Contas de Odílio reprovadas por unanimidade

Na reunião extraordinária do Conselho Deliberativo do Santos, ontem à noite, foram reprovadas por unanimidade as contas da administração do presidente Odílio Rodrigues em 2014. As irregularidades foram tantas, que provavelmente o presidente Odílio Rodrigues, os integrantes do Comitê Gestor e da Comissão Fiscal sejam inquiridos judicialmente.

Não dá mesmo para entender como um clube que entrou o ano de 2014 com um orçamento de apenas R$ 4 milhões para contratações de jogadores, mergulhou na aventura de pedir emprestados 13 milhões de euros à Doyen para contratar o discutido Leandro Damião, e fez isso sem pedir autorização para os conselheiros e sem respeitar o limite da data final do mandato de Odílio Rodrigues para o pagamento da dívida.

Para resumir, a dívida do Santos se aproxima de 500 milhões de reais e deve aumentar, pois as receitas previstas são bem menores do que as despesas. Só com juros e taxas bancárias o clube gastou 28 milhões de reais em 2014, soma que deve ser ainda maior em 2015. Assim, mesmo que pudesse vender todos os seus jogadores e usar todas as futuras entradas com patrocínio e verbas de tevê, entre outras, dos próximos seis anos, o total arrecadado daria para pagar apenas cerca da metade da dívida santista.

Calcula-se que mesmo que entregue a Vila Belmiro aos credores, o Santos continuará sendo um clube devedor. Em outras palavras, a situação é mais dramática do que se imagina. A única solução, além de negociar bem essa dívida, é trabalhar rápida e eficientemente para gerar mais receitas. Passou da hora de melhoras suas arrecadações nos jogos e atrair muito mais associados. Não dá para continuar chorando eternamente sobre o leite derramado. Daqui a pouco essa administração completará seis meses de inércia. Se houve irregularidades na administração anterior, que os responsáveis sejam chamados às barras da lei. Mas o clube tem de seguir em frente.

Clique aqui para saber porque as contas da administração do presidente Odílio Rodrigues em 2014 foram reprovadas unanimemente pelo Conselho Deliberativo do Santos

7 incoerências de Roma

O presidente Modesto Roma tropeçou na coerência na entrevista que deu à Fox e deixou claro que jogar no Pacaembu não é prioridade para sua gestão. Apertado pelo jornalista Fábio Rocco Sormani, Roma deu desculpas que não explicaram porque o clube insiste em perder dinheiro e visibilidade jogando na Vila Belmiro. É só somar os pontos para descobrir as sete incoerências do presidente santista.

1 – O presidente Modesto Roma disse que de 80 mil sócios, o Santos só pode contar com 28 mil adimplentes. Explicou essa grande inadimplência pelo fato de o clube oferecer muito pouco ao sócio. Faltou explicar, porém, que a maior vantagem de ser sócio do Santos é pagar meia entrada nos jogos, e se o clube só joga em um estádio que comporta 16 mil torcedores, obviamente boa parte desses sócios acabam desistindo de só contribuir, sem receber nada em troca.

2 – Para justificar mais jogos na Vila Belmiro, Roma disse que no Urbano Caldeira é preciso ter sete mil pagantes para o evento dar lucro, enquanto no Pacaembu é necessário ter no mínimo 14 mil pagantes. Faltou explicar por que as “despesas diversas” são tão altas no Pacaembu. Faltou entender, ainda, que jogar em um estádio maior satisfaria a um número maior de sócios e, consequentemente, a inadimplência não seria tão grande.

3 – Lembro-me que em uma entrevista há uns dois meses, Roma disse que o Santos jogaria várias vezes no Pacaembu neste Campeonato Brasileiro. Na Fox ele confirmou apenas três jogos, um deles contra o Chapecoense. Isso provocou um comentário justíssimo de Sormani, que quis saber por que apenas jogos menores, contra adversários sem grande expressão, são marcados para o Pacaembu. O presidente não soube responder.

4 – Roma disse que o Santos fará cinco jogos em arenas, citou apenas dois, contra Vasco e Flamengo. O problema é que jogará em centros nos quais os times cariocas têm mais torcedores. Isso é o mesmo que vender o mando de campo. Seria mais racional mandar os jogos em um estádio com a garantia de ter uma maioria de santistas. E por que deixar a organização dos jogos nas mãos de terceiros, quando o Santos poderia montar uma equipe para organizá-los? Bem, o próprio Roma confessou que ele e os demais membros do comitê gestor são amadores…

5 – Ao explicar por que Lucas Crispim foi emprestado ao Criciúma, enquanto o anônimo Marquinhos foi contratado do Audax, Roma disse que Crispim, revelado no Santos, foi ganhar experiência. Ora, Lucas Crispim jogou um campeonato pelo Vasco, um time de muito mais peso que o Audax. Ocorre que foi muito mal aproveitado pelo Santos.

6 – Quando instado a falar sobre a falência do Guarani, campeão brasileiro de 1978, que decidiu fechar suas portas, o presidente santista fez um discurso bonito e enfatizou que “está na hora de não pagar mais do que arrecada”. Ótimo que pense assim. Mas então, por que oferecer um salário acima do mercado para Robinho e ainda ter uma folha de pagamentos de quatro milhões de reais, se o Santos não arrecada isso mensalmente?

7 – Sobre o tempo que o Santos precisará para reequilibrar suas finanças, Roma disse que nem em seis anos isso ocorrerá, ou seja, o clube continuará no vermelho em toda a sua gestão e nos três anos da gestão posterior. Disse que o problema é endêmico e não acenou com nenhuma alternativa para resolve-lo. Ora, se era para aceitar o problema e não fazer nada para solucioná-lo, por que se candidatou a presidente do Santos?

Por que Time dos Sonhos é o melhor presente para um santista

time dos sonhos - autor lendo trecho do livro para Robinho

Um amigo me desafiou ontem: quis saber por que seria importante comprar o livro Time dos Sonhos por meio dessa campanha de crowdfunding, ou financiamento coletivo. Eu lhe respondi que além da qualidade gráfica e da quantidade enorme de informações que ele terá sobre a história do Santos, pagará apenas 70 reais, cerca da metade do preço do livro quando ele passar a ser vendido em livrarias. E participar desse crowdfunding dá outra vantagem, que é ter o nome no livro.

Ele quis saber como era esse negócio de ter o nome no livro, se seria uma espécie de carimbo ou algo assim. Expliquei que não. Ele terá realmente o nome no livro, em todos os exemplares impressos. O capítulo final de Time dos Sonhos será reservado para os nomes de quem participou do financiamento coletivo da obra.

Pedi para que analisasse a alegria de um santista que recebesse tal presente: além do livro, o nome completo dele impresso na obra. Esse último argumento convenceu meu amigo a fazer parte desse grupo especial que está possibilitando a reimpressão de Time dos Sonhos, o livro que além de contar a história do Santos, do nascimento até o título brasileiro de 2002, provou com fatos incontestáveis que a equipe bicampeã mundial de 1962/63 foi o melhor time de futebol de todos os tempos.

Clique aqui para conhecer a curiosa história do título do livro

E você, o que acha das afirmações do presidente Modesto Roma?