todos os tempos.

Clique aqui para conhecer a curiosa história do título do livro

E você, o que acha das afirmações do presidente Modesto Roma?


Há clubes que não podem errar. O Santos é um deles

Alguns clubes de futebol podem cometer grandes erros e mesmo assim continuar competitivos, com as finanças sob controle, um elenco forte e ganhando títulos. Recebem tanto dinheiro dos patrocinadores, da tevê, dos associados, das arrecadações, que agüentam o baque desses maus negócios sem deixar cair muito o nível. Há outros, entretanto, que já vivem no limiar da riqueza e da pobreza, e não podem errar. O Santos é um deles.

Depois do pior negócio do mundo, no caso a compra do limitado Leandro Damião por um valor absurdo, a diretoria do clube ainda cometeu o extremo desatino de atrasar os salários deste jogador por mais de três meses e assim lhe dar a oportunidade de obter o passe livre na justiça, naquela que se cristaliza como a ação técnico-financeira mais deficitária já perpetrada por um clube de futebol em toda a história do esporte.

Na ponta do lápis, somados valor do passe, juros, salários e tudo o que ainda precisa ser pago, Damião provocará um rombão de quase 100 milhões de reais, um absurdo para um clube que já começou 2014 endividado, segundo as próprias palavras do presidente Odílio Rodrigues, e mesmo assim, inexplicavelmente, decidiu entrar de cabeça no negócio.

Pois agora lemos que Cicinho, comprado por seis milhões de reais, será vendido por menos da metade. E o pior é que não há outro jeito, pois o jogador tem tido atuações ruins e irresponsáveis e é um peso morto no elenco santista. Quem sabe se retornando para a Ponte Preta ele volte a jogar algum futebol. No Santos, não dá mais mesmo.

Se tentássemos definir as últimas três administrações do Santos em poucas palavras, diríamos que Luis Álvaro Ribeiro começou bem, montando um time econômico e eficiente, mas logo permitiu que o ego tomasse conta de sua razão, transformou-se em um teomaníaco perdulário e deixou um clube endividado e com poucas perspectivas quando passou o bastão para Odílio Rodrigues. Este, não quis apenas administrar a crise, como seria seu dever. Decidiu fazer loucuras, entre elas a destrutiva contratação de Leandro Damião, no que foi apoiado por seus pares e mentores. O resultado foi catastrófico.

Agora, o clube exige um líder de visão ampla, muito mais administrador do que político. Não é hora de alimentar essa briga sem sentido entre santistas de Santos e da capital, é hora de fazer o que tem de ser feito para se retomar o crescimento: patrocínio, maiores arrecadações, campanha nacional de sócios e otimização do elenco.

No aspecto técnico, eu diria que a partir deste momento, de penúria financeira e pobreza técnica, os clubes brasileiros precisarão dar uma atenção especial à formação de jogadores, pois são estes jovens vindos da base que poderão manter suas equipes fortes e competitivas, já que o dinheiro para grandes contratações deverá escassear ainda mais.

Leio que o goleiro Cássio disse a Mário Sérgio, na Fox, que preferiria continuar jogando no Pacaembu, mas ter os salários em dia. Enquanto isso, os jogadores do Santos preferem jogar na Vila Belmiro, para um público máximo de sete mil pessoas, mas querem também ter os salários em dia. Percebe como essa conta não fecha? O Pacaembu é a vaca leiteira que alimentou o alvinegro da capital por anos a fio, mas é desprezado pelo Santos, que criou para si a crença de que só pode jogar como time grande na pequena Vila.

Como Time dos Sonhos foi escrito e impresso

time dos sonhos - autor lendo trecho do livro para Robinho

Só consegui terminar o livro Time dos Sonhos porque estava semi-empregado, como, infelizmente, é normal na vida de todo jornalista da imprensa escrita. Transformei limão em limonada naquele 2002 e concluí a obra que já tinha me ocupado cerca de 10 anos de trabalho. Conto essa história no link abaixo e aproveito para tentar convencer você, amigo leitor, amiga leitora, a entrar na campanha pela reimpressão do livro que revelou aspectos bem interessantes da história e dos desígnios santistas.

Entrando agora na campanha você garantirá um preço menor pelo livro, o seu nome impresso na obra e ainda poderá assegurar o seu lugar no coquetel de lançamento ou em um bate-papo comigo e outros historiadores do Santos, em um bom bar de São Paulo a ser definido. Garanto que você não irá se arrepender. Se há algo no Santos que é irrepreensível, é a sua história. Então, faça parte dela!

Clique aqui para saber como Time dos Sonhos foi escrito e impresso

E para você, quais têm sido os maiores erros dos dirigentes do Santos?


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