O técnico interino Serginho Chulapa está certo ao dizer que os técnicos brasileiros de hoje, no geral, são acomodados e aproveitadores. Agem assim porque os dirigentes dos clubes não entendem nada de futebol e não são bons administradores. Muitos desses dirigentes procuram um clube para tirar dele o dinheiro que não conseguiram ganhar trabalhando no mercado normal, em que é preciso currículo e eficiência para se ter um bom salário. Assim, para esses cartolas paraquedistas, é cômodo pagar caro a um técnico afamado e deixar que ele comande o time do jeito que quiser.

Veja, querido leitor e querida, bem-vinda e rara leitora (pela enquete, só 1% dos leitores deste blog são mulheres, que coisa…): No mesmo domingo em que o decantado Tite perdia para Serginho Chulapa na Vila Belmiro, em partida na qual o Santos jogou sem seis titulares; o discutido Dunga, histriônico técnico da Seleção Brasileira, enchia o time de volantes para, pasmem, agüentar a pressão e segurar a vitória contra a Venezuela, país cujo esporte mais popular é o beisebol.

Note, portanto, que os clubes brasileiros foram induzidos a pagar fortunas para técnicos que resolvem muito pouco. Só para lembrar, nomes há pouco cantados em prosa e verso, como Mano Menezes, Muricy Ramalho, Leão, Felipão e outros aos e inhos, estão vagando por aí ou já penduraram a prancheta. Se fossem tão bons, teriam lugar reservado nos grandes clubes.

Robinho e Lucas Lima vão embora mesmo

Acho que há uns dois meses postei um artigo exortando os santistas a irem a um jogo do Santos na Vila Belmiro, pois poderia ser a última vez que veríamos Robinho e Lucas Lima no Santos. De lá para cá muito se falou, se prometeu, mas a verdade é que o clube não tem como bancar os salários que o mercado pode pagar a ambos. Só mesmo uma parceria com um patrocinador poderia resolver a questão, mas essa parceria é bem improvável.

Contra a Venezuela, Robinho mostrou que é titular absoluto da Seleção de Dunga. Deixá-lo no banco enquanto Firmino, Fred e quetais usam a camisa amarelinha, é brincadeira de mau gosto. Lucas Lima é outro que tem lugar garantido no Escrete. Ambos estão por cima da carne seca. Os dois e mais Neymar, Willian e Daniel Alves farão a bola correr redondinha no time do Dunga. Não há, infelizmente, como o Santos segurar jogadores tão valorizados pelo mercado. Paciência.

Ao que tudo indica, Robinho irá para o Querétaro, do México, no lugar de estrela que antes era de Ronaldinho Gaúcho. E Lucas Lima é cotado no Milan. Talvez os nomes dos clubes mudem, mas o certo é que deverão ir e o santista deve se conformar. O jeito é contar com o que é possível , preparar melhor e valorizar os garotos, efetivar Rafael Longuine como titular e seguir em frente.

Time dos Sonhos será relançado, pode confiar. E apoiar

time dos sonhos - autor lendo trecho do livro para Robinho

Tenho encontrado santistas com algumas dúvidas com relação “a esse negócio de crowdfunding”, ou financiamento coletivo. Querem saber, por exemplo, se o livro Time dos Sonhos será republicado mesmo que o total arrecadado com a campanha fique muito aquém da meta de 70 mil reais; se haverá coquetel de lançamento se um número muito pequeno de pessoas comprar essa recompensa; se nenhum patrocinador adquirir uma das três cotas de 10 mil reais; se…; se…

A todos respondo o mesmo. Time dos Sonhos será reimpresso, com uma qualidade gráfica equivalente ou superior à original: no mesmo formato 21 x 25 cm, com as mesmas 528 páginas, com o miolo em papel offset 90 gramas, a capa em papel Cartão Royal e lombada quadrada. Enfim, um livro atraente, para você guardar com carinho e consultar sempre que quiser lembrar passagens marcantes da história do Santos desde a sua fundação até o título brasileiro de 2002.

Quem garante que o livro será publicado é o autor da campanha, no caso este humilde blogueiro que vos fala. E a vantagem de se associar à campanha desde já é pegar um preço melhor pelo livro e pelas recompensas e já garantir o nome no último capítulo, o que só pode ser feito antes da impressão da obra, obviamente.

Clique aqui para ver como vai a campanha para a reimpressão de Time dos Sonhos. Perceba como tudo é transparente. E participe!

Michel Laurence ganha “livro homenagem” com causos do futebol
Por Rafael Miramoto


Repórter, Michel foi escalado para cobrir o Santos e acabou se apaixonando pelo time e por Pelé. O projeto do livro, iniciado pelo jornalista, foi concluído pela esposa Rose Guirro e será lançado pela Realejo Livros

Um dos mais importantes e influentes jornalistas esportivos das últimas décadas, o franco-brasileiro Michel Laurence, falecido em 2014, será homenageado com um livro de causos sobre Futebol e Jornalismo. O projeto, ensaiado pelo próprio Laurence nos últimos anos de vida, está sendo realizado pela Realejo Livros, com textos reunidos pela esposa, Rose Guirro, com supervisão do editor José Luiz Tahan.

Com o título ‘Michel Laurence – Causos da Bola’, o livro reúne histórias narradas pelo próprio Laurence (que construiu uma trajetória de 51 anos no jornalismo esportivo) e tem prefácio dos narradores Galvão Bueno e Cléber Machado, da TV Globo, onde trabalhou por vários anos e construiu uma relação de amizade com ambos.

A pré-venda já teve início através do portal de ‘crowdfunding’ (financiamento coletivo) Kickante, com recompensas a partir de R$ 15,00. Entre elas, por R$ 50,00, o comprador pode ter seu nome impresso no livro, entre os agradecimentos, e garantir vaga no evento de lançamento, que acontecerá no restaurante Lenhareto, em São Paulo, o preferido do jornalista. O endereço da campanha éwww.kickante.com.br/michel.

Michel Laurence, uma vida para o jornalismo esportivo

Ao longo de 51 anos dedicados ao jornalismo esportivo, Laurence cobriu oito Copas do Mundo, integrou a primeira equipe da revista Placar e foi um dos criadores do troféu Bola de Prata, dado anualmente pela revista aos melhores jogadores do Campeonato nacional desde 1970.

Ganhou um Prêmio Esso com uma série de reportagens chamada ‘O jogador é um escravo’ (Jornal da Tarde) e, com sua série de reportagens “A falência dos cartolas”, inspirou a criação do modelo atual do Campeonato Brasileiro.

“No Jornal da Tarde, conheceu Pelé, pois pediu para cobrir o Santos, que virou seu time de coração. Escreveu reportagens antológicas com Pelé, como uma exclusiva na qual o jogador contou a ele que iria parar de jogar”, conta Rose Guirro.

Na TV Globo, participou do nascimento do “Globo Esporte” e da transformação do “Esporte Espetacular” (que era composto por vídeos norte-americanos) em um programa feito no Brasil. Na TV Cultura, foi um dos responsáveis pelo lançamento dos programas “Cartão Verde” e “Grandes Momentos do Esporte”.

Em 2008, lançou o blog “Jogo Mais que Perfeito”, no IG, onde contava seus causos – muitos dos quais estão no livro.

E você, o que acha disso tudo?